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RIO SÃO FRANCISCO

Testes de bombeamento de água são retomados no projeto do Rio São Francisco

publicado: 03/09/2019 19h55, última modificação: 03/09/2019 21h40
Água volta a percorrer estruturas do empreendimento em direção aos estados beneficiados.
Testes de bombeamento de água são retomados no projeto do Rio São Francisco

Foto: Adalberto Marques /MDR

O ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, acompanhou na última sexta-feira (30), as vistorias de estruturas do Eixo Norte do Projeto de Integração do Rio São Francisco (PISF) e a retomada dos testes de bombeamento de água na terceira estação elevatória do trecho (EBI-3), que ficam entre as cidades de Cabrobó e Salgueiro, em Pernambuco.

Com o reinício do bombeamento, as águas do rio São Francisco voltam a percorrer os canais em direção ao Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte. A partir da EBI-3, seguirão pelas próximas estruturas, que contemplam 60 quilômetros de extensão - incluindo dois açudes - até chegar, no primeiro trimestre de 2020, ao Reservatório de Jati, no Ceará. O reservatório é ponto de captação para o Cinturão das Águas do Ceará (CAC), empreendimento que abastecerá a região metropolitana de Fortaleza.

“O Governo Federal e o presidente Jair Bolsonaro têm um olhar especial para o Nordeste, tanto que foi a região que mais recebeu recursos do Ministério do Desenvolvimento Regional no primeiro semestre. Hoje, retomamos o bombeamento aqui em Salgueiro, no Eixo Norte, e damos mais um importante passo para mais adiante garantir a segurança hídrica e o desenvolvimento econômico da região. É dessa forma que vamos assegurar a melhoria das condições de vida da população”, disse o ministro.

No trecho em Salgueiro, foi constatada, em 2018, a necessidade de realização de reparos no Dique Negreiros. A estrutura precisou ser esvaziada para a execução dos serviços. O bombeamento, que chegou a ser interrompido na região, já havia sido retomado nas estações localizadas antes da EBI-3.

Redução no custo da água

Durante a agenda no Eixo Norte, que incluiu também vistoria a obras no Ceará, Gustavo Canuto reafirmou a disposição do Governo Federal em criar condições para utilização do potencial de geração de energia ao longo do Projeto São Francisco. “A decisão do presidente Jair Bolsonaro de fazer um leilão estruturante, permitindo a utilização do potencial de geração de energia fotovoltaica, não só ao longo do canal, mas sobre o canal, e sobre os reservatórios, criou um grande atrativo. Esse leilão permitirá a utilização desse potencial e agregará valor na concessão da operação e manutenção do São Francisco”.

O ministro explicou, ainda, que a concessão da operação está atrelada ao leilão de geração de energia fotovoltaica. “As duas coisas serão feitas em conjunto, justamente para poder baratear o custo da água aos estados e à população”, acrescentou.

Eixo Norte

Com 97,05% de execução física, o Eixo Norte entrou em pré-operação em 2018. São 260 quilômetros de extensão, dos quais 155 quilômetros são de canais concretados. Foram construídas três estações de bombeamento (EBI-1, 2 e 3) que vão elevar a água do Rio São Francisco em 188 metros de altura, que depois seguirá por gravidade por regiões de Pernambuco até chegar aos estados do Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte. Essa altura é equivalente a um edifício de 62 andares.

O Eixo Norte conta ainda com 15 reservatórios, oito aquedutos e três túneis, sendo um deles o maior da América Latina para transporte de água – o Cuncas 1.

Eixo Leste

O Eixo Leste está em pré-operação desde março de 2017 e beneficia mais de um milhão de pessoas em 46 cidades da Paraíba e de Pernambuco. São 217 quilômetros de extensão, partindo do reservatório de Itaparica (PE) em direção a leste de Pernambuco até chegar a Paraíba, no município de Monteiro. O Eixo Leste é composto por seis estações de bombeamento, cinco aquedutos, 12 reservatórios e um túnel.

Atualmente, estão sendo feitos reparos em cerca de dois quilômetros do trecho, incluindo a barragem Cacimba Nova. Isso representa 0,9% da extensão total do Eixo Leste.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento Regional