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Simulado sobre febre aftosa ocorre até sábado (17) no Paraná

publicado: 13/08/2019 20h54, última modificação: 13/08/2019 20h54
Iniciativa tem como meta capacitar o sistema de defesa sanitária nacional contra possível foco de aftosa
Simulado sobre febre aftosa ocorre até sábado (17) no Paraná

Foto: Valter Campanato / Agência Brasil

O Brasil está realizando um simulado para atendimento rápido a possíveis focos de febre aftosa.  O evento que está sendo realizado no Paraná faz parte do Plano Hemisférico de Erradicação da Febre Aftosa e reúne representantes das 27 defesas sanitárias brasileiras, além de observadores da Argentina, Paraguai, Uruguai, Bolívia e Chile.

A prática consiste em simular a ocorrência de um foco de verdade da doença e dar uma resposta célere. Em campo, os 164 veterinários que participam do simulado têm de seguir protocolos como isolar uma propriedade, criar barreiras, notificar os vizinhos e vacinar o rebanho num raio de um a 10 quilômetros do possível foco.

O secretário de Agricultura do Paraná, Norberto Ortigara, disse que a meta é aprimorar a vigilância no Brasil. “Esse é um simulado pra gente conviver sem a vacina. Quando a gente interrompe um procedimento que é usar uma espécie de muleta que é a vacina, nós precisamos aumentar a vigilância e não relaxar. E é esse o sentido desse simulado”.

O produtor de leite de Realeza, município no sudoeste do Paraná, Robson André Yurkoski, afirmou que a iniciativa reforça a proteção nas fronteiras. “Eu acho que é certo. Como há muito tempo que não têm focos aqui na nossa região de aftosa, mas tem que ficar esperto nas divisas, tem que proteger mais as divisas com essas entradas de animais”.

Brasil livre da aftosa

Desde 2018 a Organização Mundial de Saúde Animal, que reúne 184 países, qualifica o território brasileiro como livre de febre aftosa com vacinação. Essa condição vale para todos os estados. No caso de Santa Catarina o status é livre de febre aftosa sem vacinação, um degrau acima na classificação. Essa conquista permitiu ao Brasil ampliar ainda mais as vendas de carnes pelo mundo incluindo o mercado asiático.

A meta do Brasil é até 2026 obter da Organização Mundial de Saúde Animal o título de país 100% livre de febre aftosa sem vacinação. O diretor do Departamento de Saúde Animal e Insumos do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Geraldo Moraes, disse que o título permitirá abrir ainda mais o mercado.

“Não haverá mais a necessidade de aquisição e aplicação da vacina e ao mesmo tempo vai elevar o status sanitário do rebanho brasileiro, a qualidade do seu sistema, com a possibilidade de ampliar a inserção do produto nos mercados internacionais”, ressaltou.