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Lula celebra ouro inédito de Lucas Pinheiro nas Olimpíadas de Inverno: “O esporte brasileiro não tem limites”
“É ourooooooooooooooooooooo!” Foi assim, vibrando como tantos brasileiros ligados na televisão neste sábado, 14 de fevereiro, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva celebrou a conquista da primeira medalha da história do Brasil em Jogos Olímpicos de Inverno. O feito inédito foi protagonizado pelo esquiador Lucas Pinheiro Braathen, na pista de Bormio, na Itália, ao vencer a prova de slalom gigante nos Jogos de Milão-Cortina 2026.
Nas redes sociais, o presidente parabenizou o atleta e destacou o simbolismo da vitória, que transcende as pistas de neve e amplia os horizontes do esporte brasileiro. “O resultado inédito mostra que o esporte brasileiro não tem limites. É o reflexo de talento, dedicação e do trabalho contínuo de fortalecimento do esporte em todas as suas dimensões. Parabéns, Lucas Pinheiro, e toda a equipe envolvida nessa conquista histórica, que inspira novas gerações e amplia o horizonte do esporte nacional.”
É ourooooooooooooooooooooo! 🇧🇷✨ O Brasil fez história nos Jogos Olímpicos de Inverno!
— Lula (@LulaOficial) February 14, 2026
Pela primeira vez, nosso país sobe ao pódio em uma edição olímpica de inverno. A medalha conquistada por Lucas Pinheiro Braathen, no slalom gigante, entra para sempre na história do esporte… pic.twitter.com/yoCR4w346R
FEITO PARA A HISTÓRIA – A medalha de ouro de Lucas veio na exigente prova de slalom gigante do esqui alpino, modalidade em que o brasileiro registrou o melhor tempo somado nas duas descidas, superando atletas de países tradicionais nos esportes de inverno. No pódio, a prata e o bronze ficaram com os suíços Marco Odermatt e Loic Meillard, dois dos principais nomes do esqui alpino mundial.
Eu tentei colocar palavras no que estou sentindo e é simplesmente impossível. O que vou dizer é que as emoções que estou sentindo agora são um sol eterno dentro de mim, que está brilhando tão brilhante. Muitas pessoas me deram essa luz que me trouxe o poder para ser o mais rápido do mundo hoje e para ser campeão olímpico”
Lucas Pinheiro Braathen, campeão olímpico
Filho de mãe brasileira, Lucas nasceu em Oslo, na Noruega, e optou por defender o Brasil em competições internacionais. A decisão o levou a escrever uma página inédita na história olímpica nacional, transformando sua trajetória de dedicação, talento e superação em inspiração para atletas e cidadãs e cidadãos em todo o país.
“Eu tentei colocar palavras no que estou sentindo e é simplesmente impossível. O que vou dizer é que as emoções que estou sentindo agora são um sol eterno dentro de mim, que está brilhando tão brilhante. Muitas pessoas me deram essa luz que me trouxe o poder para ser o mais rápido do mundo hoje e para ser campeão olímpico”, celebrou Lucas, em entrevista ao Comitê Olímpico do Brasil.
Para o Ministério do Esporte, a conquista reforça a importância de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento esportivo em todas as suas manifestações, ampliando oportunidades e horizontes para atletas brasileiros, independentemente da modalidade ou das condições climáticas.
“O ouro conquistado por Lucas Pinheiro é motivo de orgulho para todo o Brasil. É a prova de que o esporte brasileiro não tem limites e que nossos atletas podem competir e vencer em qualquer cenário”, afirmou o ministro do Esporte, André Fufuca.
DELEGAÇÃO RECORDE - Na Itália, o Brasil compete com a maior delegação já enviada a uma edição dos Jogos de Inverno. Dos 14 atletas brasileiros (a equipe tem ainda um atleta reserva, totalizando 15 esportistas), sete integram o Bolsa Atleta do Governo do Brasil e outros dois já foram apoiados em editais anteriores. Atualmente, são bolsistas Nicole Silveira (skeleton), Augustinho Teixeira (snowboard), Eduarda Ribera e Manex Silva (esqui cross country), além de Edson Bindilatti, Gustavo Ferreira e Rafael Souza (bobsled). Também representantes do bobsled, Davidson de Souza e Luis Bacca, já foram apoiados pelo programa. O total de investimentos direto nos atletas por parte do Governo do Brasil ao longo de suas carreiras supera R$ 1,6 milhão.
HISTÓRIA – O Brasil participa dos Jogos Olímpicos de Inverno desde 1992, em Albertville, na França. Desde então, o país esteve nas edições de Lillehammer-1994, Nagano-1998, Salt Lake City-2002, Turim-2006, Vancouver-2010, Sochi-2014, PyeongChang-2018 e Pequim-2022. Até este sábado, os melhores resultados do país haviam sido o 9º lugar de Isabel Clark em Turim, no snowboard; e o 13º lugar de Nicole Silveira, no skeleton, em Pequim. Antes de Milão-Cortina, 40 atletas brasileiros, sendo 27 homens e 13 mulheres, representaram o Brasil na competição, em nove modalidades.