Plano de Desenvolvimento Institucional 2024-2029
Órgão: Universidade Federal de Viçosa
Setor: Universidade Federal de Viçosa
Status: Encerrada
Abertura: 30/10/2023
Encerramento: 19/11/2023
Processo: 23114.904963/2023-05
Contribuições recebidas: 25
Resumo
O Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI), documento elaborado com a participação da comunidade universitária, contém um diagnóstico da Universidade Federal de Viçosa e propõe os Objetivos Estratégicos, metas e indicadores de monitoramento para o período de 2024 a 2029. O PDI expressa as políticas institucionais da UFV fundamentadas na cultura, na tradição, na identidade, na vocação da Universidade e na realidade institucional.
A partir de sua homologação, constitui-se compromisso da Instituição com a comunidade acadêmica, com o Ministério da Educação e com a sociedade.
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Conteúdo
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METODOLOGIA
O Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) é um documento de gestão administrativa e acadêmica, instituído pelo Ministério da Educação para as Instituições de Ensino Superior (IES) públicas e privadas. Expressa a identidade institucional da IES, sua missão, filosofia de trabalho, diretrizes pedagógicas, estrutura organizacional e atividades acadêmicas que desenvolve e/ou pretende desenvolver.
Em 2012, foi publicada a primeira edição do Plano de Desenvolvimento Institucional da UFV, com vigência até 2017, e em 2018 foi publicada a segunda edição, com vigência até 2023. Em 2020, o plano estratégico que compõe o PDI-UFV 2018-2023 foi revisado.
O processo de elaboração da terceira edição do PDI-UFV 2024-2029 foi realizado em quatro etapas:
-
preparação;
-
diagnóstico;
-
planejamento e construção do PDI; e
-
monitoramento e avaliação.
A etapa de preparação teve início em setembro de 2022 com reuniões da equipe da Pró-Reitoria de Planejamento e Orçamento para estudos sobre planejamento estratégico, para definição da metodologia e cronograma de atividades. Foram revisadas as Cadeias de Valor da UFV e elaborado o seu Modelo de Negócios. E com base na Cadeia de Valor e no Decreto nº9.235, de 15 de dezembro de 2017, que dispõe sobre os elementos constitutivos do plano de desenvolvimento institucional, foram definidos os eixos temáticos para a elaboração do PDI.
Assim, a elaboração do PDI foi conduzida de forma a relacionar os eixos temáticos previstos na legislação vigente aos Objetivos Estratégicos da UFV.
Além disso, é importante enfatizar que o PDI-UFV também tem como base referencial as resoluções dos órgãos colegiados superiores da UFV, quais sejam, Conselho Universitário (Consu) e Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepe), bem como as versões vigentes do Regimento e do Estatuto da Instituição.
A partir do trabalho inicial foi realizada a revisão do referencialestratégico, aprovado pelo Cepe (Despacho SEI nº 1070035) e Consu (Despacho SEI nº 1011709) em abril/2023.
Na etapa de diagnóstico, em junho de 2023, foi realizada análise SWOT, análise ambiental, e verificação dos resultados da autoavaliação institucional da UFV. Com base nestes diagnósticos, foi realizada a etapa de planejamento e construção do PDI - UFV 2024 - 2029. Os trabalhos tiveram início em junho de 2023, com a atualização do conteúdo que compõe o documento.
No período de julho a setembro/2023 ocorreu a etapa de avaliação das propostas dos objetivos estratégicos, metas e indicadores do Plano de Desenvolvimento Institucional da Universidade Federal de Viçosa (PDI-UFV) 2024-2029. Para essa etapa foram definidos Grupos de Trabalho formados com a participação dos Coordenadores dos Objetivos Estratégicos, membros das respectivas equipes, técnicos da área de planejamento, agentes de planejamento e de riscos com conhecimento nos assuntos relacionados aos Eixos Temáticos, representes do Cepe e do Consu conforme indicação apresentada nos Despachos SEI Nº 1064607 e 1070035, Diretores dos Centros de Ciências e Diretores dos Campis Florestal e Rio Paranaíba para debate das ideias que representarão as aspirações institucionais.
De forma a promover a transparência no processo e facilitar o acesso aos documentos de elaboração do PDI, foi criada a página PDI 2024-2029, no qual foram disponibilizados a composição dos grupos, cronograma e documentos que poderiam subsidiar as atividades dos Grupos de Trabalho e permitir que a sociedade pudesse acompanhar o desenvolvimento de cada etapa.
No final de Outubro foi elaborado o Documento Indutor que será apreciado pela comunidade universitária por meio da Consulta Pública que será disponibilizada na Plataforma Participa Mais Brasil no período de 25/10/2023 a 19/11/2023 e no intuito de aprimorar a participação social na elaboração desse documento, será realizado Audiência Pública nos dias 14/11/2023 e 16/11/2023.
Além da participação da sociedade, o documento também será apreciado pelo Comitê de Governança, Riscos, Integridade e Controles Internos, e submetido ao Cepe e Consu, conforme inciso V do art. 19 da Resolução nº 04/2023/Consu.
A estrutura temática do PDI 2024-2029 resulta nos seguintes capítulos: 1. Perfil Institucional; 2. Projeto Pedagógico Institucional; 3. Gestão Institucional; 4. Políticas de Atendimento aos Discentes; 5. Infraestrutura; 6. Aspectos Financeiros e Orçamentários; e 7. Avaliação e Acompanhamento do Desenvolvimento Institucional.
A etapa de monitoramento e avaliação será realizada a partir do início de 2024, quando os Coordenadores dos Objetivos Estratégicos elaborarem o Plano de Ações, baseados na gestão dos riscos, conforme apresentado no apêndice ?Gestão de Riscos dos Objetivos Institucionais da UFV?, para o alcance das metas propostas.
A gestão do PDI 2024-2029 será feita com o auxílio da Plataforma FOR, composta pelos módulos integrados ForPDI e ForRisco.
O ForPDI é um módulo da Plataforma FOR, aberto para gestão e acompanhamento do PDI de universidades e outras instituições públicas ou privadas, enquanto o ForRisco é a ferramenta que permite a gestão dos riscos dos objetivos institucionais, seu monitoramento e controle de forma integrada.
AVALIAÇÃO DO PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL 2018-2023
PERFIL INSTITUCIONAL
1. PERFIL INSTITUCIONAL
1.1 HISTÓRICO DA UFV
A Universidade Federal de Viçosa (UFV) foi criada formalmente pelo Decreto nº 6.053, de 30 de março de 1922, como resultado das providências tomadas pelo Presidente do Estado de Minas Gerais, Arthur da Silva Bernardes. A UFV originou-se da implantação da Escola Superior de Agricultura e Veterinária (Esav).
A construção dos edifícios foi iniciada a partir de 1921 e a inauguração do prédio principal, atualmente Edifício Arthur da Silva Bernardes, ocorreu no dia 28 de agosto de 1926, presidida pelo idealizador da Esav, que, na época, ocupava a Presidência da República.
Durante o período de construção das instalações da Escola, o professor Peter Henry Rolfs coordenou o início dos trabalhos na área agrícola e foi convidado por Arthur Bernardes para organizar e dirigir a Esav. Foi diretor da Instituição de 1927 a 1929, quando passou o cargo ao engenheiro João Carlos Bello Lisboa, que dirigia os trabalhos de construção da Escola.
Na Esav, iniciaram-se os cursos fundamental e médio, em 1º de agosto de 1927, e o curso superior de Agricultura, em 1º de março do ano seguinte. A primeira solenidade de conferência de certificados a estudantes que concluíram cursos na Instituição ocorreu em 14 de julho de 1929. Nessa mesma ocasião, realizou-se a 1ª Semana do Fazendeiro, considerada a primeira atividade extensionista desse tipo no Brasil. Ainda nessa época, tiveram início as atividades de pesquisa.
A primeira turma de engenheiros-agrônomos colou grau em 15 de dezembro de 1931 e, em 1º de março de 1932, tiveram início as atividades do curso superior em Veterinária.
Em 13 de novembro de 1948, com a Lei nº 272, a Esav foi transformada em Universidade Rural do Estado de Minas Gerais (Uremg), composta pelas Escolas Superiores de Agricultura, Veterinária e Ciências Domésticas, pela Escola de Especialização, pelo Serviço de Experimentação e Pesquisa e pelo Serviço de Extensão.
Todo esforço da Universidade Rural do Estado de Minas Gerais culminou então, em 1961, em seu pioneirismo nacional no oferecimento de programas de pós-graduação stricto sensu, no modelo norte-americano do Master of Science ou Magister Scientiae (M..S.), o qual foi posteriormente adotado no País com algumas modificações. Os primeiros programas oferecidos foram em Economia Aplicada e em Fitotecnia.
Em 1965, foi criada a Central de Experimentação, Pesquisa e Extensão do Triângulo Mineiro (Cepet), localizada no município de Capinópolis, com o objetivo de levar ao agronegócio daquela região as conquistas e inovações da Universidade.
O ano de 1965 também foi significativo na história da UFV pela criação do Colégio Universitário. Com o objetivo de proporcionar à comunidade ensino médio de alta qualidade, suas atividades tiveram início em 1966. Em 2001, tornou-se Colégio de Aplicação (CAp-Coluni), constituindo-se em órgão fundamental na estrutura acadêmica em função das inúmeras oportunidades formativas e de estágio oferecidas aos estudantes do ensino superior nas diversas licenciaturas. Devido à sua qualidade em ensino, o CAp-Coluni foi considerado, por diversas vezes consecutivas, a melhor escola pública do País dedicada ao ensino médio.
Expandindo-se e destacando-se na criação de cursos como Economia Doméstica e Engenharia Florestal, a Uremg, por meio do Decreto nº 64.825, de 15 de julho de 1969, foi federalizada com o nome de Universidade Federal de Viçosa.
Até 1970, a UFV contava com três cursos de graduação e sete programas de pós-graduação em nível de mestrado, totalizando 236 alunos. O doutorado teve início em 1972, com os programas de Economia Aplicada e Zootecnia. Durante a década de 1970, a UFV vivenciou grande expansão, tendo sido criados 16 cursos de graduação, sete de pós-graduação em nível de mestrado e quatro de doutorado, em várias áreas do conhecimento, contando, ao final da década, com 4.152 discentes.
Em 1978, a UFV sofreu uma reestruturação e sua estrutura acadêmica passou a ser composta por quatro Centros de Ciências: Centro de Ciências Agrárias; Centro de Ciências Biológicas e da Saúde; Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas e Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes. A essas unidades ficaram subordinados os departamentos.
Já nas décadas de 1980 e 1990 foram criados oito cursos de graduação e 14 programas de pós-graduação, sendo sete em nível de mestrado e sete em nível de doutorado. De 2000 a 2005, a UFV vivenciou nova expansão, com a criação de 15 cursos de graduação (incluindo os de licenciatura e bacharelado) e 12 programas de pós-graduação, sendo seis em nível de mestrado e seis em nível de doutorado.
Com a política do Governo Federal de expansão e melhoria da qualidade do ensino superior, em 2006 foi criado o Programa de Expansão I e, em 2007, foi instituído o Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni). A expansão das universidades ampliou as possibilidades de acesso da população brasileira ao ensino superior. A partir desses programas, a UFV aumentou o número de vagas e criou novos cursos de graduação.
A UFV participou do primeiro grupo de universidades que se vincularam à Universidade Aberta do Brasil (UAB), quando de sua criação, para o oferecimento do curso de graduação em Administração, em 2006. Ofereceu também, em parceria com a UAB, os cursos de graduação a distância em História e Matemática.
No Campus Viçosa iniciaram-se, em 2007, os cursos de Engenharia Química e Engenharia Mecânica; em 2009, Cooperativismo, Enfermagem e Ciências Sociais (licenciatura e bacharelado); em 2010, Medicina e Letras - Espanhol; em 2014, licenciatura em Educação do Campo, com habilitação para docência em Ciências da Natureza; e, em 2017, Serviço Social.
A expansão também propiciou a criação de um campus na cidade de Rio Paranaíba e a transformação da unidade de ensino e pesquisa da UFV em Florestal, a Central de Desenvolvimento Agrário de Florestal (Cedaf), em campus.
O Campus Florestal (CAF) teve sua origem em 26 de abril de 1939 como unidade de educação profissional técnica de nível médio e pesquisa, denominada de Fazenda-Escola de Florestal. Em 26 de maio de 1948, a Fazenda-Escola transformou-se na Escola Média de Agricultura de Florestal (Emaf) e, em 1955, foi incorporada à Uremg.
Em 1982, a Emaf foi transformada em Central de Desenvolvimento Agrário de Florestal (Cedaf). Em 22 de maio de 2006, por meio da Resolução nº 7/2006 do Conselho Universitário (Consu), a área que abrange a Cedaf foi denominada Universidade Federal de Viçosa, Campus Florestal, e passou a oferecer também cursos de graduação, a partir do primeiro semestre de 2008, além de cursos técnicos.
A pós-graduação no CAF teve início em 2013, com o oferecimento do programa de Manejo e Conservação de Ecossistemas Naturais e Agrários, em nível de mestrado.
O Campus Rio Paranaíba (CRP) foi criado em 2006, por meio da Resolução nº 08/2006/Consu. Suas atividades acadêmicas tiveram início no segundo semestre de 2007, com a abertura dos cursos de Agronomia e Administração.
O oferecimento do primeiro programa de pós-graduação no CRP aconteceu em 2011, com o mestrado em Agronomia (Produção Vegetal).
A partir de 2006, houve aumento da oferta de cursos de graduação, pós-graduação profissional e stricto sensu nos três campi.
Ao longo de seus 97 anos de trajetória, com os avanços ocorridos, a UFV tem ampliado sua excelência nas áreas do conhecimento em Ciências Agrárias, Ciências Biológicas e da Saúde, Ciências Exatas e Tecnológicas e Ciências Humanas, Letras e Artes. A Universidade oferece, em 2023, 67 cursos de graduação em seus três campi e também conta com 50 programas de pós-graduação stricto sensu, sendo 40 programas acadêmicos e 10 profissionais. Oferecem treinamento em níveis de mestrado e doutorado.
O Colégio de Aplicação (Coluni), situado no Campus Viçosa, oferece ensino médio e é considerado uma das melhores escolas públicas do País, de acordo com as notas obtidas por seus estudantes no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Seis cursos técnicos são oferecidos no Campus Florestal e a Instituição também se dedica à educação infantil no Campus Viçosa.
Além disso, a UFV tem se destacado em diversos rankings nacionais e internacionais, como: Índice Geral de Cursos (IGC)/MEC; Avaliação Quadrienal da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes); Center for World University Rankings (CWUR), Times Higher Education (THE); Academic Ranking of World Universities (ARWU).
1.2. MISSÃO
Promover as ciências, letras e artes, a cultura, a inovação e a formação de cidadãos, por meio de ações éticas e integradas de ensino, pesquisa e extensão, para o desenvolvimento sustentável e inclusivo da sociedade.
1.3. VISÃO DE FUTURO
Ser referência nacional e internacional em ensino, pesquisa, extensão e inovação, reconhecida pela sociedade como instituição promotora do desenvolvimento sustentável e da inclusão social.
1.4. VALORES
Ética, transparência, excelência, comprometimento social, respeito às diversidades e sustentabilidade.
1.5. MAPA ESTRATÉGICO
.
1.6.
OBJETIVOS ESTRATÉGICOS
Na listagem abaixo, os Objetivos Estratégicos foram ordenados em eixos temáticos nas áreas de ensino, pesquisa, inovação, extensão, cultura e gestão, respectivamente:
Objetivos Estratégicos do Eixo Temático 1: Ensino e Educação a Distância
Objetivo E1
|
Objetivo E1: Promover ensino de qualidade nos cursos de graduação, técnicos e de educação básica Coordenação: Pró-Reitoria de Ensino |
||||||||||
|
Metas |
Indicadores |
|||||||||
|
ID |
Descrição |
Linha de Base |
Valores Esperados |
ID |
Descrição |
|||||
|
2024 |
2025 |
2026 |
2027 |
2028 |
2029 |
|||||
|
M1 |
Aprimorar os mecanismos de registro, monitoramento e avaliação das atividades de ensino. |
Insuficiência dos sistemas para registro, monitoramento e avaliação das atividades de ensino |
10% |
20% |
40% |
60% |
80% |
100% |
I1 |
Percentual de aprimoramento dos mecanismos de registro, monitoramento e avaliação das atividades de ensino. |
|
M2 |
Alcançar 50% de participação docente na avaliação das disciplinas dos cursos de graduação. |
2023: 20% do corpo docente participando |
25% |
30% |
35% |
40% |
45% |
50% |
I2 |
Percentual de docentes participantes na avaliação das disciplinas do curso de graduação. |
|
M3 |
Alcançar 30% de participação discente na avaliação das disciplinas dos cursos de graduação. |
2023: 8% do corpo discente participando |
10% |
12% |
15% |
20% |
25% |
30% |
I3 |
Percentual de discentes participantes na avaliação das disciplinas do curso de graduação. |
|
M4 |
Manter 100% atualizados os projetos pedagógicos dos cursos de graduação, técnicos e da educação básica. |
90% atualizados |
90% |
90% |
100% |
100% |
100% |
100% |
I4 |
Percentual de projetos pedagógicos atualizados. |
|
M5 |
Aumentar em 100% o número de candidatos por vaga nos cursos de graduação.
|
2,9 candidatos/vaga em 2023 |
3,3 |
3,8 |
4,3 |
4,8 |
5,3 |
5,8 |
I5 |
Relação candidato/vaga. |
|
M6 |
Acompanhar, no mínimo, 30% dos egressos dos cursos de graduação a partir de 2024. |
Não há |
5% |
10% |
15% |
20% |
25% |
30% |
I6 |
Percentual de egressos acompanhados. |
|
M7 |
Aprimorar a gestão do Programa UFV em Formação. |
Atividades ofertadas pelo programa registradas no AVA |
20% |
40% |
60% |
80% |
90% |
100% |
I7 |
Percentual de aprimoramento do Programa UFV em Formação. |
|
M8 |
Fortalecer a integração entre as licenciaturas, o ensino médio técnico e as escolas de educação básica locais e regionais. |
Ações desenvolvidas pela UFV para atender as demandas internas e externas |
20% |
40% |
60% |
80% |
90% |
100% |
I8 |
Integração da Universidade com a educação básica. |
|
M9 |
Fortalecer a integração entre os cursos da área da saúde e as redes de atenção à saúde. |
Ações desenvolvidas pela UFV para atender as demandas internas e externas. |
20% |
40% |
60% |
80% |
90% |
100% |
I9 |
Integração da Universidade com a rede de atenção à saúde básica |
|
M10 |
Digitalizar o Acervo Acadêmico. |
2023: 10% |
20% |
30% |
50% |
70% |
90% |
100% |
I10 |
Número total de matrículas no Acervo Acadêmico Digital |
|
M11 |
Modernizar e manutenir os laboratórios didáticos por meio do Programa de Apoio à Modernização e Manutenção de Laboratórios Didáticos (PROLADI). |
2023: 1 edital |
1 |
1 |
1 |
1 |
1 |
1 |
I11 |
Número de editais lançados por ano |
|
M12 |
Consolidar a política de Desenvolvimento de Coleções no âmbito da UFV. |
0% |
30% |
45% |
60% |
70% |
85% |
100% |
I12 |
Política de Desenvolvimento de Coleções no âmbito da UFV |
|
M13 |
Possibilitar que 1% dos discentes de graduação da UFV realizem mobilidade internacional. |
2019: 0,73% |
0,5% |
0,6% |
0,7% |
0,8% |
0,9% |
1% |
I13 |
Percentual da população discente de graduação que realiza mobilidade internacional, a cada ano. |
|
M14 |
Dobrar o número de discentes estrangeiros regulares nos programas de graduação acadêmicos. |
2023: 39
|
45 |
52 |
58 |
65 |
71 |
78 |
I14 |
Número de discentes estrangeiros regulares nos programas de graduação acadêmicos. |
|
M15 |
Duplicar o número de estudantes estrangeiros de graduação em mobilidade na UFV. |
2022: 70
|
80 |
90 |
100 |
120 |
130 |
140 |
I15 |
Número de estudantes de graduação em mobilidade na UFV que são estrangeiros, a cada ano, presencial ou não presencialmente. |
|
M16 |
Oferecer seis disciplinas de graduação em Inglês. |
2023: 0 |
3 |
4 |
4 |
5 |
5 |
6 |
I16 |
Número de disciplinas oferecidas em Inglês na graduação. |
Objetivo E2
|
Objetivo E2: Fortalecer a política institucional de apoio acadêmico e pedagógico Coordenação: Pró-Reitoria de Ensino |
||||||||||
|
Metas |
Indicadores |
|||||||||
|
ID |
Descrição |
Linha de Base |
Valores Esperados |
ID |
Descrição |
|||||
|
2024 |
2025 |
2026 |
2027 |
2028 |
2029 |
|||||
|
M1 |
Aumentar a taxa de diplomação da graduação em percentuais compatíveis com as especificidades de cada curso. |
2022: 48,7%
|
50% |
52% |
54% |
56% |
58% |
60% |
I1 |
Taxa de diplomação da graduação. |
|
M2 |
Aumentar a taxa de conclusão do ensino técnico em percentuais compatíveis com as especificidades de cada curso. |
2020-2022: 72,6% no ciclo |
73% |
74% |
75% |
76% |
78% |
80% |
I2 |
Taxa de conclusão do ensino médio técnico. |
|
M3 |
Aprimorar os programas institucionais de apoio acadêmico-pedagógico aos discentes. |
Programas oferecidos: monitoria e tutoria |
30% |
40% |
55% |
70% |
85% |
100% |
I3 |
Programas acadêmico-pedagógicos de apoio aos discentes. |
|
M4 |
Criar em cada campus uma Unidade de Apoio Pedagógico aos discentes. |
Não há |
|
1 CAV |
1 CAF |
1 CRP |
|
|
I4 |
Unidade de Apoio Pedagógico criada. |
|
M5 |
Ampliar em 200% o número de propostas submetidas para iniciação de pesquisa em ensino e aprendizagem. |
2023: 16 propostas |
22 |
28 |
34 |
40 |
44 |
48 |
I5 |
Propostas de iniciação científica em ensino. |
|
M6 |
Otimizar a gestão dos espaços físicos relacionados às atividades de ensino. |
100% dos alunos atendidos |
100% |
100% |
100% |
100% |
100% |
100% |
I6 |
Gestão dos espaços físicos de ensino. |
|
M7 |
Garantir a oferta de recursos para a promoção da Política Nacional de Educação Especial Inclusiva. |
2023: cinco tipos de recursos oferecidos |
6 |
7 |
8 |
9 |
10 |
10 |
I7 |
Recursos ofertados para garantir a implementação da Política Nacional de Educação Especial. |
|
M8 |
Aumentar em 100% as ações que visem a educação e a cidadania digital, em consonância com a Política Nacional de Educação Digital. |
2022: 60 ações promovidas |
20% |
40% |
55% |
70% |
85% |
100% |
I8 |
Ações em educação e cidadania digital. |
Objetivo E3
|
Objetivo E3: Ampliar as atividades de ensino e de extensão a distância Coordenação: Coordenadoria de Educação Aberta e a Distância |
||||||||||
|
Metas |
Indicadores |
|||||||||
|
ID |
Descrição |
Linha de Base |
Valores Esperados |
ID |
Descrição |
|||||
|
2024 |
2025 |
2026 |
2027 |
2028 |
2029 |
|||||
|
M1 |
Aumentar em 30% o desenvolvimento de recursos educacionais digitais. |
2022: 3.450 |
5% |
10% |
15% |
20% |
25% |
30% |
I1 |
Recursos Educacionais Digitais |
|
M2 |
Criar e ofertar seis novos cursos de pós-graduação a distância. |
2022: 6 cursos pós-graduação a distância criados e ofertados |
7 |
8 |
9 |
10 |
11 |
12 |
I2 |
Cursos de pós-graduação a distância criados e ofertados |
|
M3 |
Aumentar em 50% o número de matrículas nos cursos de curta duração ofertados a distância. |
2022: 11.000 |
10% |
20% |
30% |
40% |
45% |
50% |
I3 |
Matrícula em cursos de curta duração a distância |
|
M4 |
Garantir a utilização do PVANet Moodle nas disciplinas da graduação. |
2023-I: 84,6% |
85% |
85% |
85% |
85% |
85% |
85% |
I4 |
Percentual de disciplinas da graduação configuradas para o PVANET Moodle |
|
M5 |
Criar e ofertar dois cursos de graduação na modalidade a distância. |
Não há |
0 |
1 |
1 |
2 |
2 |
2 |
I5 |
Cursos de graduação a distância |
|
M6 |
Ampliar em 200% a disponibilização do acervo da Cead. |
2023: 42 Recursos educacionais digitais da Cead no Locus |
40% |
80% |
110% |
140% |
170% |
200% |
I6 |
Recursos Educacionais Digitais da Cead no Locus. |
Objetivos Estratégicos do Eixo Temático 2: Pesquisa, Pós-Graduação, Internacionalização e Inovação
Objetivo PI1
|
Objetivo PI1: Aprimorar e internacionalizar a pós-graduação Coordenação: Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação |
||||||||||
|
Metas |
Indicadores |
|||||||||
|
ID |
Descrição |
Linha de Base |
Valores Esperados |
ID |
Descrição |
|||||
|
2024 |
2025 |
2026 |
2027 |
2028 |
2029 |
|||||
|
M1 |
Inserir a UFV entre as 1.000 melhores instituições de ensino superior do mundo, nos rankings da Times Higher Education World University e QS World University. |
QS 2023: 1201-1400 THE 2023: 1201-1500
|
1.200 |
1.200 |
1.150 |
1.100 |
1.050 |
1.000 |
I1 |
Posição da UFV nos principais rankings internacionais de ensino superior |
|
M2 |
Aumentar o índice de qualidade de 10% dos programas de pós-graduação (de conceito entre 3 e 6). |
2023: 8 com conceito 7; 5 com conceito 6; 15 com conceito 5; 11 com conceito 4; 5 com conceito 3 |
- |
- |
10% |
10% |
10% |
10% |
I2 |
Número de programas de pós-graduação com elevação de conceito Capes em relação ao Quadriênio de Avaliação 2017-2020 |
|
M3 |
Conceber e/ou reestruturar quatro programas de pós-graduação com maior transversalidade e internacionalização. |
2023: 0 |
1 |
1 |
2 |
2 |
3 |
4 |
I3 |
Número de programas de pós-graduação com maior transversalidade e internacionalização. |
|
M4 |
Dobrar o número de duplas-titulações concedidas. |
2023: 7 |
7 |
8 |
9 |
10 |
12 |
14 |
I4 |
Número de duplas-titulações concedidas. |
|
M5 |
Dobrar o número de disciplinas oferecidas em inglês na pós-graduação. |
2023: 36 |
42 |
50 |
55 |
60 |
65 |
72 |
I5 |
Número de disciplinas oferecidas em inglês na pós-graduação. |
|
M6 |
Estabelecer seis programas de pós-graduação conjuntos internacionais (MS e/ou DS). |
2023: 0 |
1 |
2 |
3 |
4 |
5 |
6 |
I6 |
Número de programas de pós-graduação conjuntos internacionais (MS e/ou DS). |
|
M7 |
Estabelecer seis programas integrados de pós-graduação (graduação+MS, e MS+DS). |
2023: 0 |
1 |
2 |
3 |
4 |
5 |
6 |
I7 |
Número de programas integrados de pós-graduação (graduação+MS, e MS+DS) |
|
M8 |
Dobrar o número de discentes estrangeiros regulares nos programas de pós-graduação acadêmicos. |
2023: 160 |
190 |
220 |
250 |
280 |
310 |
320 |
I8 |
Número de discentes estrangeiros regulares nos programas de pós-graduação acadêmicos. |
|
M9 |
Aumentar em 30% o número de discentes matriculados em programas de pós-graduação lato sensu. |
2023: 1.034 |
1.085 |
1.137 |
1.189 |
1.236 |
1.293 |
1.344 |
I9 |
Número de discentes matriculados em programas de pós-graduação lato sensu. |
|
M10 |
Aumentar em 50% o número de cursos Lato Sensu. |
2022: 16 |
3 |
1 |
1 |
1 |
1 |
1 |
I10 |
Número de cursos Lato Sensu criados |
|
M11 |
Propor e conceber, junto à Capes, dois programas stricto sensu (MS ou DS) profissionais. |
2023: 0 |
- |
- |
1 |
- |
1 |
- |
I11 |
Número de programas stricto sensu profissionais propostos junto à CAPES |
|
M12 |
Duplicar o número de estudantes estrangeiros de pós-graduação em mobilidade na UFV. |
2022: 173 |
200 |
290 |
305 |
321 |
336 |
346 |
I12 |
Número de estudantes estrangeiros de pós-graduação em mobilidade na UFV |
Objetivo PI2
|
Objetivo PI2: Fortalecer as atividades de pesquisa e inovação Coordenação: Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação |
||||||||||
|
Metas |
Indicadores |
|||||||||
|
ID |
Descrição |
Linha de Base |
Valores Esperados |
ID |
Descrição |
|||||
|
2024 |
2025 |
2026 |
2027 |
2028 |
2029 |
|||||
|
M1 |
Aumentar em 40% o valor de recursos captados em projetos de pesquisa por meio de fontes externas nacionais e internacionais. |
2022: R$35.685.509,27 |
2,5% |
5% |
12,5% |
22% |
30% |
40% |
I1 |
Valor de recursos financeiros captados em projetos de pesquisa. |
|
M2 |
Aumentar em 15% a participação docente como coordenador na captação de recursos para projetos de pesquisa, com fontes nacionais e internacionais (pública e privada). |
2022: 166 |
170 |
174 |
178 |
182 |
187 |
191 |
I2 |
Número de docentes coordenadores de projetos de pesquisa com financiamento público e/ou privado. |
|
M3 |
Dobrar a participação efetiva da comunidade acadêmica no Simpósio de Integração Acadêmica (SIA). |
2022: 1.300 |
1.500 |
1.700 |
1.900 |
2.100 |
2.400 |
2.600 |
I3 |
Número de participantes efetivos no SIA. |
|
M4 |
Aumentar em 20% o número de publicações científicas em periódicos indexados em bases de dados internacionais (Scopus). |
2022: 1.955 |
2.020 |
2.085 |
2.150 |
2.215 |
2.280 |
2.346 |
I4 |
Número de publicações científicas em periódicos indexados em bases de dados internacionais (Scopus). |
|
M5 |
Aumentar em 30% o número médio de citações anuais das publicações científicas (Scopus; citações das publicações do ano base de publicação). |
2022-presente: 3.928 |
4.039 |
4.223 |
4.406 |
4.590 |
4.773 |
5.106 |
I5 |
Número de citações anuais das publicações científicas (Scopus). |
|
M6 |
Dobrar o número de docentes com publicações científicas conforme o AD index do ano de referência. |
2022: 320 |
384 |
440 |
490 |
520 |
580 |
640 |
I6 |
Número de docentes com publicações científicas indexadas. |
|
M7 |
Aumentar em 60% o número de projetos interdisciplinares de pesquisa celebrados. |
2022: 7 |
7 |
7 |
8 |
9 |
10 |
11 |
I7 |
Número de projetos interdisciplinares de pesquisa financiados celebrados. |
|
M8 |
Aumentar em 20% o número de parcerias e colaborações celebradas com instituições nacionais e internacionais para o desenvolvimento de pesquisa e inovação. |
2022: 65 |
68 |
71 |
73 |
75 |
77 |
78 |
I8 |
Número de parcerias e colaborações com instituições nacionais e internacionais para o desenvolvimento de pesquisa e inovação. |
|
M9 |
Aprimorar a Política de Inovação Institucional. |
2023: Nenhum |
20% |
30% |
50% |
70% |
90% |
100% |
I9 |
Percentual de aprimoramento da Política de Inovação. |
|
M10 |
Aumentar em 15% o número de pedidos de patentes. |
2022: 291 |
296 |
302 |
310 |
312 |
322 |
335 |
I10 |
Número de pedidos de patentes |
|
M11 |
Aumentar em 20% o número de contratos de transferência e licenciamento de tecnologias. |
2023: 19 |
19 |
20 |
21 |
21 |
22 |
23 |
I11 |
Número de contratos de Transferência de Tecnologia celebrados |
Objetivo PI3
|
Objetivo PI3: Aprimorar os processos de criação de startups e spin-offs e de desenvolvimento de empresas de base tecnológica, contribuindo com a geração de emprego e renda de qualidade Coordenação: Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação |
||||||||||
|
Metas |
Indicadores |
|||||||||
|
ID |
Descrição |
Linha de Base |
Valores Esperados |
ID |
Descrição |
|||||
|
2024 |
2025 |
2026 |
2027 |
2028 |
2029 |
|||||
|
M1 |
Dobrar o número de startups apoiadas nos Programas de Aceleração e Pré-incubação. |
2022: 42 |
50 |
60 |
65 |
75 |
80 |
84 |
I1 |
Número de startups apoiadas nos programas de aceleração e pré-incubação |
|
M2 |
Dobrar o número de empresas de base tecnológica nos Programas de Incubação. |
2022: 15 |
17 |
18 |
19 |
20 |
25 |
30 |
I2 |
Número de empresas de base tecnológica no programa de incubação |
|
M3 |
Aumentar para 36 o número de empresas de base tecnológica nos Programas de Residência. |
2022: 14 |
17 |
22 |
28 |
30 |
35 |
36 |
I3 |
Número de empresas de base tecnológica no programa de residência |
|
M4 |
Aumentar em 140% o número de empresas participantes do Programa Innovation Link, de interação universidade-empresa. |
2022: 5 |
6 |
7 |
8 |
10 |
12 |
12 |
I4 |
Número de empresas participantes do Programa Innovation Link |
|
M5 |
Aumentar para 35 o número de empresas de base tecnológica nos Programas Empresas Associadas. |
2023: 3 |
5 |
10 |
15 |
20 |
28 |
35 |
I5 |
Número de empresas de base tecnológica no programa empresa associada |
|
M6 |
Aumentar para 1.600 o número de projetos realizados pelas empresas juniores. |
2022: 1.350 |
1.400 |
1.470 |
1.500 |
1.550 |
1.570 |
1.600 |
I6 |
Número de projetos realizados pelas empresas juniores |
|
M7 |
Aumentar para 1.200 o número de pessoas atendidas anualmente pelo Programa tecnoPARQ Social. |
2022: 700 |
800 |
880 |
970 |
1.000 |
1.100 |
1.200 |
I7 |
Número de pessoas atendidas pelo Programa tecnoPARQ Social |
|
M8 |
Aumentar para oito o número de MoU com ambientes internacionais de empreendedorismo inovador de base tecnológica. |
2022: 2 |
3 |
4 |
5 |
6 |
7 |
8 |
I8 |
Número de MoU com ambientes internacionais de empreendedorismo inovador de base tecnológica |
Objetivo Estratégico do Eixo Temático 3: Extensão e Cultura
Objetivo EXT1
|
Objetivo EXT1: Aprimorar as ações de extensão e cultura Coordenação: Pró-Reitoria de Extensão e Cultura |
||||||||||
|
Metas |
Indicadores |
|||||||||
|
ID |
Descrição |
Linha de Base |
Valores Esperados |
ID |
Descrição |
|||||
|
2024 |
2025 |
2026 |
2027 |
2028 |
2029 |
|||||
|
M1 |
Aprimorar os mecanismos de registro, monitoramento e avaliação das atividades de extensão e de cultura. |
Insuficiência do sistema para registro, monitoramento e avaliação das atividades de extensão e cultura. |
|
|
|
|
|
|
I1 |
Percentual de aprimoramento dos mecanismos de registro, monitoramento e avaliação das atividades de extensão e de cultura. |
|
M2 |
Lançar, no mínimo, dois editais anuais de apoio às coordenações dos cursos de graduação em atividades para a curricularização da extensão universitária. |
2023: 1 |
2 |
2 |
2 |
2 |
2 |
2 |
I2 |
Número de editais lançados para apoiar a curricularização da extensão universitária. |
|
M3 |
Aumentar 100% o número de estudantes de graduação envolvidos nas atividades de extensão. |
2022: 5.139 |
10% |
20% |
40% |
60% |
80% |
100% |
I3 |
Número de estudantes de graduação envolvidos nas atividades de extensão. |
|
M4 |
Aumentar 40% a oferta de atividades e eventos culturais promovidos ou apoiados pela PEC. |
2022: 95 |
4,21% |
8,42% |
15,79% |
24,21% |
31,58% |
40% |
I4 |
Número de atividades e eventos culturais promovidos ou apoiados pela PEC. |
|
M5 |
Estimular que 50% das atividades institucionais de extensão estejam vinculadas ao cumprimento dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável e da Agenda 2030. |
2022: 13,10% |
20% |
25% |
30% |
35% |
40% |
50% |
I5 |
Percentual de atividades institucionais de extensão voltadas ao alcance dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável e da Agenda 2030. |
|
M6 |
Aumentar 30% as atividades de arte e cultura promovidas pela PEC com foco na cultura popular e regional. |
2022: 39 |
5,13% |
10,26% |
15,38% |
20,51% |
25,64% |
30% |
I6 |
Atividades de arte e cultura da PEC com foco na cultura popular e regional. |
|
M7 |
Aumentar 30% o número de atividades que envolvam a comunidade universitária (discentes, servidores e terceirizados) como agentes das ações de arte e cultura na UFV. |
2022: 47 |
4,26% |
10.64% |
14,89% |
19,15% |
25,53% |
30% |
I7 |
Número de atividades de arte e cultura promovidas por discentes, servidores e terceirizados em ações arte e cultura na UFV. |
|
M8 |
Reduzir em 40% o tempo médio de avaliação, editoração e produção de obras da Editora UFV. |
2022: 15 meses |
-5% |
-10% |
-15% |
-20% |
-30% |
-40% |
I8 |
Tempo médio de publicação de obras pela Editora UFV. |
|
M9 |
Aumentar 50% o número de estágios internos e externos, curriculares e extracurriculares, para estudantes da UFV. |
2022: 4.774 |
5,01% |
9,99% |
20% |
30% |
40,01% |
50% |
I9 |
Ampliação do número de estágios internos e externos, curriculares e extracurriculares, para estudantes da UFV. |
|
M10 |
Aumentar 30% as parcerias de extensão entre a UFV, o setor público e as empresas privadas. |
2022: 272 |
5,15% |
9,93% |
15,07% |
19,85% |
25% |
30% |
I10 |
Número de parcerias de extensão entre a UFV, o setor público e as empresas privadas. |
|
M11 |
Publicar, no mínimo, quatro editais anuais de apoio a programas, projetos e bolsas de extensão. |
2023: 3 |
4 |
4 |
4 |
4 |
4 |
4 |
I11 |
Número de editais publicados de apoio a programas, projetos e bolsas de extensão. |
|
M12 |
Publicar, no mínimo, quatro editais anuais de apoio a projetos e atividades de arte e cultura. |
2023: 3 |
4 |
4 |
4 |
4 |
4 |
4 |
I12 |
Lançamento de editais de apoio a ações de arte e cultura. |
|
M13 |
Aumentar 50% as ações para a internacionalização da extensão universitária. |
2022: 14 |
5,00% |
14,29% |
21,43% |
28,57% |
42,86% |
50% |
I13 |
Número de ações anuais voltadas para a internacionalização da extensão universitária. |
Objetivo Estratégico do Eixo Temático 4: Gestão de Pessoas
Objetivo GP1
|
Objetivo GP1: Aprimorar a política de gestão, desenvolvimento e qualidade de vida de pessoas Coordenação: Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas |
||||||||||
|
Metas |
Indicadores |
|||||||||
|
ID |
Descrição |
Linha de Base |
Valores Esperados |
ID |
Descrição |
|||||
|
2024 |
2025 |
2026 |
2027 |
2028 |
2029 |
|||||
|
M1 |
Aprimorar as práticas de Gestão e Desenvolvimento de Pessoas. |
2023: 20% |
10% |
15% |
50% |
60% |
75% |
100% |
I1 |
Percentual de aprimoramento das práticas de Gestão e Desenvolvimento de Pessoas. |
|
M2 |
Implementar modelo de alocação de vagas de servidores técnico-administrativos e docentes |
2023: 2% de vagas alocadas |
50% |
60% |
70% |
80% |
90% |
100% |
I2 |
Percentual de implementação do modelo de alocação de vagas de servidores técnico-administrativos e docentes |
|
M3 |
Implementar instrumento de dimensionamento e controle da utilização de serviços administrativos e mão de obra terceirizada. |
2023: 0% dos contratos |
10% |
20% |
40% |
60% |
80% |
100% |
I3 |
Percentual de implementação do instrumento de dimensionamento e controle da utilização de serviços administrativos e mão de obra terceirizada. |
|
M4 |
Reformular e implementar política de movimentação interna de servidores. |
2023: 10% |
50% |
65% |
80% |
100% |
100% |
100% |
I4 |
Percentual de implementação da política de movimentação interna |
|
M5 |
Aprimorar a Política de Desenvolvimento dos Servidores Técnico-Administrativos da UFV. |
2023: 0% |
50% |
100% |
|
|
|
|
I5 |
Percentual de aprimoramento da Política de Desenvolvimento dos Servidores Técnico-Administrativos da UFV |
|
M6 |
Dobrar o número de servidores atendidos por programa de capacitação e treinamento, oferecidos pela Instituição ou por meio de convênios. |
2023: 300 servidores |
350 |
400 |
450 |
500 |
550 |
600 |
I6 |
Número de servidores atendidos por programa de capacitação e treinamento, oferecidos pela Instituição ou por meio de convênios. |
|
M7 |
Avaliar a implementação do Programa de Gestão e Desempenho. |
2023: 10% |
100% |
|
|
|
|
|
I7 |
Percentual de implementação do Programa de Gestão e Desempenho. |
|
M8 |
Implementar a política de controle de assiduidade e pontualidade dos servidores. |
2023: 0% |
100% |
|
|
|
|
|
I8 |
Percentual de implementação da Política de controle de assiduidade e pontualidade dos servidores |
|
M9 |
Aprimorar a informatização dos serviços vinculados à gestão de pessoas. |
2023: 0 |
2 |
3 |
4 |
|
|
|
I9 |
Desenvolvimento de softwares. |
|
M10 |
Implementar a Política de Segurança do Trabalho e Saúde Ocupacional. |
2023: 10% |
40% |
100% |
|
|
|
|
I10 |
Percentual de implementação da Política de Segurança do Trabalho e Saúde Ocupacional. |
|
M11 |
Instituir ações para a redução ou mitigação dos riscos nos ambientes de trabalho. |
2023: Inferior a 2% dos ambientes |
10% |
10% |
20% |
30% |
40% |
50% |
I11 |
Mapeamento do ambiente, das condições e dos processos de trabalho dos servidores |
|
M12 |
Alcançar 40% dos servidores assistidos pelas ações relacionadas à saúde do trabalhador. |
2023: Inferior a 10% dos servidores |
600 |
700 |
800 |
900 |
1.000 |
1.250 |
I12 |
Número de servidores participantes de ações relacionadas à saúde do trabalhador. |
Objetivo Estratégico do Eixo Temático 5: Assuntos Comunitários
Objetivo AC1
|
Objetivo AC1: Promover assistência e permanência estudantil, saúde e qualidade de vida à comunidade universitária Coordenação: Pró-Reitoria de Assuntos Comunitários |
||||||||||
|
Metas |
Indicadores |
|||||||||
|
ID |
Descrição |
Linha de Base |
Valores Esperados |
ID |
Descrição |
|||||
|
2024 |
2025 |
2026 |
2027 |
2028 |
2029 |
|||||
|
M1 |
Ampliar a informatização das divisões e serviços de atendimento ao público. |
2023: 2 setores com sistemas de agendamento informatizado
|
6 |
11 |
11 |
11 |
11 |
11 |
I1 |
Informatização dos setores vinculados à Pró-Reitoria de Assuntos Comunitários. |
|
M2 |
Propor e implementar metodologia da avaliação socioeconômica dos discentes de graduação. |
2023: 0% |
50% |
100% |
100% |
100% |
100% |
100% |
I2 |
Percentual de aprimoramento e implantação da metodologia. |
|
M3 |
Reavaliar os discentes contemplados com benefícios da assistência estudantil há mais de dois anos. |
2023: 0% |
- |
50% |
60% |
70% |
80% |
90% |
I3 |
Percentual de estudantes reavaliados. |
|
M4 |
Desenvolver e implementar metodologia para acompanhamento dos estudantes beneficiários da assistência estudantil. |
2023: 10% |
50% |
100% |
100% |
100% |
100% |
100% |
I4 |
Metodologia de acompanhamento dos beneficiários da assistência estudantil. |
|
M5 |
Atingir índice de 65% de satisfação dos usuários em 14 setores de atendimento ao público. |
2023: 0 |
4 |
6 |
10 |
12 |
12 |
14 |
I5 |
Setores de atendimento ao público que atingiram 65% de satisfação dos usuários. |
|
M6 |
Ampliar para 40% a participação da comunidade universitária no Programa de Esporte e Lazer Universitário (Pelu). |
2023: 8% |
15% |
20% |
25% |
30% |
35% |
40% |
I6 |
Percentual de participantes em atividades desenvolvidas pelo Pelu. |
|
M7 |
Disseminar cultura de saúde mental na comunidade universitária. |
2023: 25% |
85% |
85% |
100% |
100% |
100% |
100% |
I7 |
Organização e implementação de ações administrativas e assistenciais que fortaleçam a cultura de saúde mental na comunidade universitária. |
|
M8 |
Implementar a Política de Saúde. |
2023: 30% |
70% |
100% |
100% |
100% |
100% |
100% |
I8 |
Percentual de implementação da Política Institucional de Saúde. |
|
M9 |
Aumentar para dez o número de ações de campanhas e vigilância em saúde. |
2023: 6 |
8 |
10 |
10 |
10 |
10 |
10 |
I9 |
Número de campanhas e ações de vigilância em saúde. |
|
M10 |
Elaborar e implementar três linhas de cuidado para a atenção à saúde da comunidade universitária. |
2023: 0 |
2 |
3 |
3 |
3 |
3 |
3 |
I10 |
Linhas de cuidado à saúde da comunidade universitária implementadas. |
|
M11 |
Ampliar em 25% o recurso destinado para concessão de bolsas e auxílios diretos a discentes em situação de vulnerabilidade socioeconômica. |
2023: R$3.617.640,00 |
5% |
10% |
15% |
20% |
22,5% |
25% |
I11 |
Percentual de aumento de recursos concedidos. |
|
M12 |
Desenvolver e implementar o sistema digital de identificação estudantil. |
2023: 20% |
45% |
60% |
100% |
100% |
100% |
100% |
I12 |
Percentual de implantação do sistema digital de identificação estudantil. |
Objetivos Estratégicos do Eixo Temático 6: Infraestrutura e Sustentabilidade
Objetivo IS1
|
Objetivo IS1:Aprimorar as ações de sustentabilidade Coordenação: Pró-Reitoria de Administração |
||||||||||
|
Metas |
Indicadores |
|||||||||
|
ID |
Descrição |
Linha de Base |
Valores Esperados |
ID |
Descrição |
|||||
|
2024 |
2025 |
2026 |
2027 |
2028 |
2029 |
|||||
|
M1 |
Elaborar e implementar Política de Sustentabilidade com foco na UFV 100 anos. |
2023: 0% |
30% |
70% |
100% |
100% |
100% |
100% |
I1 |
Percentual de implementação da Política de Sustentabilidade. |
|
M2 |
Implementar mapeamento de macroprocessos internos em pelo menos uma prática de sustentabilidade nos órgãos da UFV. |
2023: 1 |
3 |
9 |
20 |
33 |
44 |
55 |
I2 |
Número de práticas de sustentabilidade mapeadas no sistema de macroprocessos internos. |
|
M3 |
Alcançar pelo menos 10.000 pessoas com ações do UFV + Sustentável. |
2022: ~ 8.000 pessoas |
8.000 |
8.350 |
8.725 |
9.125 |
9.554 |
10.000 |
I3 |
Número de pessoas alcançadas pelas ações do Plano de Comunicação, Mobilização e Engajamento em Sustentabilidade (PCMES) |
|
M4 |
Implementar 100% das ações de despoluição e recuperação da bacia do córrego dos Araújos no campus da UFV previstas no projeto Via das Águas. |
2023: 60% |
65% |
70% |
75% |
80% |
90% |
100% |
I4 |
Percentual de implementação das ações de despoluição e recuperação da bacia do córrego dos Araújos no campus da UFV previstas no projeto Via das Águas. |
|
M5 |
Garantir a sustentabilidade dos sistemas de abastecimento de água. |
2023: 24% |
29% |
35% |
45% |
60% |
80% |
100% |
I5 |
Percentual de ações prioritárias executadas para garantir a sustentabilidade dos sistemas de abastecimento de água. |
|
M6 |
Garantir a sustentabilidade dos sistemas de tratamento de efluentes. |
2023: 40,3% |
45% |
50% |
55% |
65% |
80% |
100% |
I6 |
Percentual de ações prioritárias para garantir a sustentabilidade dos sistemas de tratamento de efluentes. |
|
M7 |
Elaborar estudo de viabilidade e Projeto da Estação de Tratamento de Esgotos Sanitários no Campus Viçosa. |
2023: 0% |
15% |
50% |
100% |
100% |
100% |
100% |
I7 |
Percentual de execução do estudo de viabilidade e do projeto de tratamento de esgoto sanitários do campus Viçosa. |
|
M8 |
Elaborar e implementar projeto de captação de água para abastecimento humano na bacia hidrográfica do Rio Turvo Sujo. |
2023: 23% |
30% |
37% |
52% |
72% |
95% |
100% |
I8 |
Percentual de elaboração e execução de projeto de captação de água para abastecimento da UFV na bacia hidrográfica do Rio Turvo Sujo |
|
M9 |
Elaborar e implementar o Plano de Arborização e Manutenção de Áreas Verdes. |
2023: 20% |
30% |
40% |
55% |
65% |
80% |
100% |
I9 |
Percentual de elaboração do plano de arborização e manutenção de áreas verdes dos campi da UFV. |
|
M10 |
Atualizar e implementar o Plano de Gerenciamento Integrado de Resíduos Sólidos (PGIRS). |
2023: 39% |
49% |
59% |
65% |
70% |
80% |
100% |
I10 |
Percentual de elaboração e implementação do Plano de Gerenciamento Integrado de Resíduos Sólidos (PGIRS). |
|
M11 |
Implementar o Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviço de Saúde (PGRSS) e dos Laboratórios da UFV. |
2023: 28% |
35% |
40% |
55% |
70% |
85% |
100% |
I11 |
Percentual de implementação do Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviço de Saúde e Laboratoriais. |
|
M12 |
Implementar o Plano de Gestão de Logística Sustentável (PLS) para o período de 2024-2029. |
2023: 10% |
20% |
30% |
40% |
60% |
80% |
100% |
I12 |
Percentual de implementação do Plano de Gestão de Logística Sustentável (PLS) 2024-2029. |
|
M13 |
Elaborar estudo de viabilidade de três projetos de implementação de meios de transportes sustentáveis. |
2023: 0 |
1 |
1 |
2 |
2 |
3 |
3 |
I13 |
Número de estudos de viabilidade e Projetos finalizados. |
|
M14 |
Aumentar em 100% o percentual de geração própria de energia limpa. |
2023: 1.023,06 kWp |
20% |
40% |
60% |
80% |
90% |
100% |
I14 |
Percentual de aumento de geração própria de energia elétrica. |
|
M15 |
Submeter seis propostas em chamadas públicas de editais externos para obtenção de recursos destinados às ações de sustentabilidade. |
2023: 1 |
1 |
2 |
3 |
4 |
5 |
6 |
I15 |
Número de propostas submetidas a chamadas públicas de editais externos. |
Objetivo IS2
|
Objetivo IS2: Promover a expansão de instalações físicas do sistema didático-científico, administrativo e comunitário e de estruturas urbanas Coordenação: Pró-Reitoria de Administração |
||||||||||
|
Metas |
Indicadores |
|||||||||
|
ID |
Descrição |
Linha de Base |
Valores Esperados |
ID |
Descrição |
|||||
|
2024 |
2025 |
2026 |
2027 |
2028 |
2029 |
|||||
|
M1 |
Ampliar em 8.500 m² as áreas físicas do sistema didático-científico. |
2023: 5.500 m² |
30% |
58% |
100% |
100% |
100% |
100% |
I1 |
Percentual de execução por etapa, desde o projeto até a execução da obra de ampliação do sistema didático-científico. |
|
M2 |
Ampliar em 12.500 m² as áreas físicas destinadas às atividades de esporte e lazer. |
2023: 4.000 m² |
11% |
33% |
48% |
63% |
82% |
100% |
I2 |
Percentual de execução por etapa, desde o projeto até a execução da obra de ampliação das áreas físicas destinadas às atividades de esporte e lazer. |
|
M3 |
Ampliar em 7.600 m² as áreas físicas de unidades administrativas, almoxarifados e oficinas de manutenção. |
2023: 2.000 m² |
23% |
49% |
82% |
87% |
94% |
100% |
I3 |
Percentual de execução por etapa, desde o projeto até a execução da obra de ampliação das áreas físicas destinadas às unidades administrativas, almoxarifados e oficinas de manutenção. |
|
M4 |
Construir 1.100 m de vias urbanas para consolidar os planos urbanísticos. |
2023: 1.218 m |
12% |
29% |
42% |
76% |
90% |
100% |
I4 |
Percentual de execução por etapa, desde o projeto até a execução de cada obra. |
|
M5 |
Construir seis sistemas de tratamento de efluentes. |
2023: 2% |
17% |
50% |
77% |
84% |
92% |
100% |
I5 |
Somatório do percentual de cada etapa concluída por ETE. |
Objetivo IS3
|
Objetivo IS3: Promover a manutenção, a adequação, a reforma e a revitalização de edificações do sistema didático-científico, administrativo e comunitário e de estruturas urbanas Coordenação: Pró-Reitoria de Administração |
||||||||||
|
Metas |
Indicadores |
|||||||||
|
ID |
Descrição |
Linha de Base |
Valores Esperados |
ID |
Descrição |
|||||
|
2024 |
2025 |
2026 |
2027 |
2028 |
2029 |
|||||
|
M1 |
Adequar 100.000 m² de edificações às normas de segurança contra incêndio e pânico. |
2023: 12.800 m² |
19% |
46% |
56% |
76% |
98% |
100% |
I1 |
Percentual de execução por etapa, desde o projeto até a execução da obra de adequação às normas de segurança contra incêndio e pânico. |
|
M2 |
Adequar 48.000 m² de área de edificações às normas de acessibilidade. |
2023: 8.956 m² |
12% |
27% |
43% |
62% |
81% |
100% |
I2 |
Percentual de execução por etapa, desde o projeto até a execução da obra de adequação às normas de acessibilidade. |
|
M3 |
Adequar os sete museus às normas de segurança contra incêndio e pânico e às normas de acessibilidade. |
2023: 0% |
16% |
35% |
90% |
100% |
100% |
100% |
I3 |
Percentual de execução por etapa, desde o projeto até a execução da obra de adequação às normas de acessibilidade e segurança contra incêndio e pânico. |
|
M4 |
Adequar e/ou reformar 28.400 m² de instalações físicas do sistema didático-científico. |
2023: 5.000 m² |
31% |
57% |
84% |
89% |
94% |
100% |
I4 |
Percentual de execução por etapa, desde o projeto até a execução de cada obra. |
|
M5 |
Adequar e/ou reformar 12.900 m² de instalações físicas de unidades administrativas. |
2023: 2.500 m² |
24% |
46% |
64% |
75% |
87% |
100% |
I5 |
Percentual do somatório da área de cada etapa concluída. |
|
M6 |
Adequar e/ou reformar 3.000 m² de instalações físicas destinadas a extensão e cultura. |
2023: 4.485,37 m² |
500 |
1.000 |
1.500 |
2.000 |
2.500 |
3.000 |
I6 |
Somatório das áreas adequadas/reformadas das instalações físicas das unidades destinadas a extensão e cultura. |
|
M7 |
Adequar e/ou reformar 6.000 m² de coberturas. |
2023: 6.603,69 m² |
1.000 |
2.000 |
3.000 |
4.000 |
5.000 |
6.000 |
I7 |
Somatório das áreas de cobertura reformadas e/ou adequadas. |
|
M8 |
Aumentar para 75% o índice de atendimento de solicitações de serviços. |
2022: 68% |
70% |
71% |
72% |
73% |
74% |
75% |
I8 |
Percentual de atendimento de solicitações de serviço. |
|
M9 |
Reduzir em 6% o total de solicitações de serviço. |
2022: 7.364 |
1% |
2% |
3% |
4% |
5% |
6% |
I9 |
Percentual de redução das solicitações de serviços de manutenção. |
|
M10 |
Realizar o inventário de 60.000 m² de área dos bens imóveis da UFV |
2022: 5.300 m² |
10.000 |
20.000 |
30.000 |
40.000 |
50.000 |
60.000 |
I10 |
Somatório de áreas físicas dos bens imóveis |
Objetivo IS4
|
Objetivo IS4: Aprimorar as ações de segurança patrimonial e comunitária Coordenação: Pró-Reitoria de Administração |
||||||||||
|
Metas |
Indicadores |
|||||||||
|
ID |
Descrição |
Linha de Base |
Valores Esperados |
ID |
Descrição |
|||||
|
2024 |
2025 |
2026 |
2027 |
2028 |
2029 |
|||||
|
M1 |
Ampliar em 20% o número de câmeras fixas e speed dome do Sistema Integrado de Vigilância Eletrônica (Olho Vivo). |
2023: 1.678 |
4% |
8% |
12% |
15% |
18% |
20% |
I1 |
Número de câmeras adquiridas e instaladas. |
|
M2 |
Implementar sistema de reconhecimento óptico de caracteres de placas veiculares nas entradas principais dos três campi. |
2023: 0 |
1 |
2 |
3 |
4 |
5 |
6 |
I2 |
Número de sistemas de reconhecimento óptico instalados. |
|
M3 |
Reduzir em 15% o número de furtos no interior dos três campi. |
2022: 24 |
24 |
24 |
23 |
22 |
22 |
21 |
I3 |
Número de furtos registrados. |
|
M4 |
Capacitar, anualmente, 100% dos vigilantes, brigadistas e porteiros. |
2023: 100% |
100% |
100% |
100% |
100% |
100% |
100% |
I4 |
Percentual de vigilantes, brigadistas e porteiros capacitados durante o ano. |
|
M5 |
Implementar Sistema Eletrônico de Controle de Acesso em 30 edifícios. |
2023: 3 |
5 |
10 |
15 |
20 |
25 |
30 |
I5 |
Número de edifícios com o Sistema Eletrônico de Controle de Acesso instalado. |
Objetivos Estratégicos do Eixo Temático 7: Gestão administrativa, financeira e econômica; TI
Objetivo GES1
|
Objetivo GES1: Expandir e aprimorar as tecnologias da informação e comunicação Coordenação: Pró-Reitoria de Planejamento e Orçamento |
||||||||||
|
Metas |
Indicadores |
|||||||||
|
ID |
Descrição |
Linha de Base |
Valores Esperados |
ID |
Descrição |
|||||
|
2024 |
2025 |
2026 |
2027 |
2028 |
2029 |
|||||
|
M1 |
Diminuir para 40% o percentual de máquinas defasadas do Cluster de processamento científico. |
2023: 80% |
70% |
60% |
60% |
50% |
50% |
40% |
I1 |
Percentual de máquinas do Cluster defasadas. |
|
M2 |
Diminuir para 10% o número de computadores inventariados que possuem a especificação mínima ou abaixo do recomendado para os sistemas operacionais atuais. |
2023: 40% |
35% |
30% |
25% |
20% |
15% |
10% |
I2 |
Percentual de computadores com especificação mínima ou abaixo do recomendado para os Sistemas Operacionais atuais. |
|
M3 |
Aumentar para 50% o número de atendimento a suporte de computadores de forma remota. |
2023: 15% |
20% |
25% |
30% |
35% |
40% |
50% |
I3 |
Percentual de atendimentos remotos a suporte de computadores. |
|
M4 |
Desenvolver e entregar 27 novos sistemas. |
2023: 2 |
4 |
5 |
12 |
17 |
22 |
27 |
I4 |
Quantidade de softwares entregue para a comunidade. |
|
M5 |
Diminuir para 500 o número de chamados de incidentes (erros ou indisponibilidade) em sistemas. |
2023: em média 1.200 |
1.000 |
900 |
800 |
700 |
600 |
500 |
I5 |
Número de chamados de incidentes registrados anualmente. |
|
M6 |
Aumentar em 30% a capacidade computacional do serviço de virtualização. |
2023: a UFV possui no serviço de virtualização 110 Tb de disco, 445 Ghz de processamento e 2 Tb de memória. |
- |
- |
30% |
30% |
30% |
30% |
I6 |
Porcentagem de aumento do serviço de virtualização. |
|
M7 |
Aumentar para 200 Tb a capacidade de armazenamento do serviço de backup. |
2023: 73 Tb (Terabyte). |
150 |
150 |
150 |
200 |
200 |
200 |
I7 |
Espaço para armazenamento de backup disponível. |
|
M8 |
Aumentar para 72 o número de projetos de Ciência de Dados na Universidade. |
2023: 54 |
57 |
60 |
63 |
66 |
69 |
72 |
I8 |
Número de Projetos de BI existentes na Universidade. |
|
M9 |
Reestruturar 100% o Data Center. |
2023: Projeto executivo e orçamentos prontos 20%. |
60% |
80% |
100% |
100% |
100% |
100% |
I9 |
Percentual de conclusão da Reforma do Data Center. |
|
M10 |
Aumentar para 1.300 o número de pontos de acesso de rede sem fio. |
2023: 1.000 pontos |
1.050 |
1.100 |
1.150 |
1.200 |
1.250 |
1.300 |
I10 |
Número de pontos de acesso sem fio instalados. |
|
M11 |
Substituir infraestrutura de cabeamento de dados e telefonia de 10 prédios no Campus Viçosa. |
2023: Não foi realizado melhorias de infraestrutura de cabeamento de dados e telefonia em nenhum dos 10 prédios contemplados na meta. |
1 |
2 |
4 |
6 |
8 |
10 |
I11 |
Número de prédios cuja infraestrutura de cabeamento foi substituída. |
|
M12 |
Aumentar a capacidade de comutação dos enlaces de dados em 100 unidades administrativas ou acadêmicas do Campus Viçosa para 10 Gb/s Full Duplex. |
2023: o enlace de dados em todas unidades administrativas ou acadêmicas do Campus Viçosa é de, no máximo, 1 Gb/s Full Duplex. |
0 |
20 |
40 |
60 |
80 |
100 |
I12 |
Número de unidades com enlace de dados de 10Gb/s Full Duplex. |
|
M13 |
Aumentar para 10 Gbts a capacidade total de tráfego de dados do Campus Viçosa com as operadoras de internet. |
2023: a soma dos links das operadoras que atendem ao Campus Viçosa é de 4 Gb/s Full Duplex. |
5 |
6 |
7 |
8 |
9 |
10 |
I13 |
Capacidade total do tráfego de dados da Universidade. |
|
M14 |
Implementar versões em Língua Inglesa para os três principais sistemas identificados como estratégicos para a internacionalização |
2023: 1 |
1 |
2 |
3 |
|
|
|
I14 |
Número de sistemas acadêmicos estratégicos para internacionalização da UFV que oferecem interface em Inglês. |
Objetivo GES2
|
Objetivo GES2: Aprimorar a gestão orçamentária, financeira e econômica Coordenação: Pró-Reitoria de Planejamento e Orçamento |
||||||||||
|
Metas |
Indicadores |
|||||||||
|
ID |
Descrição |
Linha de Base |
Valores Esperados |
ID |
Descrição |
|||||
|
2024 |
2025 |
2026 |
2027 |
2028 |
2029 |
|||||
|
M1 |
Implementar e monitorar a Política de Gestão Patrimonial. |
2023: 28,69% |
50% |
60% |
70% |
80% |
90% |
100% |
I1 |
Percentual de apuração dos indicadores da Política de Gestão Patrimonial. |
|
M2 |
Implementar e monitorar o metaprocesso de contratações públicas. |
2023: 67,1% |
80% |
100% |
100% |
100% |
100% |
100% |
I2 |
Percentual de implementação do metaprocesso de contratações públicas. |
|
M3 |
Aprimorar a gestão e fiscalização dos contratos de terceirização. |
2023: 37% |
60% |
70% |
80% |
90% |
100% |
100% |
I3 |
Percentual de aprimoramento da gestão e fiscalização contratual. |
|
M4 |
Aprimorar a efetividade do processo de compras públicas. |
2022: 73,81% |
76% |
78% |
80% |
82% |
85% |
85% |
I4 |
Percentual de aprimoramento do processo de compras públicas. |
|
M5 |
Ampliar em 15% os resultados acadêmicos das Unidades de Ensino, Pesquisa e Extensão (Uepe''''''''s). |
2022: 7.550 discentes atendidos 307 produções acadêmicas 1 atividade de extensão |
2,5% |
5,0% |
7,5% |
10% |
12,5% |
15% |
I5 |
Evolução dos resultados acadêmicos alcançados pelas Uepe?s. |
|
M6 |
Aprimorar o modelo integrado de planejamento orçamentário, financeiro e contábil. |
2023: 35% |
55% |
75% |
100% |
100% |
100% |
100% |
I6 |
Percentual de execução do modelo integrado de planejamento orçamentário-financeiro. |
|
M7 |
Criar e consolidar o Fundo Patrimonial. |
2023: 10% |
55% |
85% |
85% |
100% |
100% |
100% |
I7 |
Percentual de execução da criação e implementação do Fundo Patrimonial. |
Objetivos Estratégicos do Eixo Temático 8: Governança: comunicação; planejamento e avaliação; gestão estratégica
Objetivo GOV1
|
Objetivo GOV1: Aprimorar as ações de governança, planejamento, avaliação e gestão estratégica Coordenação: Pró-Reitoria de Planejamento e Orçamento |
||||||||||
|
Metas |
Indicadores |
|||||||||
|
ID |
Descrição |
Linha de Base |
Valores Esperados |
ID |
Descrição |
|||||
|
2024 |
2025 |
2026 |
2027 |
2028 |
2029 |
|||||
|
M1 |
Alcançar excelência em governança institucional. |
2021: 0,92 no iGG |
0,93 |
0,94 |
0,95 |
0,96 |
0,97 |
0,97 |
I1 |
Índice de Governança Pública (IGovPub). |
|
M2 |
Aprimorar a gestão de estoque de recomendações de órgãos de controle. |
2019: 9 |
9 |
7 |
5 |
3 |
1 |
1 |
I2 |
Número de recomendações pendentes de implementação e/ou de resposta. |
|
M3 |
Alcançar o nível sustentado de maturidade da Ouvidoria. |
2023: 2,15 |
2,84 |
3,37 |
3,78 |
3,8 |
3,8 |
3,8 |
I3 |
Nível de Maturidade da Ouvidoria Pública (nMMOuP). |
|
M4 |
Alcançar o nível integrado de maturidade correcional. |
2021: 1 |
2 |
2 |
2 |
2 |
3 |
3 |
I4 |
Nível de maturidade correcional. |
|
M5 |
Alcançar o nível excelente da situação da gestão da ética. |
2022: 2 |
2 |
3 |
4 |
6 |
8 |
10 |
I5 |
Situação da gestão da ética. |
|
M6 |
Submeter, pelo menos, seis práticas em concursos de boas práticas de governança ou para referenciamento pelos órgãos de controle. |
2023: 0 |
1 |
2 |
3 |
4 |
5 |
6 |
I6 |
Número de práticas submetidas em concursos de boas práticas de governança ou para referenciamento pelos órgãos de controle. |
|
M7 |
Aumentar em 50% o percentual total de participação da comunidade universitária nas pesquisas de autoavaliação institucional, até o IX Ciclo. |
VII Ciclo: 10,78% |
10,78% |
13,47% |
13,47% |
13,47% |
16,17% |
16,17% |
I7 |
Percentual total de participantes das pesquisas de autoavaliação institucional. |
|
M8 |
Aumentar em 30% o número de ações implementadas e/ou planejadas, convergentes com os resultados dos processos de autoavaliação institucional, até o IX Ciclo. |
VI Ciclo: 35 ações |
35 |
35 |
40 |
40 |
40 |
45 |
I8 |
Número de ações implementadas e/ou planejadas, convergentes com os resultados dos processos de autoavaliação institucional. |
Objetivo GOV2
|
Objetivo GOV2: Aprimorar a comunicação institucional Coordenação: Diretoria de Comunicação Institucional |
||||||||||
|
Metas |
Indicadores |
|||||||||
|
ID |
Descrição |
Linha de Base |
Valores Esperados |
ID |
Descrição |
|||||
|
2024 |
2025 |
2026 |
2027 |
2028 |
2029 |
|||||
|
M1 |
Atualizar a Política de Comunicação Institucional. |
2023: 30% (Resolução no 15/2017)
|
50% |
70% |
100% |
100% |
100% |
100% |
I1 |
Percentual de revisão e implementação da Política de Comunicação Institucional. |
|
M2 |
Atualizar a interface de 70% dos sites institucionais. |
2023: 10% |
20% |
30% |
40% |
50% |
60% |
70% |
I2 |
Percentual de sites institucionais atualizados com novos layouts. |
|
M3 |
Publicar páginas web em inglês para 100% dos órgãos estratégicos para a internacionalização. |
2023: 30% |
40% |
50% |
60% |
70% |
80% |
100% |
I3 |
Percentual dos órgãos estratégicos que têm páginas web em Inglês para internacionalização da UFV. |
|
M4 |
Aumentar a presença/participação da Universidade em sites/veículos de comunicação. |
2023: 10% |
25% |
50% |
70% |
80% |
90% |
100% |
I4 |
Percentual de implementação de ações/processos que visam aumentar presença/participação da Universidade em sites/veículos de comunicação. |
|
M5 |
Implementar soluções para acesso de pessoas com deficiência à comunicação institucional. |
2023: 2 recursos assistivos |
4 |
5 |
6 |
7 |
7 |
7 |
I5 |
Quantidade de recursos assistivos viabilizados na Comunicação Institucional. |
|
M6 |
Aumentar em 30% a divulgação de pesquisas e inovações tecnológicas desenvolvidas na Universidade. |
2022: 95 notícias |
100 |
105 |
110 |
115 |
120 |
123 |
I6 |
Quantidade de notícias produzidas sobre pesquisas e inovações tecnológicas desenvolvidas. |
|
M7 |
Aumentar em 130% a divulgação de resultados de projetos de extensão desenvolvidos na Universidade. |
2022: 23 notícias |
28 |
33 |
38 |
43 |
48 |
53 |
I7 |
Quantidade de notícias produzidas sobre resultados de projetos de extensão. |
O detalhamento dos indicadores apresentados nos quadros dos Objetivos Estratégicos pode ser consultado no documento Indicadores PDI 2024-2029.
1.7.
ÁREAS DE ATUAÇÃO
A UFV atua no ensino de graduação e de pós-graduação, na pesquisa e na extensão, na inovação, com atividades presenciais e a distância, nas diversas áreas do conhecimento, nos Campi Viçosa, Florestal e Rio Paranaíba. Atua, também, na oferta de ensino médio, no Colégio de Aplicação (CAp-Coluni), e de educação infantil, no CampusViçosa; e de ensino médio e técnico, no CampusFlorestal. Desse modo, a UFV busca a integração dos níveis de ensino, visando melhorar a formação educacional e profissional da sociedade.
1.8.
INTERNACIONALIZAÇÃO
No escopo de instituições de ensino superior, o termo internacionalização pode ser definido como "o processo de integrar uma dimensão internacional, intercultural ou global nos objetivos, funções e processos da educação superior". Alguns dos principais aspectos relacionados com a internacionalização, dentro de instituições de ensino superior, são o recrutamento de estudantes internacionais, internacionalização dos currículos, programas de intercâmbio de discentes, docentes e servidores técnico-administrativos e parcerias em pesquisa e educação com instituições de outros países.
A Diretoria de Relações Internacionais (DRI) é o órgão responsável pela execução da política de relações internacionais da UFV, cabendo-lhe promover e intensificar a inserção internacional da Instituição por meio da cooperação e do intercâmbio científico, cultural, tecnológico e acadêmico. Tem por finalidade coordenar, supervisionar, assessorar e prestar suporte operacional à celebração de convênios, cujo objeto tenha natureza acadêmica, com instituições públicas e privadas sediadas no exterior.
A UFV mantém acordos de cooperação com instituições de vários países. De 2018 a 2023, os convênios ativos a cada ano atingiram número superior a 150, envolvendo países como África do Sul, Alemanha, Angola, Argentina, Austrália, Bélgica, Bolívia, Canadá, Chile, China, Colômbia, Coreia do Sul, Cuba, Dinamarca, Equador, Escócia, Espanha, Etiópia, Estados Unidos, Finlândia, França, Gana, Holanda, Hungria, Inglaterra, Itália, Japão, México, Moçambique, Nigéria, Noruega, Nova Zelândia, Omã, Panamá, Paraguai, Peru, Polônia, Portugal, Quênia, Rússia, Timor Leste, Turquia e Venezuela. A Figura 8 representa os países que possuem instituições com as quais a UFV manteve convênios ativos no período de 2018 a 2023.
De forma geral, a cooperação da UFV com instituições estrangeiras ocorre em dois eixos principais: as parcerias com instituições de países mais desenvolvidos envolvendo majoritariamente pesquisa conjunta e coorientação de discentes de pós-graduação; as parcerias com instituições de nações em estágio de desenvolvimento tecnológico menos avançado envolvendo especialmente a atuação da UFV na capacitação de pessoal para a pós-graduação e pesquisa, além de auxílio para desenvolvimento tecnológico nesses países. Essas ações revelam um perfil para a UFV como um centro internacional de formação e disseminação de tecnologia, especialmente, mas não exclusivamente, nas áreas relacionadas à agricultura.
O período de 2018 a 2023 foi especialmente desafiador para as atividades de internacionalização na UFV e em todo o mundo, uma vez que boa parte desse ínterim foi afetado pela pandemia de Covid-19. A mobilidade internacional foi sensivelmente prejudicada, sendo até mesmo quase que completamente paralisada por um longo tempo. Apesar dessas dificuldades, a UFV conseguiu se destacar positivamente nesse cenário a partir de ações que possibilitaram aumentar a presença de estrangeiros na Universidade, incluindo acordos estratégicos e oferecimento de um conjunto mais robusto de disciplinas em língua inglesa. Para o período 2024-2029, planeja-se repetir e aprimorar essas experiências, sempre com o objetivo de aumentar o reconhecimento internacional da UFV e a presença de estrangeiros na Instituição.
1.9.
SUSTENTABILIDADE
A UFV apresenta à comunidade universitária, no seu terceiro ciclo de planejamento estratégico, a agenda de sustentabilidade em seu Plano de Desenvolvimento Institucional para o período de 2024 a 2029, reforçando sua preocupação e compromisso com a utilização eficiente dos recursos e com o desenvolvimento sustentável.
Nos dois primeiros ciclos (2012-2017 e 2018-2023) foram estabelecidos objetivos e metas estratégicas relativas à sustentabilidade. Nesse período, várias ações foram realizadas no sentido de fortalecimento dessa agenda, reconhecida como uma questão estratégica para a formulação de políticas públicas, modelo de negócios e atuação social.
Para as instituições e corporações, a sustentabilidade passa a desempenhar papel central na cadeia de geração de valor. De acordo com a Cadeia de Valor da UFV, a sustentabilidade é considerada um macroprocesso de suporte, que, junto com os demais, proporciona qualidade aos produtos e resultados da Instituição gerados para a sociedade, a saber: alunos diplomados, publicações, atividades de extensão e cultura, propriedade intelectual e outros produtos e serviços. Além disso, as Diretrizes Curriculares Nacionais para Educação Ambiental e para a Educação em Direitos Humanos são entradas importantes na cadeia de valor através dos macroprocessos de Gestão Acadêmica também vinculados à sustentabilidade.
Para além do aspecto de suporte, existem instrumentos que permitem entender a sustentabilidade como uma estratégia vinculada também aos macroprocessos de governança, como o Plano de Logística Sustentável da UFV, a adesão à Agenda Ambiental da Administração Pública e a Instrução Normativa n° 01 de 2010. Esses instrumentos tratam de critérios de sustentabilidade na aquisição de bens, contratação de serviços ou obras públicas, do incremento de questões relacionadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) em diversos rankings mundialmente relevantes, dentre outros instrumentos que impactam na comunicação e relações institucionais, no planejamento e orçamento, na gestão estratégica e nas avaliações institucionais.
A Instituição empenhou-se na realização de diversas ações ao longo do período de vigência do PDI 2018-2023, como a criação do Serviço de Recuperação de Equipamentos, que permitiu o desenvolvimento de um processo mais eficiente de avaliação das condições de equipamentos de TI antes de seu desfazimento, considerando sua possibilidade de recuperação e repasse para usos compatíveis; e a criação do Sistema Depósito Online, que também institucionalizou uma política de disponibilização interna de bens em condições de uso antes de seu desfazimento de forma transparente e efetiva. Algumas dessas ações foram realizadas conjuntamente entre órgãos e setores da UFV e setores parceiros, com resultados importantes vinculados aos ODS.
Ainda nesse sentido, a UFV tem adotado como prática a redestinação de reagentes em desuso e materiais de laboratórios, proporcionando condições seguras de uso antes do encaminhamento final como resíduos perigosos ou recicláveis. Vale ressaltar que os laboratórios de diferentes setores da Instituição têm adotado ações buscando minimizar os impactos negativos de suas rotinas, em consonância com os ODS 12 e 11, no sentido de reduzir a demanda por recursos naturais e a geração de resíduos perigosos e não perigosos.
Algumas ações de governança também têm contribuído para a sustentabilidade da Instituição, como a elaboração do Plano de Logística Sustentável, dividido em nove eixos que abordam desde questões de gestão de dados à implementação de estruturas para melhoria de práticas ambientais da UFV, vinculadas a 10 ODS distintos. Além disso, recursos de vários editais referentes à extensão são destinados a projetos associados aos ODS.
No que diz respeito às práticas ambientais adotadas na UFV, destacam-se os seguintes avanços alcançados:
-
menor índice de consumo de água per capta da série histórica (excluindo-se os anos de pandemia), 40 L/hab.dia;
-
destinação de 3,4 milhões de quilogramas de resíduos à reciclagem desde 1995;
-
implementação do Conceito de Gestão Lixo Zero nas Unidades de Moradia Estudantil e compostagem de doze toneladas de resíduos na primeira iniciativa institucional;
-
diversificação da matriz energética com instalação de usinas de produção de energia fotovoltaica nos três campi;
-
ampliação da digitalização de serviços que reduziram a geração de resíduos, consumo de combustíveis e tempo de trabalho;
-
modernização da infraestrutura, com instalação de faixas elevadas, rampas e elevadores para acessibilidade e ciclofaixas para mobilidade urbana não poluente e segura;
-
início da recuperação de áreas florestais no Centro Tecnológico de Desenvolvimento Regional de Viçosa (Centev) e no Campus Viçosa.
Além disso, pode-se ressaltar que diversas ações geraram impactos significativos para a sociedade no período de 2018 a 2023. As ações vão desde a aquisição de alimentos da agricultura familiar, abertura de espaços para práticas orientadas de esporte, destinação de resíduos recicláveis para as associações de catadores do município e o acompanhamento da qualidade da água e das condições do esgoto em parte da Bacia do Ribeirão São Bartolomeu, no Campus Viçosa. Essas são algumas das ações que a UFV tem realizado em consonância com a Agenda 2030 e os 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável propostos pela Organização das Nações Unidas.
Dessa forma, entende-se a importância de institucionalizar as práticas de sustentabilidade e os mecanismos de inserção dessas rotinas em todas as atividades e instâncias da UFV.
PROJETO
PEDAGÓGICO INSTITUCIONAL
2. PROJETO PEDAGÓGICO INSTITUCIONAL
Um dos maiores desafios da UFV, sobretudo no período pós-pandemia, continua sendo a discussão das abordagens pedagógicas inovadoras na busca de novos caminhos para a reorganização das dinâmicas de ensino e aprendizagem. Neste cenário, compete ao professor orientar a construção do conhecimento utilizando situações e problemas reais do cotidiano, ensejando a participação ativa do estudante. Considerando que o conhecimento é facilitado às pessoas com acesso à conectividade, cabe à UFV implementar políticas e disponibilizar apoio para que a conexão se torne cada vez mais presente de maneira democrática, visando sempre garantir a qualidade do ensino.
Assim, é importante considerar a implementação de uma nova abordagem educacional que envolva estratégias de ensino-aprendizagem integrando diferentes formas de ensino presencial com atividades em diferentes tempos e espaços, sustentadas ou não pelo uso de tecnologias digitais, sempre que o interesse do processo de aprendizagem assim indicar. É preciso integrar conhecimentos, combinar metodologias, atividades, projetos e outras estratégias para acompanhar os movimentos do mundo atual, suprindo a Universidade de recursos capazes de atender às novas exigências, às novas demandas e às novas circunstâncias.
2.1. INSERÇÃO REGIONAL, NACIONAL E INTERNACIONAL
A Universidade Federal de Viçosa desempenha papel importante na difusão de conhecimento técnico-científico, na formação de pessoal e na promoção da cultura em Minas Gerais, no Brasil e no exterior. Com campi localizados na Zona da Mata Mineira, Região Metropolitana de Belo Horizonte e no Alto Paranaíba, é possível à UFV alcançar diferentes realidades. Nas cidades onde os campi se localizam e nas circunvizinhas, é notável a influência da Universidade.
Em função do seu potencial, tem sido considerada não apenas como instituição estratégica, mas também como um ativo essencial das regiões onde se insere. A UFV contribui para o desenvolvimento a partir de diversos ângulos, como o do ensino, que potencializa o capital humano; o das pesquisas, que gera a inovação empresarial e de tecnologias sociais; e o do engajamento da comunidade mediado pelas práticas extensionistas, que transforma o conhecimento local. Neste contexto, a Universidade se posiciona como agente de transformação socioeconômica e ambiental das regiões sob sua influência, tendo como foco a promoção do desenvolvimento sustentável e a organização sociopolítica das comunidades; por isso, avalia constantemente tanto a viabilidade de ampliar o número de vagas nos cursos já existentes como também a expansão de seu rol de cursos, inserindo novos que respondam às demandas econômicas e sociais.
Nos três campi, na Central de Experimentação, Pesquisa e Extensão do Triângulo Mineiro (Cepet) e em suas fazendas experimentais, a UFV conduz pesquisas importantes para o desenvolvimento de tecnologias aplicadas a diversas áreas do conhecimento.
Por meio de Recursos Educacionais Digitais (RED), a UFV oferece cursos técnicos, de capacitação, de licenciatura e de pós-graduação lato sensu para diferentes públicos, nas diversas áreas do conhecimento. Além do suporte técnico para a produção de material didático e disponibilização do conteúdo, via PVANet Moodle, a Instituição proporciona apoio técnico e pedagógico a professores e tutores na utilização e no gerenciamento do ambiente educativo.
Outro destaque é a programação cultural. Contando com auditórios e espaços abertos, os Campi Viçosa e Florestal recebem apresentações de teatro, música e dança, oferecendo a infraestrutura necessária para esses eventos. O Campus Rio Paranaíba também possui espaços que podem ser utilizados com a mesma finalidade; no entanto, ainda conta com parte da infraestrutura em construção.
No campo cultural e extensionista, a Semana do Fazendeiro realizada no Campus Viçosa também figura como agenda de destaque. Além de sua reconhecida importância na Extensão Universitária, a Semana traz, ano a ano, uma intensa agenda cultural, disponibilizando apresentações artístico-culturais, com predomínio de produções regionais em diversos estilos musicais, programação de cinema, grupos teatrais, exposições e apresentações folclóricas. Em formato análogo ao que é desenvolvido no Campus Viçosa, a Semana do Produtor Rural, no Campus Florestal, e a Semana de Extensão e Aprimoramento Regional (Semear), no Campus Rio Paranaíba, são eventos significativos nas agendas culturais regionais.
Buscando consolidar sua inserção regional, nacional e internacional, a UFV mantém institutos de pesquisa e diversos laboratórios em seus três campi, que realizam pesquisas de alto nível em parceria com empresas públicas e privadas, nacionais e internacionais.
2.2.
PRINCÍPIOS METODOLÓGICOS
As metodologias utilizadas pela UFV no processo ensino-aprendizagem variam de acordo com a natureza dos cursos e das disciplinas. Ainda que parte do corpo docente utilize práticas associadas ao ensino tradicional, estimula-se a adoção de um modelo ativo-participativo, que valorize os questionamentos, as ideias e as sugestões dos discentes, o desenvolvimento de projetos e as atividades práticas, de maneira a contribuir para que o aprendizado dos conhecimentos técnico-científicos esteja aliado à formação de cidadãos conscientes e ativos, privilegiando iniciativas que envolvam questionamentos e construção de novos argumentos. Diversas atividades são desenvolvidas para que os estudantes pensem de forma integrada, estabelecendo relações entre os conteúdos vistos em sala de aula para consolidar seu conhecimento. Procura-se, assim, proporcionar situações que permitam aos alunos se tornarem sujeitos protagonistas ativos do processo ensino-aprendizagem.
Grande número de disciplinas oferecidas na UFV possui, em seu conteúdo programático, aulas teóricas e práticas. Nas aulas teóricas expositivas, o conteúdo é apresentado estimulando discussões entre os discentes, visando à construção de um raciocínio lógico sobre o tema trabalhado. Aulas com grupos de discussão, onde são discutidos casos, situações-problemas, artigos científicos, aplicabilidade de novas tecnologias e outros assuntos, permitem aos estudantes o desenvolvimento de habilidades de análise crítica e integração de conteúdos, com incentivo à criatividade, ao pensamento sistêmico, à colaboração e à construção coletiva de novos conhecimentos. Apresentações escritas e orais de trabalhos acadêmicos, realização de exercícios, relatórios, projetos e testes permitem desenvolver, além das habilidades citadas, a capacidade de trabalhar em equipe, usar informações e organizar ideias, favorecendo a capacidade de comunicação.
Os conteúdos práticos mesclam aulas demonstrativas e de execução de atividades. Nas aulas práticas, que podem ocorrer em diversos ambientes, como nos laboratórios didáticos ou em campo, os discentes têm a oportunidade de aplicar os conteúdos teóricos e executar atividades, visando desenvolver habilidades em simulações ou situações reais. A formação científica e tecnológica dos discentes nas diversas áreas está contemplada por meio da participação em programas de Iniciação Científica, promovendo a capacitação de discentes que pretendem seguir a carreira acadêmica e científica.
A UFV disponibiliza estrutura laboratorial, com equipamentos qualitativa e quantitativamente adequados, com vistas à excelência do ensino e da pesquisa. Além disso, são realizadas atividades como viagens de estudos, visitas técnicas, eventos e palestras técnicas.
A participação no Simpósio de Integração Acadêmica (SIA), que engloba iniciação científica, extensão universitária e ensino, realizado anualmente nos três campi da UFV, permite que os estudantes conheçam, apresentem e discutam seus trabalhos acadêmicos com os pares. O SIA é um evento promovido em ação conjunta da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação, da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura e da Pró-Reitoria de Ensino. O simpósio objetiva a integração dos produtos e processos das iniciações acadêmicas nas modalidades de pesquisa, ensino e extensão, instigando o debate da produção do conhecimento em suas diversas áreas e fronteiras, na perspectiva da melhoria dos indicadores de desenvolvimento social e econômico do País. Como parte da programação do SIA, ocorre a Feira do Conhecimento, realizada em parceria com a rede municipal de educação de Viçosa e, em Florestal, a Feira de Ciências, Tecnologia, Educação e Cultura (Fecitec), que em 2023 está em sua nona edição.
A UFV, ao adotar estratégias educativas variadas e complementares no pensar e fazer acadêmicos, busca gradativamente o conhecimento da realidade regional e nacional e de seus condicionantes histórico-político-sociais; a formação de profissionais competentes para atuar responsavelmente sobre essa realidade; o compromisso com as necessidades e os interesses básicos da comunidade; a articulação entre as atividades de ensino, pesquisa e extensão; e a incorporação de novas tecnologias que representem avanços para a realização de atividades acadêmico-pedagógicas.
2.3.
ORGANIZAÇÃO DIDÁTICO-PEDAGÓGICA
A UFV tem se comprometido com didáticas que privilegiam tanto os processos quanto os resultados. Com essa concepção, busca relacionar o ensino com atividades de pesquisa, de extensão e a prestação de serviços, de forma a estimular a autonomia acadêmica. A Instituição concebe a formação em sentido amplo, de tal modo que transcende a necessária dimensão técnica e o desenvolvimento de competências, a fim de contribuir para a formação de cidadãos imbuídos de valores éticos e que possam atuar em seus contextos sociais de forma comprometida com a construção de uma sociedade mais justa, solidária e integrada ao meio ambiente. Nesse sentido, os projetos pedagógicos dos cursos oferecidos pela UFV garantem a flexibilização curricular por meio da inclusão de disciplinas optativas e facultativas que permitem a exploração e a abordagem não só de temas do campo especializado, mas também de tópicos abrangentes, atuais e relevantes.
A Instituição utiliza práticas pedagógicas complementares às aulas expositivas, objetivando desenvolver um ambiente propício à autoaprendizagem. Isso inclui a adoção do ensino associado à pesquisa; a realização de seminários nos quais os estudantes discutem a literatura indicada para a disciplina e os resultados dos estudos que realizaram; a discussão de casos que melhor articulem as instâncias teóricas e práticas; a organização de dinâmicas de grupo, incentivando a comunicação entre os pares, a criatividade e o desejo de contribuir com novos elementos de discussão e análise; a elaboração de artigos, ensaios, relatórios e monografias, desenvolvendo a capacidade de comunicação escrita, interpretação, análise e aplicação de textos à solução de problemas previamente formulados; a realização de aulas-problema capazes de estimular a pesquisa, a análise e a síntese; a elaboração de relatórios de visitas, dentre outras estratégias didático-metodológicas. Importante destacar que todas as estratégias utilizadas são adequadas e adaptadas para atender aos alunos que são acompanhados pela Unidade de Políticas Inclusivas.
A UFV realiza, anualmente, várias atividades extracurriculares que contribuem para dinamizar os processos de ensino-aprendizagem, como ciclos de palestras, semanas acadêmicas, seminários, workshops, visitas a empresas, atividades de pesquisa e extensão, consultorias e prestação de serviços, entre outras, de modo a incentivar o protagonismo dos estudantes em todos os espaços.
Tendo em vista a evolução do conhecimento, as mudanças das demandas sociais e a necessidade de buscar o aperfeiçoamento contínuo, a UFV, por meio da Pró-Reitoria de Ensino, realiza avaliações das disciplinas e dos cursos, cujos resultados servem de base para que as comissões coordenadoras dos cursos e os docentes possam revisar e atualizar continuamente os cursos e as disciplinas, incluindo seus objetivos, ementas, conteúdos programáticos, estratégias de ensino, aprendizagem e avaliação.
2.4.
ENSINO
O ensino na UFV, alicerçado no princípio da indissociabilidade e transversalidade com a pesquisa e a extensão, deve: assegurar uma sólida transformação técnico-científica profissional; oportunizar vivências imbuídas de valores como solidariedade e ética; praticar o respeito e acolhimento às diferenças e à pluralidade; promover ações afirmativas de defesa e promoção dos direitos humanos e da igualdade étnico-racial; buscar o equilíbrio ambiental e o desenvolvimento sustentável; formar cidadãos críticos e reflexivos, capazes de atuar, agir e modificar a realidade na qual estão inseridos; e, valorizar a tecnologia no que tange à contribuição para a melhoria da qualidade de vida das pessoas. Esses princípios estão diretamente relacionados com a missão institucional de promover as ciências, letras e artes, a inovação e a formação de cidadãos, por meio de ações éticas e integradas de ensino, pesquisa e extensão, para o desenvolvimento sustentável e inclusivo da sociedade .
Imbuídos dessa missão, há um esforço permanente de ampliar a integração entre as ações de ensino no âmbito da graduação com as ações de ensino e pesquisa realizadas pelos cursos de pós-graduação, estimulando os grupos de estudo e pesquisa, as disciplinas sobre temáticas atuais e que podem ser cursadas por graduandos e pós-graduandos, os estágios de docência, as orientações de iniciação científica, a participação de docentes e discentes da graduação e da pós no Simpósio de Integração Acadêmica, dentre outras.
Além disso, a Instituição reformulou o Programa de Formação Continuada de Professores da UFV, que passou a ser denominado ?Programa UFV em Formação?, sendo regulamentado pela Resolução nº 20/2020 do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepe). O Programa é coordenado pela Pró-Reitoria de Ensino e tem como principal objetivo promover a capacitação dos docentes da UFV a partir da construção de espaços de reflexão, estudos, discussões e compartilhamento de estratégias e práticas pedagógicas exitosas.
2.4.1.
PERFIL DO EGRESSO
Os cursos de graduação da UFV devem capacitar o estudante com uma sólida formação técnico-científica profissional, com competências e habilidades necessárias para: compreender e aplicar a ética e a responsabilidade profissionais; projetar e conduzir experimentos, assim como analisar e interpretar os seus resultados; atuar em equipes multidisciplinares, de modo a compartilhar novos conhecimentos; comunicar-se eficientemente nas formas escrita, oral e gráfica; avaliar o impacto das atividades profissionais no contexto social e ambiental; e, assumir a postura de permanente busca de atualização profissional, atuando no seu contexto social de maneira comprometida com a construção de uma sociedade justa, democrática e solidária. Este perfil está em consonância com os valores assumidos pela Instituição, quais sejam: ética, transparência, excelência, comprometimento social, respeito às diversidades e sustentabilidade.
2.4.2.
ORGANIZAÇÃO CURRICULAR
Os projetos pedagógicos dos cursos da UFV seguem as Diretrizes Curriculares Nacionais específicas para cada área e, também, as Diretrizes para os Cursos de Graduação da UFV (Resolução nº 05/2018/Cepe), para a regulamentação das atividades de extensão (Resolução nº 06/2022/Cepe) e para a oferta de carga horária em ensino a distância nos cursos de graduação presenciais (Resolução nº 03/2023/Cepe).
Dessa forma, a organização das matrizes curriculares permite o desenvolvimento de projetos que, preferencialmente, englobem mais de uma disciplina e que envolvam e integrem diversas áreas do conhecimento e atividades extraclasse, promovendo a multi, a inter e a transdisciplinaridade nos currículos.
A flexibilização na matriz curricular é outro aspecto a ser considerado e deve ser garantida por meio do oferecimento de disciplinas optativas e facultativas; projetos multidisciplinares; estágios; atividades acadêmicas, científicas, culturais e complementares; mobilidade acadêmica; atuação em programas de monitoria e tutoria; participação em empresas juniores e outras atividades empreendedoras e de cunho social. Cabe destaque, ainda, a participação em atividades de extensão que visem, por meio da interação dialógica com a comunidade externa à Universidade, o aperfeiçoamento da formação acadêmica.
Nesse sentido, os projetos pedagógicos são elaborados considerando o tempo necessário para estudo individual e/ou em grupo. Assim, a carga horária do curso em disciplinas obrigatórias não deve ultrapassar 75% da carga horária total e, no mínimo, 10% dessa deve ser realizada em atividades de extensão. Para a complementação da carga horária total exigida, são propostos o oferecimento de disciplinas optativas; de disciplinas-projetos; ampliação da carga horária mínima obrigatória em estágio; e/ou possibilidade do aproveitamento de atividades complementares e de extensão. Assim, é assegurada aos estudantes a possibilidade de cursarem, no máximo, 20% da carga horária total do curso em atividades parcial ou integralmente a distância, conforme a Resolução nº 03/2023/Cepe.
As atividades de extensão são parte integrante das atividades indispensáveis aos cursos de graduação da UFV, oferecendo a possibilidade de ampliar a relação da comunidade universitária com a sociedade por meio de programas, projetos, cursos e oficinas, eventos e prestação de serviços. Os estudantes são estimulados a realizar atividades que articulem o aprimoramento e a inovação de vivências relativas ou não ao seu campo de formação, sendo assegurados aos estudantes condições e possibilidades de participação junto à comunidade externa à Instituição ao longo da graduação.
O primeiro ano no curso de graduação recebe atenção especial, com o desenvolvimento de atividades de acolhimento aos estudantes que ingressam na Universidade, com orientação acadêmica especial; atividades de acompanhamento e de orientação pedagógica, incluindo a apresentação à rotina acadêmica; apresentação do Projeto Pedagógico do Curso e das competências esperadas dos egressos. Recomenda-se que a carga horária semanal de aulas não ultrapasse 20 horas-aula, especialmente no primeiro semestre do curso, que sejam programados estudos dirigidos para as disciplinas oferecidas e que os estudantes sejam incentivados a participar de atividades esportivas e culturais.
Além disso, é reconhecida a importância das disciplinas básicas e iniciais das várias áreas do conhecimento, oferecidas para cada um dos cursos de graduação de acordo com as suas propostas pedagógicas.
2.4.3.
PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO
A avaliação tem a função de acompanhar o desenvolvimento das disciplinas e dos cursos de graduação da UFV, sendo parte do processo ensino-aprendizagem, não podendo ser dissociada deste.
Na UFV, a avaliação é norteada pelos seguintes princípios: planejamento integrado com o processo educacional, com objetivos claramente definidos; utilização dos resultados para discussões e redefinições do processo ensino-aprendizagem; e, monitoramento do processo ensino-aprendizagem (avaliações formativas). Assim, a avaliação é dividida em três segmentos complementares: avaliação do processo ensino-aprendizagem nas disciplinas, das disciplinas e dos cursos, diagnosticando aspectos que devem ser mantidos ou reformulados em cada um deles.
2.4.3.1
AVALIAÇÃO DO PROCESSO ENSINO-APRENDIZAGEM
A avaliação do processo ensino-aprendizagem dos discentes da UFV é disciplinada pelo Regime Didático dos Cursos de Graduação, sendo constituída pela atribuição de notas e de conceitos. As avaliações, como parte do processo ensino-aprendizagem, devem ser formativas, frequentes e periódicas, optando preferencialmente por instrumentos que contemplem os aspectos cognitivos e as competências desenvolvidas pelos estudantes. Nesta perspectiva, destacam-se os métodos ativos como estratégias de avaliação, ao estimular o processo contínuo de avaliação, integrando as atividades acadêmicas e as competências, priorizando o caráter de reforço da aprendizagem, de retroalimentação da formação docente, da estruturação curricular e das políticas institucionais.
A avaliação também deve ser diagnóstica, de modo que docentes e discentes utilizem seus resultados para monitorar e orientar o processo ensino-aprendizagem, estimulando e acompanhando o aprendizado individual dos estudantes para garantir padrões necessários de qualidade e de desempenho profissional dos graduandos.
2.4.3.2
AVALIAÇÃO DE DISCIPLINAS
Para a avaliação dos cursos e disciplinas, a UFV conta com uma Comissa~o Permanente de Avaliac¸a~o de Disciplinas (Copad) e a Comissão Permanente do Ensino de Graduação (Copeg), que são vinculadas a` Pro´-Reitoria de Ensino e acompanham as disciplinas e cursos da graduac¸a~o, diagnosticando aspectos que devem ser mantidos ou reformulados em cada um, para fins de melhoria e da busca pela excele^ncia do processo ensino-aprendizagem.
A avaliação tem a função de acompanhar o desenvolvimento das disciplinas ofertadas aos cursos da UFV, devendo ser entendida como elemento dialético e emancipatório do processo formativo. Assim, deve fornecer subsídios para a melhoria das práticas educativas nos cursos de graduação. Os procedimentos de avaliação de disciplinas e de cursos devem ser sempre aperfeiçoados, incentivando a comunidade a utilizar os resultados para fins pedagógicos, de acompanhamento e de tomada de decisões.
O processo de avaliação de disciplinas ocorre por meio do preenchimento de questionários disponibilizados eletronicamente e é realizado em cada período letivo. Os resultados são, então, discutidos pelas instâncias competentes (comissões coordenadoras, departamentos e institutos, câmaras de ensino, Pró-Reitoria de Ensino), diagnosticando aspectos que devem ser mantidos, reformulados ou melhorados a partir de planos de ação que prevejam mudanças nas metodologias, nos currículos e no processo ensino-aprendizagem de um modo geral.
2.4.3.3
AVALIAÇÃO DOS CURSOS
A avaliac¸a~o dos cursos deve diagnosticar e definir novas diretrizes, propondo mudanc¸as que corrijam os problemas que se apresentaram durante o peri´odo avaliado. Deve ser feita periodicamente, pela Comissa~o Coordenadora do Curso, e considerar as informac¸o~es obtidas junto aos atores envolvidos, por meio de instrumentos como questiona´rios, observac¸o~es, discusso~es entre docentes, discentes e demais envolvidos nas atividades pedagógicas, além de relato´rios de desempenho disponi´veis nos sistemas acade^micos e os resultados das avaliações de disciplinas.
Aos discentes são aplicados questiona´rios com o objetivo de analisar itens como infraestrutura e instalac¸o~es, recursos humanos, seguranc¸a, qualidade das aulas, conteu´do e objetivos das disciplinas, plano de ensino, programas anali´ticos, recursos dida´tico-pedago´gicos, bibliografia, crite´rios de avaliac¸a~o, condic¸o~es te´cnicas disponi´veis para o desenvolvimento das disciplinas, corpo docente e outros itens que a comissa~o elencar como necessa´rios.
A contínua avaliação dos processos de ensino-aprendizagem das disciplinas e dos cursos de graduação constitui um importante instrumento para a melhoria da qualidade da formação oferecida, avaliação dos currículos e das constantes mudanças que são implementadas, a exemplo da curricularização da extensão, a busca permanente pela identificação das causas e combate à evasão, possibilitando criar e ampliar políticas de permanência dos estudantes na UFV.
2.4.4.
ESTÁGIOS E ATIVIDADES COMPLEMENTARES
As atividades de estágios na UFV são coordenadas pela Pró-Reitoria de Ensino, quando se trata dos cursos de licenciatura, e pela Pró-Reitoria de Extensão e Cultura, no que se refere aos demais cursos de graduação.
A Pró-Reitoria de Ensino é responsável pelo planejamento, coordenação e registro das atividades inerentes aos estágios das licenciaturas. Os estágios são realizados mediante celebração de termo de compromisso entre o licenciando, a parte concedente do estágio e a UFV.
O estágio oferece ao estudante a oportunidade de utilizar os conhecimentos e as habilidades adquiridas no curso para responder às necessidades e aos desafios da realidade escolar. As metas do estágio estarão em consonância com o desenvolvimento de um saber prático que exige do estudante uma postura investigativa e problematizadora da realidade escolar de forma integrada à proposta pedagógica da Instituição.
Cerca de 500 estagiários dos cursos de licenciaturas da UFV são encaminhados semestralmente às escolas. A orientação é permanente e de responsabilidade do coordenador da disciplina de estágio da UFV e do profissional da escola campo de estágio. Os agentes desse processo interagem continuamente, tendo em vista o acompanhamento do acadêmico. Como resultado esperado, o discente deverá, ao término do estágio, ter adquirido postura profissional e ética, objetivando o desenvolvimento do licenciando para a cidadania e para o trabalho.
Na Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (PEC), no Campus Viçosa, no Serviço de Estágio, e nas Diretorias de Extensão e Cultura em Florestal e Rio Paranaíba, são feitos os registros da participação dos estudantes em estágios obrigatórios e não obrigatórios, internos, externos e internacionais. Ademais, a PEC e as diretorias realizam a prospecção e divulgação de oportunidades de estágios, além de firmar convênios com entidades públicas e privadas para oferta de estágios aos estudantes da UFV e emitir certificados e atestados de participação. No período de janeiro de 2018 a maio de 2023 foram registrados cerca de 26.904 estágios de estudantes de graduação na UFV, conforme detalhado na Figura 9. Os dados apresentam a evolução da oferta total de estágios nos três campi da UFV evidenciando a queda brusca ocorrida em 2020, em decorrência da pandemia da Covid-19. A Figura 9 também mostra a recuperação gradual dos estágios já em 2021. É importante observar que em 2023 a UFV retomará o nível de estágios realizados pelos seus estudantes de graduação no contexto pré-pandemia.
Além das modalidades de estágio regulamentadas pela Lei no 11.788 de 25 de setembro de 2008, a chamada Lei de Estágios, a partir de 2023 a PEC e diretorias passaram também a registrar os "estágios em extensão? previstos na Resolução no 06/2022/Cepe, que trata da creditação da extensão universitária nos cursos de graduação da UFV.
As Atividades Complementares, por sua vez, são componentes curriculares que possibilitam aos discentes desenvolverem habilidades e competências. Exemplos dessas atividades são participações em projetos de pesquisa, monitoria, iniciação científica, projetos de extensão, módulos temáticos, seminários, simpósios, congressos, conferências, além de disciplinas oferecidas por outras instituições de ensino ou de regulamentação e supervisão do exercício profissional.
Na UFV, a carga horária de participação nessas atividades pode ser incluída nas matrizes curriculares dos cursos de graduação na forma de disciplinas obrigatórias ou optativas.
Com o intuito de estimular essas atividades, o Ministério da Educação (MEC) definiu que as instituições de ensino superior devem incorporar aos seus projetos pedagógicos os chamados temas transversais, sejam eles na forma disciplinar ou transdisciplinar. Independente da área de conhecimento, os acadêmicos precisam, cada vez mais, adquirir novos saberes, principalmente, quando se trata de diversidade cultural e étnico-racial, acessibilidade, inclusão no ensino superior, políticas de educação ambiental, direitos humanos, ética e cidadania, inteligência artificial. Além da formação profissional, é imprescindível a preocupação com a formação reflexiva e cidadã, alicerçada no respeito às diferenças, na ética, na solidariedade e na responsabilidade social. Por meio de ações sociais e interativas, é possível que os discentes se integrem em diferentes contextos e instâncias sociais. Assim, estará assegurada a formação de um leitor crítico competente, além de um cidadão consciente de suas atitudes e deveres para com os outros e para com a comunidade.
Diante desse contexto e, como passo inicial, a UFV elaborou e propôs quatro disciplinas oferecidas de maneira virtual, utilizando uma metodologia reflexiva acerca dos problemas sociais vinculadas ao cotidiano e aos interesses da maioria da população, sendo elas:
- PRE 409 - Ciência, tecnologia e inovação para o desenvolvimento brasileiro;
- PRE 410 - Educação em direitos humanos;
- PRE 411 - Sustentabilidade ambiental; e
- PRE 412 - História e cultura afro-brasileira e indígena.
A partir dessa abordagem inicial, o que se busca é dar continuidade a iniciativas similares, com a ampliação da oferta de disciplinas congêneres pelos departamentos e institutos, no sentido de desenvolver no aluno atitudes e valores orientados para a cidadania e contribuir para a transformação da ordem social.
Nesse sentido, a curricularização da extensão também possibilita a discussão de temas transversais, de forma disciplinar e transdisciplinar. Com a criação de disciplinas formativas extensionistas, os estudantes são estimulados a desenvolver competências atitudinais cada vez mais essenciais aos cidadãos, como comunicação, liderança, trabalho em equipe, relacionamento interpessoal, criatividade, proatividade, inteligência emocional e responsabilidade social.
No âmbito dos convênios firmados entre a UFV e as redes Estadual e Municipais de Educação, destacam-se ações, programas e parcerias no campo da formação de professores da educação básica, oferta de cursos de formação complementar, usualmente organizados em editais específicos e com temporalidade definida. Há, ainda, o convênio estabelecido entre a UFV e a Secretaria Estadual de Educação do Estado de Minas Gerais, que prevê a oferta de ensino médio em concomitância aos cursos técnicos da Central de Ensino e Desenvolvimento Agrário de Florestal (Cedaf), no Campus Florestal.
Em outra frente, o Fórum das Licenciaturas contribui ao aproximar a UFV das redes de ensino. Constituído em 2019, tem o intuito de congregar coordenações, professores e estudantes dos cursos de licenciatura da UFV em prol da construção colaborativa de uma proposta de formação de professores (inicial e continuada) a partir do diálogo entre universidade-escola, apoiando, ainda, a proposição e implementação de ações inovadoras no contexto destes cursos. Desde então, realizaram-se três eventos que contaram com participação expressiva da comunidade universitária em prol da temática e levaram à constituição de uma comissão com representantes de diferentes segmentos para a elaboração de um Projeto Político Pedagógico Institucional para as licenciaturas, documento este que se encontra em fase de aprimoramento.
Além disso, visando atender às especificidades dos cursos da área da saúde oferecidos no Campus Viçosa, a UFV disponibiliza a Divisão de Saúde como campo de prática. Conta, ainda, com a Unidade de Atenção Especializada em Saúde (UAES), um ambulatório escola que atua em nível secundário de atenção à saúde, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) na região.
A UFV tem convênio com Hospital São Sebastião e com a Prefeitura Municipal de Viçosa, que atuam como campo de estágio para os estudantes da área da saúde e possibilitam a integração dos cursos e da Universidade com a rede de atenção primária. Além disso, mantém, em Rio Paranaíba, o ambulatório de atenção nutricional, no qual os estudantes da Nutrição realizam atendimentos próprios da profissão e cursam estágios curriculares.
Assim, os estudantes são inseridos em seu futuro campo de atuação profissional desde o início do curso.
2.4.5.
EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA
A política institucional para a modalidade de educação a distância (EaD) está fundamentada nas seguintes resoluções do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepe) que:
-
Resolução nº 03/2023/Cepe: normatiza a oferta de carga horária de ensino a distância em cursos de graduação presenciais oferecidos pela Universidade Federal de Viçosa;
-
Resolução nº 08/2023/Cepe: aprova o regimento dos cursos de pós-graduação lato sensu; e
-
Resolução nº 21/2020/Cepe: regulamenta os Cursos de Extensão da UFV, incluindo os da modalidade a distância.
Para coordenar tal política de EaD a UFV conta com a Coordenadoria de Educação Aberta e a Distância (Cead), regulamentada pela Resolução nº 06/2007/Consu, que exerce também as funções de supervisão, assessoramento e suporte técnico às atividades acadêmicas nessa área. A Cead apoia a produção de materiais didáticos interativos que utilizam diferentes formatos e mídias, disseminando o uso dos Recursos Educacionais Digitais (RED) em todas as etapas dos cursos oferecidos pela Instituição, nas modalidades de ensino presencial, semipresencial e a distância.
A Cead possui em sua estrutura física espaços necessários para o desenvolvimento de suas atividades e projetos: estúdio; cabines de gravação; salas de edição de áudio e vídeo, de edição e editoração de texto, de ilustração e criação de projeto gráfico, de elaboração de material interativo e de desenvolvimento de sistemas; espaços de apoio ao professor, destinados a estimular o uso de tecnologias de comunicação; espaços para transmissão de aulas e realização de eventos; laboratório de informática; equipamentos e softwares necessários para a produção de materiais didáticos e sistemas.
A UFV usou exclusivamente seu próprio Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA), o PVANet, até o ano de 2021, desenvolvido por técnicos da Diretoria de Tecnologia da Informação (DTI) e da Cead, em 2003. Integrado com os sistemas acadêmicos, atendeu aos processos de ensino-aprendizagem e objetivos institucionais, sendo constantemente aprimorado. Durante a pandemia houve um aumento da demanda pelo uso do AVA, período em que uma Comissão de Assessoria ao Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepe), avaliou sua substituição ou atualização. Essa Comissão recomendou a substituição por um AVA com base no Moodle, que possui maiores possibilidades de ferramentas para melhorar a efetividade no processo de ensino-aprendizagem. Por ser de código aberto e livre, o Moodle é continuamente melhorado por meio de uma comunidade virtual numericamente expressiva, agregando constantemente novos recursos. O Moodle foi customizado para as exigências da UFV, e foi denominado PVANet Moodle.
A escolha do Moodle também foi pautada pela existência de ferramentas e apps de acessibilidade livres e abertos, como: VLibras (permite traduzir conteúdos digitais para Língua Brasileira de Sinais - Libras), Kit de verificação de acessibilidade, Bloco Acessibilidade, que possui várias ferramentas (como as que permitem aumentar ou diminuir a fonte, alterar esquema de cores), dentre outras.
O projeto PVANet Moodle começou a ser desenvolvido em 2020 e foi implementado gradualmente durante o ano de 2021. Em 2022, foi implementado um novo AVA.
O PVANet Moodle, assim como o AVA anterior, está completamente integrado aos diferentes sistemas acadêmicos da Universidade, como o Sapiens, para as disciplinas dos cursos regulares de graduação, pós-graduação e do ensino técnico; e o sistema de matrículas do Colégio de Aplicação (CAp Coluni). No PVANet Moodle, cada disciplina tem um espaço próprio, no qual o docente pode disponibilizar conteúdos nos mais variados formatos (textos para leitura e impressão, material complementar, aulas narradas, vídeos, animações, simulações, links etc.). O AVA possui uma série de ferramentas de interação entre os docentes, tutores e estudantes, como fórum, chat, Wiki, Glossário, sistemas de mensagens e notificações, além dos sistemas de avaliação e de entrega de tarefas. Essas ferramentas são flexíveis podendo ser configuradas para atender as demandas dos diversos cursos e disciplinas, garantindo a comunicação necessária.
Além disso, o Moodle utilizado no Portal Ead UFV é integrado ao Sistema Administrativo, Acadêmico e Financeiro (SAAF) que gerencia as inscrições, migração para o AVA e certificação dos cursos de curta duração a distância.
O PVANet Moodle foi utilizado em todas as 2.741 disciplinas de graduação e 733 de pós-graduação oferecidas em 2022, período no qual foram matriculados, aproximadamente, 14.000 estudantes de graduação e 3.200 de pós-graduação.
A Cead preside a Comissão Permanente de Administração do Ambiente Virtual de Aprendizagem da UFV e é responsável pelo Portal EaD, onde são oferecidos os cursos de extensão e capacitação. Esses ambientes permitem a organização de conteúdos em vários formatos e a disponibilização de recursos didáticos e tecnológicos para atender a diferentes objetivos de aprendizagem.
Na Cead são desenvolvidos materiais didáticos digitais para os cursos de extensão e de capacitação interna na modalidade a distância e para as disciplinas semipresenciais, em formatos adequados aos variados públicos e objetivos de cada curso. Visa assim a democratização do conhecimento, principalmente daquele gerado na UFV em suas diversas áreas.
A UFV participou do primeiro grupo de universidades que se vincularam à Universidade Aberta do Brasil (UAB), quando de sua criação, para o oferecimento do curso de graduação em Administração, em 2006. Ofereceu também, em parceria com a UAB, os cursos de graduação a distância em História e Matemática.
Além da parceria com a UAB, a Cead oferece cursos a distância de pós-graduação e de extensão de forma independente ou em parceria com instituições públicas e privadas, tais como: Proteção de Plantas, Automação e Controle de Processos, Recuperação de Áreas Degradadas, Administração Pública Municipal, Inteligência Artificial e Computacional, Sistemas Fotovoltaicos isolados e Conectados à Rede Elétrica, Patrimônio Cultural, Gestão e Saúde Pública, Produção Integrada, Boas Práticas Agrícolas, Produção de Alimentos para Gestantes, Cooperativismo, Fitoterapia Baseado em Evidências, Alfabetização e Letramento: perspectivas atuais para o ensino da língua materna e da matemática, Educação Inclusiva, Capacitação de Tutores para EAD, Metodologias Ativas na Prática Docente, Introdução ao PVANet Moodle, entre outros.
Os polos de educação a distância atendidos pela UFV no Estado de Minas Gerais são Florestal, Rio Paranaíba, Jaboticatubas, Confins, Lagoa Santa, Ipanema, Bicas, João Monlevade, Barroso, Ubá, Caratinga, Conceição do Mato Dentro, Timóteo, Durandé, São Miguel do Anta, Uberlândia, Divinópolis, Teófilo Otoni e Lavras.
O corpo docente envolvido nos cursos de educação a distância é o mesmo que atua nos cursos presenciais da UFV. Os tutores são docentes, técnicos e discentes de graduação e pós-graduação da UFV, conforme o nível e especificidade do curso. Também podem ser selecionados tutores externos, via edital, conforme demanda específica.
A titulação e a experiência exigidas para a tutoria seguem os pré-requisitos descritos no edital e a seleção é feita de acordo com critérios específicos para cada curso. Os tutores obrigatoriamente participam de um programa de formação, organizado pela Cead, para atuarem nos cursos a distância. A contratação de tutores segue normas específicas da UFV, além das normas da UAB.
A Cead conta com o potencial de sua equipe técnica e pedagógica, composta por programadores, jornalistas, locutores, intérpretes de libras, editores de áudio e de vídeo, ilustradores, designer de interfaces e diagramadores, em conjunto com professores e outros profissionais das mais diversas áreas, para a produção de objetos de aprendizagem, como apostilas, revistas em quadrinhos, vídeo-aulas, documentários, podcasts, jogos interativos, animações, páginas e sistemas web, entre outros.
Esses recursos são produzidos para os cursos presenciais, semipresenciais e a distância, seguindo as etapas: a) planejamento inicial, incluindo a apresentação dos diferentes formatos para os conteúdos didáticos e como produzi-los; b) capacitações, através de oficinas de apresentação/criação para a produção de cada um dos formatos de conteúdos; c) produção do material didático, com acompanhamento individual e em grupo dos conteudistas para o desenvolvimento dos Recursos Digitais de Aprendizagem; d) processo de avaliação, com monitoramento das etapas anteriores e a avaliação final.
Destaca-se que a Cead tem capacidade de produzir 3.000 páginas diagramadas e 450 produtos audiovisuais (com base em uma vídeo-aula de 10 minutos) por ano. A capacidade de produção de outros produtos e serviços varia de acordo com a sua complexidade.
As metodologias e as tecnologias adotadas no ensino a distância seguem de forma geral as definições políticas, filosóficas e teórico-metodológicas previstas pela Instituição no Projeto Pedagógico Institucional (PPI) em articulação com os Projetos Pedagógicos de Cursos (PPC).
O ensino a distância atua com metodologias e tecnologias que possibilitem a formação integral dos estudantes, em suas dimensões cognitiva, intelectual, afetiva, emocional e profissional, objetivando prepará-los para as necessidades impostas pelo Século XXI, de forma crítica e consciente. Para atingir estes objetivos, as concepções pedagógicas que orientam o ensino-aprendizagem a distância estão focadas no estudante, em mantê-lo motivado e curioso, incentivando a criatividade e o raciocínio, a interação e o trabalho coletivo para a resolução de problemas e a construção de respostas criativas. O professor tem o papel de organizador, estimulador, mediador deste processo de ensino-aprendizagem, interagindo e construindo de forma integrada, de modo a ser um facilitador deste processo.
2.4.6.
POLÍTICAS EDUCACIONAIS DE ACESSIBILIDADE E INCLUSÃO
A UFV desenvolve suas políticas educacionais de acessibilidade e inclusão na perspectiva de que a inclusão é uma ação política, cultural, social e pedagógica, pautada no direito de os discentes, considerando suas diferenças, aprenderem juntos, em condições de igualdade, sem qualquer tipo de discriminação. Essa perspectiva também visa contribuir para a construção de uma sociedade inclusiva e preparada para lidar com a diversidade.
Nesse sentido, a Universidade busca garantir que as barreiras físicas, comunicacionais e atitudinais sejam identificadas e eliminadas, trabalhando para oferecer recursos e apoio necessários aos estudantes com deficiência ou necessidades educacionais específicas, de modo a promover sua participação plena na vida acadêmica. Também incentiva a sensibilização da comunidade acadêmica e o treinamento dos servidores docentes e técnico-administrativos, a fim de criar um ambiente inclusivo e acolhedor para todos.
No âmbito do Ensino, são adotadas estratégias pedagógicas flexíveis, que atendam às necessidades individuais dos estudantes, valorizando suas habilidades e potenciais. Além disso, fomenta-se ações de inclusão que promovam a interação entre os discentes, estimulando a colaboração e o respeito mútuo, para que todos se beneficiem da diversidade presente na comunidade acadêmica.
O trabalho com a educação inclusiva envolve programas de acessibilidade e inclusão coordenados nos trêscampi pela Unidade Interdisciplinar de Políticas Inclusivas (UPI), que oferece o atendimento educacional especializado aos estudantes que apresentam necessidades educacionais específicas em razão de deficiência visual, deficiência física, deficiência auditiva, deficiência intelectual e transtorno do espectro autista. Em caráter extraordinário, também fornece apoio e atendimento aos estudantes que apresentam outros transtornos, como transtorno do déficit de atenção/hiperatividade, transtorno específico da aprendizagem ou outros que sejam decorrentes de condição médica geral e que tenham consequências significativas para o processo ensino-aprendizagem. De maneira semelhante, no Campus Florestal o atendimento é realizado pelo Núcleo de Acessibilidade e Inclusão (NAI), e no Campus Rio Paranaíba pela Comissão de Acessibilidade e Inclusão (CAI).
Ainda quanto aos programas de acessibilidade, a Unidade promove formações, orientações e suportes aos docentes nas atividades de ensino, contribuindo na elaboração e organização das práticas pedagógicas e no uso de recursos didáticos acessíveis. Para isso, a UPI também dispõe de um Laboratório de Acessibilidade, no qual os recursos acessíveis são selecionados e/ou produzidos para viabilizar a inclusão nas mais diversas atividades acadêmicas. Também conta com um trabalho direcionado aos monitores inclusivos, no qual estudantes que estão em períodos mais avançados nos cursos são selecionados para atuar na proposta inclusiva, recebendo formação para tal atuação.
Outra importante iniciativa é a acessibilidade comunicativa em Língua Brasileira de Sinais (Libras). A UFV conta com sete tradutores-intérpretes de Libras para atender demandas acadêmicas e institucionais, como aulas, monitorias, atividades de campo, comunicação institucional e eventos. A promoção e a divulgação da Libras também são realizadas por meio de projetos desenvolvidos em conjunto com o Departamento de Letras (DLA).
Além disso, a Universidade tem buscado compartilhar suas experiências no campo da educação especial inclusiva, de maneira a contribuir com a ampliação do acesso ao conhecimento das pessoas com deficiências, promovendo cursos de formação continuada para professores da educação básica.
Em 2022, o Conselho Universitário (Consu), em sua 465ª reunião, aprovou a instituição da UPI da Universidade Federal de Viçosa e seu Regimento Interno, por meio da Resolução nº 02/2022/Consu. O documento regulamenta o funcionamento, os diversos níveis hierárquicos e as atribuições de cada setor da Unidade. O documento também esclarece sobre as responsabilidades e direitos dos estudantes atendidos, sobre os trâmites para solicitação do serviço de tradutores-intérpretes, além de possibilitar que toda a comunidade acadêmica conheça a estrutura e os objetivos de trabalho da UPI.
Destaca-se que no desenvolvimento das políticas inclusivas, a UPI atua de forma integrada com a Divisão Psicossocial e a Divisão de Saúde da UFV. Todas as ações são baseadas no disposto na Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015, que institui a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência), de modo a buscar equiparação de oportunidades aos estudantes atendidos, favorecendo seu desenvolvimento pessoal e educacional.
Considerando ainda o disposto na Lei nº 12.711, de 29 de agosto de 2012, alterada pela Lei nº 13.409, de 28 de dezembro de 2016, que trata da reserva de vagas para pessoas com deficiência nas instituições federais de ensino, em atendimento à legislação vigente e à necessidade de assegurar aos estudantes com deficiência as condições básicas de acesso ao ensino, de mobilidade e de utilização de equipamentos e instalações, a UFV constantemente busca adaptar suas edificações para possibilitar acesso irrestrito aos diferentes espaços. As ações incluem: reserva e sinalização de vagas em estacionamentos; adequação das calçadas e pisos; instalação de elevadores, rampas, corrimãos, barras de apoio nas paredes; banheiros, bebedouros e mobiliários acessíveis; construção de inclinações adequadas e promoção de ambientes apropriados para as diversas formas de locomoção, entre outras adequações necessárias aos espaços de uso coletivo.
Finalmente, levando em conta que a necessidade de inovações no campo da educação especial inclusiva é constante, a UPI, empenha continuamente esforços para garantir a oferta de recursos assistivos para a promoção da Política Nacional de Educação Especial Inclusiva, uma necessidade da sociedade contemporânea, propondo-se a ampliá-los e atualizá-los conforme as demandas apresentadas pelos estudantes. Todos os recursos ofertados são compartilhados com a comunidade acadêmica e ficam disponíveis na página da Unidade.
2.4.7.
FORMAS DE INGRESSO NOS CURSOS DE GRADUAÇÃO E PÓS-GRADUAÇÃO
O ingresso de estudantes nos cursos de graduação ocorre pelos seguintes meios: Sistema de Seleção Unificada (Sisu); processo seletivo para ocupação de vagas ociosas; reativação de matrícula; Programa de Estudantes-Convênio de Graduação (PEC-G) e transferência ex officio.
As normas que regulam os processos seletivos são publicadas em editais, com base na legislação vigente. Dentre elas, se encontram as leis que regulamentam a reserva de vagas no âmbito das políticas de ações afirmativas. A UFV utiliza também critérios subsidiários para assegurar direitos, como no caso da validação da autodeclaração de candidatos a vagas reservadas para estudantes pretos, pardos e indígenas.
Com o objetivo de aumentar o número de candidatos nos cursos de graduação, além de incentivar a procura pelo ensino superior pelos estudantes do ensino médio, a UFV realiza, anualmente, a Mostra Universitária no Campus Viçosa. Neste evento, escolas públicas e privadas de ensino médio são convidadas a trazer os alunos do terceiro ano do ensino médio para visitarem o campus e conhecer a infraestrutura, os laboratórios, os serviços de apoio ao estudante e, principalmente, as características dos cursos de graduação oferecidos, através de palestras realizadas pelas coordenações de curso e do contato com alunos que participam dos projetos vinculados como as empresas juniores, os programas de educação tutorial, dentre outros. Aproximadamente cinco mil estudantes de quase 200 escolas participam em cada um dos dias de visita.
Nos Campi Florestal e Rio Paranaíba realizam-se anualmente as Mostras de Profissões, eventos análogos com o intuito de receber estudantes do ensino fundamental e médio para conhecerem os cursos ofertados e a infraestrutura da Universidade. Em Florestal, são recebidos cerca de 1.000 e, em Rio Paranaíba, aproximadamente 1.200 participantes ao ano.
Para os programas de pós-graduação stricto sensu e lato sensu são admitidos candidatos com curso superior, selecionados de acordo com critérios estabelecidos pelas comissões coordenadoras dos respectivos programas, divulgados em editais. O ingresso pode também acontecer por meio do Programa Estudantes-Convênio de Pós-Graduação (PEC-PG) e outros acordos e programas bilaterais, como o Fórum Africano de Pesquisa Agrícola (FARA) e com a Università di Catania (Itália) e demais instituições parceiras que a UFV mantém acordo de dupla-titulação. Contudo, estas formas de ingresso não comprometem os processos regulares de seleção através de editais públicos, que segue a legislação vigente inclusive com relação à política de ações afirmativas e critérios associados para assegurar tais direitos, à semelhança do que é feito na graduação.
2.4.8.
ENSINO MÉDIO, TÉCNICO E EDUCAÇÃO INFANTIL
A UFV oferece o ensino médio no Colégio de Aplicação (CAp-Coluni), no Campus Viçosa, disponibilizando 150 vagas anuais, e na Cedaf, no Campus Florestal, outras 121 vagas ao ano.
Na Cedaf também são ofertados cursos técnicos em três modalidades: Subsequente em Agropecuária, com 15 vagas anuais (pós-médio); Concomitante com o ensino médio, ministrado por escola pública conveniada, onde se matricula o maior quantitativo de estudantes aprovados em processo seletivo: 176 a cada ano; e, Integrada ao ensino médio da própria Instituição, com reserva de 121 vagas anuais.
Atualmente, são seis os Cursos Técnicos de nível médio da Cedaf: Agropecuária (100 vagas), Alimentos (48 vagas), Eletrônica (40 vagas), Eletrotécnica (40 vagas), Hospedagem (40 vagas) e Informática (44 vagas).
Tanto o CAp-Coluni quanto a Cedaf realizam processo seletivo anual para ingresso nos cursos de nível médio e médio-técnico, respectivamente, cujos editais são publicados no segundo semestre. Participam desses processos seletivos os estudantes concluintes do ensino fundamental, para ingresso no CAp-Coluni e nos cursos técnicos da Cedaf; para ingresso no curso técnico subsequente ao ensino médio, concorrem no processo seletivo os estudantes que já concluíram esse nível de ensino.
Visando democratizar as oportunidades de acesso, o CAp-Coluni e a Cedaf reservam aos candidatos que tenham cursado integralmente o ensino fundamental em escolas públicas brasileiras 50% (cinquenta por cento) das vagas ofertadas, conforme disposto nas Leis nº 12.711, de 2012 e nº 13.409, de 2016.
Na modalidade de ensino a distância, a Cedaf oferece cursos técnicos fomentados por editais específicos disponibilizados pelos Governos Federal e Estadual. Esses programas visam à oferta de educação profissional e tecnológica a distância e têm o propósito de ampliar e democratizar o acesso a cursos técnicos de nível médio e subsequente.
A UFV oferece, ainda, a educação infantil no Campus Viçosa. São disponibilizadas, em período parcial, 180 vagas, sendo 90 no turno da manhã e 90 no turno da tarde, para crianças de 3 meses a 5 anos de idade. O ingresso de crianças na educação infantil ocorre por sorteio público, a partir de edital específico publicado duas vezes ao ano, com base na legislação vigente.
2.4.9.
ENSINO DE GRADUAÇÃO
Em 2023, a UFV ofereceu 3.315 vagas, distribuídas nos 75 cursos de graduação em seus três campi, nas modalidades bacharelado, licenciatura e tecnológico. A Tabela 1 apresenta a relação de cursos, modalidades, turnos e números de vagas.
Tabela 1 ? Relação de cursos de graduação, modalidades, número de vagas e turnos (2023)
|
Curso |
Modalidade |
Vagas por Turno |
|
|
Integral |
Noturno |
||
|
Campus Viçosa |
- |
1.825 |
525 |
|
1. Administração |
Bacharelado |
- |
60 |
|
2. Agronegócio |
Bacharelado |
40 |
- |
|
3. Agronomia |
Bacharelado |
210 |
- |
|
4. Arquitetura e Urbanismo |
Bacharelado |
40 |
- |
|
5. Bioquímica |
Bacharelado |
40 |
- |
|
6. Ciência da Computação |
Bacharelado |
40 |
- |
|
7. Ciência e Tecnologia de Laticínios |
Bacharelado |
30 |
- |
|
8. Ciências Biológicas |
Bacharelado |
50 |
- |
|
9. Ciências Biológicas |
Licenciatura |
40 |
|
|
10. Ciências Contábeis |
Bacharelado |
- |
40 |
|
11. Ciências Econômicas |
Bacharelado |
60 |
- |
|
12. Ciências Sociais |
Bacharelado |
- |
60 |
|
13. Ciências Sociais |
Licenciatura |
- |
|
|
14. Comunicação Social - Jornalismo |
Bacharelado |
40 |
- |
|
15. Cooperativismo |
Bacharelado |
40 |
- |
|
16. Dança |
Bacharelado |
20 |
- |
|
17. Dança |
Licenciatura |
- |
|
|
18. Direito |
Bacharelado |
60 |
- |
|
19. Educação Física |
Bacharelado |
40 |
- |
|
20. Educação Física |
Licenciatura |
30 |
- |
|
21. Educação do Campo |
Licenciatura |
60 |
- |
|
22. Educação Infantil |
Licenciatura |
40 |
- |
|
23. Enfermagem |
Bacharelado |
50 |
- |
|
24. Engenharia Agrícola e Ambiental |
Bacharelado |
40 |
- |
|
25. Engenharia Ambiental |
Bacharelado |
40 |
- |
|
26. Engenharia Civil |
Bacharelado |
60 |
- |
|
27. Engenharia de Agrimensura e Cartográfica |
Bacharelado |
40 |
- |
|
28. Engenharia de Alimentos |
Bacharelado |
60 |
- |
|
29. Engenharia de Produção |
Bacharelado |
40 |
|
|
30. Engenharia Elétrica |
Bacharelado |
40 |
- |
|
31. Engenharia Florestal |
Bacharelado |
60 |
- |
|
32. Engenharia Mecânica |
Bacharelado |
40 |
- |
|
33. Engenharia Química |
Bacharelado |
40 |
- |
|
34. Engenharia Física |
Bacharelado |
70 |
|
|
35. Física |
Bacharelado |
- |
|
|
36. Física |
Licenciatura |
- |
|
|
37. Geografia |
Bacharelado |
- |
50 |
|
38. Geografia |
Licenciatura |
- |
|
|
39. História |
Bacharelado |
- |
50 |
|
40. História |
Licenciatura |
- |
|
|
41. Letras ? Português e Língua Portuguesa |
Licenciatura |
- |
60 |
|
42. Letras ? Português e Francês |
Licenciatura |
- |
|
|
43. Letras ? Português e Inglês |
Licenciatura |
- |
|
|
44. Letras ? Português e Espanhol |
Licenciatura |
- |
|
|
45. Matemática |
Bacharelado |
45 |
- |
|
46. Matemática |
Licenciatura |
40 |
|
|
47. Medicina |
Bacharelado |
50 |
- |
|
48. Medicina Veterinária |
Bacharelado |
60 |
- |
|
49. Nutrição |
Bacharelado |
50 |
- |
|
50. Pedagogia |
Licenciatura |
- |
60 |
|
51. Química |
Bacharelado |
60 |
- |
|
52. Química |
Licenciatura |
40 |
|
|
53. Secretariado Executivo Trilíngue |
Bacharelado |
- |
25 |
|
54. Serviço Social |
Bacharelado |
60 |
- |
|
55. Zootecnia |
Bacharelado |
80 |
- |
|
Campus Florestal |
- |
265 |
135 |
|
1. Administração |
Bacharelado |
- |
60 |
|
2. Agronomia |
Bacharelado |
45 |
- |
|
3. Ciências Biológicas |
Licenciatura |
- |
25 |
|
4. Ciência da Computação |
Bacharelado |
50 |
- |
|
5. Educação Física |
Licenciatura |
- |
50 |
|
6. Engenharia de Alimentos |
Bacharelado |
45 |
- |
|
7. Física |
Licenciatura |
25 |
- |
|
8. Matemática |
Licenciatura |
25 |
- |
|
9. Química |
Licenciatura |
25 |
- |
|
10. Tecnologia em Gestão Ambiental |
Tecnológico |
50 |
- |
|
Campus Rio Paranaíba |
- |
415 |
150 |
|
1. Administração |
Bacharelado |
50 |
50 |
|
2. Agronomia |
Bacharelado |
50 |
- |
|
3. Ciências Biológicas |
Bacharelado |
50 |
- |
|
4. Ciências Contábeis |
Bacharelado |
- |
50 |
|
5. Ciência e Tecnologia de Alimentos |
Bacharelado |
50 |
- |
|
6. Engenharia Civil |
Bacharelado |
50 |
- |
|
7. Engenharia de Produção |
Bacharelado |
50 |
- |
|
8. Nutrição |
Bacharelado |
40 |
- |
|
9. Química |
Bacharelado |
25 |
- |
|
10. Sistemas de Informação |
Bacharelado |
50 |
50 |
|
Total por Turno |
2.505 |
810 |
|
|
Total UFV |
3.315 |
||
Fonte: Pró-Reitoria de Ensino/UFV
Ao longo de sua história, a UFV vem aumentando gradualmente o número de cursos e, consequentemente, o número de estudantes matriculados (Tabela 2). No período de 2018 a 2023, o aumento do número de estudantes matriculados nos cursos de graduação foi de 2,5% em relação a 2017, quando encontravam-se matriculados 14.776 estudantes.
Tabela 2 ? Evolução do número de matrículas na graduação (2018-2023)
|
Campus |
2018 |
2019 |
2020 |
2021 |
2022 |
2023 |
|
Viçosa |
11.485 |
11.542 |
11.524 |
12.498 |
12.072 |
11.947 |
|
Florestal |
1.423 |
1.465 |
1.465 |
1.666 |
1.466 |
1.363 |
|
Rio Paranaíba |
2.052 |
2.080 |
2.080 |
2.382 |
2.018 |
1.831 |
|
Total |
14.960 |
15.087 |
15.069 |
16.546 |
15.556 |
15.141 |
Fonte: Diretoria de Registro Escolar/UFV
Para o período de vigência do PDI 2024-2029, estima-se aumento do número de matrículas na graduação presencial, conforme Tabela 3.
Tabela 3 - Projeção do número de matrículas presenciais na graduação (2024-2029)
|
Campus |
2024 |
2025 |
2026 |
2027 |
2028 |
2029 |
|
Viçosa |
11.916 |
11.885 |
11.854 |
11.823 |
11.792 |
11.758 |
|
Florestal |
1.445 |
1.527 |
1.609 |
1.691 |
1.773 |
1.852 |
|
Rio Paranaíba |
1.979 |
2.127 |
2.275 |
2.423 |
2.571 |
2.716 |
|
Total |
15.340 |
15.539 |
15.738 |
15.937 |
16.136 |
16.326 |
Fonte: Pró-Reitoria de Ensino/UFV
A Pró-Reitoria de Ensino acompanha e analisa o contexto para oferta de novas vagas nos cursos de graduação existentes, bem como prospecta a possibilidade de criação de novos cursos, sempre observando as demandas sociais, o apoio governamental e as condições institucionais para que a ampliação possa ocorrer mantendo a qualidade do ensino, o atendimento adequado aos estudantes e os encargos de trabalho dos servidores.
2.4.10.
ENSINO DE PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU
Os cursos de pós-graduação lato sensu oferecidos pela UFV, em caráter de educação continuada, têm a finalidade de proporcionar aos estudantes de nível superior formação científica e cultural, visando ao aprimoramento de conhecimentos acadêmicos e profissionais em áreas específicas de estudo, com carga horária mínima de 360 horas e duração máxima de 24 meses.
A UFV oferece cursos de pós-graduação lato sensu em diversas áreas do conhecimento. Em 2023, foram oferecidos quatro cursos na modalidade presencial e seis a distância:
Cursos de pós-graduação lato sensu presenciais
-
Futebol
-
MBA em Gestão Empresarial
-
Residência em Medicina Veterinária
-
Tecnologia de Celulose de Papel
Cursos de pós-graduação lato sensu a distância
-
Administração Pública Municipal
-
Inteligência Artificial e Computacional
-
Automação e Controle de Processos
-
Proteção de Plantas
-
Recuperação de Áreas Degradadas
-
Sistemas Fotovoltaicos Ligados à Rede Elétrica
Tabela 4 ? Número de matriculados em cursos de pós-graduação lato sensu (2018-2023)
|
Centro/Curso |
Ano de início |
Matriculados |
|||||
|
2018 |
2019 |
2020 |
2021 |
2022 |
2023* |
||
|
Ciências Agrárias |
984 |
977 |
944 |
779 |
722 |
368 |
|
|
Automação e Controle de Processos Agrícolas e Industriais |
2017 |
74 |
103 |
134 |
0 |
0 |
0 |
|
Proteção de Plantas |
1982 |
609 |
592 |
522 |
538 |
499 |
276 |
|
Recuperação de Áreas Degradadas |
2014 |
124 |
140 |
88 |
41 |
0 |
0 |
|
Tecnologia de Celulose e Papel |
2001 |
177 |
142 |
200 |
200 |
169 |
38 |
|
Preservação e Difusão de Estruturas e Sítios Arqueológicos a Céu Aberto |
|
0 |
0 |
0 |
0 |
54 |
54 |
|
Ciências Biológicas e da Saúde |
335 |
388 |
391 |
392 |
343 |
184 |
|
|
Clínica e Cirurgia Veterinárias |
1994 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
|
Futebol |
2004 |
136 |
184 |
187 |
198 |
161 |
108 |
|
Nutrição e Saúde |
2001 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
|
Residência Médica em Medicina |
2011 |
119 |
124 |
124 |
114 |
104 |
33 |
|
Residência Médica em Medicina Veterinária |
2011 |
80 |
80 |
80 |
80 |
78 |
43 |
|
Ciências Exatas e Tecnológicas |
31 |
56 |
56 |
329 |
467 |
390 |
|
|
Desenvolvimento de Sistemas para a Internet |
2000 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
|
Engenharia e Segurança do Trabalho |
2010 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
|
Gestão da Produção |
2008 |
31 |
56 |
56 |
0 |
|
0 |
|
Inteligência Artificial e Computacional |
2021 |
0 |
0 |
0 |
22 |
118 |
260 |
|
Automação e Controle de Processos Agrícolas e Industriais |
|
0 |
0 |
0 |
213 |
158 |
53 |
|
Sistemas Fotovoltaicos Isolados e Conectados à Rede Elétrica |
|
0 |
0 |
0 |
94 |
191 |
77 |
|
Ciências Humanas, Letras e Artes |
0 |
0 |
90 |
0 |
119 |
92 |
|
|
Administração Pública Municipal |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
79 |
72 |
|
Controladoria e Finanças |
2010 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
|
Coordenação Pedagógica |
2010 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
|
Educação Ambiental com Ênfase em Espaços Educadores Sustentáveis |
2015 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
|
Gestão da Educação Municipal |
2015 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
|
Gestão de Políticas Públicas - Foco em Gênero e Raça |
2010 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
|
Gestão Empresarial e Ambiental |
2011 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
|
Gestão Escolar |
2008 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
|
Gestão Pública |
2013 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
|
MBA em Gestão Empresarial |
2019 |
0 |
0 |
90 |
0 |
40 |
20 |
|
Gestão Pública Municipal |
2013 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
|
Total UFV |
1.350 |
1.421 |
1.481 |
1.500 |
1.651 |
1.034 |
|
Fonte: Relatório UFV. Consulta em 09/05/2023. Disponível em https://www.dti.ufv.br/relatorioufv/tabela22e.asp
* resultado apenas do primeiro semestre 2023
2.4.11.
ENSINO DE PÓS-GRADUAÇÃO STRICTO SENSU
A pós-graduação na UFV tem gerado novos conhecimentos e contribuído de maneira efetiva para a formação de profissionais de alto nível, capazes de participar ativamente na resolução de problemas da sociedade e no desenvolvimento científico, tecnológico e sociocultural do Brasil.
Para inserir os estudantes de pós-graduação nas mais diversas áreas de atuação profissional, a Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (PPG) deliberou pelo oferecimento de disciplinas de formação complementar, além das específicas de cada programa, bem como estimulou a ampliação do oferecimento de disciplinas em Inglês.
As disciplinas da pós-graduação regularmente oferecidas em Inglês alcançaram o número de 36 em 2023. Isso possibilita tanto a mobilidade acadêmica de estudantes estrangeiros para UFV quanto a capacitação de nossos alunos em outro idioma.
No que diz respeito ao oferecimento de disciplinas de formação complementar, buscou-se atuar nas habilidades cognitivas e organizacionais, habilidades interpessoais e de comunicação, habilidades de pesquisa e inovação e inserção multidisciplinar. O objetivo dessas disciplinas é propiciar aos discentes da pós-graduação a oportunidade de desenvolverem habilidades transversais que lhes possibilitem maior empregabilidade e efetividade no seu desempenho futuro. Doze disciplinas de formação complementar foram oferecidas em 2023 aos discentes da pós-graduação, mas também abertos à participação de discentes da graduação interessados, além de técnicos e professores da Instituição que desejassem tal aprimoramento.
Em 2023, a UFV completou seus 97 anos de existência e 62 anos da criação de sua pós-graduação. Quando a UFV foi criada, em 1926, o Brasil não tinha nenhuma cultura de pós-graduação. Foi preciso formar as primeiras gerações de profissionais e criar demandas nacionais para a pesquisa e o desenvolvimento, a fim de que o País acompanhasse a tendência mundial de especialização. Ao criar a UFV, o Dr. Arthur Bernardes foi em busca do modelo americano de ensino para estabelecer seu projeto de universidade voltada para os interesses nacionais. O mesmo processo se deu na pós-graduação, quando, na década de 1950, a Instituição foi em busca do conhecido convênio com a Purdue University, nos Estados Unidos, para formação especializada de seus professores. Enquanto outras universidades ainda buscavam o modelo europeu, a UFV entendeu que era preciso encontrar referências onde havia significativa tendência de desenvolvimento da agricultura.
Ainda na década de 1950, entendendo a necessidade de especialização, o Departamento de Fitotecnia investiu no treinamento de todos os professores que quiseram ir aos Estados Unidos aprender a fazer ciência e a adaptar tecnologias para nossa realidade tropical. Ao contagiar-se pelo enorme potencial de desenvolvimento que a pesquisa poderia trazer ao Brasil, o então professor Flávio Araújo Couto incentivou a pesquisa entre seus alunos e orientou trabalhos de mestrado. Em 19 de dezembro de 1961, a primeira tese de mestrado em Ciências Agrárias de que se tem notícia no País foi defendida na UFV. Tal fato afirma o pioneirismo que ainda marca a Instituição. Desde então, foi sendo formada a cultura ufeviana de dedicação à pesquisa e a tradição de seus professores e pesquisadores em buscar sempre o aperfeiçoamento imprescindível ao desenvolvimento do ensino, da pesquisa e da extensão.
A UFV contou, em 2023, com 50 programas de pós-graduação stricto sensu, sendo 31 em níveis de mestrado e doutorado, 9 em nível de mestrado e 10 programas de mestrado profissional. Dentre os programas de pós-graduação, 13 são considerados de nível internacional, ou seja, com conceito 6 ou 7 na avaliação realizada pela Capes. Em 2022 estavam matriculados mais de 2.500 alunos de mestrado e doutorado e mais de 500 na pós-graduação lato sensu.
Cerca de 95% dos professores possuem título de doutor e muitos já realizaram treinamento de pós-doutorado em renomadas universidades de diversos países, retroalimentando a qualidade das pesquisas e do ensino de graduação e pós-graduação.
Nos últimos 55 anos, foram defendidas aproximadamente 10.500 dissertações e 4.100 teses na UFV. Há egressos da UFV que desenvolvem trabalhos em várias áreas do conhecimento e atuam como professores e pesquisadores em diversas universidades, empresas e institutos de pesquisa no Brasil e em instituições de outros países, multiplicando assim o conhecimento e a tradição de dedicação à pesquisa, à inovação e ao desenvolvimento tecnológico.
A Tabela 5 apresenta os conceitos dos programas de pós-graduação e o número de discentes matriculados e diplomados em 2022.
Tabela 5 - Número de matriculados e diplomados e conceitos dos programas de pós-graduação stricto sensu (2022)
|
Centro/Programa |
Conceito* |
Matriculados |
Diplomados |
|||
|
M |
D |
M |
D |
M |
D |
|
|
Ciências Agrárias |
806 |
1032 |
140 |
112 |
||
|
Agroecologia |
4 |
- |
39 |
0 |
6 |
0 |
|
Ciência Florestal |
6 |
6 |
93 |
114 |
14 |
18 |
|
Defesa Sanitária Vegetal (Mestrado Profissional) |
5 |
- |
85 |
0 |
10 |
0 |
|
Economia Aplicada |
5 |
5 |
53 |
69 |
10 |
10 |
|
Educação em Ciências e Matemática (Mestrado Profissional) |
3 |
- |
43 |
0 |
6 |
0 |
|
Engenharia Agrícola |
6 |
6 |
87 |
149 |
23 |
16 |
|
Extensão Rural |
5 |
5 |
45 |
40 |
3 |
6 |
|
Fitopatologia |
7 |
7 |
57 |
87 |
9 |
13 |
|
Fitotecnia |
6 |
6 |
94 |
210 |
17 |
17 |
|
Genética e Melhoramento |
7 |
7 |
0 |
0 |
0 |
0 |
|
Meteorologia Aplicada |
5 |
5 |
31 |
52 |
2 |
4 |
|
Solos e Nutrição de Plantas |
6 |
6 |
52 |
133 |
10 |
12 |
|
Tecnologia de Celulose e Papel (Mestrado Profissional) |
4 |
- |
0 |
0 |
0 |
0 |
|
Zootecnia |
7 |
7 |
109 |
178 |
24 |
16 |
|
Zootecnia (Mestrado Profissional) |
3 |
- |
18 |
0 |
6 |
0 |
|
Ciências Biológicas e da Saúde |
844 |
1042 |
161 |
109 |
||
|
Biologia Animal |
4 |
4 |
62 |
34 |
12 |
0 |
|
Biologia Celular e Estrutural |
5 |
5 |
44 |
80 |
10 |
14 |
|
Bioquímica Aplicada |
5 |
5 |
45 |
97 |
13 |
11 |
|
Botânica |
5 |
5 |
32 |
66 |
10 |
8 |
|
Ciência da Nutrição |
7 |
7 |
78 |
84 |
10 |
8 |
|
Ciências da Saúde (Mestrado Profissional) |
4 |
- |
79 |
0 |
14 |
0 |
|
Ecologia |
5 |
5 |
51 |
65 |
6 |
2 |
|
Educação Física |
5 |
5 |
48 |
34 |
3 |
7 |
|
Entomologia |
7 |
7 |
78 |
109 |
16 |
10 |
|
Fisiologia Vegetal |
7 |
7 |
48 |
106 |
10 |
10 |
|
Genética e Melhoramento |
|
|
95 |
154 |
22 |
15 |
|
Medicina Veterinária |
7 |
7 |
117 |
114 |
17 |
13 |
|
Microbiologia Agrícola |
7 |
7 |
67 |
99 |
18 |
11 |
|
Ciências Exatas e Tecnológicas |
575 |
552 |
111 |
47 |
||
|
Agroquímica |
5 |
5 |
41 |
87 |
11 |
7 |
|
Arquitetura e Urbanismo |
4 |
4 |
46 |
59 |
17 |
0 |
|
Ciência da Computação |
4 |
4 |
41 |
43 |
9 |
0 |
|
Ciência e Tecnologia de Alimentos |
6 |
6 |
78 |
132 |
18 |
21 |
|
Engenharia Civil |
5 |
5 |
98 |
111 |
18 |
6 |
|
Engenharia Química |
3 |
- |
27 |
0 |
8 |
0 |
|
Ensino de Física (Mestrado Profissional) |
4 |
- |
41 |
0 |
4 |
0 |
|
Estatística Aplicada e Biometria |
5 |
5 |
35 |
54 |
6 |
9 |
|
Física |
5 |
5 |
44 |
51 |
10 |
4 |
|
Matemática |
3 |
- |
27 |
0 |
5 |
0 |
|
Multicêntrico em Química de Minas Gerais |
4 |
- |
20 |
15 |
0 |
0 |
|
Química em Rede Nacional (Mestrado Profissional) |
- |
- |
77 |
0 |
5 |
0 |
|
Ciências Humanas, Letras e Artes |
612 |
158 |
105 |
13 |
||
|
Administração |
5 |
5 |
140 |
80 |
30 |
9 |
|
Economia |
4 |
- |
30 |
0 |
5 |
0 |
|
Economia Doméstica |
5 |
5 |
68 |
78 |
10 |
4 |
|
Educação |
4 |
- |
134 |
0 |
19 |
0 |
|
Geografia |
3 |
- |
50 |
0 |
6 |
0 |
|
Letras |
4 |
- |
88 |
0 |
20 |
0 |
|
Patrimônio Cultural, Paisagens e Cidadania (Mestrado Profissional) |
3 |
- |
102 |
0 |
15 |
0 |
|
Campus Florestal |
122 |
5 |
10 |
0 |
||
|
Educação em Ciências e Matemática (Mestrado Profissional) |
3 |
- |
46 |
0 |
4 |
0 |
|
Manejo e Conservação de Ecossistemas Naturais e Agrários |
4 |
- |
33 |
0 |
3 |
0 |
|
Matemática em Rede Nacional (Mestrado Profissional) |
5 |
- |
43 |
0 |
3 |
0 |
|
Multicêntrico em Química de Minas Gerais |
4 |
4 |
0 |
5 |
|
|
|
Campus Rio Paranaíba |
|
|
|
|
||
|
Administração Pública em Rede Nacional (Mestrado Profissional) |
3 |
- |
|
|
|
|
|
Agronomia (Produção Vegetal) |
4 |
- |
|
|
|
|
|
Multicêntrico em Química de Minas Gerais |
4 |
4 |
|
|
|
|
|
Total |
|
|
|
|
||
Fonte: Relatório UFV. Consulta em 27/20/2017. Disponível em https://www.dti.ufv.br/relatorioufv/tabela22e.asp
(*) Capes.
A Tabela 6 apresenta o número de matriculados na pós-graduação stricto sensu e lato sensu, no período 2018-2023.
Tabela 6 - Matrículas na pós-graduação (2018-2023)
|
Pós-Graduação |
2018 |
2019 |
2020 |
2021 |
2022 |
2023 |
|
Stricto sensu |
3.016 |
2.952 |
2.887 |
3.038 |
2.935 |
2.983 |
|
Lato sensu |
1.350 |
1.421 |
1.481 |
1.500 |
1.653 |
2449 |
Fonte: Relatório UFV. Disponível em https://www.dti.ufv.br/relatorioufv/tabela22e.asp. Consulta em 06/09/2023.
Para o período de vigência deste PDI, estima-se um incremento de aproximadamente 10% no número de matrículas na pós-graduação lato sensu e stricto sensu.
2.4.12.
PROGRAMAS PARA MELHORIA DO ENSINO
O Programa de Educação Tutorial (PET) é desenvolvido por grupos de estudantes tutorados por docentes. As atividades, na forma de elaboração e execução de projetos, visam desenvolver o potencial desses acadêmicos para que se tornem profissionais de nível superior com elevado padrão científico, técnico e ético, em suas diferentes áreas de atuação.
Em 2023, os grupos tutoriais no Campus Viçosa eram os seguintes: Administração, Bioquímica, Ciências Biológicas, Educação, Engenharia Agrícola e Ambiental, Engenharia de Produção e Nutrição; no Campus Florestal, o grupo tutorial em Educação integrando as licenciaturas.
O Programa de Pesquisa em Ensino (Piben), criado em 2010 pela Pró-Reitoria de Ensino, apoia o desenvolvimento de Projetos de Pesquisa em Ensino na UFV por meio da concessão de bolsas de iniciação voltada aos cursos de graduação (Licenciatura e Bacharelado). O Programa se solidificou ao longo dos anos nos três campi da UFV, com o desenvolvimento de importantes trabalhos que se propuseram a desenvolver estudos voltados a atender às constantes demandas da Educação Superior no cenário nacional. Em 2023 foram contemplados com bolsas 10 projetos de pesquisa nessa modalidade, oriundas da parceria estabelecida com a Fundação Arthur Bernardes (Funarbe) e com a SICOOB UFVCredi.
Os Programas Institucionais de Bolsa de Iniciação à Docência (Pibid) e a Residência Pedagógica (RP) atendem as áreas de conhecimento que oferecem cursos de licenciatura. Em resposta aos editais publicados periodicamente pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), a UFV apresenta projeto institucional que disponibiliza bolsas aos licenciandos. As bolsas Pibid são direcionadas aos estudantes na primeira metade do curso e as bolsas de RP aos estudantes da segunda metade do curso e, nos dois casos, têm por objetivo incentivar a formação de docentes para a educação básica, melhorar a qualidade dos licenciados, permitindo sua inserção no cotidiano da escola e a sua participação em experiências metodológicas, tecnológicas e práticas docentes de caráter inovador e interdisciplinar. Nos dois programas são oferecidas também bolsas aos docentes (supervisores e preceptores) do ensino básico, contribuindo para a valorização do magistério.
Estão envolvidos nos dois Programas, em 2022-2023, 834 estudantes dos cursos de licenciatura oferecidos nos Campi Viçosa e Florestal. Os licenciandos desenvolvem suas atividades em mais de 25 diferentes escolas da rede pública de educação básica, contemplando os municípios de Viçosa, Paula Cândido, São Miguel do Anta, Teixeiras, Visconde do Rio Branco, Pará de Minas, Juatuba e Florestal. Também atuam no Colégio de Aplicação (CAp-Coluni), atendendo às normativas que preveem que este seja um campo de formação prioritário para os licenciandos, e que oferta ensino médio no Campus Viçosa. Participam regularmente nos programas 38 docentes da UFV selecionados para atuarem como coordenadores de área e orientadores e, ainda, 102 docentes da educação básica, selecionados como supervisores e preceptores nas escolas participantes.
2.4.13.
MOBILIDADE ACADÊMICA
A Mobilidade Acadêmica na UFV é regulamentada pela Resolução nº 10/2016/Cepe. Objetiva oferecer ao estudante regularmente matriculado em cursos superiores de graduação e tecnológicos a possibilidade de cursar componentes curriculares pertinentes a seu curso em outro campus desta Instituição ou em outra instituição de ensino superior, brasileira ou estrangeira. Objetiva ainda a recepção, pela UFV, de estudantes de graduação de instituições de ensino superior conveniadas do Brasil e do exterior.
Dessa maneira, as possibilidades de Mobilidade Acadêmica são assim denominadas: InterCampi; Nacional, que contempla as instituições de ensino superior brasileiras; e Internacional, que contempla instituições de ensino superior estrangeiras.
Entre 2018 e 2023, 326 estudantes da UFV participaram de mobilidade acadêmica. No mesmo ano, a Instituição recebeu, em mobilidade, 109 brasileiros e 205 estudantes estrangeiros, de 39 países diferentes, em seus campi.
Em 2021, a UFV participou dos Editais 2 e 3 do Programa de Mobilidade Virtual em Rede (Promover) organizado pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), denominado Edital Promover-Andifes. Um total de 505 estudantes, oriundos de 15 instituições federais, se matricularam em 177 disciplinas oferecidas, de forma remota, pela UFV.
Essa experiência resultou no desenvolvimento de uma plataforma que pode viabilizar a oferta de disciplinas no formato EAD entre as instituições federais de educação superior.
2.5.
EXTENSÃO E CULTURA
Desde a fundação da Escola Superior de Agricultura e Veterinária (ESAV), em agosto de 1926, as atividades extensionistas integram a formação dos seus estudantes. Inspirada nos land-grant colleges norte-americanos, o ensino proposto pela então ESAV não estava alinhado com o modelo tradicional, basicamente teórico, mas era pautado pelo ?aprender fazendo?, como princípio que orientava a ideia de uma formação científico-prática. Seu desenho pedagógico propunha, assim, nova matriz educacional, fundamentada no ensino teórico-prático.
A extensão universitária na UFV tem, portanto, raízes em seu próprio surgimento, tendo testemunhado a institucionalização de diversas práticas extensionistas ao longo do tempo, processo que acompanhou a mudança na própria noção do ?fazer extensão? vivenciada no País.
Na década de 1980, após a instauração do Fórum de Pró-Reitores de Extensão das Universidades Públicas Brasileiras, a extensão universitária avançou decisivamente em seu processo de institucionalização. Na mesma época, a Constituição de 1988 estabeleceu, em seu artigo 207, a indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão como único princípio a ser obedecido em relação à autonomia universitária.
Todavia, foi com o estabelecimento do Plano Nacional de Extensão, em 1999, e, posteriormente, com a Política Nacional de Extensão Universitária, em 2012, que a prática consolidou seus propósitos. Apontou-se para a necessidade de rever antigas concepções que limitavam a extensão à ideia de difusão do conhecimento, afirmando-a como uma atividade processual. Articulada ao ensino e à pesquisa, a extensão universitária tem a missão de enriquecer o processo pedagógico, socializar o saber produzido e possibilitar meios para a participação da comunidade no ambiente acadêmico.
Essa visão da extensão universitária, para além de sua compreensão tradicional de disseminação de conhecimento por meio de cursos, prestação de serviços e realização de eventos, propõe uma relação continuada com a sociedade, que possibilita a consolidação dos saberes e práticas avançadas no interior das universidades.
Nesse sentido, o estabelecimento de novos marcos conceituais para a extensão universitária, que vinculam a prática extensionista, sobretudo, à construção dos direitos de cidadania, defendendo sua necessária relevância social, balizou a transformação vivida pela UFV nos últimos anos.
No âmbito dessa transformação, a oferta de atividades de extensão passou a ser entendida como necessária para o incremento das atividades de ensino e pesquisa, avançando na consolidação da ideia de universidade defendida pela Carta de 1988, pautada pelo compromisso com uma sociedade democrática e plural.
Ao lado dos dispositivos normativos que norteiam a mudança de concepção do próprio fazer extensionista no País foi sancionada a Lei no 12.155/2009, que autoriza, em seus artigos 10 e 12, o oferecimento de bolsas de extensão com o objetivo de ?ampliar a interação das instituições federais de educação superior com a sociedade?. A lei prevê, ainda, que as bolsas de extensão devem adotar valores correspondentes aos pagos pelas agências de fomento à pesquisa, sendo submetidas a instrumentos próprios de avaliação. Os artigos da lei foram, posteriormente, regulamentados pelo Decreto n° 7.416/2010. Nesse processo de consolidação da extensão como elemento fundamental da formação universitária está a Lei no 13.005/2014 que aprovou o Plano Nacional de Educação (PNE) 2014-2024 e que, em sua Meta 12.7 torna obrigatório ?assegurar, no mínimo, 10% (dez por cento) do total de créditos curriculares exigidos para a graduação em programas e projetos de extensão universitária, orientando sua ação, prioritariamente, para áreas de grande pertinência social.?
Nesse contexto, orientada pelo Plano Nacional de Extensão, a UFV aprovou sua Política de Extensão (Resolução no 7/2007/Cepe), pautada pelas diretrizes que orientam a prática em território nacional, com o propósito de firmar suas ações de fomento e de registro das atividades de extensão e cultura. A Instituição avançou, assim, na consolidação das diretrizes firmadas pela referida política, quanto à interação dialógica, à interdisciplinaridade, à interprofissionalidade, à indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão, impacto na formação do estudante e na transformação social. Dentre as ações definidas em sua Política de Extensão, a UFV desenvolveu o Sistema de Registro das Atividades de Extensão (Raex). Desde então, o Raex registra as atividades desenvolvidas por docentes, técnico-administrativos e discentes da Instituição, atendendo, ainda, ao Censo do Ministério da Educação. Mais recentemente, atendendo ao disposto no Plano Nacional de Educação (PNE) 2014-2024, o Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão aprovou a Resolução nº 06/2022, que define os parâmetros para que os cursos de graduação da Universidade tenham, no mínimo, 10% da carga horária da matriz curricular em atividades de extensão, no processo comumente denominado de "curricularização ou creditação da extensão".
Desde 2004, a UFV vem, continuamente, mantendo o Programa Institucional de Bolsas de Extensão (Pibex). O Pibex e o Pibex-Júnior têm por objetivo contribuir para a formação acadêmica e cidadã dos estudantes da graduação e do ensino médio, por meio da concessão de bolsas de iniciação em extensão aos participantes de projetos de extensão universitária coordenados por docentes ou técnicos de nível superior.
Complementando o Pibex e possibilitando o financiamento de mais projetos de extensão, a UFV, em parceria com a Fundação Arthur Bernardes (Funarbe), instituiu, em 2010, o Programa Funarbe de Apoio à Extensão (Funarbex) que tem ação direcionada principalmente para apoiar projetos de docentes e técnicos de nível superior com menos de 5 anos de vinculação com a Universidade. Em 2022, também com recursos próprios oriundos de superávits do Centro de Ensino e Extensão, a UFV instituiu edital interno para apoio às coordenações de cursos de graduação em ações voltadas à creditação da extensão.
Como forma de divulgar as ações de extensão na UFV, foi lançada em 2010 a Revista ELO - Diálogos em Extensão. Esse periódico é voltado para a divulgação de resultados de programas e projetos de extensão universitária. A Revista ELO tem fluxo contínuo de submissão, revisão por pares, acesso livre e não cobra taxas para publicação. Na última avaliação do sistema Qualis da Capes obteve conceito B1. Do mesmo modo, os Boletins de Extensão, organizados pela Divisão de Extensão (DEX), da PEC, têm por objetivo divulgar as pesquisas e tecnologias desenvolvidas por docentes e técnicos da Universidade e também por profissionais de outras instituições. Anualmente, a DEX abre edital para seleção de trabalhos a serem publicados nos Boletins de Extensão.
A UFV tem, ao longo dos anos, participado do Projeto Rondon, do Ministério da Defesa, que visa contribuir para a formação do jovem universitário como cidadão e para o desenvolvimento sustentável nas comunidades carentes.
Outra importante forma de socializar os resultados da investigação científica e dos processos de ensino realizados na UFV são os eventos extensionistas tradicionais, como a Semana do Fazendeiro, que há décadas disponibiliza informações a produtores rurais e à comunidade em geral.
A Semana do Fazendeiro é organizada pela UFV desde 1929 e se tornou o maior e mais tradicional evento de extensão da Instituição. Na ocasião, são oferecidos cursos e oficinas nas diversas áreas do conhecimento, em parceria com Emater-MG, IEF, Epamig e Senar, dentre outros. Durante o evento, são realizadas, ainda, a Semana da Juventude Rural, Semana da Mulher Rural e Troca de Saberes, dedicadas ao intercâmbio de experiências, práticas e conhecimentos. Acontecem também as Clínicas Tecnológicas, que oferecem consultorias aos produtores rurais, dentre outras atividades. A Semana do Fazendeiro mobiliza produtores rurais de toda a região da Zona da Mata, mas também de toda Minas Gerais e de diversos Estados brasileiros. No ano de 2021, quando excepcionalmente o evento foi realizado de forma remota, a Semana do Fazendeiro contou com participantes de todos os Estados da Federação, do Distrito Federal e de 11 países. A cada ano, cerca de 75 mil pessoas circulam pelo Campus Viçosa, durante os 7 dias da Semana do Fazendeiro.
Além dos aspectos extensionistas e de formação continuada presentes na Semana do Fazendeiro, o evento também expressa forte preocupação ambiental por meio de dois de seus diversos programas parceiros: o Carbono Zero e o Lixo Zero. O Programa Carbono Zero busca mitigar as emissões de carbono ocorridas durante o evento, fazendo campanhas junto aos participantes e plantando árvores em um bosque nas proximidades do Campus Viçosa. O Lixo Zero faz a triagem de todo o resíduo sólido gerado pela Semana do Fazendeiro, doando o material reciclável para associações de catadores, fazendo a compostagem da parte orgânica para uso em canteiros e jardins da Universidade. Apenas cerca de 10% dos resíduos sólidos gerados pela Semana do Fazendeiro são destinados aos aterros sanitários.
No mesmo sentido, a Semana do Produtor Rural, criada em 1969, é um evento de extensão promovido no Campus Florestal. Tem por objetivo oferecer qualificação ao produtor rural da região, visando à melhoria da qualidade de vida e da produtividade agropecuária por meio de palestras e cursos ministrados por professores e especialistas em áreas de interesse do produtor, além de exposição agropecuária e atividades culturais, dentre outras atrações.
Mantendo a vocação extensionista da Universidade, o Campus Rio Paranaíba iniciou em 2023 a Semana de Extensão e Aprimoramento Regional (Semear) realizada em parceria com cooperativas, associações de produtores rurais e instituições como o Senar e a Emater-MG. O objetivo da Semear é fortalecer as atividades de ensino, pesquisa e extensão, por meio da realização de treinamentos e qualificação profissional, além de proporcionar mais oportunidades de cultura e lazer para a comunidade acadêmica e a região.
De forma complementar, mas intensa e contínua, a UFV em parceria com órgãos públicos e com a iniciativa privada, fomenta e apoia programas, projetos e diversas ações voltadas para a promoção da extensão universitária em seus três campi.
Assim, às atividades extensionistas desenvolvidas pela Pró-Reitoria de Extensão e Cultura em sintonia com as diretorias de extensão e cultura, é possível destacar sua evolução nos últimos cinco anos, considerando modalidades na Política Nacional de Extensão Universitária como programas, projetos, cursos, eventos e prestações de serviços realizadas nos três campi da UFV.
Desde 2020 a UFV tem buscado alinhamento direto com os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) e da Agenda 2030, criando mecanismos de aderência com os projetos de extensão da Universidade. Assim, no processo de registro de atividades de extensão e cultura, o sistema Raex recebe as informações e faz a vinculação com os ODS específicos para cada uma delas. Os ODS com maior aderência às atividades de extensão e cultura registradas no Raex são: ?Objetivo 1: Acabar com a pobreza em todas as suas formas, em todos os lugares?; ?Objetivo 2: Acabar com a fome, alcançar a segurança alimentar e melhoria da nutrição e promover a agricultura sustentável?; ?Objetivo 3: Assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todos, em todas as idades?; ?Objetivo 4: Assegurar a educação inclusiva e equitativa e de qualidade, e promover oportunidades de aprendizagem ao longo da vida para todos?; ?Objetivo 6: Assegurar a disponibilidade e gestão sustentável da água e saneamento para todos? e ?Objetivo 8: Promover o crescimento econômico sustentado, inclusivo e sustentável, emprego pleno e produtivo e trabalho decente para todos?.
A UFV também é referência em ações voltadas para a internacionalização da extensão universitária e vem, desde 2003, desenvolvendo programas, projetos e eventos em diferentes regiões do planeta, especialmente na América Latina, África e Ásia. Nesses continentes, a UFV, muitas vezes em parceria com a Agência Brasileira de Cooperação (ABC), desenvolve atividades em torno de temas como extensão e desenvolvimento rural, fortalecimento da agricultura e da agropecuária, processos de recuperação e conservação de solos e água, cadeias agroindustriais, entre outros. Entre os países contemplados pelas ações internacionais e de extensão universitária da UFV podem ser citados Nicarágua, Peru, Colômbia, Chile, Suriname, Angola, Moçambique, São Tomé Príncipe, Guiné, Nigéria, Quênia, Burkina Faso, Sri Lanka e Timor Leste, entre muitos outros.
No plano da promoção da cultura e das artes, a UFV vem dando continuidade ao Programa Institucional de Fomento às Atividades de Cultura e Arte Universitária (Procultura), criado em 2011. O Procultura busca promover e incentivar o desenvolvimento de processos criativos e investigativos em cultura e arte; reconhecer a importância da cultura e da arte na formação dos discentes, docentes, servidores técnico-administrativos e comunidade em geral; divulgar e formar público para as fronteiras das manifestações artísticas e culturais; contribuir para a reflexão sobre a realidade social e como a mesma se transforma. Atualmente, como forma de ampliar o alcance das atividades artísticas e culturais, o programa concede recursos para custeio de projetos coordenados por docentes ou técnicos de nível superior.
Dentre as atividades culturais realizadas no Campus Viçosa, destaca-se o projeto Quinta Cultural, com apresentações musicais na Estação Cultural. O projeto tem o intuito de valorizar o talento local e proporcionar lazer e entretenimento à comunidade acadêmica. Ainda no plano musical, o Campus Viçosa conta com três corais, Coral Nossa Voz, Coral da UFV, Madrigal da UFV, coordenados pela Casa UFV de Música e o Coral Voix-là, vinculado ao Departamento de Letras. Ainda no plano musical, a UFV conta também com a Orquestra Sol do Amanhã, projeto social, cultural e de capacitação profissional, com metodologia de ensino coletivo de cordas, desenvolvido pela Casa UFV de Música junto estudantes e servidores da UFV e da comunidade viçosense. Anualmente, sempre na primeira semana de dezembro, é realizada a Cantata de Natal, espetáculo de música e luzes no icônico Edifício Arthur Bernardes, o Bernardão, referência da arquitetura histórica da UFV. A Cantata é precedida pelos "arrastões musicais? com os coralistas percorrendo o campus e fazendo apresentações rápidas em diversos prédios dos departamentos e setores da UFV.
A UFV conta, também, com sete museus, todos no CampusViçosa. São eles Pinacoteca, Museu Histórico, Casa Arthur Bernardes, Museu da Comunicação, Museu de Entomologia, Museu de Zoologia João Moojen e Museu de Ciências da Terra Alexis Dorofeef. Todos são cadastrados ou estão em processo final de cadastramento no Instituto Brasileiro de Museus (Ibram). Esse expressivo número de museus faz com que as artes e a cultura estejam sempre presentes no dia a dia da comunidade universitária. Anualmente, no mês de maio, a Pinacoteca realiza o evento "Vem brincar com a gente? no âmbito das celebrações do Dia Mundial do Brincar, congregando as comunidades universitárias e viçosense em torno das brincadeiras e da ludicidade com as crianças. A Pinacoteca tem também um edital para a seleção de artistas que desejam realizar exposições e mostras de arte ao longo de cada ano, contribuindo, desse modo, para divulgação de artistas regionais e da comunidade universitária.
Outro projeto cultural importante no Campus Viçosa é o ?CineCOM - cinema para todos? que leva lazer, entretenimento e cultura para a comunidade universitária e viçosense por meio da projeção gratuita de filmes consagrados. Em 2023 a UFV concluiu a revitalização do Cineclube Carcará, vinculado à Divisão de Assuntos Culturais, administrado em parceria com o movimento estudantil e que, há mais de 40 anos, é um espaço de cultura, ensino e extensão alinhado à chamada ?Sétima Arte?.
Ainda em 2023, a UFV, por meio de ações desenvolvidas no Museu Histórico e na Pinacoteca, iniciou o processo para ampliar a acessibilidade aos projetos culturais para o público com deficiência visual, por meio do circuito de visitação a esses espaços com audiodescrição, acesso via QR code e seleção de peças dos acervos para manipulação, proporcionando aos visitantes a possibilidade de experimentação do objeto museológico e ?enxergar? através do tato. Essas ações são resultados da parceria com a Unidade Interdisciplinar de Políticas Inclusivas (UPI-UFV) e o Centro Especializado em Reabilitação - CER III - Apae Viçosa, entre outros parceiros.
No CampusFlorestal são realizadas atividades culturais como o Projeto Intervalo Cultural, projeto da Coordenação Cultural, que tem como objetivos promover manifestações culturais como concertos, shows com músicos e bandas formadas por membros da comunidade universitária, apresentações teatrais, dança, poesia, entre outros. Também são realizadas oficinas culturais voltadas para a população local com o objetivo de valorizar e divulgar a cultura do município e região por meio de aulas que mesclam teoria e prática ministradas pelos próprios alunos do campus, que atuam como monitores. Também são realizados eventos esporádicos como o Festival de Pesca dos Servidores do Campus e a Festa Junina, organizada em parceria com os órgãos estudantis.
No Campus Rio Paranaíba uma referência cultural importante é o coral Som do Cerrado, formado por estudantes e servidores da Universidade. Além da música, as atividades artísticas e culturais no CRP envolvem também as artes cênicas com o Grupo de Teatro Tablado Solto e o Projeto Cine de Quinta. Outros importantes projetos de promoção das artes e da cultura no CampusRio Paranaíba são: TATU DO BEM!?; Café com Bordado: Tecendo a Arte do Bem Comum; Integração UFV CRP: Envelhecer Bem na Universidade; Comidas de Família: Resgate da Cultura Alimentar das Famílias de Rio Paranaíba-MG; Roda e Treino de Capoeira no Campus; Nutrição Direta; Rio Parnaíba Mais Verde; Girl Up; Rock com Ciência, entre outros.
A Pró-Reitoria de Extensão e Cultura e as Comissões de Eventos nos CampiFlorestal e Rio Paranaíba coordenam o trâmite administrativo para a realização das diversas modalidades de eventos que ocorrem diariamente nos três campida UFV. A atuação institucional das estruturas de administração é importante especialmente nos eventos voltados para a arte e a cultura e que mobilizam tanto a comunidade universitária como a dos municípios e regiões que acolhem a nossa Universidade.
2.6.
PESQUISA
A UFV implementa e executa ações com o objetivo de ampliar a produção científica e intelectual e de fortalecer a pós-graduação. Nesse contexto, a Instituição apoia a prospecção e elaboração de projetos de pesquisa, a busca de oportunidades de financiamento e de prêmios, a proteção à propriedade intelectual, suporte à produção de artigos científicos e a transferência de tecnologia. Além do apoio logístico, a UFV também oferece suporte para o funcionamento de comitês e comissões que visam: adequar laboratórios de pesquisa quanto à legalidade dos aspectos éticos e de biossegurança; consolidar grupos de pesquisa e laboratórios multiusuários; fortalecer a iniciação científica; divulgar e registrar projetos de pesquisa.
A pesquisa na UFV é viabilizada com recursos próprios, do setor privado e das agências públicas de fomento, como Finep, Fapemig, CNPq e Capes, além de recursos advindos de projetos internacionais com a União Europeia e com a International Foundation for Science (IFS).
A propriedade intelectual gerada na Instituição por meio das pesquisas nela conduzidas é gerida pelo Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT) da UFV que promove a disseminação da cultura de proteção à propriedade intelectual e transferência de tecnologia, com foco na inovação.
Em 2022, por meio da CPPI, a UFV depositou 32 pedidos de patente junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), sendo 10 pedidos nacionais deferidos e um internacional concedido. Foram depositados 6 pedidos de registro de programa de computador e 4 de registro de marca. Números consistentes com os dos anos anteriores. Ressalta-se que essas propriedades intelectuais são referentes a tecnologias desenvolvidas na UFV, relativas a produtos, processos e serviços. O NIT também auxilia inventores sem vínculo funcional com a Instituição, tanto os que trabalham em parceria com pesquisadores da UFV quanto aqueles que atuam de forma independente. A UFV possuía, em maio de 2023, 775 grupos de pesquisa certificados no CNPq, distribuídos nas seguintes áreas: Ciências Agrárias (294), Ciências Biológicas (66), Ciências da Saúde (34), Ciências Exatas e da Terra (89), Ciências Humanas (96), Ciências Sociais e Aplicadas (109), Engenharias (57) e Linguística, Letras e Artes (22) e Outra (7). A existência desses grupos de pesquisa oferece uma dimensão da atuação dos pesquisadores da UFV nas diferentes áreas do conhecimento.
Com o apoio financeiro do CNPq, Fapemig, Funarbe e UFVCredi, foram concedidas, em 2023, 622 bolsas de Iniciação Científica (IC) para estudantes de graduação. Nos programas BIC-Júnior (Fapemig) e BIC-Júnior-EM (CNPq) foram concedidas 171 bolsas a estudantes de escolas públicas de ensino médio, proporcionando oportunidade de vivenciar o ambiente de pesquisa, despertando vocação científica e identificando novos talentos para a pesquisa, além de bolsas vinculadas a projetos, concedidas por agências de fomento diretamente aos pesquisadores.
A UFV possui comitês e comissões que atuam com o objetivo de analisar os aspectos éticos relacionados às pesquisas desenvolvidas na Instituição, os quais são descritos a seguir.
O Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos (CEP) é responsável por identificar e analisar as questões éticas em pesquisas científicas que envolvam seres humanos, individualmente ou em coletividades, mediante avaliação ética dos projetos, em conformidade com a Resolução CNS nº 466/2012 e demais normas complementares do Conselho Nacional de Saúde (CNS) e da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep). O CEP/UFV conta com coordenador e vice-coordenador eleitos pelo colegiado do Comitê, que é composto por, no mínimo, nove membros. Dentre eles, profissionais da sociedade civil, de diferentes áreas do conhecimento, e servidores da UFV com experiência em pesquisa e que representam as diversas áreas de atuação multidisciplinar da Instituição.
A Comissão de Ética no Uso de Animais (Ceua) tem por finalidade identificar e analisar as questões éticas nas atividades de ensino, pesquisa e extensão que utilizam animais, classificados conforme a Lei nº 11.794, de 8 de outubro de 2008, em seu artigo 2º, que se aplica a todos os organismos vivos pertencentes ao filo Chordata, subfilo Vertebrata, e as Resoluções Normativas do Conselho Nacional de Controle da Experimentação Animal (Concea). A Ceua é constituída por, no mínimo, cinco membros, dentre eles médicos veterinários, biólogos, docentes, pesquisadores de áreas específicas e um representante de sociedades protetoras de animais.
A Comissão de Ética no Uso de Animais de Produção (Ceuap) tem por finalidade cumprir e fazer cumprir, no âmbito da UFV e nos limites de suas atribuições, o disposto na legislação aplicável à criação e/ou utilização de animais de produção para o ensino, pesquisa e extensão, caracterizando-se a sua atuação como educativa, consultiva, de assessoria e fiscalização nas questões relativas à matéria, de acordo com o seu Regimento. A Ceuap é constituída por, no mínimo, cinco membros, dentre eles médicos veterinários, biólogos, docentes e um representante de sociedades protetoras de animais.
A Comissão Interna de Biossegurança (CIBio) tem o propósito de assegurar e fiscalizar o cumprimento de normas próprias, estabelecer procedimentos internos, analisar e emitir parecer sobre projetos de pesquisa envolvendo Organismos Geneticamente Modificados (OGMs) no âmbito da UFV. Atua em conformidade com a Resolução Normativa nº 1, de 20 de junho de 2006, da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) e com base na Lei nº 11.105, de 24 de março de 2005. A Comissão é presidida por um dos seis membros que a compõem, os quais devem ter formação acadêmica relacionada à área de biossegurança de OGMs. A UFV tem autorização para manipulação de OGMs nas seguintes áreas físicas: instalações do Bioagro, Laboratório de Cultura de Tecido II, Laboratório de Biotecnologia e Biodiversidade para o Meio Ambiente, Laboratório de Solos Florestais, Laboratório de Imunoquímica e Glicobiologia e Laboratório de Imunovirologia Molecular.
2.7.
POLÍTICA DE INTERNACIONALIZAÇÃO
Alguns dos principais marcos históricos da UFV mostram que a internacionalização sempre foi um fenômeno naturalmente presente na Instituição. Evidências mais significativas podem ser destacadas no processo de sua fundação e na implantação dos primeiros programas de pós-graduação, relatados no item 1.1 - Histórico da UFV.
Um desafio constante para as políticas e ações promovidas pela UFV é manter sua tradição de internacionalização, evidenciada em seus relatos históricos. Um diagnóstico da situação da Instituição foi elaborado no período 2012-2017, aferindo a evolução de indicadores de internacionalização, como o número de discentes da Instituição que realizaram programas de treinamento no exterior, o número de estrangeiros que participaram de atividades na UFV, o número de teses em cotutela com colaboradores estrangeiros e outros. Esse diagnóstico possibilitou a definição das Diretrizes para a Internacionalização da UFV, conforme Resolução nº 4/2018/Cepe.
No período 2018-2023, por causa da pandemia de Covid-19, o cumprimento de metas de internacionalização foi severamente prejudicado na UFV e em todo o mundo. A mobilidade internacional foi sensivelmente reduzida no longo período mais crítico da pandemia, e os efeitos negativos continuaram a ser sentidos mesmo após a declaração do fim do estado de emergência de saúde pública, agravados por uma alta nos custos do transporte aéreo.
A UFV deverá continuar buscando formas de registrar e divulgar de maneira eficiente as atividades associadas à internacionalização. Isso inclui o armazenamento e fácil acesso às informações sobre experiências internacionais dos estudantes da UFV e sobre a presença de estrangeiros na Universidade. Inclui, também, a manutenção atualizada de versões em língua estrangeira de informações sobre diversos aspectos da Instituição, especialmente o conteúdo das páginas web armazenado no Portal UFV. Finalmente, deverá aprimorar recursos de divulgação internacional da Universidade.
No período 2012-2017, os sistemas acadêmicos da UFV foram atualizados para registrar dados sobre o intercâmbio internacional de seus discentes, incluindo período e país de destino. Passaram a registrar, também, a vinculação de estrangeiros à UFV, identificando os programas nos quais eles estão matriculados e seus países de origem. Em 2017, foram elaboradas versões em inglês preliminares para as páginas web dos programas de pós-graduação da UFV. No período 2018-2023, os sistemas passaram a registrar ainda mais informações, por exemplo as instituições em que estudantes da UFV realizaram experiências no exterior. Os programas de pós-graduação da UFV continuaram aprimorando páginas web em língua inglesa com informações relevantes, mas não houve progresso satisfatório na construção de páginas web para exibir informações atualizadas também sobre os demais setores da UFV. Para o período 2024-2029, uma das metas importantes será a construção de portais em língua inglesa com informações sobre vários setores da UFV, dando prioridade para divulgação de notícias que possam contribuir para melhoria da reputação da UFV e informações para candidatos estrangeiros interessados em experiências na Universidade, seja como estudantes regulares, mobilidade acadêmica, disciplinas isoladas e todo tipo de cooperação, especialmente envolvendo pesquisa.
2.7.1.
MOBILIDADE PARA O EXTERIOR
A Figura a seguir apresenta a evolução do percentual de discentes de graduação da UFV que realizaram programa de treinamento no exterior, no período 2012-2022. Verifica-se um aumento expressivo no ano de 2014, quando a UFV chegou a ter mais de 1.000 estudantes de graduação realizando experiências no exterior. No ano de 2016, esse indicador decresceu sensivelmente. A explicação imediata para esse fenômeno foi a evolução do Programa Ciência sem Fronteiras (CsF), do Governo Federal, que ofereceu mais de 100.000 bolsas de estudos no exterior a estudantes brasileiros e se encerrou em 2015. Entre 2017 e 2019, o número de estudantes da UFV em mobilidade no exterior ficou pouco acima de 100 por ano, indicando um novo patamar médio. Esse patamar sofreu novo decréscimo a partir de 2020 por causa da pandemia de Covid-19, que reduziu drasticamente a mobilidade internacional em todo o mundo.