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Conheça os brasileiros que participam da 14ª Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica

Publicado em 16/11/2021 13h00 Atualizado em 21/11/2021 13h37
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Teve início na manhã de domingo (14), a 14ª edição da Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica (IOAA, na sigla em inglês) da qual o Brasil participa com duas equipes compostas por cinco estudantes cada.

 

Delegação brasileira na Cerimônia de Abertura da IOAA

Estabelecida na Tailândia em 2006, a IOAA é um evento anual para alunos do ensino médio de alto desempenho de todo o mundo. Devido à situação global, esta edição está sendo realizada de forma híbrida do dia 14 ao dia 21 de novembro de 2021, sob coordenação da Colômbia. 

Além do Brasil, outros 47 países estão participando da 14ª IOAA cujo objetivo é disseminar a Astronomia entre os alunos do ensino médio, para fomentar a amizade entre jovens astrônomos em nível internacional, a fim de construir cooperação no campo da Astronomia no futuro entre os jovens estudiosos.

O Brasil participa da olimpíada desde sua primeira edição em 2007 e as equipes que representam o Brasil na IOAA são formadas através de um processo seletivo rigoroso organizado pela Olimpíada Brasileira de Astronomia (OBA) e instituições parceiras, sendo uma delas o Observatório Nacional (ON). Nesses anos de participação o Brasil conquistou 12 medalhas de prata, 24 de bronze e 26 menções honrosas. 

Em busca do ouro inédito, os estudantes vêm realizando prova teórica, prova de análise de dados, provas de observação do céu e uma competição em grupos. Todas as etapas acontecem simultaneamente em todo o mundo. 

A delegação brasileira está instalada em Vassouras, no Rio de Janeiro, no Hotel Bliss, que disponibilizou às equipes uma internet de alta velocidade que está sendo fundamental para a realização das provas.

 

 Estudantes brasileiros realizam prova de análise de dados na IOAA

A partir das pontuações dessas provas são distribuídas medalhas de ouro, prata, bronze e menções honrosas, além de prêmios especiais para os alunos que se destacam com a maior pontuação global e com os melhores desempenhos individuais na prova teórica e na experimental. A equipe com melhor desempenho na prova em grupo também recebe um prêmio.

“As olimpíadas internacionais são eventos incríveis para todas as pessoas envolvidas”, destacou a Dra. Josina Nascimento, astrônoma do ON e integrante do comitê da OBA. “É claro que na modalidade híbrida, como está sendo feita agora, perdemos os passeios culturais com os estudantes e professores e o envolvimento entre os estudantes e professores dos mais diferentes países. Todo o processo seletivo é muito rico e produtivo, resultando em oportunidades futuras para os estudantes já a partir dos cerca de 200 que são selecionados para as provas presenciais. Está sendo de grande importância a atuação dos voluntários ex-olímpicos em todo o processo de seleção e treinamento. Que venha o ouro para o Brasil!”, completou Josina.

“Foi em Vassouras e em Barra do Piraí que, em 2012, realizamos a primeira olimpíada internacional de conhecimento em solo brasileiro, a 6ª IOAA. Na época, o Brasil também foi representado por duas equipes de 5 estudantes e ganhou 2 medalhas de prata, 1 medalha de bronze e 6 menções honrosas. De lá pra cá, procuramos sempre melhorar nosso processo de seleção e treinamento das equipes. Hoje, além da experiência acumulada, contamos com vários professores, ex-olímpicos e astrônomos profissionais de diversas instituições que nos ajudam a preparar cada vez melhor nossos estudantes. Nossos estudantes se esforçaram muito para chegar até aqui e tenho certeza que serão recompensados com medalhas. Agora, trazer novamente as equipes brasileiras para a 14ª IOAA, em Vassouras, pra mim, tem um caráter especial, nostálgico e emocionante”, disse o Dr. Eugênio Reis, vice-coordenador nacional da OBA e responsável pela seleção das equipes.

Conforme destacou Bruno Piazza, ex-olímpico que auxiliou os estudantes na preparação para as provas, esta edição da IOAA está em um formato um pouco diferente. Apesar disso, é uma competição que impacta positivamente a vida de todos os estudantes que participam.

“Fui integrante da equipe brasileira em 2018 e entendo a ansiedade que os alunos sentem nesse momento tão importante. Desse modo, agora apoiando os alunos, tento passar a eles dicas para tranquilizá-los e, assim, eles conseguirem ter o melhor desempenho.”

Outro ex-olímpico que participa desta 14ª IOAA é João Victor. Segundo ele, essa tem sido uma experiência muito interessante: "Já tendo participado como aluno em 2018, sempre quis saber como funcionava a organização geral da olimpíada, como as etapas de votação e feedback de questões, traduções, moderações, etc. Ainda, é muito gratificante ver o desenvolvimento gigantesco dos estudantes desde o início dos treinamentos até a IOAA."

Conheça os estudantes brasileiros que estão competindo na IOAA:

  • André Andrade Gonçalves, de 17 anos, é aluno do Instituto Federal do Maranhão (IFMA) - Campus Imperatriz.

“A IOAA com certeza é uma prova bem longa com uma grande diversidade de desafios a serem enfrentados pelos participantes, mas acredito que o nosso time está muito bem treinado para resolvê-los, afinal foi um ainda mais longo processo de seleção e aprimoramento. Foi uma alegria saber que fui convocado para representar o Brasil na IOAA e espero honrar essa escolha!”

  • Bruno Makoto Tanabe de Lima, de 17 anos, estuda no colégio Etapa Educacional, em São Paulo (SP).

“É uma honra muito grande poder estar junto de tanta gente incrível, está sendo muito bacana passar esse tempo junto deles. Acerca das provas, estou com uma expectativa meio duvidosa... não consegui focar muito nessa reta final por causa do application e a IOAA alterou ‘bastante’ coisa esse ano, como a prova de Sol, então no fim, espero que dê tudo certo.”

  • Cauan Hideki Magalhães Kazama, de 17 anos, estuda no Colégio Leonardo da Vinci de Jundiaí.

“Como é a minha primeira competição a nível internacional estou muito nervoso, mas, ao mesmo tempo, confio muito na qualidade do treinamento dado pelos professores e ex-olímpicos e espero uma boa nota!”

  • Eduardo Henrique Camargo de Toledo, de 17 anos, é aluno do Colégio Oficina do Estudante, em Campinas (SP). 

“É pintar uma nova nebulosa no céu. Ela brilha independente do resultado. Da olimpíada, o nome é ouro, a obra é vida”

  • Gabriel Hemétrio de Menezes, tem 16 anos, e é do Colégio Bernoulli - Unidade Santo Agostinho, em Belo Horizonte (MG).

“"É uma grande honra ter a oportunidade de representar o país em uma competição internacional. Além disso, a experiência de socializar com pessoas de diversos lugares tem sido, também, um acontecimento muito bacana que nos foi proporcionado pela olimpíada. De uma maneira geral, o treinamento que a equipe brasileira recebeu esse ano foi excelente e, com isso, é de se esperar bons resultados. Entretanto, vale reforçar que, independente das notas e colocações adquiridas, o mais importante é, sem dúvidas, toda a aprendizagem e experiência que será/foi adquirida."

  • Gabriela Martins dos Santos, de 16 anos, estuda no Instituto Federal Catarinense (IFC) - Campus Brusque.

“Estou na expectativa de problemas divertidos de resolver e de boa interação com os outros participantes.”

  • Ian Seo Takose, de 17 anos, é aluno do colégio Etapa Educacional, em São Paulo (SP).

“O evento até agora tem sido maravilhoso; poder finalmente conhecer esse pessoal que venho conversando virtualmente há meses foi incrível. Sobre a prova, estou com uma visão incerta: por conta do processo de application, não pude estudar nem perto do quanto eu queria para a IOAA, mas, por outro lado, acredito na trajetória que venho construindo até aqui nessa vida olímpica. Só o tempo dirá”, disse Ian.

  • Maria Antonia Corrêa Picanço del Nero, tem 16 anos, e estuda no colégio Liceu Franco Brasileiro, no Rio de Janeiro (RJ).

“A etapa internacional é única, há momentos de animação, por vezes junto de ansiedade e medo, mas acima de tudo o foco e concentração predominam. Em suma, é a síntese de vários meses de estudos.”

  • Otávio Casagrande Ferrari, de 17 anos, é aluno do Centro Educacional Independente de Americana - Objetivo, em São Paulo.

“Estou muito feliz em poder participar dessa IOAA e a minha expectativa para essa competição é representar bem o Brasil!”

  • Ualype de Andrade Uchôa, de 18 anos, é do Colégio Farias Brito, em Fortaleza, Ceará.

“Está sendo uma experiência única. Representar o seu país em uma competição a nível internacional é incrível. Por outro lado, também bate aquele nervosismo antes da prova, ainda mais considerando a quantidade de provas e a competitividade intensa. Mas estou tentando manter a calma, a confiança em mim mesmo, pra aproveitar tudo que estudei. E, além disso, torcer bastante pelo resto da equipe que está preparadíssima!"

Na semana passada, de forma inédita na história, a delegação brasileira conquistou cinco medalhas de ouro na Olimpíada Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica (OLAA). Na XIII edição da OLAA, a equipe brasileira também conquistou a melhor Prova Teórica Individual, a melhor Prova Observacional e a melhor Prova Teórica por Equipes Multinacionais e a melhor Prova de Foguetes Simulados por Equipes Multinacionais, outro feito inédito.