23/01 – SPM investe R$ 10,9 milhões para inserção das mulheres nas áreas de ciências exatas

Publicado em 23/01/2014 15:05Modificado em 06/02/2014 15:28
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Elas representam apenas 5,1% das matrículas nas áreas de engenharia e  3,7% nas áreas de física, matemática e ciências da terra, segundo levantamento de 2011 do Inep

Cerca de 900 meninas e jovens, estudantes do ensino médio, serão envolvidas em projetos para conhecer a robótica, engenharia de software, tecnologia, química entre outras. A iniciativa da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM-PR), em parceria com a Petrobras, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), tem a missão de despertar nas educandas o interesse por carreiras nas áreas de ciências exatas, engenharia e computação.

Serão concedidas bolsas para as estudantes, seus professores ou professoras e cientistas de universidades e centros de estudos e pesquisas. A ideia é cobrir toda a cadeia de aprendizado para facilitar o aumento do interesse das mulheres por essas carreiras. Os investimentos em 2014 são da ordem de R$ 10,9 milhões nas concessões de bolsas e custos operacionais. As autoras e autores têm 14 meses para executar os projetos selecionados.

A chamada pública ‘Meninas e Jovens Fazendo Ciências Exatas, Engenharias e Computação’, divulgada em 2013, selecionou 325 projetos do total de 528 apresentados, abrangendo educadores, meninas e jovens de 25 estados e do Distrito Federal. Essa é uma iniciativa que pode acelerar o ritmo de inclusão das mulheres em profissões científicas e nas áreas de ciências exatas.

“As mulheres são maioria entre o público que ingressa em cursos universitários, mas poucas optam por engenharias, física, matemática e computação”, afirma a secretária de Articulação Institucional e Ações Temáticas da SPM, Vera Soares. Elas representam apenas 5,1% das matrículas nas áreas de engenharia e 3,7% nas áreas de física, matemática e ciências da terra, segundo levantamento de 2011 do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), vinculado ao Ministério da Educação.

Papel da sociedade – No programa ‘Ciência sem Fronteira’ – estratégico para o governo federal, pois amplia a oferta de profissionais em ciências e tecnologia – a situação se repete. Embora as mulheres sejam 45% das bolsistas em pós-graduação de todas as categorias do programa, estão concentradas em ciências biológicas e da saúde.

Vera Soares declara que a escolha da profissão pelo sexo feminino obedece ao papel definido pela sociedade. “As explicações para esta realidade são que é mais fácil para as mulheres fazerem escolhas que a sociedade já define como um lugar de mulher – cuidadora dos seres humanos e da família”. Atualmente, acrescenta, as jovens e mulheres estão concentradas em ciências humanas e sociais e determinadas áreas das ciências da vida. “Com essa iniciativa queremos mostrar às meninas e jovens que elas são capazes e podem atuar como engenheiras, matemáticas”, sugere Soares.

A secretária da SPM observa que esse não é um problema só do Brasil, mas mundial. Para corrigir essas discrepâncias vários países adotam programas que incentivam as novas gerações de mulheres a fazerem escolhas profissionais nas áreas científicas e tecnológicas.

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Ciências da             Engenharias            Ciências Exatas    Ciências Biológicas

Computação                                                  e da terra                e da Saúde

Fonte – Programa Ciência Sem Fronteiras, dados CNPQ, janeiro de 2013

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