09/12 – Centro Olímpico vence Brasileirão de Futebol Feminino

Disputada no Baetão, em São Bernardo do Campo, partida teve a presença da ministra das Mulheres, Eleonora Menicucci, e do ministro do Esporte, Aldo Rebelo. Por articulação da SPM, Ministério do Esporte retoma competição e Caixa patrocina
Centro Olímpico 2 x São José 1. Este é o resultado que deu o título de campeã à equipe paulistana pelo Campeonato Brasileiro de Futebol Feminino, na noite de sábado (07/12). Entre o público que acompanhou a disputa final, travada no estádio Baeta Neves (Baetão), São Bernardo do Campo, estavam a ministra Eleonora Menicucci, da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM-PR), e o ministro Aldo Rebelo, do Esporte. Os gestores viram o fechamento, em alto estilo, do Brasileirão de Futebol Feminino 2013.
Antes do início do jogo, as atletas receberam, nos vestiários, os cumprimentos das autoridades do governo federal. A competição foi retomada por ação da SPM junto ao Ministério do Esporte, neste ano, e valoriza o talento das jogadoras de futebol que, em clubes brasileiros de pequeno e médio porte, têm mantido a história do futebol feminino. O campeonato teve patrocínio da Caixa e transmissão ao vivo pela Fox Sports.
Na breve saudação às futebolistas, Menicucci e Rebelo falaram sobre o empenho do governo federal em incentivar o esporte feminino e enfrentar as desigualdades de gênero que concentram investimentos, prestígio e reconhecimento social às equipes masculinas. Este é o posicionamento compartilhado pelo pintor de paredes Flávio Pereira da Silva, morador de São Bernardo do Campo. Sentado sozinho na arquibancada, falava com orgulho sobre o trabalho das jogadoras das duas equipes. Dizia torcer pelos dois times, mas não escondia a preferência pelo Centro Olímpico, porque o São José já “tinha levado” a Libertadores da América.
“O talento das meninas continua o mesmo, mas elas precisam de apoio financeiro e da mídia, que realmente não dá o mesmo destaque para elas como faz com os homens. Mas, mesmo assim, não deixo de ver”, avisa Flávio. O interesse pela modalidade feminina teve influência do narrador Luciano do Vale e, há oito anos, dedica atenção ao desenvolvimento das atletas. “Se for mais bem divulgado, novas jogadoras verão as ídolas e não precisarão jogar fora do país. Com isso, poderiam ser criadas mais escolas para as meninas jogarem aqui, no Brasil. E aí fortalece os clubes e a seleção brasileira”, dá a receita o fiel torcedor do futebol feminino.
Animação - Mãe da jogadora Fabiana, do Centro Olímpico, Genilda Santos levou o afilhado para conferir a final do campeonato. Com um sorriso estampado no rosto, anuncia seu orgulho: “É tudo de bom ter uma filha atleta. O que precisa é um pouco mais de ajuda do governo e de patrocinadores. Veja como a final está bonita”, avalia.
Outra torcedora é a goleira Bárbara Micheline, do São Caetano. Por dez anos na seleção brasileira de futebol feminino, soma títulos e eventos esportivos: duas olimpíadas, dois pan-americanos e três mundiais. Da sua experiência, demonstra otimismo. “A tendência é evoluir. A gente está em busca disso. A busca da gente é sempre a mesma: incentivo para fazer crescer a modalidade do futebol feminino”, afirma ela, que há duas semanas esteve na Bélgica junto com o ministro Aldo Rebelo em evento esportivo.
Voz das atletas - Do gol para a equipe técnica, Fernanda Bardinelli, do São José, também vê novos tempos para o futebol feminino. “Os reforços estão vindo. Os técnicos estão se atualizando e o nosso futebol, quanto mais passa o tempo, mais campeonatos vêm surgindo. É um futebol bonito de se ver. Meninas com jogadas individuais, jogadas com o grupo. Vejo mais evolução agora com o apoio da Caixa e do pessoal de Brasília. Isso está ajudando o futebol feminino crescer”, considera. Fernanda é segunda auxiliar técnica do São José há um ano e, por quatro anos, jogou como goleira do time.
Na arquibancada, a jogadora de vôlei da seleção brasileira Thaysa Daher foi reforçar a torcida do Centro Olímpico. “Se ser atleta é difícil, ser atleta mulher é mais ainda. Mas eu faço minha profissão com muito amor. O esporte tem crescido no Brasil, mas o futebol feminino precisa de mais investimentos. Tenho amigas e vejo como é difícil a vida delas. O investimento no vôlei começou antes e isso gerou bons resultados que vemos hoje. Mas sem investimento e apoio, eles demoram a aparecer”, sentencia.
Comunicação Social
Secretaria de Políticas para as Mulheres – SPM
Presidência da República – PR
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