16/10 - Mulheres do campo debatem propostas na 2ª Conferência de Desenvolvimento Rural

Publicado em 16/10/2013 16:46Modificado há 13 anos
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Foto: Rômulo Serpa/MDA

Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM-PR) participa das atividades de discussão de políticas públicas. Pela primeira vez um conferência nacional têm paridade entre delegadas e delegados

A paridade de gênero entre delegadas e delegados, fato inédito nas conferências realizadas pelo governo federal, é um dos marcos da 2ª Conferência Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário (CNDRSS) - que prossegue até quinta-feira (17), em Brasília. Em cada um dos painéis e mesas, mulheres e homens do campo terão suas especificidades contempladas nas decisões e nas discussões propostas.

A assessora especial para Mulheres do Campo e da Floresta da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM-PR), Raimundinha Damasceno, considerou importante a participação paritária na conferência. “Para a SPM, é crucial que seja visibilizada a condição de protagonista das mulheres rurais na sociedade brasileira”, afirmou.

Ao realizar seu discurso em plenária com delegadas, Raimundinha pontuou o cumprimento das políticas aprovadas pelo Plano Nacional de Políticas para as Mulheres (PNPM) no que se refere às mulheres do campo, da floresta e das águas. Ela destacou, entre outros pontos, a doação aos estados, por parte da SPM, das Unidades Móveis de Acolhimento à Mulher do Campo e da Floresta, que são utilizadas como ferramenta de prevenção e enfrentamento à violência doméstica nas localidades mais longínquas do País. ( LEIA MAIS discurso da Raimundinha )

Participação - Promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável (Condraf), o encontro congrega cerca de 1.500 participantes, entre representantes do governo federal e da sociedade civil, com a finalidade de discutir e analisar propostas sobre o desenvolvimento do Brasil rural.

Prioridades - Em plenária com a participação da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM-PR), 500 delegadas definiram as propostas prioritárias para as mulheres do campo a serem defendidas na conferência. Entre essas: paridade na Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) — programa que engloba o aperfeiçoamento dos sistemas de produção e mecanismos de acesso a recursos, serviços e renda, destinados a famílias rurais; 50% de mulheres rurais nos espaços de participação social; ampliação do acesso ao crédito para mulheres rurais; e identificação das mulheres na Declaração de Aptidão ao Programa Nacional de Desenvolvimento da Agricultura Familiar (DAP); 30% de recursos das políticas públicas; creche no meio rural brasileiro; recreação infantil nas atividades coletivas de Ater.

Presenças - A mesa de debates da plenária contou com a participação da diretora de Políticas para Mulheres Rurais do MDA, Karla Hora; da secretária de Mulheres da Confederação Nacional dos Trabalhadores da Agricultura (Contag), Alessandra Nunes; das representantes do Movimento de Mulheres Trabalhadoras Rurais do Nordeste, Verônica Santana; da Marcha Mundial das Mulheres, Conceição Dantas; da Federação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras da Agricultura Familiar, Lizete Maria Bernardes; da Secretaria de Mulheres Extrativistas do Conselho Nacional de Seringueiros, Edel Moraes; do Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco de Babaçu, Maria do Rosário; da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira, Olga Macuxi, da Coordenação Nacional das Comunidades Quilombolas, Nilce dos Santos; da Articulação Nacional de Agroecologia, Vanessa Sóts e da Via Campesina, Vanderlúcia.

* com informações do Ministério do Desenvolvimento Agrário

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