22/05 - SPM prestigia 1ª Semana Nacional dos Povos Ciganos, em Brasília

Publicado em 22/05/2013 16:47Modificado há 13 anos
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Coordenadora de Diversidade da SPM, Lurdinha Rodrigues (primeira à esquerda), participa da abertura do encontro ao lado da ministra da Igualdade Racial Foto: Ministério da Saúde

Promovido pelos governos  federal e do Distrito Federal, evento reúne 300 ciganos e ciganas de todo o Brasil até sexta-feira (24/05)

Com informações da Ascom Seppir

Fortalecer a organização e participação dos povos ciganos nas discussões sobre políticas públicas, valorizar e dar visibilidade à diversidade da sua cultura e ampliar a interlocução das lideranças com o Estado brasileiro. Esses são os objetivos da 1ª Semana Nacional dos Povos Ciganos, atividade que ocorre na Granja do Torto, Distrito Federal (DF), desde segunda (20/05) e se encerrará na sexta-feira (24), Dia Nacional do Cigano. Reúne cerca de 300 participantes, de povos de 19 estados e do DF.

O governo federal promove o evento por meio da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República (Seppir-PR), Ministério da Cultura, Secretaria de Direitos Humanos, Ministério da Educação e Ministério da Saúde. Pelo Governo do Distrito Federal, a organização é da Secretaria Especial de Promoção da Igualdade Racial e da Secretaria de Cultura. Associações e entidades representativas dos povos ciganos também organizam a atividade.

A Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM-PR) prestigiou a abertura oficial da 1ª Semana Nacional dos Povos Ciganos nessa terça-feira (21). De acordo com a coordenadora-geral de Diversidade da SPM, Lurdinha Rodrigues, as ciganas foram incluídas no Plano Nacional de Políticas para as Mulheres (PNPM) graças à participação delas na organização das conferências nacionais e preparatórias.

“Desejo que esta primeira semana nacional possa influir na ampliação das políticas não só no âmbito do governo federal, mas nos municípios e estados para que esta população seja de fato respeitada e considerada nas políticas e tenha cidadania plena garantida”, declarou Lurdinha durante a abertura.

A ministra Luiza Bairros, da Seppir, lembrou que o Brasil Cigano não é a primeira atividade para homenagear e celebrar esse povo no país. Está marcada para discutir melhor como fazer com que as possibilidades se tornem concretas na vida de cigana e cigano.

“Levamos um tempo necessário para chegar a esse momento, com o devido respeito e certo conhecimento, de como trabalhar com essa dimensão a mais da diversidade da sociedade brasileira. Não significa que sabemos tudo a respeito dos povos ciganos e podemos seguir tranquilamente. Ainda cometemos equívocos, nos apressamos quando devíamos conversar mais, andamos lentamente quando há demandas urgentes e imediatas. Especialmente as que tratam de questões ligadas à discriminação – ponto central da dificuldade histórica de se conviver com a diversidade”, afirmou a ministra.

Participações – A abertura teve a presença dos representantes dos povos ciganos: José Ruiter Cerqueira Júnior, do povo Leshjae, e Wanderley da Rocha, da Associação Nacional das Etnias Ciganas. Dentre os presentes, estiveram a vice-procuradora-geral da República, Deborah Duprat; o procurador-geral dos direitos do Cidadão, Aurélio Rios; o assessor da Secretaria da Cidadania e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura, Daniel Castro; o secretário de Promoção da Igualdade Racial do Distrito Federal, Viridiano Custório de Brito; e o secretário nacional de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos, Gabriel Rocha.

Programação – A semana se constitui de série de atividades. Entre elas: Plenária Nacional dos Povos Ciganos, parte da III Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial (III Conapir); Conferência Livre da Cultura; oficinas de acesso às políticas públicas; prestação de serviços (emissão de cartão SUS, serviços de saúde, emissão de certidão de nascimento e carteira de identidade); apresentações de teatro, dança e música; e exposição fotográfica.

Participam da organização do Brasil Cigano, as seguintes entidades: Associação Internacional da Cultura Romani (Aicrom-Brasil/GO), Associação Internacional Maylê Sara Kalí (AMSK-Brasil/DF), Associação Nacional das Etnias Ciganas (Anec/GO), Associação de Preservação da Cultura Cigana (Apreci/PR), Centro de Estudos e Discussão Romani (Cedro/SP) e Grupo Leshjae Kumpanja/AL.

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