13/03 - Ministra Eleonora entrega troféus e prêmios em dinheiro a grupos produtivos de mulheres rurais
Iniciativas bem-sucedidas coordenadas por trabalhadoras do campo e da floresta, com foco em sustentabilidade e segurança alimentar, concorreram com mais de 500 projetos. Dez melhores experiências receberam R$ 20 mil cada uma em ato com a presidenta Dilma Rousseff
Trinta experiências inovadoras e sustentáveis de grupos produtivos do campo e da floresta receberam o Prêmio “Mulheres Rurais que Produzem o Brasil Sustentável”. As dez organizações que mais se destacaram foram agraciadas com R$ 20 mil cada uma. A Associação das Mulheres Indígenas de Porto Cordeirinho, do Amazonas, recebeu o cheque das mãos da presidenta da República, Dilma Rousseff, em ato relacionado aos dez anos da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM-PR) e às ações do Março Mulher, ocorrido na manhã desta quarta-feira (13/03).
Os valores às demais agraciadas foram entregues pela ministra Eleonora Menicucci, da SPM; pelas ministras Izabella Teixeira (Meio Ambiente), Luiza Bairros (Igualdade Racial) e Tereza Campello (Desenvolvimento Social e Combate à Fome); pelos ministros Brizola Neto (Trabalho e Emprego) e Pepe Vargas (Desenvolvimento Agrário); pelo presidente da Câmara Federal, deputado Henrique Alves; pelo presidente do Senado, Renan Calheiros; e pelo presidente do Banco do Brasil, Aldemir Bendine.
A partir das 17h, a ministra Eleonora Menicucci, da SPM, presidirá solenidade no Centro Cultural do Banco do Brasil, em Brasília. Na ocasião, estarão presentes representantes das instituições parceiras: Ministério do Desenvolvimento Agrário, Ministério do Meio Ambiente, Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome), Ministério do Trabalho e Emprego, Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) e Banco do Brasil.
“Essa premiação traz à tona a força produtiva das trabalhadoras rurais, sua contribuição para a economia, a segurança alimentar e a sustentabilidade. Essa colaboração é determinante para o desenvolvimento do país”, aponta a ministra Eleonora.
O concurso teve a participação de grupos produtivos formais e informais de todo o país. Foram 517 trabalhos de grupos de extrativistas, agricultura familiar, assentadas pela reforma agrária, quilombolas, indígenas, entre outros. As experiências apontam diversidade produtiva, cultura e estratégias diferenciadas utilizadas pelas trabalhadoras rurais. Muitas delas acessam políticas públicas e programas, tais como Aquisição de Alimentos e Alimentação Escolar, para comercializar suas produções. Grande parte tem apoio dos governos federal, estaduais e municipais, além de organizações internacionais.
Troféus sustentáveis – Confeccionados pela Cerâmica Serra da Capivara (http://ceramicacapivara.com/), empresa de artesãs e artesãos localizada no Piauí, as peças foram criadas seguindo normas de fabricação da Licença Ambiental emitida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Os troféus foram patrocinados pelo Banco do Brasil.
Autonomia econômica – Além de reconhecer as melhores iniciativas de grupos de mulheres do campo e da floresta que comercializam seus produtos, o concurso ajudou a construir um banco de dados sobre as organizações. Elementos registrados em relatos e materiais de suporte do concurso servirão de base para futuras políticas públicas voltadas à autonomia econômica. Confira algumas experiências:
O Coletivo Mãe Terra, grupo de 24 mulheres assentadas pela reforma agrária em Jóia (RS), produz e comercializa, por mês, cerca de 700 kg de produtos de panificação, 130 vidros de conservas e compotas. Produz artesanato, sob encomenda, e fitoterápicos.
Dentre as mais de 500 iniciativas, a Rede de Mulheres Produtoras do Pajeú distinguiu-se pela produção de artesanato, beneficiamento de frutas, hortifrutigranjeiros e criação de animais de pequeno porte. O projeto é gerido por 27 mulheres, de comunidades e municípios diversos em Pernambuco, totalizando 300 agricultoras familiares e assentadas da reforma agrária envolvidas na produção.
Já a Associação das Mulheres Indígenas de Porto Cordeirinho Mematü reúne 87 trabalhadoras de Benjamin Constant, no Amazonas. Mensalmente, elas produzem cerca de 700 peças de artesanato, todas destinadas à comercialização: 50% dos produtos agrícolas são vendidos. O restante é para o consumo das famílias.
O grupo Mulheres Quilombolas em Ação por Sustentabilidade Social, com 50 mulheres de Pernambuco, produz roupas, bonecas, colares, entre outros. Elas realizam oficinas de gestão e aprimoramento de produtos, além de capacitações na área da agroecologia e criação de animais.
Em Cárceres, no Mato Grosso, a Associação das Produtoras Extrativistas do Pantanal agrega 30 mulheres extrativistas. Atualmente, elas extraem e beneficiam, ao mês, 2.700 kg de frutos do cerrado. A organização participa de conselhos territoriais da agricultura local, conselhos de alimentação escolar e da Rede de Mulheres Rurais da Amazônia.
O Grupo de Mulheres Artesãs Quilombolas envolve 15 quilombolas e agricultoras familiares que se dedicam ao artesanato. Por mês, são criadas cerca de 200 bolsas e 150 produtos diversificados.
Confira todos os grupos selecionados aqui http://www.sepm.gov.br/premio-mulheres-rurais-que-produzem-o-brasil-sustentavel/resultado
Cerimônia de entrega dos troféus Prêmio “Mulheres Rurais que Produzem o Brasil Sustentável”
Data : 13 de março de 2013 (quarta-feira)
Horário : 17h
Local : Centro Cultural Banco do Brasil (Setor de Clubes Sul, Trecho 2, Lote 22, Térreo, Setor de Clubes Sul) – Brasília/DF
Comunicação Social
Secretaria de Políticas para as Mulheres – SPM
Presidência da República – PR
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