15/02 - Em Nova Iorque, SPM apresenta proposta para a crise econômica em debate sobre gênero

Governos brasileiro e sueco foram exemplos de respostas positivas à crise
A estratégia brasileira para enfrentar a crise econômica mundial, que eclodiu em 2008, foi debatida no simpósio “Perspectivas críticas sobre crises financeiras e econômicas: questões de gênero”. O evento aconteceu, de 20 a 22 de janeiro, em Nova Iorque. O país foi representado pela Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM-PR).
O simpósio teve a presença da diretora-executiva da ONU Mulheres, Michelle Bachelet, e de representantes de diversas universidades dos Estados Unidos. O evento contou com a participação de especialistas acadêmicos e formuladores de políticas públicas de vários países. Em debate: maneiras para facilitar o intercâmbio intelectual entre as nações e o impacto das crises financeiras no mercado de trabalho.
“A experiência brasileira indicou como reagir à crise sem reduzir o papel das políticas sociais”, diz a secretária nacional de Avaliação de Políticas e Autonomia Econômica das Mulheres da SPM, Tatau Godinho. Ela foi debatedora no painel “Crise econômica e mulheres no mercado de trabalho: avaliando estratégias de mudança no ambiente global”, apresentado por Jayati Ghosh, economista e pesquisadora indiana.
Foi discutida a forma como a crise afetou a situação da mulher no Brasil em 2008, com desdobramentos em 2011 e 2012 e a resposta do governo brasileiro com medidas anticíclicas. Estas focaram a dinamização do mercado interno e a promoção de políticas para ampliar o emprego formal. “Isso possibilitou a redução dos impactos negativos sobre a população em geral”, informa Tatau Godinho.
Além de Godinho, o painel teve como debatedores Niclas Järvklo, do Comitê do Governo sobre Homens e Gênero da Suécia, e Yana van der Meulen Rodgers, professora universitária americana.
Ao participarem da mesma mesa de debates, Brasil e Suécia compartilharam os modelos positivos de respostas antirrecessivas à crise, não baseadas na redução do consumo nem na diminuição do papel do Estado. “Ao mesmo tempo, o governo brasileiro buscou não reduzir investimentos em medidas sociais, que são importantes para não onerar ainda mais o trabalho das mulheres”, declara a secretária nacional.
O simpósio foi organizado, em parceria com a ONU Mulheres, pela International Association for Feminist Economics (IAFFE), uma organização criada a fim de fomentar uma comunidade de economistas e não-economistas, de acadêmicas e acadêmicos, praticantes e ativistas do todo o mundo que estejam interessados no ponto de vista feminista sobre questões acerca de políticas, análises e práticas econômicas.
A IAFFE tem como objetivos a criação de colaboração para o desenvolvimento de uma análise feminista de questões econômicas, a formação de economistas, formuladores de políticas públicas e o público em geral em pontos de vista feministas sobre questões econômicas, o apoio à expansão das oportunidades para mulheres e, principalmente, mulheres oriundas de grupos subrepresentados dentro da economia, e o estímulo à inclusão da perspectiva feminista nas aulas de economia. Sua revista, Feminist Economics, vem recebendo submissões desde 1994.
Comunicação Social
Secretaria de Políticas para as Mulheres – SPM
Presidência da República – PR
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