12/11 - Formandas do Pronatec contam suas histórias de sucesso para ministra Eleonora

Visita ocorreu antes da cerimônia de lançamento da ação Mulheres que Inovam – Campanha de Qualificação pelo Programa Nacional de Acesso Técnico e Emprego (Pronatec) Brasil Sem Miséria, que acontece às 11h desta segunda-feira (12/11), no Palácio do Planalto
Promover a autonomia econômica das mulheres e ampliar a atuação delas em profissões tradicionalmente “masculinas”. Com esses objetivos, a ação Mulheres que Inovam – Campanha de Qualificação pelo Programa Nacional de Acesso Técnico e Emprego (Pronatec) Brasil Sem Miséria será lançada, nesta segunda-feira (12/11), às 11h, no Palácio do Planalto. O ato será conduzido pela ministra Eleonora Menicucci, da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM-PR).
Antes da cerimônia, a ministra Eleonora recebeu, em seu gabinete na SPM, quatro das formandas dos cursos Pronatec. Elas contaram suas histórias de superação de preconceitos e o motivo por terem optado mudar suas vidas ao ingressarem em atividades tradicionalmente masculinas.
Maria Raquel da Silva Barros – eletricista predial de baixa tensão
Enfrentar desafios é com Maria Raquel da Silva Barros, 30 anos, casada e mãe de duas filhas. Sua profissão: eletricista predial. Mas, há cinco meses, atuava como pedreira, em Juazeiro do Norte, Ceará. “Hoje, tenho Carteira de Trabalho assinada. Meu salário é de R$ 1.500,00, mas quero melhorar ainda mais”. Raquel, como prefere se chamada, concluiu o curso de Eletricista Predial de Baixa Tensão, do Pronatec – Brasil sem Miséria no dia 14 de junho e, no dia 16 de julho, já estava de emprego novo.
“Eu acho que é muito interessante as mulheres trabalharem em ocupações que antes eram ocupadas basicamente por homens. Fazer o curso e me tornar eletricista está melhorando a minha auto estima profissional e pessoal”. Raquel vê novas possibilidades de crescimento. “Sei que dependo só de mim para melhorar. Estou tendo oportunidades e estou aproveitando. Quero ter uma boa experiência como eletricista e, depois, pretendo também fazer um curso de torneiro hidráulico”.
Ana Paula Rodrigues Moreira - Mecânico de Máquinas Industriais
Vencer preconceitos de familiares, amigos e conhecidos, esse foi o desafio de Ana Paula Rodrigues Moreira ao ingressar no curso de Mecânico de Máquinas Industriais do Pronatec-Brasil sem Miséria. Aos 25 anos, com três filhos para criar, Ana Paula saiu em busca de novos conhecimentos para se qualificar a um emprego melhor e com possibilidade de salário mais alto.
Ela concluiu o curso no início de outubro e está aguardando, para daqui a dois meses, participar de uma seleção de mecânico de máquinas industrial numa empresa da sua cidade. “Antes eu não tinha condições de participar, agora tenho”.
Caso ela consiga a vaga almejada, passará a receber um salário de R$ 1.500,00, mais do que o dobro que os atuais R$ 735,00 pelo trabalho de empacotadora. “Eu ampliei meus conhecimentos. Tenho novas perspectivas de vida pra mim e para minhas filhas”.
Débora Ferreira Joaquim - Mecânico de Máquinas Industrial (Aparecida de Goiás)
“Agora, eu tenho uma profissão”, destaca Débora Ferreira Joaquim, 27 anos, solteira e com cinco filhos pequenos. Débora ainda não conseguiu emprego na área de mecânico de máquinas industrial, curso que ela concluiu, recentemente, pelo Pronatec- Brasil sem Miséria. “Estou procurando trabalho na área e tenho um currículo para apresentar. Estou entusiasmada e vou voltar a estudar no ano que vem, pois conclui somente a sexta série do ensino fundamental”.
Vandelice de Lima Souza – mecânica e manutenção de máquina de costura
A vida de Vandelice mudou radicalmente após frequentar o curso de Mecânico e Manutenção de Máquina de Costura do Pronatec – Brasil sem Miséria. A sua pequena confecção de roupas, com apenas duas máquinas velhas, em Juazeiro do Norte, no Ceará, foi ampliada. Hoje, após concluir o curso, Vandelice possui sete máquinas de costura e uma renda mensal em torno de R$ 3 mil. Antes, ela ganhava cerca de um salário e meio por mês.
“Eu abri meus horizontes. Passei a conhecer as máquinas, a saber que função cada uma têm e como consertá-las”. Agora, Vandelice não precisa mais pagar o conserto de suas máquinas de costura, Ela faz os reparos necessários. “E sou chamada para consertar as das minhas amigas e conhecidas. Se eu fosse pagar um mecânico, teria um gasto de cerca de R$ 750,00 ao mês. Faço uma boa economia e ainda ganho um extra, ajudando minhas amigas”.
Comunicação Social
Secretaria de Políticas para as Mulheres – SPM
Presidência da República – PR
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