17/10 – SPM instala grupo de trabalho sobre centros de referência e atendimento à mulher

Publicado em 17/10/2012 19:05Modificado em 19/10/2012 14:49
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GT é composto pela SPM, MDS e UFRJ Foto: Juliana Camelo/SPM

Entre os temas, foi abordada a perspectiva de melhora no funcionamento desses espaços

A estrutura e o funcionamento dos centros de referência de atendimento à mulher foram discutidos pelo Grupo de Trabalho (GT) “Balanço e Perspectivas do Centro Especializado da Mulher em Situação de Violência”, instalado pela Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM-PR). O encontro aconteceu na última quarta-feira (17/10), em Brasília.

Coordenado pela Secretaria de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres, da SPM, o GT tem como principal objetivo colocar em discussão a atuação dos centros especializados de atendimento à mulher em situação de violência e organizar o Encontro Nacional dos Centros de Referência de Atendimento à Mulher, que acontecerá em 2013.

O GT é formado por representantes da SPM, Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) e da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). “Precisamos desenvolver uma cultura auditiva para entender certos tipos de violência, já que em muitos casos, ela não deixa marcas visíveis. Trata-se da chamada ‘violência sem sangue’, que também pode ser entendida como violência psicológica”, apontou a secretária-executiva da SPM, Lourdes Bandeira.

Ela alertou que, mesmo não sendo visíveis, esse tipo de violência deixa marcas tão profundas quanto as agressões físicas. Na coordenação da reunião, a secretária-executiva da SPM ressaltou que os centros representam um lugar de acolhimento e orientação para as mulheres em situação de violência. De acordo com ela, mais do que receber orientações, essas mulheres precisam ser ouvidas.

A representante do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) Telma Maranho avaliou ser preciso popularizar o trabalho social. Para ela, é um desafio transformar esse serviço em algo menos técnico.

Já a secretária estadual de Políticas para as Mulheres do Rio Grande do Sul, Márcia Santana, disse que o papel dos centros de referência de atendimento à mulher ainda não está muito definido, em alguns estados. “No Sul, estamos trabalhando para que esse serviço seja reconhecido”, contou.

Para a diretora de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres, da SPM, Ana Teresa Iamarino, nem todos os centros têm uma boa estrutura para o atendimento adequado às vítimas de violência doméstica: “Para melhorar o serviço, é importante tratar das especificidades de cada estado”, afirmou.

“O nosso objetivo é ter diretrizes para a padronização dos centros de referência e ampliação dos serviços”, completou a coordenadora-geral da área de  Fortalecimento da Rede de Atendimento à Mulher, da SPM, Gláucia Helena de Souza. Ela frisou que o foco do atendimento deve estar voltado à necessidade imediata da mulher em situação de violência.

A coordenadora do Centro de Referência da Maré no Rio de Janeiro e professora da Universidade Federal do RJ (UFRJ), Lilia Pougy, reforçou a importância da capacitação dos profissionais que trabalham nos centros e uma continuidade no atendimento às vítimas de violência doméstica, “até que ela se sinta protagonista de sua própria vida”.

Comunicação Social

Secretaria de Políticas para as Mulheres – SPM
Presidência da República – PR

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