Conferência Governamental debate a realidade das brasileiras

Publicado em 17/11/2011 18:32Modificado há 15 anos
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Foto: SPM

A ministra Iriny Lopes, da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM), e o diretor-Geral da Escola de Administração Fazendaria (Esaf), Alexandre Ribeiro Motta,  abriram nesta quarta-feira,16, a Conferência Governamental de Políticas para as Mulheres. Participam do encontro aproximadamente 250 pessoas entre gestoras/es e servidoras/es de todos os órgãos do governo federal, dos ministérios e entidades da administração indireta convidados. 

A ministra Iriny Lopes, considerou a etapa municipal e estadual um  processo rico com a ampliação  número de municípios envolvidos no total de ( 2. 174) e a  mobilização efetiva de mulheres nesse processo algo em torno  de 250 mil. 

“Esse é um número significativo da população brasileira. Os temas debatidos:  autonomia econômica , capacitação profissional das mulheres,  crédito para atividades econômicas, cobrança maior na eficácia da política de enfrentamento à violência contra a mulher e a redução do número de homicídios norteará os debates na Conferência Nacional. Nesse período o governo brasileiro conseguiu colocar questão da mulher na pauta e a sociedade respondeu” avaliou.

Para a ministra a Conferência Governamental está muito representativa numérica e qualitativamente. “Minha expectativa é que os obstáculos os desafios tudo o que nós ouvimos de  críticas, proposição e sugestão poderão aqui ser trabalhadas para levarmos um produto mais acabado para a Conferencia Nacional, com vista a ampliação das políticas existentes e a criação de políticas novas a partir dos desafios colocados”, afirmou.

O diretor-Geral da Esaf parabenizou a SPM pela preocupação com a questão da construção do orçamento, participação e controle social das políticas para as mulheres e colocou a  instituição à disposição da SPM  para  dialogar a construir parcerias. Ele disse ainda que a Esaf estará aberta para  treinar e qualificar as mulheres que estão nos movimentos nessa temática no sentido de melhorar  as políticas públicas para as mulheres, “porque o recurso que é mal aplicado certamente faz falta”, ressaltou.

“É muito bom ter vocês  aqui e saber que não estão voltadas apenas na elaboração de que quais políticas  para as mulheres devem ser formuladas,  mas também saber que estão preocupadas com a dimensão e importância da questão financeira  e a  aplicação do recurso público de forma parcimoniosa e inteligente. Sem recursos não somos capazes de realizar política alguma, não só políticas para as mulheres,  mas qualquer outra como nas áreas de educação, saúde, e cultura”  destacou.  

A Secretaria Adjunta da SPM, Rosana Ramos, explicou a forma da condução dos trabalho e ressaltou que toda pactuação feita na Conferência Governamental é fundamental para se ter um grupo coeso buscando a melhoria das condições de vida  das brasileiras. “A partir da Conferência Nacional vamos tentar mudar  alguns indicadores principalmente para as trabalhadoras domésticas e rurais”,  disse.

Encerrando os trabalhos do primeiro dia, a subsecretária de Planejamento e Gestão Intena da SPM, Tatau Godinho,  discorreu sobre a situação das mulheres na sociedade brasileira e apresentou alguns indicadores. 

Segundo Tatau Godinho, a conquista das mulheres na área da educação com dois anos de estudo a mais que as dos homens  não se reverteu em benefícios em termos salariais e nem de acesso aos cargos de direção e chefia. “As mulheres que ocupam os mesmo cargos continuam a receber  30% menos que os homens”, informou.

“O Brasil tem 7 milhões de trabalhadoras domésticas, e, destas apenas 30% tem carteira assinada. O ritmo das  mudanças está muito lento,  em 10 anos houve um aumento de apenas 3%” disse.

Outro dado que chama atenção apresentado é o fato de mais  de 50% das trabalhadoras rurais não terem  qualquer tipo de remuneração

Para Tatau Godinho, o problema da desigualdade de gênero deve ser enfrentado por inteiro,  sejam elas nas áreas da  saúde, da violência, da autonomia  e da econômia. “ As mulheres não são todas iguais, as diferenças de classe, raça, etnia, orientação sexual, idade, pessoas com deficiência, urbano-rural devem ser consideradas na formulação das prioridades durante a  Conferência Nacional. Precisamos  contribuir para um novo padrão de desenvolvimento econômico, social e sustentável com igualdade entre todos e todas” finalizou.


 

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