17/11 – Conferência Governamental debate a realidade das brasileiras

Publicado em 17/11/2011 18:42Modificado há 15 anos
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A ministra Iriny Lopes, da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM), e o diretor-Geral da Escola de Administração Fazendaria (Esaf), Alexandre Ribeiro Motta, abriram nesta quarta-feira,16, a Conferência Governamental de Políticas para as Mulheres. 

Participam do encontro aproximadamente 250 pessoas entre gestoras/es e servidoras/es de todos os órgãos do governo federal, dos ministérios e entidades da administração indireta convidados. 

A ministra Iriny Lopes, considerou a etapa municipal e estadual “um muito processo rico”, com a ampliação número de municípios envolvidos (2.174) e da participação de mulheres, que chegou a mais de 250 mil. 

“Esse é um número significativo da população brasileira. Os temas debatidos: autonomia econômica, capacitação profissional das mulheres,  crédito para atividades econômicas, cobrança maior na eficácia da política de enfrentamento à violência contra a mulher e a redução do número de homicídios norteará os debates na Conferência Nacional. Nesse período, o governo brasileiro conseguiu colocar questão da mulher na pauta e a sociedade respondeu”, avaliou a ministra. 

REPRESENTATIVA – Para Iriny Lopes a Conferência Governamental está muito representativa numérica e qualitativamente. “Minha expectativa é a de que os obstáculos, os desafios e tudo o que nós ouvimos de críticas, proposições e sugestões poderão, aqui, ser trabalhadas para levarmos um produto mais acabado para a Conferencia Nacional, com vista à ampliação das políticas existentes e a criação de políticas novas a partir dos desafios colocados”, afirmou. 

O diretor-Geral da Esaf parabenizou a SPM pela preocupação com a questão da construção do orçamento, participação e controle social das políticas para as mulheres e colocou a instituição à disposição da SPM para dialogar a construir parcerias. Ele disse ainda que a Esaf estará aberta para capacitar e qualificar as mulheres que estão nos movimentos nessa temática no sentido de melhorar as políticas públicas para as mulheres. “Porque o recurso que é mal aplicado certamente faz falta”, ressaltou.

REALIZAÇÃO – “É muito bom ter vocês  aqui e saber que não estão voltadas apenas na elaboração de que quais políticas  para as mulheres devem ser formuladas,  mas também saber que estão preocupadas com a dimensão e importância da questão financeira  e a  aplicação do recurso público de forma parcimoniosa e inteligente. Sem recursos não somos capazes de realizar política alguma, não só políticas para as mulheres,  mas qualquer outra como nas áreas de educação, saúde e cultura”  destacou.  

A secretária Adjunta da SPM, Rosana Ramos, explicou a forma da condução dos trabalhos e ressaltou que toda pactuação feita na Conferência Governamental é fundamental para se ter um grupo coeso buscando a melhoria das condições de vida  das brasileiras. 

“A partir da Conferência Nacional vamos tentar mudar alguns indicadores principalmente para as trabalhadoras domésticas e rurais”, disse Rosana.

INDICADORES – A subsecretária de Planejamento e Gestão Intena da SPM, Tatau Godinho, discorreu sobre a situação das mulheres na sociedade brasileira e apresentou alguns indicadores. 

Segundo Tatau Godinho, a conquista das mulheres na área da educação, com dois anos de estudo a mais que as dos homens, em média, não se reverteu em benefícios em termos salariais e nem de acesso aos cargos de direção e chefia. “As mulheres que ocupam os mesmo cargos continuam a receber 30% menos que os homens”, informou.

“O Brasil tem sete milhões de trabalhadoras domésticas e, destas, apenas 30% têm carteira assinada. O ritmo das mudanças está muito lento, em 10 anos houve um aumento de apenas 3%” disse.

Outro dado que chama atenção, segundo Tatau, é o fato de que mais de 50% das trabalhadoras rurais não terem qualquer tipo de remuneração.

Para Tatau Godinho, o problema da desigualdade de gênero deve ser enfrentado por inteiro, sejam elas nas áreas da saúde, da violência, da autonomia  e da economia. “As mulheres não são todas iguais, as diferenças de classe, raça, etnia, orientação sexual, idade, pessoas com deficiência, urbano-rural devem ser consideradas na formulação das prioridades durante a Conferência Nacional. Precisamos contribuir para um novo padrão de desenvolvimento econômico, social e sustentável com igualdade entre todos e todas” finalizou.

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