Aberto terceiro Fórum de Mulheres IBAS

Encontro discute a condição feminina nos três países. Assuntos como a violência e os efeitos da crise econômica na vida das mulheres nortearam os debates

Publicado em 15/04/2010 17:02Modificado em 28/04/2010 18:40
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Encontro discute a condição feminina nos três países. Assuntos como a violência e os efeitos da crise econômica na vida das mulheres nortearam os debates

A ministra Nilcéa Freire, da Secretaria de Políticas para as Mulheres abriu, nesta quarta-feira (13/4), o 3º Fórum de Mulheres IBAS (ndia, Brasil e frica do Sul). O encontro reúne também, as ministras da Mulher, da Criança e das Pessoas com Deficiência da frica do Sul, Mayende-Sibiya e Krishina Tirath, de Desenvolvimento da Mulher e da Criança , da ndia. Nesta terceira edição, assuntos como a violência e os efeitos da crise econômica na vida das mulheres nortearam as discussões.

Segundo ela, ainda há muitos desafios para promover a igualdade de gênero no país. “Precisamos assegurar que os avanços das últimas três décadas sejam estendidos a todas as mulheres, independentemente de classe econômica ou raça." De acordo com a ministra, no Brasil há um grande desequilíbrio regional e também racial. Ela destacou ainda as diferenças salariais no mercado de trabalho. “No Brasil, a mulher recebe em média 70% da remuneração dos homens e, dependendo da etnia, o valor pode ser até 30% inferior", disse. Nilcéa Freire apontou também, a necessidade de se redefinirem os papéis atribuídos ao homem e à mulher. “A mulher reproduz, cuida das crianças, dos idosos, mas esse trabalho é invisível, não é considerado riqueza econômica e não é compartilhado pelos homens, declarou.

A ministra da Mulher, da Criança e das Pessoas com Deficiência da frica do Sul, Mayende-Sibiya, ressaltou a importância do evento, que analisa temas de interesses dos três países e disse que os resultados dos debates já são perceptíveis.
“O fórum mostra a relação de parceria entre os governos e a sociedade civil, criamos um ministério para as mulheres em nosso país, fruto das discussões estabelecidas em fóruns anteriores, disse ela.

Sobre os impactos da crise econômica na vida das mulheres, a ministra sul-africana disse que também houve reflexos positivos. “A recessão econômica e a crise financeira nos ajudaram na conscientização da importância do fórum. Entretanto recomendamos que sejam finalizados os indicadores de gênero. A maior parte dos indicadores do IBAS é relativa aos homens, ressaltou.

A ministra de Desenvolvimento da Mulher e da Criança , da ndia, Krishina Tirath, disse que grande parte das mulheres na ndia está no sistema informal e não tem garantia de estabilidade no emprego. Por isso, elas sofreram diretamente a crise.

Krishina acrescentou ainda que crise econômica também é motivadora da violência contra as mulheres. “A violência é intensificada em época de crise econômica. Os homens não se sentem provedores de suas famílias e agridem as mulheres. O Fórum é mais um passo para ajudar a transformar a vida dessas mulheres e contribuir para o crescimento de nossos países, afirmou.

As delegações participantes do fórum formularão um documento com recomendações sobre as conseqüências da crise financeira mundial para as mulheres na ndia, no Brasil e na frica do Sul e o encaminharão aos governantes dos três países.

No encerramento do Fórum, que acontece no Itamaraty, será lançado o livro Fórum de Mulheres do Ibas - Pensando uma Estrutura Macroeconômica Inclusiva - Uma Abordagem Feminista Sul-Sul.

Com informações da Agência Brasil.

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