Ganhadoras dos prêmios Construindo a Igualdade de Gênero e Margarida Alves emocionam participantes do II Encontro Nacional Pensando Gênero e Ciências
Produção, análise e conhecimento de dados sociais, principalmente sobre gênero, associados a políticas podem mudar a realidade do País. Esta foi a tônica da abertura do II Encontro Nacional – Pensando Gênero e Ciências
Produção, análise e conhecimento de dados sociais, principalmente sobre gênero, associados a políticas podem mudar a realidade do País. Esta foi a tônica da abertura do II Encontro Nacional – Pensando Gênero e Ciências
“Que este furacão que é a SPM, se transforme em um fenômeno meteorológico e por onde ele passe continue deixando novas chances para que as Ketlins, Jeffersons, Carolinas e Sônias continuem a ser instigados como precursores de uma nova geração que faça a diferença. Assim, a aluna Ketlin dos Santos Cerqueira, estudante do ensino médio em Tanquinho (BA), agradeceu ao prêmio que recebeu pela sua redação “Hoje é o meu dia....
A estudante emocionou a todos durante a abertura do II Encontro Nacional Pensando Gênero e Ciências e entrega do 4º Prêmio Construindo a Igualdade de Gênero e do 3º Prêmio Margarida Alves – categoria Ensaio Acadêmico, que aconteceu ontem (24/06), em Brasília.
Estiveram presentes à mesa de abertura a ministra da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM), Nilcéa Freire; o presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), Márcio Pochmann; o secretário de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade ( Secad), André Lázaro; a coordenadora do Programa de Igualdade de Gênero, Raça e Etnia do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Andréa Butto; o presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico do CNPQ, Marco Antônio Zago; o diretor de avaliação da CAPES, Lívio Amaral e a diretora regional para o Brasil e o Cone sul, do Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher (Unifem), Junia Puglia.

Segundo a ministra Nilcéa Freire, o Programa Mulher e Ciência, do qual este encontro faz parte, tem um significado especial para a Secretaria. Para Nilcéa, o campo da ciência e tecnologia pode contribuir para diminuir, em um futuro próximo, as desigualdades de gênero da nossa sociedade. “Entender o que se passa na nossa sociedade e enfrentar estas desigualdades faz com que, por meio da produção do conhecimento e análise desta realidade possamos contribuir para uma melhor e maior disseminação deste conhecimento. E, assim promover políticas públicas que transformem a realidade brasileira., afirmou.

As integrantes da mesa ressaltaram a importância da produção de conhecimento no campo dos estudos de gênero, mulheres e feminismos como instrumento para se criar uma sociedade, mais igualitária e com oportunidades idênticas para pessoas de ambos os sexos e das diferentes raças e etnias. Nesta quarta edição, o Prêmio recebeu a inscrição de mais de três mil trabalhos, o que significa um aumento de 247% em relação ao ano anterior. O Encontro continua até o dia 26 e reúne representantes de mais de 150 núcleos e grupos de pesquisas, com o objetivo de propor recomendações que fortaleçam as políticas de ampliação da participação das mulheres na ciência.
Imagens: CNPQ