Deputadas federais conseguem votação da PEC que garante mais participação das mulheres em Mesa Diretora

Parlamentares pedem mais participação das mulheres em reunião com presidente da Câmara

Publicado em 27/02/2009 08:32Modificado em 28/04/2010 18:41
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Parlamentares pedem mais participação das mulheres em reunião com presidente da Câmara

A bancada feminina do Congresso Nacional se reuniu, no último dia 18, com o presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer, para reivindicar a ampliação da presença política das mulheres nos diversos fóruns da Casa.

Na ocasião, Temer concordou em colocar em votação a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 590/06, que garante a participação das mulheres na Mesa Diretora e nas comissões temáticas das duas Casas do Congresso. A votação deve ocorrer na semana do Dia Internacional da Mulher (8 de março). A PEC, de autoria da deputada Luiza Erundina (PSB-SP), ainda precisa passar por uma comissão especial.

O presidente da Câmara terá que negociar com os partidos a rápida instalação da comissão especial para que seja cumprido o prazo acordado. Pelo mesmo motivo, ao chegar ao Plenário, os partidos devem entrar em acordo a fim de que sejam suprimidos alguns prazos regimentais.

Temer concordou com outros pontos apresentados pelas parlamentares, como o aumento da indicação de mulheres para as presidências das comissões especiais e nas relatorias de projetos importantes. A bancada sugeriu ainda que, a cada dez projetos ou comissões criadas, uma fosse destinada para uma parlamentar. "O que nós temos presenciado hoje é que os homens têm ocupado quase que totalmente os espaços da Casa", disse Sandra Rosado.

Na mesma reunião, as parlamentares manifestaram preocupação quanto à possível instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Aborto. Elas acreditam que tal CPI poderá criminalizar as mulheres sem apresentar a devida solução para o problema.

Outra reivindicação foi a institucionalização da bancada. Na prática, seria como criar um "partido das deputadas" - o que lhes garantiria maior atuação, com regimento e assessoria. Sandra lembrou que alguns países como Moçambique já adotam este modelo.

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