Comitês avaliam planos de ações das empresas participantes do programa Pró-Eqüidade de Gênero
Rodada de avaliação termina em janeiro, com a definição das empresas que receberão o Selo Pró-Eqüidade de Gênero
Rodada de avaliação termina em janeiro, com a definição das empresas que receberão o Selo Pró-Eqüidade de Gênero
Encerrou ontem (9/12), a primeira reunião de avaliação dos planos de ações implementados pelas 38 empresas participantes da 2ª edição do Programa Pró-Eqüidade de Gênero. Foram analisados os resultados apurados pelo Comitê de Monitoramento nas visitações às empresas e elaborado um banco de boas práticas, a ser utilizado na 3ª edição do programa. A rodada de avaliação termina em janeiro, com a definição das empresas que receberão o Selo Pró-Eqüidade de Gênero por terem atendido as metas estabelecidas de enfrentar a discriminação através da promoção da igualdade de gênero.
Para a diretora da Organização Internacional do Trabalho (OIT/Brasil), Solange Sanchez, “o programa é uma iniciativa importante do governo brasileiro para o entendimento da igualdade de gênero e o diferencial está amparado em medidas, como a adesão voluntária de empresas públicas e privadas. Ela destaca a promoção da igualdade como “eixo central do trabalho decente, em que homens e mulheres, brancos e negros e pessoas discriminadas tenham condições dignas de trabalho.
Entre os desafios percebidos pelo Comitê Permanente e Ad Hoc do programa Pró-Eqüidade de Gênero, está o maior envolvimento de homens nos comitês internos das empresas. “As organizações que avançam têm maior participação masculina. Entretanto, as estratégias de mobilização e comunicação interna demonstram o esforço das empresas para a mudança cultural que a eqüidade de gênero propõe, analisa Ana Carolina Querino, representante do Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher (Unifem).
A feminista e pesquisadora Vera Soares considera que a 3ª edição do programa Pró-Eqüidade de Gênero deve mobilizar o setor privado. “Percebemos que as empresas governamentais tiveram uma grande motivação para internalizar o debate sobre a igualdade de gênero. Realmente, vestiram a camisa do programa. Não houve uma mudança expressiva de indicadores, mas temos uma porção de lições aprendidas. Agora é traçar uma estratégia para que haja mais adesão de empresas privadas, afirma Vera Soares.
Segundo Eunice Léa de Moraes, gerente de projetos de gênero e trabalho da Subsecretaria de Articulação Institucional da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM), a reunião de avaliação de resultados é um dos pontos altos do programa. “Mapeamos experiências criativas que vão contribuir para as estratégias de mobilização e sensibilização do setor privado nessa 3ª edição do programa, comenta Eunice Léa de Moraes.