Nilcéa Freire e Guilherme Cassel lançam 3ª edição do Prêmio Margarida Alves

O concurso tem o objetivo de apoiar pesquisas e estudos que visem ampliar o conhecimento e desenvolver o pensamento crítico e prático sobre a igualdade entre homens e mulheres

Publicado em 14/08/2008 10:28Modificado em 28/04/2010 18:39
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O concurso tem o objetivo de apoiar pesquisas e estudos que visem ampliar o conhecimento e desenvolver o pensamento crítico e prático sobre a igualdade entre homens e mulheres

A ministra Nilcéa Freire, da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM), e o ministro Guilherme Cassel, do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), lançaram nesta quarta-feira (13/08), no Museu Nacional, em Brasília, a 3ª edição do Prêmio Margarida Alves de Estudos Rurais e Gênero. Promovido pela SPM e pelo MDA, o concurso tem o objetivo de apoiar pesquisas e estudos que visem ampliar o conhecimento e desenvolver o pensamento crítico e prático sobre a igualdade entre homens e mulheres, inclusive no campo. O prêmio também é uma forma de homenagear a trabalhadora rural Margarida Alves, assassinada na Paraíba há 25 anos em virtude da sua luta pela educação, reforma agrária e contra a exploração e injustiças no meio rural.

Estavam presentes ao evento, dezenas de trabalhadoras rurais, a coordenadora-geral do Programa de Promoção da Igualdade de Gênero, Raça e Etnia (Ppigre/MDA), Andréa Butto, representantes da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Ciências Sociais (Anpocs), a socióloga Antonádia Borges, da Confederação dos Trabalhadores da Agricultura (Contag) e coordenadora da Marcha das Margaridas, Carmen Foro, do Movimento de Mulheres Camponesas (MMC), Simone Wendling, e a coordenadora do Programa de Educação na Reforma Agrária do Incra (Pronera), Clarice dos Santos.

A ministra Nilcéa Freire, da SPM, afirmou ser motivo de orgulho participar de mais uma edição do prêmio e que este é um trabalho onde os saberes se complementam. “Agora será possível trabalhar novos produtos de pesquisa e novos métodos de apuração, disse, lembrando que há alguns anos pesquisas sobre gênero eram vistas apenas como forma de militância.

O ministro Guilherme Cassel, do MDA, lembrou que essa edição do concurso ocorre num momento de profundas mudanças e novos desafios para o País. “Não convivemos mais com a grande dívida externa, não enfrentamos momentos de inflação e nem temos falta de crescimento econômico, disse. De acordo com ele, esse novo cenário traz desafios, como a construção de um modelo para o campo. “A gente agora tem que ser capaz de responder com clareza qual o meio rural que queremos. Temos que discutir ainda mais a política agrícola e agrária do País, debater os índices de produtividade e reafirmar o compromisso dos camponeses com a produção de alimentos, afirmou.

Cassel ressaltou, ainda, que é necessário responder a todos e todas o que é desenvolvimento sustentável e como imprimir o olhar feminista, o recorte de gênero nas políticas públicas. Ao final, o ministro lembrou da gerente de projetos da SPM e defensora das trabalhadoras rurais, Dirce Grösz, que faleceu no mês passado em decorrência de um acidente na BR - 386, no Rio Grande do Sul.

Participação das universidades

Neste ano, o concurso apresenta quatro modalidades: Ensaio Acadêmico, exclusivo para graduandos ou graduados das áreas de Ciências Humanas, Sociais, Agrárias e cursos afins; Pesquisa e Ação, para estudantes de ensino médio do Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera/Incra); Memória e Acervo, direcionada para trabalhadoras rurais, lideranças coletivas de comunidades ou organização de trabalhadoras rurais; e Pesquisa em nível de Pós-Graduação, criada para pesquisadores e núcleos de pesquisa universitária.

Parcerias

São parceiros na realização do evento o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), a Associação Brasileira de Antropologia, a Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Ciências Sociais e a Sociedade Brasileira de Sociologia (SBS).

Ainda compõem a parceria a Comissão Nacional de Mulheres Trabalhadoras Rurais da CONTAG (CNMTR), Movimento de Mulheres Camponesas (MMC), Movimento de Mulheres Trabalhadoras Rurais do Nordeste (MMTR/NE), Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu (MICQB), Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar (Fetraf/Brasil), setor de Mulheres Extrativistas do Conselho Nacional de Seringueiros (SME/CNS), setor de gênero do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), além do setor de gênero do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA).

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