Primeiras-damas e mulheres líderes deliberam sobre documento para enfrentamento da aids

5ª Reunião de Coalização de Primeiras-Damas e Mulheres Líderes da América Latina sobre Mulher e Aids acontece às vésperas da 17ª Conferência Internacional de Aids, na Cidade do México

Publicado em 30/07/2008 11:59Modificado em 28/04/2010 18:40
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5ª Reunião de Coalização de Primeiras-Damas e Mulheres Líderes da América Latina sobre Mulher e Aids acontece às vésperas da 17ª Conferência Internacional de Aids, na Cidade do México

De 1 a 2 de agosto, acontece a 5ª Reunião de Coalização de Primeiras-Damas e Mulheres Líderes da América Latina sobre Mulher e Aids, na Cidade do México. O Brasil estará representado pela assessora especial da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM), Stella Taquette. A reunião vai deliberar sobre o documento intitulado “Pronunciamento Mulher e Aids, o qual visa a sensibilização dos países da América Latina para o enfrentamento da feminização do HIV/aids.

A assessora especial da SPM pretende agregar ao pronunciamento o conceito brasileiro de contextualização de vulnerabilidades e do impacto dos estigmas de violência de gênero e racismo na infecção de HIV/aids. “A falta de poder da mulher em relação ao próprio corpo a submete a situações de infecção. Estigmas como racismo, violência de gênero, falta de insumos e precariedade de atendimentos ginecológicos são determinantes para o HIV/aids, reflete Stella Taquette ao lembrar que a maioria das mulheres são infectadas por seus parceiros, geralmente em relacionamentos estáveis, e muitas delas descobrem no pré-natal.

Ela ressalta que há uma prática de esterilização das mulheres que vivem com HIV/aids e que é necessário garantir os seus direitos reprodutivos. “Quando a mulher descobre na gravidez que tem HIV/aids, há um esforço para que ela seja esterilizada, aponta Stella Taquette.

Coalização Mulher e Aids
A 5ª Reunião de Coalização de Primeiras-Damas e Mulheres Líderes da América Latina sobre Mulher e Aids terá exposições do Uruguai, Nicarágua, México, Costa Rica, Guatemala, Peru, agências do sistema ONU (UNFPA, OMS, Unaids e Unicef), sociedade civil e mulheres líderes. Na última reunião, ocorrida na Argentina, o Brasil foi expositor e a ministra Nilcéa Freire apresentou o Plano de Enfrentamento da Feminização da Aids e outras DST.

Dois terços dos 1,7 milhão de infectados pelo HIV na América Latina vivem no Brasil, na Argentina, na Colômbia e no México. No entanto, a prevalência estimada do vírus é maior nos países menores da América Central, sendo de 1% em El Salvador, Guatemala e Panamá; de 1,5% em Honduras; e de 2,5% em Belize, segundo estatísticas de 2005.

A Coalizão de Primeiras-Damas e Mulheres Líderes tem como objetivo inserir o tema HIV/aids em agendas regionais e internacionais, para que sejam desenvolvidas políticas públicas que ponham em andamento ações de longo prazo. A coalizão aposta na promoção da educação sexual, sobretudo entre a população mais jovem, assim como no aumento do acesso a medicamentos anti-retrovirais, a exames diagnósticos e a programas de apoio social às pessoas que vivem com HIV/aids.

17ª Conferência Internacional de Aids
A 5ª Reunião de Coalização de Primeiras-Damas e Mulheres Líderes da América Latina sobre Mulher e Aids ocorre às vésperas da 17ª Conferência Internacional de Aids, que se inicia no dia 3 de agosto, na Cidade do México.

A SPM integra a comitiva brasileira com a assessora especial Stella Taquette e a gerente de projetos na área de saúde e gênero Elizabeth Saar. A conferência pretende atuar no fortalecimento dos sistemas de assistência sanitária, em países desfavorecidos; e promover a luta contra as injustiças sociais, como a pobreza, homofobia e discriminação sexual.

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