Feminização da aids é fenômeno mundial, diz Nilcéa Freire

Em entrevista à Rádio ONU, ministra fala sobre o aumento de incidência da epidemia entre as mulheres. Tema foi abordado na Sessão Especial das Assembléia Geral das Nações Unidas sobre HIV e Aids e no Encontro de Alto Nível sobre HIV/Aids, em Nova Iorque

Publicado em 13/06/2008 08:52Modificado em 28/04/2010 18:39
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Em entrevista à Rádio ONU, ministra fala sobre o aumento de incidência da epidemia entre as mulheres. Tema foi abordado na Sessão Especial das Assembléia Geral das Nações Unidas sobre HIV e Aids e no Encontro de Alto Nível sobre HIV/Aids, em Nova Iorque

“A feminização da aids é um fenômeno mundial. Se sobrepusermos o mapa da desigualdade de gênero e o mapa da feminização da aids, vamos perceber uma grande coincidência, disse a ministra Nilcéa Freire, da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM), em entrevista à Rádio ONU, em português, em Nova Iorque.
A ministra também afirmou que a desigualdade de poder entre homens e mulheres vulnerabiliza as mulheres à infecção do HIV/aids e outras doenças sexualmente transmissíveis. “A feminização da aids tem a ver com a dificuldade das mulheres para negociar sexo seguro com seus parceiros e o uso de preservativos. Há desigualdade no acesso a insumos e serviços devido à situação da maior vulnerabilidade social das mulheres, maior pobreza e maior marginalização, completou.

As declarações da ministra reproduzem parte das suas exposições como chefe da delegação brasileira na Sessão Especial das Assembléia Geral das Nações Unidas sobre HIV (UNGASS) e no Encontro de Alto Nível sobre HIV/Aids. Os eventos ocorreram em Nova Iorque, de 9 a 11 de junho.

Na Assembléia Geral da ONU, Nilcéa foi porta-voz da comitiva brasileira e abordou as políticas públicas, programas e ações do Sistema Único de Saúde (SUS) para prevenção do HIV/Aids, acolhimento das pessoas que vivem com HIV/Aids e redução da epidemia entre as mulheres. A ministra destacou a necessidade de aprofundar as iniciativas que visem a baixar o custo de medicamentos e de insumos de prevenção.

Pioneirismo mundial
“Temos respostas à epidemia da aids, sobretudo devido à decisão do Brasil de tornar acessível, gratuitamente, os insumos tanto de medicamentos quanto de prevenção. O investimento decorre da vontade política dos governos brasileiros, considerou a ministra para a Rádio ONU. No caso da feminização do HIV/aids, a ministra citou o Plano de Ação Integrada para Enfrentamento da Feminização da Aids e DST, criado em 2006, o qual estabelece medidas específicas e dirigidas às mulheres.

No Encontro de Alto Nível sobre HIV/Aids, a ministra participou dos painéis “Como podemos progredir a partir dos resultados já obtidos e acelerar os trabalhos com vistas ao atingimento do acesso universal em 2010 e os Objetivos do Milênio em 2015 e “Os desafios para obter lideranças e apoio políticos em países de epidemia concentrada.

Confira a entrevista da ministra Nilcéa Freire à Rádio ONU.

Clique aqui para ouvir a 1ª parte.

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