SPM e CNDM repudiam tratamento dado à Dilma Rousseff pelo senador Mão Santa
A Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM/PR) e o Conselho Nacional dos Direitos da Mulher (CNDM) manifestam seu repúdio pela forma com que o Senador Mão Santa (PMDB-PI) se referiu à ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, ontem (2/4), durante Sessão Ordinária no Senado Federal.
A Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM/PR) e o Conselho Nacional dos Direitos da Mulher (CNDM) manifestam seu repúdio pela forma com que o Senador Mão Santa (PMDB-PI) se referiu à ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, ontem (2/4), durante Sessão Ordinária no Senado Federal.
Leia abaixo a íntegra da carta enviada nesta quinta-feira (3/4) ao Congresso Nacional.
CARTA PÚBLICA AO CONGRESSO NACIONAL
A Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM/PR) e o Conselho Nacional dos Direitos da Mulher (CNDM) vêm a público manifestar seu repúdio pela forma com que o Senador Mão Santa (PMDB - PI) se referiu à ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, durante a Sessão Deliberativa Ordinária realizada no dia 2 de abril de 2008, no plenário do Senado Federal. Nesta sessão, o Senador Mão Santa utilizou a expressão “galinha cacarejadora ao se referir à ministra Dilma como “Mãe do PAC.
Exigimos respeito, pois, nós mulheres, somos mais de 51% da população do Brasil e 42% da população ocupada, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Representamos 52% do eleitorado que legitima, democraticamente, cada legislatura de nosso Congresso Nacional, conforme dados do Tribunal Superior Eleitoral.
O fato reforça a discriminação de gênero e reitera a forma estereotipada com que a mulher é tratada na sociedade brasileira. Apesar de sermos maioria, ainda lutamos para garantir nossas conquistas e direitos. No Congresso Nacional não é diferente. As mulheres - sejam elas detentoras de mandatos obtidos pela vontade popular ou gestoras públicas elevadas pela sua competência - vêm sendo alvo de preconceitos, e, muitas vezes, de ataques pessoais sistemáticos, que as desconsideram como agentes políticos e colaboradoras essenciais para a representatividade real da sociedade também na esfera de poder.
A discordância e a crítica são fundamentais para a democracia. Mas não podem estar firmadas em conceitos retrógrados e preconceituosos que primem pela ridicularização da imagem feminina.
Portanto, A SPM e o Conselho Nacional dos Direitos da Mulher vêm se dirigir a V.Exas. para reafirmar nosso repúdio quanto ao ocorrido e solicitar providências para que os debates ocorram de forma respeitosa.
SECRETARIA ESPECIAL DE POLTICAS PARA AS MULHERES
CONSELHO NACIONAL DOS DIREITOS DA MULHER
Brasília, 3 de abril de 2008