Imprensa Nacional adere ao Programa Pró-Eqüidade de Gênero
O anúncio foi feito ontem pelo presidente da instituição durante as comemorações ao Dia Internacional da Mulher


O anúncio foi feito ontem pelo presidente da instituição durante as comemorações ao Dia Internacional da Mulher
A Imprensa Nacional (IN) anunciou ontem (11/03) a adesão ao Programa Pró-Eqüidade de Gênero, da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM/PR). O diretor-geral, Fernando Tolentino, entregou à ministra da SPM, Nilcéa Freire, o termo de adesão ao programa, durante o seminário “A Mulher no Serviço Público, promovido pela instituição, em comemoração ao Dia Internacional da Mulher e como parte das celebrações do bicentenário da Imprensa Nacional.
“Muito embora pareça um benefício para as mulheres, o Pró-Eqüidade de Gênero muda a dinâmica de relacionamento entre homens e mulheres no ambiente de trabalho. O programa agrega valor à empresa, destacou a ministra Nilcéa Freire, durante sua participação do seminário. Além da ministra, participaram do evento a deputada federal e líder da Bancada Feminina na Câmara dos Deputados, Sandra Rosado e a professora da Escola Nacional de Administração Pública, Tânia Fontenele. Na ocasião, o diretor-geral da IN também anunciou a criação imediata do Comitê Pró-Eqüidade de Gênero, grupo composto por homens e mulheres, para iniciar as discussões sobre o programa.
Nilcéa apresentou o II Plano Nacional de Políticas para as Mulheres (II PNPM) aos servidores da Imprensa Nacional. Ela destacou a necessidade de políticas públicas para a promoção da igualdade entre homens e mulheres na sociedade. “Hoje temos mais de 40% de mulheres chefiando suas famílias. Deste universo, 90% delas chefiam suas casas sozinhas. A ministra lembrou, ainda, que atualmente homens e mulheres são responsáveis pela produção de bens e serviços para o mercado. Portanto, segundo ela, a responsabilidade de cuidar da casa deve ser de ambos, e o Estado, assim como as empresas, devem oferecer oportunidades iguais para homens e mulheres.
Nilcéa explicou que o Programa Pró-Eqüidade de Gênero lançado em 2005, inicialmente, destinou-se exclusivamente às empresas públicas. Já a sua segunda edição 2006/2007 atende não só as empresa públicas, mas também às da iniciativa privada. Ela lembrou que o programa é uma das 394 ações do II PNPM.
Participação política – A ministra também destacou o capítulo do PNPM que trata da Participação Políticas das Mulheres nos Espaços de Poder. Entre as metas previstas está a ampliação em 20% do número de mulheres em cargos de direção no serviço público.
A deputada Sandra Rosado, em sua apresentação, explicou as dificuldades que as mulheres têm em desempenhar suas atividades no Congresso Nacional, por serem minoria. “Ao longo dos últimos anos, a mulher tem obtido importantes conquistas no mercado de trabalho, mas ainda há um longo caminho a percorrer para garantir maior participação na vida política e nas posições de liderança.
Para ela, é preciso que as mulheres participem da política, disputando mandatos com os homens, enfrentando as diferenças. “Como é difícil a mulher chegar a uma posição de liderança no serviço público. A gente enfrenta as dificuldades nos nossos próprios partidos políticos, enfatizou.
A professora Tânia Fontenele apresentou um estudo que trata das possíveis razões de tão poucas mulheres alcançarem o topo de suas carreiras, as características dessas escassas chefias femininas e como as equipes vêem tal liderança. O trabalho partiu de uma pesquisa entre mulheres gerentes e funcionários subordinados, no âmbito da Administração Pública. A publicação do livro “Mulheres no Topo de Carreira, com o conteúdo do estudo, contou com o apoio da SPM e encontra-se disponível no site www.spmulheres.gov.br
Após o seminário, as palestrantes e as servidoras da Imprensa Nacional foram homenageadas com o diploma Joana França Stockmeyer, primeira mulher a ingressar no serviço público, em 1892, quanto trabalhou como monotipista. Ela foi reconhecida pelo Governo Federal, por meio de decreto presidencial, como Patrona do Serviço Público Nacional.