Centenário de Simone de Beauvoir é celebrado hoje

Autora do livro “O Segundo Sexo, Simone dividiu em duas a história das mulheres quando disse ao planeta: "Não se nasce mulher. Vira-se"

Publicado em 09/01/2008 16:28Modificado em 28/04/2010 18:39
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Autora do livro “O Segundo Sexo, Simone dividiu em duas a história das mulheres quando disse ao planeta: "Não se nasce mulher. Vira-se"

Simone de Beauvoir, ícone feminista e envolvida em todos os embates intelectuais do século XX, completaria 100 anos hoje (09/01). Ilustre, companheira de Jean-Paul Sartre, filósofa e escritora, mais célebre na América que na França, ela continua sendo a autora que dividiu em duas a história das mulheres quando disse ao planeta: "Não se nasce mulher. Vira-se". As palavras estão em seu livro O Segundo Sexo, publicado em 1949, quando o termo feminismo não havia sido cunhado. Traduzida para 40 idiomas, a obra faz uma análise política sem precedentes da questão feminina.

Beauvoir demonstra que “a inferioridade feminina não é natural e sim construída socialmente. Insiste na igualdade entre os sexos e incita as mulheres a se emanciparem, principalmente através da independência econômica.

No Brasil, foi publicado em dois volumes. Fatos e mitos é o primeiro, e faz uma reflexão sobre mitos e fatos que condicionam a situação da mulher na sociedade. A experiência vivida é o segundo, e analisa a condição feminina nas esferas sexual, psicológica, social e política.

Nascida em 9 de janeiro de 1908 em Paris, Simone estudou filosofia na Faculdade de Letras de Paris, onde, além de Sartre, entrou em contato com toda uma geração de intelectuais. Aos 21 anos, Simone de Beauvoir era a mais jovem professora de seu tempo. Lecionou filosofia e publicou seu primeiro romance, A convidada (L'invitée), em 1943, aos 35 anos. Em 1954 foi homenageada com o prêmio Goncourt por Os mandarins (Les mandarins), tornando-se um dos autores franceses mais lidos do Ocidente. Ela morreu em 14 de abril de 1986.

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