Ministra comparece a lançamento de livro sobre as mulheres do samba

Obra é iniciativa do Centro Cultural Cartola, localizado no Morro da Mangueira, Rio de Janeiro

Publicado em 13/07/2007 11:22Modificado em 28/04/2010 18:40
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Obra é iniciativa do Centro Cultural Cartola, localizado no Morro da Mangueira, Rio de Janeiro

Será neste domingo (15), às 14h, o lançamento do livro “A Força Feminina do Samba, que tem prefácio da ministra Nilcéa Freire e patrocínio da SPM: “É com muita satisfação que a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres apóia esse segundo livro lançado pelo Centro Cultural Cartola, enfatiza a ministra na abertura.

Com textos e edição da Monte Castelo Idéias e consultoria da pesquisadora Rachel Valença, a publicação passeia por grandes nomes do samba, sejam famosos ou anônimos, mostrando um perfil de 60 mulheres: as tias baianas, portas-bandeiras, passistas, presidentes de escola de samba, carnavalescas, destaques, intérpretes, damas do samba, presidentes de ala, cozinheiras, costureiras, ritmistas, pastoras e aderecistas.

“A mulher foi sempre o alicerce invisível do samba, define Nilcemar Nogueira, presidente do Centro e neta de Cartola. Tudo começou com Tia Ciata, que, no início do século passado, abria as portas e o quintal de sua casa, na Praça Onze, onde, em meio a cervejas e feijoada, o samba findava o dia e varava a madrugada. Foi lá que Donga compôs “Pelo Telefone, o primeiro samba gravado no País, em 1916.

Dona Zica, Dona Neuma, Dona Ivone Lara, Tia Eulália, Clementina de Jesus, Jovelina Pérola Negra, Tia Surica, Leci Brandão, Clara Nunes, Ruça, Pinah, Rosa Magalhães, Paula do Salgueiro, Gigi da Mangueira e outras dezenas de mulheres estão todas eternizadas na publicação de 149 páginas. “Não temos essas histórias contadas nos livros oficiais, lembra Nilcemar.

Criado em janeiro de 2001, quando se completaram 25 anos da morte de Angenor de Oliveira, o Cartola, o Centro Cultural funciona em um galpão desativado do IBGE, na rua Visconde de Niterói, no Morro da Mangueira. Em 2004, a primeira publicação – “Tempero, Amor e Arte - reuniu a culinária de Dona Zica, presidente de honra do Centro. No local, são atendidos 250 crianças e adolescentes em oficinas de dança, poesia, flauta, percussão e orquestra de violinos. E todo terceiro sábado do mês, a feijoada ali é sagrada.

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