Empresas públicas recebem o Selo do Programa Pró-Eqüidade de Gênero 2007

A cerimônia contou com as presenças do vice-presidente, José Alencar, e da ministra da SPM, Nilcéa Freire A partir do próximo ano, empresas do setor privado também poderão participar do programa

Publicado em 12/12/2006 15:18Modificado em 28/04/2010 18:39
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Caixa Econômica Federal, Eletronorte, Centro de Pesquisas de Energia Elétrica (CEPEL), Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica (CGTEE), Companhia Energética de Alagoas (CEAL), Eletrobrás, Eletronuclear, Eletrosul, Furnas Centrais Elétricas, Itaipu Binacional e Petrobrás foram as empresas públicas que receberam o Selo Pró-Eqüidade de Gênero. A cerimônia de premiação e o lançamento da segunda edição do Programa Pró-Eqüidade de Gênero aconteceu hoje (12/12), no Palácio do Planalto.

Participaram da cerimônia o vice-presidente da República, José Alencar; a ministra Nilcéa Freire, da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM); a diretora regional do Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher (UNIFEM), Ana Falú e a representante da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Solange Sanches.

O programa - uma iniciativa do Governo Federal, através da SPM, em parceria com o UNIFEM e a OIT - se propõe a enfrentar o desafio de alterar as relações de poder entre homens e mulheres na sociedade, levando-se em conta que 51% da população brasileira são mulheres. O Selo Pró-Eqüidade de Gênero 2007 é a expressão mais concreta de que empresas públicas e Governo Federal estão promovendo práticas de eqüidade no sentido de garantir uma ocupação mais igualitária dos cargos de tomada de decisão.

A conquista do Selo pelas onze empresas envolveu o cumprimento de um Plano de Ação com foco nas práticas de eqüidade. Como resultado, várias empresas estão implementando projetos de criação de ouvidoria para questões da mulher como a CEPEL e a Itaipu Binacional. Outras, nomearam mulheres para cargos de tomada de decisão. A Petrobrás tem hoje a primeira mulher (Elza Kallas) a dirigir uma Unidade de Negócio (refinaria). Com o objetivo de influenciar o mundo empresarial, a Eletronorte está desenvolvendo processos normativos para contratação de prestadores de serviços e estagiários contemplando a inclusão de negros, indígenas, mulheres e portadores de necessidades especiais. O mesmo ocorreu com Furnas que está alterando normas de editais de concursos para garantir a igualdade de oportunidades entre homens e mulheres. A CEAL incorporou o olhar de gênero em todos os cursos e treinamentos ministrados aos funcionários (veja quadro com as principais ações das empresas).

O Pró-Eqüidade também intensificou as ações voltadas para a igualdade entre homens e mulheres no mundo do trabalho por parte das empresas com história nessa trajetória. Foi o caso da Itaipu Binacional que antes de aderir ao programa já incluía em suas ações medidas de incentivo à eqüidade de gênero, como o horário móvel de trabalho para as mães e a prevenção e o enfrentamento à violência contra a mulher.

Exemplos de Ações do Pró-Eqüidade de Gênero nas empresas:

Eletrobrás

Aplicação da pesquisa Qualidade de Vida, com recorte de gênero e raça.

Lançamento do Canal de Gênero – veículo de atendimento para questões de gênero, disponibilizado, via Intranet, para todos os funcionários, com atuação em parceria com a Ouvidoria.

CEPEL

Criação de um serviço de Ouvidoria

Ciclo de palestras com temas sobre relações de gênero; ética no trabalho; violência contra as mulheres e aborto; assédio moral e a organização flexível do trabalho.

CGTEE

Criação de indicadores para medir a evolução do atendimento específico das necessidades das mulheres no ambiente de trabalho

Criação de logomarca e/ou slogan simbolizando o esforço empresarial para a internalização da abordagem de gênero

Eletronorte

Criação de processos normativos para contratação de terceirizados e estagiários que contemplem a inclusão de negros, indígenas, mulheres e portadores de necessidades especiais.

I mplantação de um Plano de Mídia interna que valorize a diversidade étnico-racial, de gênero e regional.

Eletronuclear

Introdução da perspectiva de gênero no Código de Ética e no Código de Conduta da empresa, influenciando a cadeia de relacionamento com fornecedores.

Introdução da perspectiva de gênero em peças publicitárias

Itaipu Binacional

Implantação de uma ouvidoria para as questões da mulher

Estímulo à ocupação de postos de tradição masculina por mulheres especialmente na diretoria financeira


Petrobrás

Nomeação da primeira mulher para dirigir uma unidade de negócio (refinaria)

Inclusão no Código de Ética da empresa das expressões “respeito à diversidade e “sem discriminações de etnia, raça, sexo, orientação sexual, idade ou deficiência

Eletrosul

Inserção do tema de gênero no Encontro Qualidade de Vida dos técnicos de manutenção

Apoio às políticas locais de enfrentamento à violência contra a mulher como a construção da Casa de Passagem no município de Florianópolis

Furnas

Alteração nas normas de editais de concursos para garantir a igualdade de oportunidades entre homens e mulheres

Desenvolvimento de projetos sociais com foco na capacitação, geração de renda e na autonomia das mulheres

CEAL

Incorporação do recorte de gênero em todos os cursos e treinamentos

Programa de saúde com ações voltadas para o público feminino, incluindo aeróbica, palestras sobre saúde, assédio moral e sexual

CEF

Escolha de uma mulher para a presidência da empresa

Inserção nos extratos de correntistas da empresa a menção a datas alusivas à questão da diversidade de gênero e raça, além da gratuidade na emissão de Cadastro de Pessoa Física – CPF para mulheres

O Programa

No mundo do trabalho, as desigualdades entre homens e mulheres são enormes. Dados divulgados pelo Fórum Econômico Mundial em 2006 revelaram que, em média, as brasileiras têm um salário equivalente a 51% dos homens que ocupam cargo similar, apesar da escolaridade das mulheres ser superior a dos homens.
O objetivo do Programa Pró-Eqüidade é estimular a adoção de novas práticas no âmbito da gestão de pessoas e da cultura organizacional de empresas, contribuindo para a eliminação de todas as formas de discriminação no ingresso, remuneração, ascensão e permanência no emprego. A estratégia adotada é incentivar a adesão voluntária das empresas ao Programa, que vão elaborar um plano de ação para a promoção da equidade de gênero, além de firmar um termo de compromisso visando sua implementação no período de um ano.
Lançada em setembro de 2005, a primeira edição 2005/2006 atendeu somente as empresas públicas que assumiram o compromisso de realizar ações de promoção da eqüidade de gênero, ao longo de 12 meses. A segunda edição 2006/2007 destina-se também às empresas do setor privado.

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