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Informações pertinentes a viajantes brasileiros no Quênia e em Uganda sobre o vírus Ebola
A Embaixada do Brasil em Nairóbi esclarece que não foram registrados, até o momento, casos da doença Febre Hemorrágica causada pelo vírus Ebola no Quênia. Considerando que a jurisdição desta Embaixada abrange também Uganda, país que já registrou 15 casos da doença, roga-se a viajantes brasileiros que se dirijam a esse país que atentem à Nota Técnica Nº 26/2026, publicada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária do Brasil (ANVISA) e cuja íntegra pode ser lida em: https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/paf/vigilancia-epidemiologica/alertas-epidemiologicos/vigentes/nota-tecnica-no-26-2026-febres-hemorragicas-virais.
A Nota discorre a respeito do cenário epidemiológico das Febres Hemorrágicas Virais (FHV), incluindo avaliação de medidas de saúde para portos e aeroportos, tendo em conta a declaração de Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional (ESPII) devido a doença Ebola causada pelo vírus Bundibugyo na República Democrática do Congo e em Uganda.
O documento salienta que a atual Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional (ESPII) do Ebola na RDC e em Uganda representa risco elevado para a saúde pública dos países vizinhos. As febres hemorrágicas virais formam um grupo de doenças infecciosas que podem variar de quadros leves a condições graves e potencialmente fatais. Entre elas estão Ebola, Marburg, Lassa e outras infecções caracterizadas por febre alta, dores musculares, vômitos, diarreia e, nos casos mais graves, sangramentos e choque.
O Ebola é transmitido por contato direto com sangue, secreções e outros fluidos corporais de pessoas infectadas, bem como por objetos contaminados. O vírus também pode ser transmitido a partir de animais infectados. A doença não se espalha pelo ar como gripe ou Covid-19.
Entre os principais sinais de alerta estão febre acima de 38°C associada a sintomas como dor de cabeça intensa, dores musculares, vômitos, diarreia, dor abdominal e sangramentos sem causa aparente. Casos suspeitos devem ser imediatamente comunicados às autoridades de saúde para investigação e adoção das medidas de isolamento necessárias.
Registra-se que, ao contrário da doença causada por outras espécies do vírus Ebola, inexiste, no momento, vacina licenciada ou terapia específica contra a variante Bundibugyo, responsável pelo surto atual.
O governo de Uganda anunciou, no final de maio, o fechamento da fronteira para viajantes provenientes da República Democrática do Congo.
No que diz respeito ao Quênia, esclarece-se que as fronteiras seguem abertas, inexistindo, até o momento, obrigatoriedade de quarentena para assintomáticos. Recorda-se, por oportuno, a exigência do Certificado Internacional de Febre Amarela para todos os viajantes que visem a ingressar no país.