Compreende-se por educação integral o processo de ensino, aprendizagem e participação que abarca as diferentes dimensões constitutivas do ser humano, a saber: física, intelectual, social, emocional, simbólica, política, cultural, entre outras, articuladas entre si e em desenvolvimento contínuo ao longo da vida. Ademais, a educação integral concebe os processos educativos vinculados aos saberes de diferentes matrizes étnico-culturais, aos diferentes espaços na escola, aos territórios e seus agentes e a setores tais como esportes, cultura, meio ambiente, saúde e assistência. A educação integral é também o fundamento integrador das dimensões do cuidar e educar, bem como da relação entre a educação escolar e as práticas sociais em toda a educação básica.
O tempo é uma estratégia que possibilita a materialização da proposta de um currículo de educação integral, mas não a única. É essencial que a ampliação e a organização do tempo integral sejam consequência do projeto político-pedagógico e do currículo escolar, associados aos espaços dentro e fora da escola. Deve-se considerar a diversidade de materiais ofertados nas experiências educativas, estar atento às interações e organizações de agrupamentos entre os estudantes, promover saberes de diferentes matrizes étnico-raciais no currículo escolar, assim como assegurar a escuta e a participação dos estudantes e das comunidades escolares nos processos educativos e na gestão escolar.