Notícias
SPM manifesta repúdio à violência contra mulheres, no Rio de Janeiro
Em nota oficial, a SPM assinala o preconceito e discriminação que inspiraram o episódio no qual três mulheres foram violentamente espancadas e roubadas, no Rio
Na madrugada deste domingo (24/06), Sirlei Dias Carvalho Pinto e outras duas mulheres foram brutalmente espancadas por cinco jovens, moradores de condomínios da Barra da Tijuca, bairro de classe média do Rio de Janeiro. Oriundos de famílias abastadas, eles ainda roubaram dinheiro e bens de suas vítimas. O motivo já estava explicitado na internet, em comunidade do Portal Orkut, freqüentada pelos mesmos jovens, na qual expressavam a mais irrestrita discriminação à mulher.
Diante desses fatos, esta Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM), vinculada à Presidência da República, vem manifestar seu repúdio ao preconceito, discriminação e violência que inspiraram esse episódio.
Também viemos manifestar nosso carinho e solidariedade à Sirlei, que reagiu à covardia da qual foi vítima com a coragem da denúncia e a altivez de suas declarações públicas. A SPM, em contato com seu advogado, já colocou à sua disposição o apoio de nossa Ouvidoria para acompanhamento do caso. Também enviamos ofício à Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos do Estado do Rio de Janeiro, para expor nosso interesse em nos manter informadas sobre o processo legal instaurado contra os agressores.
Em nosso país, as populações dos grandes centros urbanos clamam por soluções que reduzam a violência disseminada na sociedade. Todavia, a promoção dessa violência encontra algumas de suas raízes justamente em atitudes como a dos agressores de Sirlei. Esse episódio lamentável tornou-se um caso emblemático de discriminação da mulher, da população pobre, das trabalhadoras domésticas e das prostitutas, a um só tempo. Não há possibilidade de condescendência com tamanha manifestação de intolerância.
Em casos recentes nos quais os agressores pertenciam às camadas mais pobres da sociedade, muitos sugeriram a redução da maioridade penal. Prescreviam, equivocadamente, o ódio como fórmula para acabar com a violência. No caso atual, todos já alcançaram a maioridade penal. Prescreva-se, portanto, a lei.
Mais do que o nosso profundo repúdio e indignação, esses fatos reafirmam o quanto é indispensável prosseguirmos em nossos esforços de enfrentamento a todas as formas de violência contra as mulheres e pela igualdade de gênero, em nosso país, sem a qual a democracia brasileira jamais será plena.
SECRETARIA ESPECIAL DE POLTICAS PARA AS MULHERES
PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA