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Nota de Repúdio - Intolerância Religiosa

Publicado em 27/12/2019 18h18 Atualizado em 27/12/2019 21h33

O Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH) repudia todo tipo de ação violenta e homicídios. Toda forma de violência e assassinato não é, de forma alguma, justificável. Da mesma maneira, este Ministério repudia todo ato de intolerância religiosa.

A agência Amaq, órgão de propaganda do Estado Islâmico, produziu e divulgou nessa quinta-feira (26) um vídeo de 56 minutos, gravado “nas últimas semanas”, onde 11 homens cristãos são executados com o intuito de enviar “uma mensagem para os cristãos do mundo inteiro”.

A responsabilidade do ataque é de uma facção nigeriana do grupo jihadista Estado Islâmico, o Iswap. Segundo a mensagem divulgada, os cristãos foram executados para vingar a morte do líder do grupo, Abu Bakr al-Bagdhadi, e do seu porta-voz, Abul-Hasan Al-Muhajir, durante uma operação norte-americana na Síria em outubro de 2019.

Desde essa data, uma série de ataques têm ocorrido em todo o mundo. Na África, o grupo procura forçar conversões ao islamismo e executa quem se recusa. Os principais alvos têm sido as forças militares e as comunidades cristãs.

O secretário nacional da Proteção Global (SNPG), Sérgio Queiroz, expressou sua consternação diante do fato. "Esse triste evento ilustra a denúncia feita pelo Bispo de Truro, na páscoa do presente ano, ao Secretário Britânico do Exterior, de que o Cristianismo é hoje a religião mais perseguida do mundo. O fato de vivermos num país no qual há ampla liberdade de religião ou crença, e com maioria Cristã, coloca sobre nossos ombros a responsabilidade natural de contribuir com a defesa dessas liberdades globalmente e localmente. E esse é o nosso firme compromisso", afirmou.

Prestamos nossa solidariedade às famílias de cada cristão perseguido, torturado e assassinado por sua fé, bem como a todos aqueles que sofrem danos físicos, emocionais e materiais por motivo de crença. O MMFDH reafirma seu compromisso com a liberdade religiosa e o respeito às diferenças.

 

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