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Missão do CNDH vai para Goiás conhecer o trabalho de parteiras, benzedeiras e raizeiras

Publicado em 13/09/2018 09h58

No dia 17 de agosto, uma missão do Grupo de Trabalho dos Direitos dos Povos e Comunidades Tradicionais, da Comissão Permanente dos Direitos dos Povos Indígenas, dos Quilombolas, dos Povos e Comunidades Tradicionais, de Populações Afetadas por Grandes Empreendimentos e dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais Envolvidos em Conflitos Fundiários foi até a cidade de Santo Antônio do Descoberto, em Goiás, para conhecer o trabalho de benzedeiras, parteiras e raizeiras da região.

É a partir do trabalho dessas mulheres que muitas pessoas têm o primeiro acesso aos cuidados de saúde. Uma das reclamações que ficou latente durante a missão foi justamente sobre a invisibilidade dos seus trabalhos, das suas tradições, do papel que desempenham na sociedade.

Segundo o Conselheiro Paulo Maldos, a missão foi motivada para que o Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH) pudesse conhecer nos territórios como se expressa a sociodiversidade de comunidades tradicionais. “Foi interessante conhecer essa realidade, conhecer as relações que elas estabelecem com a sociedade local, a transmissão de conhecimento que elas fazem para manter a tradição e o reconhecimento que elas têm nos seus territórios. Ou seja, conhecer essas tradições que sobrevivem há tantos anos”.

As parteiras, especificamente, falaram sobre o desejo de terem seu trabalho reconhecido, de poderem acompanhar toda uma gestação, serem aceitas pela medicina e fazer o que sempre fizeram, mesmo antes de existir hospitais. Para Silvéria Santos, parteira e professora aposentada do Departamento de Enfermagem da UnB, "partejar é chegar pra mulher e dizer: eu acredito que você consegue parir".

O conselheiro Paulo Maldos falou ainda que a ida da Missão do CNDH à região foi muito importante no sentido de representar um reconhecimento desse trabalho. O Conselheiro reforçou a necessidade de se positivar essas profissões e do desafio posto para sociedade e para o Estado de preservar esses serviços e a identidade dessas comunidades.

A iniciativa faz parte de uma série missões que ocorrerão com povos e comunidades tradicionais do Brasil e que vão servir de base para a elaboração de um relatório sobre a realidade desses povos, as violações de direitos humanos que sofrem, podendo gerar recomendações aos órgãos públicos para melhoramento de suas atuações.

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