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Bate-papo com pesquisadores do INMA celebra Dia da Mata Atlântica

Canal do INMA no YouTube: www.youtube.com/InstitutoNacionalMataAtlantica 14h – Descobrindo a riqueza da fauna e flora da Mata AtlânticaAmélia Tuler João Victor Andrade de Lacerda 15h – Conhecendo as espécies ameaçadas da Mata Atlântica Flávia Chaves 15h30 – Planejando a restauração da Mata Atlântica Deyse A. dos Reis 16h – A história do […]
Publicado em 26/05/2021 00h00 Atualizado em 17/06/2021 16h28
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Reserva Biológica Santa Lúcia, no município de Santa Teresa - ES

Nesta quinta-feira, dia 27 de maio, é comemorado o Dia da Mata Atlântica. O Espírito Santo, que ocupa posição central no bioma, é a sede do Instituto Nacional da Mata Atlântica. Criado em 2014, o INMA tem atuação nacional, é vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), e fica em Santa Teresa/ES, numa das regiões de maior biodiversidade do país. Para celebrar a data, o INMA promove um bate-papo com seus cientistas, ao vivo, pelo YouTube, das 14h às 16h30.

Conhecer a diversidade de espécies da Mata Atlântica e monitorar seu estado de preservação estão entre os pilares da atuação do INMA. Com estas informações, é possível definir políticas públicas para garantir a conservação desse importante bioma, que abrange algumas das regiões mais populosas do Brasil.

Atualmente, estão em andamento no INMA sete projetos focados nesse objetivo. Os estudos envolvem fauna, flora e água, utilizando metodologias, abordagens e abrangências diferentes. Isso é feito com trabalho de campo, modelagens a partir de informações que compõem volumosos bancos de dados e coleções científicas de animais e vegetais, participação do público e organização de acervos históricos e bibliográficos.

Em campo, os pesquisadores vão em busca das espécies-alvo de seus projetos, observando sua dinâmica na natureza: a prevalência e o comportamento de plantas, insetos, aves, mamíferos, répteis e anfíbios nas unidades de conservação e fora delas. Usando dados disponíveis, podem mapear a existência das espécies e monitorar o aumento ou diminuição de suas populações, especialmente aquelas ameaçadas, bem como a continuidade ou não das funções dessas espécies na natureza.

Os estudos permitem ainda relacionar possíveis causas para alterações na dinâmica das espécies, como as mudanças climáticas, vetores de ameaça – biopirataria, ocupação do solo, queimadas, entre outros – ou até mesmo a propagação de vírus que podem provocar doenças, como a febre amarela em macacos. Pesquisas deste tipo contribuem para o entendimento sobre doenças que atingem gravemente os seres humanos e têm origem animal, como a covid-19, causada pelo novo coronavírus, comum em morcegos.

Além de coletar dados diretamente no campo, os estudos para a conservação da Mata Atlântica utilizam modelagens que permitem simular os impactos das mudanças climáticas nesse bioma. Essas pesquisas geram informações que podem subsidiar a definição de políticas públicas para a restauração e conservação da natureza, indicando espécies em risco, os fatores que levam a isso e as espécies mais adequadas para a recuperação dos diversos ecossistemas que integram o bioma Mata Atlântica. Seus resultados contribuem com a delimitação mais precisa da abrangência geográfica do bioma, pois avalia áreas de transição e regiões remanescentes ou desconectadas que precisam de atenção e devem ser indicadas para que virem unidades de conservação.

No INMA, o desenvolvimento da ciência tem a participação da sociedade. Em Santa Teresa, na região serrana do Espírito Santo, onde o Instituto está sediado, moradores são envolvidos no monitoramento da qualidade da água em rios do município, e na pesquisa sobre aves, répteis, anfíbios e bromélias. Por exemplo, eles coletam e analisam amostras de água, observam e relatam aos pesquisadores o avistamento de pássaros anilhados e a presença de rãs no interior das bromélias – ambos essenciais à sobrevivência do outro. Na chamada ciência cidadã, o público contribui com informações, ao mesmo tempo que se apropria do conhecimento sobre as áreas científicas em que colabora.

Além dos estudos diretamente com material biológico, a conservação da Mata Atlântica tem a contribuição dos arquivos históricos e da produção científica relacionada ao tema. Historiadores e profissionais de ciência da informação atuam na organização, análise e difusão da informação de arquivos primários – manuscritos, cadernetas de campo, cartas – e de bibliografia existente sobre a Mata Atlântica e conservação da natureza, dentro e fora do INMA, iniciando os alicerces para estruturar um centro nacional de documentação sobre a história e a conservação da Mata Atlântica.

Dia Nacional da Mata Atlântica

Bate-papo com cientistas do INMA

27 de maio

Canal do INMA no YouTube: www.youtube.com/InstitutoNacionalMataAtlantica

14h – Descobrindo a riqueza da fauna e flora da Mata Atlântica

Amélia Tuler

João Victor Andrade de Lacerda

15h – Conhecendo as espécies ameaçadas da Mata Atlântica

Flávia Chaves

15h30 – Planejando a restauração a Mata Atlântica

Deyse A. dos Reis

16h – A história do INMA e da conservação da Mata Atlântica

Alyne Gonçalves

Mediação: Alba Lívia Tallon Bozi e Laercio Ferracioli