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CETENE será o responsável pelo gerenciamento do projeto AgritechNE

Publicado em 10/02/2021 00h00 Atualizado em 04/05/2021 10h27
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O Centro de Tecnologias Estratégicas do Nordeste (CETENE), unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), coordenará o projeto piloto que irá fomentar o uso de tecnologias habilitadoras na fruticultura do Nordeste. Batizado de AgritechNE, o projeto é fruto do Termo de Execução Descentralizada Nº 116/2020, assinado entre o CETENE e o Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), com investimento de mais de R$ 1,3 milhão. A iniciativa vai mapear as necessidades dos produtores locais, promover capacitação sobre o uso das tecnologias da informação e comunicação (TIC), disponibilizar uma plataforma on-line para a promoção de negócios e fomentar a criação de startups agrícolas (agritechs) que trabalham com ferramentas voltadas para o aumento da produtividade dos fruticultores.

Em evento remoto realizado na última terça-feira (02/02), o Coordenador de Gestão Administrativa do CETENE, Jarley Nóbrega, apresentou ao grupo de instituições parceiras o conjunto de metas a serem cumpridas até 2023. O CETENE gerenciará os recursos aportados pelo MDR por meio da ação orçamentária de Estruturação e Dinamização de Atividades Produtivas – Rotas de Integração Nacional. O público alvo será o setor produtivo do agronegócio, técnicos, estudantes, institutos de ciência e tecnologia, empresas de extensão e órgãos estaduais e municipais. O Projeto AgritechNE integra as ações da Rota TIC, que tem o objetivo de apoiar a estruturação de polos de desenvolvimento regional associados ao setor de tecnologia da informação e comunicação como forma de alavancar o desenvolvimento de cadeias produtivas regionais. Quatro já estão em funcionamento: Mangue Digital, com abrangência na região metropolitana de Recife; Sertão Digital, para desenvolvimento da área de influência dos municípios de Petrolina e Juazeiro; Cerrado Digital, voltado para a região integrada de desenvolvimento do Distrito Federal e entorno; e Paraíba Digital, com abrangência nas regiões imediatas de João Pessoa, Itabaiana e Campina Grande.

Segundo o coordenador do projeto, Jarley Nóbrega, a região onde será implantado o piloto está em crescimento acelerado e tem grande potencial para a produção agroindustrial, mas que ainda carece de mais investimentos em tecnologia.

“É preciso fomentar um ecossistema de inovação robusto e agritechs capazes de lidar com as particularidades locais e gerar novas oportunidades de emprego, renda e desenvolvimento”, afirma Nóbrega.

De acordo com o especialista em Políticas Públicas e Gestão governamental do MDR, Vitarque Coêlho, desde 2019 o Ministério tem se aproximado do setor de TIC, enxergando a capacidade das tecnologias da informação e comunicação de acelerarem os demais setores, inclusive o agropecuário. “Esse é um projeto estratégico do MDR, o primeiro passo para integração do setor de TIC não apenas como uma ferramenta, mas como motor de desenvolvimento regional. A partir desse projeto, esperamos crescer as ações também para outros polos no Nordeste”.

Segundo o coordenador da Rota TIC do MDR, André Rafael, a ideia foi alavancar a área de TIC em setores e territórios que pudessem ter maior impacto regional, caso do Vale do São Francisco, que já conta com um ecossistema brotando para a inovação digital.

“Um dos resultados esperados do AgritechNE é justamente o aumento da produtividade local e posicionamento do Nordeste no mercado de startups e soluções para o agronegócio”, comenta. De acordo com dados do censo Radar Agritech, monitoramento realizado pela Embrapa em 2019, 90% das agritechs brasileiras estão localizadas na Região Sul e Sudeste. Somente 4% delas estão na Região Nordeste.

O coordenador do Polo Mangue Digital e Diretor de Ambientes de Inovação e Formação superior da SECTI-PE, Carmelo Bastos Filho, também acredita que o projeto contribuirá para o fortalecimento das conexões entre os ecossistemas de inovação dos polos do Mangue Digital e Sertão Digital, trazendo maior sinergia e apoio entre as instituições parceiras em um esforço conjunto para desenvolver essa rede de inovação.

Além do MDR e do CETENE, também integram o projeto a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), a Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária para o Semiárido (Embrapa Semiárido), a Universidade de Pernambuco (UPE), o IFPE Sertão, a Univasf e a Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação de Pernambuco (Secti-PE).

Papel do CETENE no projeto

Além da coordenação do projeto, o CETENE atuará na execução de duas metas específicas, que envolvem a construção da plataforma on-line para gestão das ações do AgritechNE e no desenvolvimento de um projeto piloto de pesquisa em nanotecnologia aplicada ao agronegócio. A primeira meta será executada por intermédio do Laboratório de Computação Científica – LACC. A segunda meta ficará a cargo da equipe do Laboratório de Pesquisa em Nanotecnologia – LANANO, sob a coordenação da Dra. Giovanna Machado.