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Mês Nacional da Ciência, Tecnologia e Inovações - MNCTI

Palestra da SNCT aborda Inteligência Artificial e engenharias

Para pesquisadora da USP, tecnologias como a IA e a internet das coisas são consideradas exponenciais e abrem novos horizontes para a tecnologia
Publicado em 18/10/2020 13h27 Atualizado em 18/10/2020 14h25

Em mais uma programação da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), neste sábado (17), a pesquisadora Roseli Lopes, da Universidade de São Paulo (USP), trouxe o tema “Inteligência Artificial e as engenharias”. A 17ª SNCT faz parte do Mês Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovações (MNCTI), instituído por decreto pelo presidente Jair Bolsonaro.

A pesquisadora falou a respeito da abrangência de setores onde a engenharia é necessária e como ela se envolve com a inteligência artificial. “Na engenharia a gente desenvolve processos e produtos. Então mesmo na área de medicina, a gente vai ter a engenharia da computação para desenvolver um software. A engenharia está envolvida em tudo o que diz respeito a desenvolver sistemas que utilizem técnicas de inteligência artificial”.

A ideia é que o avanço da tecnologia e o aumento da disponibilidade de dados tornaram possível o uso da Inteligência Artificial e a internet das coisas, consideradas tecnologias exponenciais, que abrem um grande horizonte de novas oportunidades e tecnologias.

“A gente tem na internet das coisas junto com os métodos e tecnologias da Inteligência Artificial as chamadas tecnologias habilitadoras e portadoras do futuro, tanto para avanço das empresas e países como as possibilidades de carreiras em ciência e tecnologia para profissionais de computação e engenharia e de outras áreas”.

A palestra também falou sobre o Centro Interdisciplinar de Tecnologias Interativas (CITI), da USP, que pesquisa as interações entre humanos e computadores e as tecnologias exponenciais. Segundo a pesquisadora, a instituição aposta na criação de soluções para um futuro onde as pessoas vão interagir com bilhões de dispositivos.

“Muitas das implementações que a gente vê hoje, a inteligência está centrada na nuvem, nas empresas com grande capacidade de processamento. Mas a gente está apostando em outro paradigma, que é o da borda, que traz um monte de dispositivos para aplicações diferentes em que esses hardwares já precisam ter a inteligência incorporada. Se a gente não for rápido nisso, a gente vai ter que comprar produtos com essa inteligência embarcada. É uma oportunidade que a gente não pode perder”.

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