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Ministro destaca importância de pesquisa na Antártica durante simpósio

Marcos Pontes participou, nesta sexta-feira, da abertura do 1º Simpósio Ciência Antártica, que apresentou programas e resultados de iniciativas na região
Publicado em 16/10/2020 17h06
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Foto: Neila Rocha - ASCOM/MCTI

O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes, destacou a importância do conhecimento produzido pela pesquisa científica na Antártica e nos Oceanos, nesta sexta-feira (16), durante a abertura do 1º Simpósio Ciência Antártica. O evento, promovido pelo MCTI de forma virtual, faz parte da programação do Mês Nacional da Ciência e Tecnologia.

“Todo esse conhecimento gerado tem sido importante em vários aspectos, principalmente quando for somado aos dados de meteorologia, da Amazônia e de outros biomas”, afirmou Marcos Pontes. Segundo ele, o MCTI desenvolve pesquisas na Antártica e nos oceanos por meio de vários programas e iniciativas, como o Programa Antártico Brasileiro (Proantar) e o Criosfera 1.

O ministro revelou que as informações científicas produzidas nessas diferentes regiões e biomas, juntamente com dados de clima, serão reunidas em um grande banco de dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Com isso, serão usados para fazer previsões e simulações de mudanças climáticas, com impactos positivos para o Brasil e outros países.

Durante o 1º Simpósio Ciência Antártica: “A Importância da Ciência para a Antártica: Desafios e perspectivas” foram apresentadas as principais linhas de ação do Programa Ciência Antártica (PC Antártica), do MCTI, e  os  resultados do Proantar para a comunidade científica e parceiros. O PC Antártica tem por objetivo desenvolver pesquisa de excelência sobre a região Antártica e suas conexões com o Oceano Atlântico e a América do Sul, assegurando a permanência do Brasil como membro consultivo do Tratado da Antártica.

O PC Antártica reúne seis grandes temas: o papel da criosfera no sistema terrestre e as interações com a América do Sul; biocomplexidade dos ecossistemas antárticos, suas conexões com a América do Sul e as mudanças climáticas; mudanças climáticas e o oceano austral; geodinâmica e história geológica da Antártica e suas relações com a América do Sul; dinâmica de alta atmosfera na Antártica, interações com o geoespaço e suas conexões com a América do Sul; e outras áreas de investigação, incluindo temas emergentes, como a área de Biologia Humana e Medicina Polar, além de pesquisa nas disciplinas das ciências sociais como arqueologia, sociologia da ciência, geografia política e relações internacionais.

Estação Antártica Comandante Ferraz

Na cerimônia de abertura do simpósio, o almirante Rocha Martins, representante da Marinha, destacou a atuação dos pesquisadores na região, na Estação Antártica Comandante Ferraz (EACF), por meio do Proantar. “Nossos pesquisadores são a razão de ser do nosso programa. Esse trabalho é que garante um lugar de destaque ao Brasil como membro consultivo no Tratado da Antártica”, afirmou.

Diretamente da Estação Antártica, o comandante Assis participou da abertura do evento. Ele lembrou a inauguração da nova Estação Antártica pelo governo brasileiro, em janeiro deste ano, com uma ampliação do tamanho, infraestrutura e logística. “Aqui tem tudo o que o Brasil pode oferecer de melhor como suporte a todos os pesquisadores”, afirmou. A Estação  Antártica ocupa uma área de aproximadamente 4.500 m², com 17 laboratórios projetados para atender as prioridades do Proantar para as atividades científicas.

A abertura do simpósio também contou com as participações do diretor de Ciências da Natureza do MCTI, Sávio Raeder, e do presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Evaldo Vilela.

A programação do Simpósio Ciência Antártica pode ser conferida em http://cienciaantartica.mcti.gov.br/acoes/i-simposio-ciencia-antartica/

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