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Mês Nacional da Ciência, Tecnologia e Inovações - MNCTI

“Sintetizar todos os estudos da Mata Atlântica em redes de pesquisa e divulgar esse conhecimento são nossos grandes desafios”, afirma diretor do INMA/MCTI

No comando do Instituto Nacional da Mata Atlântica, Sérgio Lucena participou de um bate papo e revelou outros obstáculos enfrentados pelo Instituto
Publicado em 27/10/2020 17h03 Atualizado em 18/06/2021 17h27
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Sintetizar todo o conhecimento que se tem sobre a Mata Atlântica por meio de redes de colaboração entre instituições de ensino e pesquisa e fazer com que todo este conhecimento chegue alcance dos formadores de política públicas e à sociedade. Estes são os principais desafios do Instituto Nacional da Mata Atlântica (INMA) unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI). Quem afirma isso é o diretor do Instituto, professor Sérgio Lucena que participou de um bate papo nessa segunda-feira (26) durante o Mês Nacional da Ciência, Tecnologia e Inovação (MNCTI) evento organizado pelo ministério para a promoção da ciência no país.

“Nós enxergamos o INMA como uma instituição capaz de trabalhar em rede, se articular com outras instituições especializadas em Mata Atlântica, para sintetizar esses conhecimentos, fazer a divulgação e a popularização da ciência relacionada ao bioma. Esse é um grande desafio porque a nossa missão é muito grande”, afirma Sérgio Lucena.

Apesar de avaliar o tamanho do desafio que comanda à frente do Instituto Lucena lamenta o tamanho da estrutura que segundo ele ainda é pequena. Lucena reconhece o momento econômico difícil que o país enfrenta, mas ressalta que o INMA precisa de uma equipe permanente de trabalho. “Não precisa ser uma equipe numerosa, mas sim uma equipe altamente qualificada, especialistas de diferentes áreas que possam produzir e sintetizar esse conhecimento. Queremos investir na nossa infraestrutura também que ainda é pequena. Precisamos dar passos importantes para atendermos adequadamente a missão que o Estado brasileiro nos confiou”, destacou Lucena.

Localizado no município e Santa Tereza (ES), o Instituto Nacional da Mata Atlântica recebe em média 80 mil visitas por ano, mas por conta da pandemia as visitas tiveram que ser suspensas. Apesar da alta procura de visitantes o diretor do INMA considera que a sociedade ainda não tem o conhecimento necessário sobre a importância da Mata Atlântica.

Para ele é necessário que se faça um amplo estudo de valorização dos serviços ecossistêmicos. E esse desafio faz parte da missão do INMA de mostrar à sociedade o conhecimento que se tem sobre o ecossistema da Mata Atlântica. “As pessoas precisam saber da importância deste bioma nas questões como o fornecimento de água de qualidade, o valor dele na polinização, proteção do solo, regulação climática. Isso tem um custo econômico e precisa ser apresentado à sociedade. Mas precisamos de biólogos, engenheiros florestais, economistas, físicos, com supercomputadores para que possamos modelar e divulgar todo esse conhecimento”, explicou.

Restauração da Mata Atlântica

O diretor do INMA destacou que outro grande desafio da sociedade é a restauração da Mata Atlântica. Lucena fez questão de ressaltar que esta não é uma missão do Instituto nem do MCTI, porém ele explicou qual o papel dos dois neste processo. “Temos a responsabilidade de desenvolvermos uma ciência que possa contribuir para a restauração deste bioma além de avaliar e monitorar os processos ligados a essa restauração”, finalizou.

Veja como foi o bate papo:

 

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