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Unidades de conservação recebem cadeiras adaptadas para trilhas

Publicado em 02/02/2021 15h04
Atleta paralímpica Andrea Pontes foi a primeira a usar as cadeiras Julietti (Foto: Bruno Bimbato)

Atleta paralímpica Andrea Pontes foi a primeira a usar as cadeiras Julietti (Foto: Bruno Bimbato)

 

Na manhã desta terça-feira (02), o Ministério do Meio Ambiente entregou cinco cadeiras adaptadas para trilhas. Conhecidas como cadeiras Julietti, os equipamentos permitem que pessoas com deficiência possam acessar trilhas anteriormente inacessíveis para cadeiras de rodas.

A entrega das cadeiras foi feita na Floresta Nacional de Brasília (DF) pelo Ministério do Meio Ambiente. Elas devem servir a visitantes da própria Floresta Nacional e também do Parque Nacional de Brasília. Além disso, mais 25 cadeiras devem ser entregues a outras unidades de conservação.

“As cadeiras serão entregues a todas as unidades que possuem potencial para o ecoturismo, em todas as cinco regiões brasileiras”, disse o ministro Ricardo Salles, que ressaltou que a iniciativa faz parte de um esforço do Ministério para promover o ecoturismo, assim como outras medidas, como as concessões. Salles ainda enfatizou que, a depender da demanda, o Ministério pode encomendar mais cadeiras. “Mas a ideia é que o acesso às cadeiras seja realizado de maneira simples e desburocratizada ao cidadão.”

A atleta paralímpica Andrea Pontes foi a primeira a inaugurar a Julietti na Trilha Jatobá. “Como as trilhas geralmente não possuem acesso às cadeiras de rodas, as pessoas com deficiência não costumam frequentar trilhas. Com as cadeiras Julietti, espero ver mais pessoas com deficiência na natureza, praticando esportes”, comemorou Andreia.

De acordo com o chefe da Flona, Major Mendes, as cadeiras devem estimular ainda mais a visita de pessoas com deficiência à unidade, que já recebe este público. Porém, com as cadeiras, todas as trilhas podem ser feitas e não somente as mais planas.

ACESSIBILIDADE

A Floresta Nacional de Brasília, junto a parceiros como o Cerrado Te Quero Bem, está trabalhando na estruturação da Trilha Murundus A ideia é tornar a trilha acessível não somente a pessoas com deficiência, mas também a deficientes visuais dos mais variados graus, idosos, crianças pequenas. Dentre os objetivos da estruturação estão a instalação de piso táteis, cordas guias, além do trabalho de interpretação ambiental. A Trilha Murundus dispõe de uma rica biodiversidade, com mais de cem espécies nativas do Cerrado, além de animais como tatu, antas e lobos-guarás.