Ponta Negra
Uma canoa de voga com quatro homens aportou na Ponta Negra, onde fundaram o vilarejo que hoje conhecemos.
Segundo os moradores locais, os nomes deles eram: Joaquim Costa, João Martim, Domingo Pedro e José Machado. Dona Erundina, uma das pessoas mais antigas da comunidade, diz que a vida era mais feliz no passado; todos eram muito saudáveis porque só se comia o que a terra produzia e o que o mar dava de peixe, e era uma abundância só.
Há trinta anos havia trinta casas; para ir até Paraty eram necessários três dias de viagem a pé passando pelo caxetal da várzea da caetana - e a viagem se resumia em comprar o estritamente necessário (sal, querosene, sabão, etc.).A compra era feita com dinheiro ou na troca do peixe seco que era levado até a cidade nas costas.
Hoje vivem na comunidade 35 famílias, totalizando 175 pessoas. Existem atualmente em torno de 100 casas, das quais a metade é usada no verão e feriados para aumentar a renda familiar através do aluguel. As atividades de camping não são incentivadas na Ponta Negra. Para chegar até lá, deve-se pegar uma trilha que leva aproximadamente 4 horas, ou barco na praia de Laranjeiras.