<T->
          LNGUA PORTUGUESA
          BEM-TE-LI -- 2 srie
          Ensino Fundamental
          
          Angiolina Bragana
          Isabella Carpaneda

Impresso em 3 partes
 na diagramao de 28 linhas por
34 caracteres, da 2a. edio,
So Paulo, 2005 da editora FTD.
          
          Terceira Parte

          Ministrio da Educao
          Instituto Benjamin Constant
          Av. Pasteur, 350-368 -- Urca
          22290-240 Rio de Janeiro 
          RJ -- Brasil
          Tel.: (21) 3478-4400
          Fax (21) 3478-4444
          E-mail: ~,ibc@ibc.gov.br~, 
          -- 2007 --

<P>
          (C) Copyright Angiolina 
          Domanico Bragana e Isabella 
          Pessoa de Melo Carpaneda, 2005

          ISBN 85-322-5508-6

          Editora: Maria Ceclia Mendes de Almeida
          Editora assistente: Helena de Brito
          Coordenao: Snia Oddi

          Todos os direitos de edio 
          reservados  EDITORA FTD S.A.

          Matriz: Rua Rui Barbosa, 156 (Bela Vista) So Paulo -- SP
          CEP 01326-010 
          Tel. (11) 3253-5011
          Fax (11) 3284-8500 r. 243
          Internet: ~,http:www.ftd.com.br~,
          E-mail: ~,portugues@ftd.com.br~,
<F->
<P>
                               I
Sumrio

Terceira Parte

Unidade 9

Leitura 1: Arte na
  casa :::::::::::::::::::::: 220
Produo ::::::::::::::::::: 229
Leitura 2: Anjinho ::::::: 231
Gramtica: Verbo :::::::::: 233
Ortografia: Palavras com
  *ce, ci* e *se, si* ::::::: 239

Unidade 10 

Leitura 1: Capa de
  livro ::::::::::::::::::::: 241
Leitura 2: Vestidinho
  Vermelho ::::::::::::::::: 243
Ortografia: Palavras com
  *s* e *z* entre vogais :::: 254
Leitura 3: Magali em
  Chapeuzinho Vermelho :::: 258
Gramtica: Verbo :::::::::: 263
Produo ::::::::::::::::::: 265
<P>
Unidade 11

Leitura 1: A vez do
  papagaio :::::::::::::::::: 270
Produo ::::::::::::::::::: 279
Ortografia: Palavras
  com *x* ::::::::::::::::::: 286
Gramtica: Verbo :::::::::: 288
Leitura 2: Etiqueta na
  prtica ::::::::::::::::::: 291
Produo ::::::::::::::::::: 296

Unidade 12

Leitura 1: Como contar
  crocodilos :::::::::::::::: 300
Leitura 2: Macaco
  sabido :::::::::::::::::::: 312
Produo ::::::::::::::::::: 320
Ortografia: Palavras
  terminadas em *r + am*
  e *r + o* :::::::::::::::: 322
<F+>
<155>
<Tbem-te-li 2 srie>
<T+219>
Unidade 9

Antes da leitura

  Observe as cenas descritas a seguir.

<R+>
_`[1: Um menino pinta uma tela;
  2: outro menino desenha bonecos na parede_`]
<R->

  Responda oralmente.
  Em qual das cenas a personagem 
est fazendo arte? Justifique a 
sua resposta.
  Na sua opinio, o menino da cena 
2  arteiro ou artista? Por qu?

  Agora explique o que  
fazer arte.

  A histria que voc vai ler 
chama-se Arte na casa e a 
personagem
principal  Uno, um cachorro.
<P>
  Converse com seus colegas sobre 
que arte um cachorro pode fazer.
<R->

<156>
Leitura 1

Arte na casa

  Certo domingo, meus donos saram e eu passeava 
distraidamente no jardim, quando vi que tinham esquecido uma 
janela aberta. (...) Ento decidi:
  -- Vou entrar. (...) Quero ver tudo l dentro!
  Dei um salto como s os *huskies* siberianos sabem dar. 
Aterrissei no cho de um quarto. Vi a enorme cama de casal com uma 
colcha felpuda. Me atirei sobre ela, me enrolei todo na colcha. 
Mas era muito quente. Sa para um corredor, fui at a sala, subi no 
sof. Percebi nesse instante que minhas patas estavam sujas de 
barro, pois fui deixando marcas por todo o estofado.
  Acho que no vo gostar!, refleti.
  Tarde demais: o tecido j estava todo marcado. Pensando 
bem, do meu ponto de vista, a marca de minhas patas at que 
havia deixado o estofado muito bonito. Um luxo! Quem sabe me 
agradeceriam pela idia. Foi a que decidi arrumar a casa toda. 
No viviam reclamando da baguna? Talvez eu pudesse mostrar minha 
utilidade, redecorando todo o interior da casa. (...)
<157>
  Era preciso ser rpido, pois podiam voltar antes que tudo 
estivesse terminado. Passeei com minhas patas por todo o estofado, 
formando um lindo desenho circular. Entrei em um outro 
quarto, com uma cama pequena e uma colcha cor-de-rosa. Era o da 
Renata. Olhei em torno: como poderia deix-lo mais bonito? Vi, 
numa mesa, um bloco de papel, pincis e uns potes de vidro com 
tinta colorida. Imediatamente tive uma linda idia. Coloquei as 
duas patas dianteiras sobre a mesa e, com a boca, agarrei um 
dos potes. Estava com tampa, mas era de plstico, e mordi at que 
a tinta espirrou, sujando meu focinho. Caminhei por todo o 
quarto, com o pote na boca, espalhando a tinta. Depois fiz o 
mesmo com mais potes. No final, o quarto parecia um
arco-ris, com todas as cores espalhadas na parede, na colcha, 
no armrio, nas bonecas e at numas roupas que estavam em cima 
da cadeira. Nunca me senti to orgulhoso!
<158>
  Ela deve estar farta desse quarto todo cor-de-rosa, pensei. 
Vai me agradecer.
  Encontrei, ento, o quarto do Fabrcio. Era azul, com uma 
colcha estampada.  primeira vista no havia nada que eu 
pudesse usar para melhorar o visual. Mas a percebi um buraco 
numa almofada que estava sobre a cama. Atravs da costura solta, 
vi que a almofada era forrada com milhares de floquinhos de espuma, 
bem coloridos. No tive dvida. Agarrei a almofada com meus 
dentes fortes e sacudi at rasgar. Depois abanei a cabea 
para todo lado, e o quarto ficou lindo, lindo, com os floquinhos 
espalhados como neve!
  Corri de volta at o quarto do casal, para terminar tudo antes 
que voltassem. Olhei em torno! Nada. Mas do quarto saa um 
banheiro. Entrei, procurei e avistei um tubo. Eu conhecia 
aquilo l, pois j tinha visto, pela janela, meu dono us-lo 
muitas vezes. Era creme de barbear! Peguei o tubo entre os 
dentes e mordi. Saiu uma nuvem branquinha. Espalhei a nuvem por 
todas as coisas: paredes, colcha, tapete.
  Mal terminei, ouvi o som do carro chegando. Eu estava to 
orgulhoso que resolvi esper-los deitado na cama, enrolado em meu 
prprio corpo, como um prncipe. J imaginava os aplausos:
<P>
  Que bonito!
  Obrigado, Uno, obrigado!

<R+>
 Walcyr Carrasco. *Mordidas que 
podem ser beijos*. So Paulo,
Moderna, 1997.
<R->
 
*Walcyr Carrasco*

  Walcyr  paulista. Aos 17 anos, publicou seu primeiro trabalho: 
uma crnica no jornalzinho da igreja. Desde ento, no parou 
mais. Escreveu desde livros at peas de teatro.
  Seu jeito gostoso de contar histrias cativa crianas e 
adultos. Entre seus principais livros infantis esto *Cad o 
super-heri?, Meu encontro com Papai Noel, Balana corao* e *Meu 
primeiro beijo*.

<159>
Explorao oral

<R+>
1 Conte com suas palavras a histria Arte na casa.
<P>
 2 O ttulo Arte na casa tem duplo sentido. Sob o ponto de vista de Uno, o que significa arte? E sob o ponto de vista dos donos da casa?
 3 Na sua opinio, foi essa a inteno do autor ao dar o ttulo ao texto?
 4 Onde se passa a histria?
 5 Seu professor vai reler o sexto pargrafo. Feche os olhos e oua com ateno.
<R->
  O autor descreveu passo a passo o que Uno fez, dando vida s aes da personagem. Por que voc acha que ele escolheu escrever dessa maneira?

Explorao escrita

<R+>
1. Responda.
 a) Quem est narrando a histria?
 b) Na sua opinio, por que o autor preferiu narrar a 
histria por meio dessa personagem?

<160>
2. Crie ttulos para: 
 a) o sexto pargrafo
 b) o nono pargrafo
<R->

  Seu professor vai eleger alguns alunos para lerem os ttulos criados.

3. Leia e responda.

  Corri de volta at o quarto do 
casal, para terminar tudo antes 
que voltassem. Olhei em torno! 
*Nada*. Mas do quarto saa um 
banheiro. Entrei, procurei e 
avistei um tubo.

<R+>
O que quer dizer a palavra *nada*?

4. Responda.
 a) Como Uno imagina que a 
histria vai terminar?
 b) E para voc, o que vai 
acontecer no final?
<R->
<P>
A palavra e o contexto

1. Leia.

  Dei um salto como s os 
*huskies* siberianos sabem dar. 
*Aterrissei* no cho de um quarto.

  Escreva e leia para seus 
colegas nomes de veculos que 
aterrissam.

2. Leia.

  ... subi no sof. Percebi 
nesse instante que minhas patas 
estavam sujas de barro, pois fui 
deixando marcas por todo o 
estofado.

<161>
<R+>
  Responda.
 Para evitar a repetio de 
palavras na produo desse 
trecho, que palavras sinnimas o 
autor usou?
<R->
<P> 
3. Leia.

  A casa foi *decorada novamente*, 
isto , ela foi *redecorada*.

  Agora, reescreva as frases 
abaixo completando-as.
<R+>
 a) As histrias foram lidas novamente com entusiasmo, isto , elas foram ''''' com entusiasmo.
 b) Joana vai fazer novamente a pintura, isto , ela vai ''''' a pintura.
   
4. Copie as frases substituindo as palavras em destaque por outras de igual significado.
 a) No meu *ponto de vista*, as marcas deixaram o sof bonito.
 b) Olhei *em torno*.

Leitura ouvida

1. Voc certamente ficou curioso para saber o que aconteceu quando os donos de Uno 
chegaram, no  mesmo? Ento, seu profes-
<P>
  sor vai ler mais um trecho da histria.
 2. Converse com seus colegas se a reao da famlia foi ou no a esperada por voc.

<162>
Produo

1. Leia a faixa. Ela faz parte 
da histria de Uno.
<R->

  "Procura-se cachorro husky 
siberiano, plo cor de mel, olhos 
1 de cada cor. Gratifica-se muito 
bem quem encontrar. Criana 
doente de tristeza."

<R+>
2. Imagine o motivo do sumio do cachorro e escreva a histria. Por fim, todas as redaes sero expostas no mural 
da classe. Se quiserem, elejam as mais interessantes.
 Para produzir seu texto, proceda da seguinte forma:
<P>
 Faa primeiro um rascunho.
 Leia a sua redao para verificar se:
 a) falou das razes do desaparecimento de Uno.
 b) seu texto tem uma seqncia de fatos.
 c) esses fatos levam a um final, ou seja, se Uno voltou ou no para casa.
<R->

<R+>
3. Releia seu texto, agora para observar se:
 a) empregou a pontuao correta de acordo com a entonao e o 
sentimento que desejou expressar em cada frase.
 b) usou dois-pontos e travesso em dilogos.
 c) separou corretamente as palavras nos finais das linhas.
 d) fez uso de pargrafos.
 e) escreveu o ttulo.
<R->

  Passe sua histria a limpo.
<163>
<P>
Leitura 2
  
  Observe a descrio da cena e responda s 
perguntas que seu professor ir 
fazer.
  
Anjinho

<R+>
_`[A cena mostra um menino bem pequeno e um cachorro ambos
sujos de barro. O menino, perto de uma banheira, segura, nas
mos ensaboadas, uma escova. O cachorro est deitado no tapete.
H marcas de sujeira por todo o ambiente: portas, cho e toalhas_`]
<R->
<164>

Leitura comparada

  Observe as semelhanas e as 
diferenas entre os textos Arte 
na casa e Anjinho.
  Converse com seu professor e 
colegas para descobrir a quais 
textos se referem estes itens. 
<P>
Mas, ateno! Alguns fazem parte 
dos dois textos.
<R+>
 a) Tem baguna e sujeira como tema.
 b) As aes se passam dentro de casa.
 c)  um texto que conta uma histria com palavras.
 d) Tem cachorro como personagem.
 e) Tem a inteno de divertir.
 f) A imagem compe a cena e o leitor cria palavras para defini-la.
 g) Usa as palavras para o leitor criar a imagem.
 h) O cachorro  o nico responsvel pela sujeira.
 i) O cachorro tem parceria para fazer a sujeira.
 j) A sujeira do banheiro foi feita com barro.
 l) A sujeira do banheiro foi feita com creme de barbear.
<R->

  Agora, copie somente os itens relacionados com o texto Anjinho.

Dicas de leitura

<R+>
 O cachorrinho Samba
 Maria Jos Dupr -- Editora tica
 Alvinho, o edifcio City of 
Taubat e o cachorro Wenceslau
 Ruth Rocha -- Editora FTD
 Buscap
 Pedro Bandeira -- Editora Moderna
<R->
<165>

Gramtica

1. Leia.

O cachorrinho

<F->
Cachorrinho bonito
de rabo curtinho
de plo sedoso
de lngua molhada
que ''''' meu dedo
que ''''' na rua
que ''''' na grama
que ''''' na poa
e sai todo sujo.
Cachorro bonito
de rabo abanando
voc quer ser meu?
<F+>
 
<R+>
 Pedro Bandeira. *Por enquanto eu 
sou pequeno*. So Paulo, Moderna, 
1994.
<R->

  Certamente voc sentiu estranheza 
ao ler o poema, pois nele faltam 
palavras. Descubra que palavras 
poderiam complet-lo e 
reescreva-o.
  Seu professor vai pedir a alguns 
alunos que leiam o texto completo.

<F->
!::::::::::::::::::::::::::::::::
l    As palavras que voc usou  _
l  para completar o poema so    _
l  chamadas de *verbos*.         _
h::::::::::::::::::::::::::::::::j
<F+>

<166>
2. Leia. 
  
  Na hora de dormir, gosto de ir 
pra cama da v.  um lugar 
quen-
<P>
tinho e macio -- parece o colo dela.
  Escolho uma pilha de livros bem 
grande. Minha av  contadeira de 
histrias. De histrias de livro 
e histrias de boca, que ela vai 
inventando na hora.
  
<R+>
 Marina Martinez. *Casa de v  
sempre domingo*. Rio de Janeiro, 
Nova Fronteira, 1986.
<R->

<R+>
  Responda oralmente.
 Esse texto passa a idia de fatos 
que:
 j aconteceram?
 ainda iro acontecer?
 esto acontecendo?
<R->

3. Leia e copie.

  Na hora de dormir, gostava de 
ir pra cama da v. Era um lugar 
quentinho e macio -- parecia o 
colo dela.
  Escolhia uma pilha de livros 
bem grande. Minha av era 
contadeira de histrias. De 
histrias de livro e histrias de 
boca, que ela ia inventando na 
hora.

  Responda.
<R+>
 E agora, o texto passa a idia de 
que os fatos aconteceram em que 
tempo?
<R->
 
  Ento, copie as palavras que foram alteradas e mudaram a idia de tempo do texto.

<F->
!::::::::::::::::::::::::::::::::
l    As palavras que indicam    _
l  fatos e se modificam para     _
l  dar idia de tempo presen-    _
l  te, passado e futuro so      _
l  chamadas de *verbos*.         _
h::::::::::::::::::::::::::::::::j
<F+>
  
<167>
4. Leia.

Vassoural

<R+>
 A bruxa tem um jardim
 plantadinho de vassouras.
 Quando as vassouras se esticam,
 amarelam, bem maduras,
 elas se largam do cho
 e voam pra noite escura.

 Sylvia Orthof. *A poesia  uma 
pulga*. So Paulo, Atual, 1991.

  Reescreva o texto nos tempos:
 a) passado
 b) futuro

5. Leia e reescreva o texto a 
seguir passando a idia de tempo 
presente.
<R->

  Era um caracol bem caracol: duro, covarde, enrolado, fraco e tmido. Era um besouro bem besouro: corajoso, extrovertido, forte e atirado. Quando vinha a tempestade, o besouro, com seu escudo preto, saa voando na chuva e nem se molhava. O caracol se enrolava
<P>
todo dentro de sua casinha e de l no saa nem para comer mosquito.

<R+>
 Dilia Frate. *Histrias para 
acordar*.
So Paulo, Companhia das 
Letrinhas, 1998.
<R->
 
<168>
Expresso oral

<R+>
1. Leia e responda oralmente s perguntas do seu professor.

_`[Cartaz com alguns gatos e ces e o texto: "Vacine seu melhor
amigo"_`]

Legenda: A melhor forma de evitar a raiva  vacinar seu co e gato todo ano. Procure 
os postos de vacinao. A vacina  grtis.

2. Imagine que voc  proprietrio de um carro de som e foi contratado por uma secretaria 
de sade para informar  populao sobre a importncia de vacinar ces e gatos.
Seu professor vai explicar a atividade, que ser realizada em grupo de 4 a 6 participantes.
<R->

<169>
Ortografia

  Existem palavras que se originam de outra.
<F->
 Veja:
*cent*o
<F+>
  *cent*metro
  *cent*enrio  
  *cent*ena
  *cent*opia
  *cent*avo

  Encontre e copie quatro famlias de palavras que esto misturadas abaixo. Uma pista: cada famlia est composta de quatro palavras.
<P>
<F->
cinema        _    cidadezinha
semente       _    semear
cidade        _    cine  
sinal         _    semeadura
sementeira    _    cineasta
sinalizar     _    cidadania
cidado       _    sinaleiro  
cineminha     _    sinalizao
<F+>

  Responda oralmente.
<R+>
 Observando as letras *s* e *c* das palavras de origem e de suas 
derivadas, a que concluso voc chegou? Seu professor vai registrar a resposta na lousa. Copie-a.
<R->

               oooooooooooo
<170>
<p>
Unidade 10

Antes da leitura

  H muito, muito tempo, as 
histrias eram contadas em volta 
do fogo nas horas de descanso. 
Cada um tinha um jeito diferente 
de contar as mesmas histrias. 
Muito tempo depois, as histrias 
foram escritas e organizadas em 
livros. Mas as pessoas 
continuaram contando as mesmas 
histrias de jeitos diferentes.

<R+>
  Responda oralmente.
 a) Voc gosta de ouvir histrias?
 b) Na sua famlia, existe algum 
que gosta de contar histrias?
 c) Que histrias voc conhece?
<R->

<171>
Leitura 1

<R+>
_`[Uma ilustrao mostra Chapeuzinho Vermelho, alegre e 
despreocupada, caminhando por uma floresta e, um lobo, com
expresso feroz, escondido atrs de uma rvore. Acima e abaixo 
da ilustrao est escrito: Contos de sempre -- Chapeuzinho
Vermelho"
  Adaptao de texto: Eunice Braido
  Ilustraes: Mrio Matoso e Rosinaldo JL
  Editora FTD_`]
<R->

<172>
Explorao oral

  Voc conhece a histria de 
Chapeuzinho Vermelho? Voc e seus 
colegas vo relembr-la.

Explorao escrita

  Observe a ilustrao, troque 
idias com seu professor e seus 
colegas e responda no seu caderno.
<R+>
 a) Como se chama essa parte do livro?
 b) Como voc chegou a essa concluso?
<P>
 c) A que parte da histria ela se refere?
 d) Na sua opinio, pelas expresses das personagens, como o ilustrador quis que elas parecessem?
 Chapeuzinho Vermelho '''''
 Lobo '''''
 e) Por que voc acha que o nome da coleo  *Contos de sempre*?
 f) Na sua opinio, a capa  importante para um livro? Justifique a sua resposta.
<R->
  
<173>
Leitura 2

Vestidinho Vermelho

  Vestidinho ia pedalando, enquanto cantava:
  
 *Pela estrada afora,
 eu vou depressinha
 com um monto de doces
 para a vovozinha*.
<P>
   
  Nisso, um enorme Lobo Mau pulou na sua frente:
  -- Ol! Lindo dia para um passeio, no?
  -- Que passeio, que nada! -- respondeu ela. -- Estou levando esta cesta de doces pra minha av.
  -- Humm... E ser que eu posso experimentar unzinho? -- perguntou o lobo lambendo os beios. -- Sabe como , a vida no campo abre o apetite!
  -- Sinto muito. Li numa revista que acar no faz bem para os animais. Tchauzinho!
  Mal Vestidinho virou as costas, o lobo disparou para a casa da vov.
  L chegando, ele deu duas batidinhas de leve na porta e afinou a voz:
  -- Sou eu, vov! Vestidinho Vermelho!
<174>
  A vov, que no era boba nem nada, deu uma espiada pelo olho mgico e tratou de fugir pela porta dos fundos. Como ningum veio atend-lo, o Lobo Mau perdeu a pacincia e foi entrando sem pedir licena. Quando viu a casa vazia, ficou louco da vida:
  -- A velhota escapou, mas aquela garotinha vai ter uma bela surpresa! -- pensava ele enquanto se metia na cama usando a camisola, a touca e os culos da vov.
  Pouco tempo depois, chegou Vestidinho Vermelho. Do porto, ela ouviu os roncs do lobo, que tinha cado no sono.
  -- Nossa! Pelo barulho, a vov deve ter esquecido o liquidificador ligado!
  Ela chamou e nada de o folgado acordar. Ento deu um leve chacoalho na cama. O lobo levou um susto to grande que quase foi parar no lustre.
  -- Isso so modos de acordar uma pobre velha doente? -- gemeu ele.
  -- Desculpe, vov! Mame mandou uma cesta cheia de doces deliciosos!
<P>
  -- Aproxime-se, meu anjo! -- disse o fingido.
  Vestidinho Vermelho chegou mais perto:
  -- Nossa, vov! Que unhas compridas! Est precisando cortar!
  --  que a manicure da floresta ganhou na loteria e se mandou pra Miami, netinha querida!
  -- E por que estes olhos to arregalados?
  -- Ora, ora... So as minhas lentes de contato azuis, meu amor!
  -- Gozado! Parece que as suas orelhas esto mais compridas, vov!
  -- Ai... Que menina chata! -- pensou o lobo sem se dar ao trabalho de responder  Vestidinho.
  -- E os seus dentes? Por que so to grandes?
  O lobo, cansado de papo-furado, caiu na risada:
  -- H, h, h... Olha s quem fala!
  A alegria do lobo durou s at ele ser atingido por uma coelhada 
<P>
no meio do focinho. Nesse momento, chegaram a vov e o caador:
  -- Voc est bem, Vestidinho? -- perguntou a velhinha aflita.
<175>
  -- Tudo certo, vov! Esse bobo tentou me enganar e ainda me chamou de dentua!
  (...)
  -- Vou denunciar todos vocs para a Sociedade Protetora dos Animais! Onde j se viu bater num 
animal em extino?!
  -- Que histria  essa, seu monstro peludo? -- perguntou Vestidinho Vermelho. -- Os Lobos Maus no esto em extino!
  -- Mas, do jeito que a coisa vai,  s uma questo de tempo! Veja s o caso do meu primo, o lobo-guar, que mora no Brasil...
  -- Chuif! -- soluou Vestidinho, comovida.
  O Lobo Mau aproveitou para dramatizar mais um pouco:
  -- E tudo isso s porque eu sou um lobo faminto que queria comer alguns docinhos!
  -- Por que que no disse logo? -- perguntou a vov. -- Pode levar a cesta inteira! Estou fazendo 
dieta. Na minha idade, a gente tem que se cuidar pra no perder a forma!
  Assim, o lobo voltou pra floresta com a cesta cheia de doces e todos foram felizes para sempre.

<R+>
 Mauricio de Sousa. *Manual de 
brincadeiras da Mnica*. So 
Paulo, Globo, 1996.
<R->

*Mauricio de Sousa*

  Quem no conhece a Mnica, o Cebolinha, o Casco, a Magali, o Chico Bento e tantas outras
personagens de Mauricio de Sousa? Desde pequeno, esse fantstico criador de histrias em
quadrinhos enchia pginas de seus cadernos escolares com seus rabiscos e bonecos. Foi em
1959 que seus desenhos saram de seus cadernos e foram parar nas mos de todas as crianas, que
com os olhinhos atentos comearam a se divertir com as aventuras de Bidu e Franjinha. Logo em
seguida, vieram as outras personagens, mas a mais famosa  a "dentua", "gorducha" 
e "enfezada" Mnica.

<176>
Explorao oral

<R+>
 1 Na sua opinio, a histria de Vestidinho Vermelho  moderna ou antiga? Por qu?
 2 Como ficou Vestidinho Vermelho ao topar com o lobo, na floresta?
 3 Quais so as diferenas entre as personagens das histrias "Vestidinho Vermelho" e "Chapeuzinho Vermelho"?

 4 Ao escrever o texto, Mauricio de Sousa usou palavras e expresses prprias da fala. Veja.
<R->

<R+>
Veja como o autor escreveu e como poderia ter escrito.
<R->
<P>
<R+>
 "A vov, que no era boba nem nada, deu uma espiada pelo olho mgico..."
<R->
  A vov, que era esperta, olhou pelo olho mgico.
<R+>
 "... ficou louco da vida."
<R->
  ... ficou com muita raiva.
<R+>
 "O lobo, cansado de papo-furado, caiu na risada:"
<R->
  O lobo, cansado daquela conversa sem importncia, deu uma gargalhada.

  Na sua opinio, qual foi a inteno do autor ao escrever o texto dessa maneira?

<177>
Explorao escrita

<R+>
1. Leia e responda.
 a) "A velhota escapou, mas aquela garotinha vai ter uma *bela surpresa*!"
<R->

  O que o lobo quis dizer com
 isso?
<P>
<R+>
 b) "Ento deu um LEVE chacoalho na cama."
<R->

  Por que o autor usou letras maisculas para escrever a palavra *leve*?

<R+>
2. Escreva um fato da histria "Vestidinho Vermelho" que no acontece na histria "Chapeuzinho Vermelho".
 
3. Responda.
 a) Na sua opinio, quando Vestidinho Vermelho acertou o lobo com uma coelhada, ela j sabia
que ele no era a sua av? Justifique a sua resposta.
<178>
 b) "O lobo levou um susto to grande que quase foi parar no lustre."
<R->
  O autor poderia ter escrito:
  O lobo levou um susto to grande que pulou na cama.
  Nesse caso, a idia seria a mesma. Mas que tom ele quis dar ao escrever dessa forma?
<R+>
 c) Por que voc acha que Vestidinho Vermelho disse que os lobos maus no esto em extino?
 d) Qual  a semelhana da personagem abaixo com Vestidinho Vermelho?

_`[Ilustrao mostrando uma menina dentua, de vestido vermelho,
segurando um coelhinho de pelcia_`]

Mauricio de Sousa. *Mnica*, n.o 64. So Paulo, Globo.
<R->

<179>
A palavra e o contexto

1. Leia e responda.

  "A vov, que no era boba nem nada, deu uma espiada pelo *olho mgico*..."

<R+>
 A porta da sua casa tem *olho mgico*? Voc costuma olhar por ele antes de abrir a porta? Por qu?
 
2. Leia e escreva o significado da palavra *folgada*.

 A -- Cad a *folgada* da minha irm? Ela pegou a minha bermuda novinha.
 B -- Calma! Ela est aqui. Bem que eu queria usar, mais ficou muito *folgada*. 
 
  Responda.
 No texto, a palavra *folgado* foi usada com o mesmo sentido do quadro *A* ou do quadro *B*?

<180>
3. Copie as frases que tm o mesmo significado.
 Vou denunciar todos vocs para a Sociedade Protetora dos Animais.
 Vou delatar todos vocs para a Sociedade Protetora dos Animais.
 Vou mostrar todos vocs para a Sociedade Protetora dos Animais.
<P>
4. Copie do texto a frase com o mesmo sentido da frase abaixo.
<R->

  Perguntou o lobo com gua na boca.

  Escreva o que deixa voc *lambendo os beios*.
  Agora, converse com seus colegas sobre o significado destas outras expresses. Registre.
<R+>
 custar os olhos da cara
 pagar o pato
 dar o cano
 tomar ch de cadeira
 ficar com o p atrs
 picar a mula

<181>
Ortografia

1. Leia. Depois copie as falas escolhendo entre as palavras abaixo as rimas para as quadrinhas. No se esquea de usar o travesso.

_`[Maluquinho e sua namorada representam a pea Romeu e Julieta:
  Oh, Julieta! 
  Que beleza a sua!
  Tem o brilho do Sol!
  E o mistrio da...!"
  Obrigada, Maluquinho!
  Lindo elogio o seu!
  S peo que me desculpe,
  eu j tenho o meu...!_`]

 Ziraldo. *Revista do Menino Maluquinho*, n. 2. So Paulo, Abril Jovem, 1994.
<R->

 abbora -- lua -- castelo --
  gatinho

  Agora faa frases rimando as palavras *princesa* e *beleza*.

<R+>
2. Copie as palavras abaixo e destaque as letras que representam o som de *z*.
 princesa  dezembro  paraso  asa  azedo  usina  batizado  uso
<R->
<P>
  Agora, observe as letras que vm imediatamente antes e depois do *s* e do *z*, nas palavras.
  Troque idias com seu professor e seus colegas e descubra por que, nesses casos, o *s* tem som de 
*z*. Registre a concluso.

<182>
3. Leia o quadro abaixo.

<F->
Substantivo  _  Adjetivo
cccccccccccccccccccccccccc
bondade       _  bond*oso*
charme        _  charm*oso*
gosto         _  gost*oso*
<F+>

  Agora, seu professor vai marcar cinco minutos para voc escrever adjetivos 
terminados em *oso* ou *osa*. Ser vencedor aquele que escrever o maior nmero.

4. Escreva o nome dos numerais.
<F->
a) 11
b) 12
c) 13 
d) 14
e) 15
f) 16 
g) 17
h) 18
i) 19 
<F+>

  Qual  a consoante comum em 
todos esses numerais?

<R+>
5. Escreva o diminutivo das palavras.
<F->
a) mesa 
b) amor 
c) casa 
d) jornal 
e) blusa
f) chapu 
<F+>
<R->

  Escreva a que concluso voc chegou sobre o uso das letras *s* e *z* nos diminutivos.

<R+>
6. Pesquise palavras com *z* e *s* entre vogais e faa frases. Veja o exemplo.
<R->
  O *sorriso* da Cludia  lindo. 
  Hoje o dia est uma *beleza*!

<183>
Leitura 3

<R+>
Magali em Chapeuzinho Vermelho

_`[Histria apresentada em 17 quadros:
<R->
  1: -- Chapeuzinho! Voc pode levar estes doces para a vovozinha?
  -- Claro, me!
  2: -- Mas voc j sabe, n? No preciso repetir!
  -- Sei, sim, me!
  3: --  pra tomar muito cuidado na floresta, certo?
  -- Certo!
  4: -- "Pela floresta afora..." -- a menina se afasta cantando.
  -- Tomara que ela no encontre... Bem, nem  bom pensar nisso! -- reflete sua me, preocupada.
  5: Na floresta, o lobo espia Chapeuzinho que segue cantando: 
  -- "... eu vou bem sozinha..."
  6, 7, 8: O lobo se aproxima e puxa conversa com Chapeuzinho:
  -- Ol, garotinha!
  -- O-Ol!
  -- Passeando?
  -- No, estou indo levar esta cesta de doces pra minha v!
  -- Voc no sabe que h uma criatura muito perigosa na floresta?  
  -- Sei, sim! Por isso  melhor me apressar! Tchau!
  9, 10, 11: O lobo sorrateiramente segue a menina que segue seu caminho cantando despreocupada.
  12, 13, 14, 15: De repente, Chapeuzinho pra assustada:
  -- Epa! Puxa, que olhos grandes voc tem! 
  --  pra olhar!
  -- E que nariz grande voc tem! 
  --  pra cheirar!
  -- E a boca, ento?  enorme!
  --  pra comer!
  16: Nesse instante, o lobo chega afobado e fala:
  -- Corre, Chapeuzinho... 
<P>
  17: Segurando a menina pela mo, o lobo sai correndo enquanto completa:
  -- ... seno a Magali come todos os doces da sua av!
  Seguindo os dois aparece Magali, com expresso gulosa_`]

<R+>
 Mauricio de Sousa. *Magali*, n.o 
205. So Paulo, Globo.
<R->

<186>
Explorao escrita

1. Responda.
<R+>
 Pelas expresses e pelas falas 
nos quadros 12, 
13, 14 e 15, quem voc pensou
que Chapeuzinho tinha visto?
 2. Se essa histria tivesse mais 
um quadrinho, o que voc acha que 
aconteceria com Chapeuzinho e 
seus doces? Escreva e exponha seu 
trabalho no mural da classe.

3. Observe a descrio da capa do
gibi Magali e copie o provrbio que
achar mais adequado  cena.
<P>
_`[A ilustrao mostra o lobo e Magali, ambos com expresso gulosa,
atrs de duas rvores. Chapeuzinho olha os dois assustada_`]

 Em terra de cego, quem tem um olho  rei.
 Mais vale um pssaro na mo que dois voando.
 Se ficar o bicho pega, se correr o bicho come.
 Quem no arrisca no petisca. 
<R->

<187>
Leitura comparada

<R+>
1. Responda.
 Que final de histria voc gostou 
mais: "Chapeuzinho Vermelho", 
"Vestidinho Vermelho" ou "Magali 
em Chapeuzinho Vermelho"? Por qu?
 2. Converse com os seus colegas 
sobre as semelhanas e as 
diferenas existentes entre a 
histria original "Chapeuzinho 
Vermelho", a "Vestidinho 
Verme-
<P>
  lho" e a "Magali em 
Chapeuzinho Vermelho".
<R->

Leitura ouvida

  Oua um dos contos de fada escritos por Charles Perrault e crie um ttulo para ele.
  Seu professor vai escolher um aluno para recontar a histria que vocs ouviram. Toda vez que um colega se esquecer de uma 
passagem do texto, outro vai continuar a partir do momento em que ele parou.
  Ser que voc e seus colegas vo se lembrar de todos os detalhes do conto de Perrault?

Dicas de leitura

<R+>
 Coleo Fada Madrinha
 Editora FTD
 As sobrinhas da Bruxa Onilda
 Editora Scipione
 Contos de sempre
 Editora FTD
<R->

<188>
Gramtica

1. Leia.

 Salacadum! Salacadula!

  Num instante, depois dessas 
palavras mgicas, a fada madrinha 
transformou uma abbora numa 
luxuosa carruagem, e sete 
ratinhos, em garbosos cavalos.

Salacadum! Salacadula!

  Para Cinderela, apareceu um 
lindo vestido bordado e um par de 
sapatinhos de cristal.
  A moa pobre ficou
deslumbrante! Ela entrou na
carruagem e partiu para o baile.
  Os cavalos correram velozes at 
o castelo do rei.

  Retire os verbos do texto acima e registre-os.
<P>
 2. Leia e copie.

  Martinha desenhou um lindo castelo, de muros altos e com muitas rvores em volta.

<189>
  Agora faa o que se pede.
<R+>
 a) Destaque o verbo da frase que voc copiou.
 b) Escreva se esse verbo informa uma ao no tempo presente, passado ou futuro.
 c) Reescreva a frase nos tempos presente e futuro.

3. Leia os verbos.

<F->
comiam        _   colhem
enfrentaro   _   escrevo
correram      _   pego
danam        _   pedir
dorme         _   lava
falava        _   dividi
risquei       _   levaremos
juntaro      _   comeu
<F+>
<R->

  Escolha trs deles e faa frases nos tempos presente, passado e futuro. Depois, abaixo de cada uma escreva se ela est:
<R+>
 no tempo presente
 no tempo passado
 no tempo futuro

4. Leia a piadinha e responda oralmente s perguntas do seu professor.
<R->

  -- Juquinha: "A mulher comprou", que tempo  esse?
  -- Passado, professora.
  -- Muito bem! E se eu digo: "Seu pai tem dinheiro", que tempo  esse?
  -- Os primeiros dias do ms...

<R+>
 Laerte Sarrumor. *Mil piadas do 
Brasil*. So Paulo,
  Nova Alexandria, 1998.
<R->
<190>

Produo

<R+>
 1. Voc conhece a histria de Branca de Neve? Conte-a para os seus colegas.

 2. Leia.
<R->

Branca de Fome

  Era uma vez uma linda princesinha chamada Branca de Fome.
Ela vivia com o seu estmago real roncando. E no era porque
no se alimentava direito. Os cozinheiros davam o maior duro no 
palcio. Mal terminavam de preparar o caf da manh, j
comeavam a fazer o almoo. Nem terminavam de lavar a loua,
corriam para que o jantar estivesse pronto a tempo.
  Fora o seu apetite, Branca era uma gracinha, igual a todas as 
princesas dos contos de fadas. Gostava dos animais, ajudava as 
velhinhas a atravessarem a rua e... tinha uma madrasta que era 
uma bruxa!
  A rainha era chata pra burro. Vivia reclamando que as jias da 
coroa no davam para pagar a conta do supermercado. E tambm 
que no agentava mais as queixas dos cozinheiros, cansados de 
tanto trabalho. Para falar a verdade tudo isso era 
papo-furado. A rainha morria de inveja da princesa porque ela 
comia, comia e comia e estava sempre em forma.
  Um dia...
  
<R+>
 Mauricio de Sousa. *Manual de 
receitas
da Magali*. So
  Paulo, Globo, 1996.
<R->

<191>
  Converse com seus colegas sobre esse trecho da histria "Branca 
de Fome" e responda oralmente s questes.
<R+>
 a) Que elementos so comuns  histria original?
 b) Quais do um toque de modernidade a essa verso?
 c) Que diferena existe entre a linguagem da histria original e a usada nessa verso?
 d) Na histria original, o que Branca de Neve tinha que causava inveja na rainha? E nessa histria?
<P>
 e) A rainha se transformou em bruxa para tentar matar Branca de Neve. E nessa histria, o que ser que a rainha vai fazer com Branca de Fome?

3. Continue a histria "Branca de Fome".
<R->

  Seu professor vai expor os trabalhos da classe no mural, em volta do texto original.
  Escreva primeiro um rascunho. Leia e verifique se o que voc escreveu d continuidade  
histria, se contou qual foi a vingana da rainha e se ela teve sucesso ou no.
  Reescreva as partes da histria que achar que podem ser melhoradas.
  Releia, agora, para observar se usou letra inicial maiscula no incio de frase e nos nomes 
prprios, pontuao adequada  entonao que desejou expressar e se fez uso
de pargrafos. Faa as correes que achar necessrias.
<P>
  Mostre seu texto para o professor. Ele vai discutir com voc as possveis mudanas para 
sua histria ficar ainda melhor. Depois, passe-o a limpo.
  Caso queira, leia seu texto para os colegas.
<R->

               oooooooooooo
<192>
<P>
Unidade 11
  
Antes da leitura
  
<R+>
  Responda oralmente.
 a) Como so as princesas dos contos de fadas?
 b) E os prncipes? 
 c) Na sua opinio, papagaio combina com histrias de prncipes e princesas?
<R->

  O que ser que acontece quando um papagaio entra em uma histria dessas?

<193>
Leitura 1
  
A vez do papagaio

  No dia do seu aniversrio, a Princesa Penlope ganhou muitos presentes. Dentre 
eles, uma gaiola dourada com um papagaio.
  
  -- MINHA -- disse a princesa. -- MINHA, MINHA, MINHA.
<P>
  Comendo um pedao de bolo, ela foi para o seu quarto levando a gaiola.
  Ento esperou o papagaio falar. O papagaio no disse nada.
  -- FALE, BICO -- ordenou a Princesa Penlope. O papagaio no disse nada.
  -- FALE, OU SACUDIREI SUA GAIOLA.
  O papagaio no disse nada, e a Princesa Penlope ficou zangada.
  -- ENTO, TAMBM, VOU PRENDER VOC COM UMA CORRENTE.
  O papagaio pareceu triste, mas no disse nada. Rangendo os dentes a princesa chiou:
  -- OLHE, SEU CREBRO DE PASSARINHO, ESTOU QUASE ARRANCANDO SUAS PENAS, UMA POR UMA.
  (...)
  Um dia, a Princesa Penlope recebeu um recado que o jovem Prncipe Percival viria passar uns dias no seu palcio a caminho
<P>
da praia, onde iria construir castelos de areia.
  Apesar de nunca terem se encontrado antes, a Princesa Penlope havia decidido h muito 
tempo que iria se casar com o Prncipe Percival quando crescesse. Ele era o prncipe mais rico da regio.
  (...)
<194>
  Agora precisava se preparar para causar uma boa impresso ao prncipe. Ela escolheu seu 
vestido mais embabado, fez um penteado novo e calou seus sapatos de salto alto. Sapateou 
pelo seu quarto, arrumando tudo (deixando  mostra somente seus brinquedos mais caros), e deu de cara com o papagaio.
  (...)
  "Ser que o prncipe ficaria impressionado com este pssaro intil? Absolutamente no. Nunca."
  Ento ela escondeu o papagaio atrs das cortinas. Pronto. Agora estava tudo perfeito.
  (...)
  Pacat. Pacat. Pacat.
  O Prncipe Percival galopou pelo quarto da princesa adentro. Nenhum cavalo.
  (...)
  O Prncipe Percival curvou-
 -se, oferecendo um enorme buqu de rosas.
  -- ME D -- disse o papagaio detrs da cortina.
  -- ME D. ME D. ME D.
<195>
  O prncipe engoliu em seco e entregou as rosas.
  -- MINHA -- gritou o papagaio.
  -- MINHA, MINHA, MINHA.
  As sobrancelhas do prncipe tremeram. Como algum com um sorriso to doce podia dizer coisas to grosseiras?
  -- FALE, BICO.
  O prncipe coou o nariz e pensou que talvez fosse melhor ir embora.
  Ento o papagaio berrou:
<P>
  -- FALE, OU SACUDIREI SUA GAIOLA.
  Gaiola? Gaiola? O Prncipe Percival sentiu-se engaiolado. Ao se dirigir para a porta, o papagaio continuou gritando:
  -- ENTO, TAMBM, VOU PRENDER VOC COM UMA CORRENTE. OLHE, SEU CREBRO DE PASSARINHO, ESTOU QUASE ARRANCANDO SUAS PENAS, UMA POR UMA.
  Pronto. Chega. O Prncipe Percival escapuliu galopando porta afora.
  Pacat. Pacat. Pacat.
  
<R+>
 Helen Lester. *O papagaio da
  Princesa Penlope*. So
  Paulo, Brinque-Book, 1997.

<196>
Explorao oral

 1 Na sua opinio, por que o 
ttulo do texto  "A vez do 
papagaio"?
 2 Em que lugar aconteceram os 
fatos contados?
<P>
 3 Que idade voc acha que tem a 
Princesa Penlope?
 4 E o Prncipe Percival?

Explorao escrita

1. Responda.
 a) Voc acha que a princesa merecia ou no o que o papagaio fez com ela? Explique a sua resposta.
 b) Voc acha que  possvel tudo isso acontecer de verdade? Por qu?
 c) No texto, aparecem vrias frases escritas com letras maisculas. Qual foi a inteno do autor em escrev-las assim?
 
2. Como imagina a capa do livro que contm o texto que voc leu? Descreva-a e exponha seu trabalho no mural da sala.
<197>
<P>
Expresso oral

 1. Seu professor ir escolher alguns alunos para que, na frente da turma, falem as mesmas frases 
como se fossem ditas:
 por uma princesa dos contos de fada.
 pela Princesa Penlope.
 Ateno! Alm do tom de voz 
adequado, usem tambm a expresso 
corporal.
 --  melhor falar mais baixo, no acha? No estou conseguindo dormir.
 -- No vou tomar banho, agora. Quero lanchar primeiro, viu?
 -- No esperava ver voc por aqui, queridinha, mas pode entrar.
 -- Meninos, tirem esses brinquedos da sala. Eles esto me atrapalhando.

2. Agora, responda oralmente.
<R->
  A que concluso voc chegou em relao ao tom de voz na fala de uma pessoa?
<P>
A palavra e o contexto

<R+>
1. Explique o sentido de *escapulir*, nas frases abaixo.
 a) "O Prncipe Percival *escapuliu* galopando porta afora."
 b) O anel *escapuliu* do dedo.

2. A princesinha lhe causou uma *boa impresso* ou uma *m impresso*? Por qu?

<198>
3. Reescreva as frases substituindo as palavras destacadas pelos seus antnimos.
 a) O prncipe ofereceu-lhe um *enorme* buqu.
 b) Como algum pode dizer coisas to *grosseiras*?

 4. Copie as frases e destaque as palavras antnimas.
 a) A menina correu porta adentro da residncia.
 b) A garota correu porta afora da casa.

5. Escreva um sinnimo para cada palavra destacada.
 a) A princesa *sacudiu* a gaiola.
 b) Ela *decidiu* se casar com o prncipe.
 c) A menina *escondeu* o papagaio.
 d) A princesa *nunca* vira o prncipe.

6. Voc e seus colegas devero discutir e descobrir as frases que tm o mesmo sentido. Seu 
professor vai escolher alguns alunos para identificar essas frases.
 a) Olhe, seu crebro de passarinho, estou quase arrancando as suas penas.
 b) Rangendo os dentes, a princesa chiou.
 c) Algum com um sorriso to doce no pode dizer coisas to grosseiras.
 d) A princesa reclamou, movendo os dentes uns contra os outros.
<P>
 e) Uma pessoa meiga no pode falar coisas indelicadas.
 f) Voc no  nada inteligente, vou acabar lhe depenando.

<199>
Produo

1. Leia um texto que descreve como as personagens so.
<R->

  Tato, um garoto alto e esbelto, cabelos castanhos, compridos e escorridos, olhos mais escuros. 
Caracterstica: uma covinha funda no canto direito dos lbios e duas que aparecem ocasionalmente 
nas mas do rosto, logo debaixo dos olhos, quando fica encabulado ou com vontade de chorar. (...) 
DUDU, um tipo interessante, moreno de cabelos loiros.  simptico e est sempre pronto a 
apaziguar os nimos mais exaltados. Tomatinho, uma graa. Baixinho e fofinho, cabelos de 
fogo e o rosto todo pintadinho como ovo de tico-tico. Inteligncia lcida e raciocnio 
rpido. Dentinho, moreno, mido, os dentes saltados para fora e que lembram um teclado de piano. 
Os cabelos lisos e compridos se repartem sempre na altura das orelhas de abano. (...) Beb, o 
caula, um amor de garoto, de pernas rechonchudas, olhos redondos, os cabelos claros e 
ralos. Por qualquer coisa chora e volta correndo para os braos 
maternos. (...) Jab. S Jab. (...) Da cor da jabuticaba, de onde nasceu o apelido.
S cabea. O corpinho mirrado, as canelas finas como canio contrastando com os olhos 
grandes. Dentes perfiladinhos e um sorriso contagiante.  quieto e dcil.
  Esta  a turminha do beira-rio. Feita de meninos como voc, iguaizinhos a voc, com 
qualidades e defeitos comuns, que brincam, sonham, riem e choram.

<R+>
 Marina Cabral de Camargo. *A turminha do Beira-Rio*. So Paulo, Paulinas, 1988.
<P>
2. Escreva o nome das personagens de acordo com o texto.
 a) Menino dentuo de cabelos lisos e orelhas de abano.
 b) Menino da cor da jabuticaba, olhos grandes e sorriso
contagiante.
 c) Menino baixinho de cabelos cor de fogo e o rosto cheio de
pintinhas.
 d) Menino alto de cabelos castanhos e olhos escuros.
<R->
<200>

3. Leia outro texto.

Menina bonita do lao de fita

  Era uma vez uma menina linda, linda.
  Os olhos dela pareciam duas azeitonas pretas, daquelas bem brilhantes.
  Os cabelos eram enroladinhos e bem negros, feito fiapos da noite. A pele era escura e 
lustrosa, que nem plo da pantera negra quando pula na chuva.
  Ainda por cima, a me gostava de fazer trancinhas no cabelo dela e enfeitar com lao de fita 
colorida. Ela ficava parecendo uma princesa das terras da frica, ou uma fada do Reino do Luar.
  
<R+>
 Ana Maria Machado. *Menina
  bonita do lao de fita*. So Paulo, Melhoramentos.
<R->

  Ana Maria Machado usou o recurso da comparao para descrever sua personagem, 
permitindo ao leitor formar uma idia mais precisa da menina.
  Localize no texto e escreva com o que a autora comparou:
 a) os olhos
 b) os cabelos
 c) a pele
  
<R+>
4. Penlope  a personagem principal do texto "A vez do papagaio".
<R->
  Veja o quadro em que foram anotados alguns dados de Penlope.

<201>
<R+>
 Nome da personagem: Penlope
 Caractersticas fsicas: loura, lbios finos, cabelos lisos, bochechas rosadas, nariz arrebitado, duas covinhas
 Caractersticas de personalidade: vaidosa, mandona, malcriada
 O que costuma fazer: admirar-se no espelho, pentear seus cabelos, brincar e se divertir
<R->

  Leia o texto a seguir. Ele descreve a princesinha, citando as caractersticas do quadro.

  Penlope  uma princesinha de cabelos louros e lisos. Seu nariz  arrebitado e a boca de lbios 
finos est sempre pronta para comer doces, tortas e sorvetes. Quando sorri, duas covinhas 
aparecem nas bochechas rosadas.
  Penlope  muito vaidosa. Adora admirar-se no espelho e pentear seus cabelos.
  Por ser uma princesa, ela acha que pode mandar e desmandar, brigar e ser malcriada com as 
pessoas.
  Mas nem sempre ela est de mau humor. Gosta muito de brincar e se divertir.
  
<R+>
5. Agora,  a sua vez de descrever. Escolha um colega e escreva um texto dizendo como ele 
. Se desejar, utilize o recurso da comparao como fez Ana Maria Machado no texto "Menina bonita 
do lao de fita". Presenteie esse colega com a sua produo.
<R->

<202>
  O primeiro passo  pensar no mximo de caractersticas que podem ser atribudas ao colega 
escolhido. Depois, faa um quadro semelhante ao do exerccio 4 e escreva:
<R+>
 o nome do colega;
 caractersticas fsicas;
 caractersticas de 
personalidade;
 o que costuma fazer.
<R->
<P>
  Ateno! No vale fazer comentrios maldosos.
  
Leitura ouvida

  Seu professor vai ler a histria "Rita, no grita!", escrita por Flvia Muniz. Preste 
bastante ateno e responda s questes.
  
Leitura comparada
  
<R+>
  Responda.
 a) Qual  a semelhana entre as personagens principais dos textos "A vez do papagaio" e "Rita, no 
grita!"?
 b) Existe semelhana no final desses textos? Justifique a sua resposta.
<R->
<203>
<P>
Ortografia
   ~:
<>

1. Leia e responda oralmente.

  Quando Rita no  atendida, estufa o *trax*, fica vermelha e parece que vai *explodir*.
  Que *exagero*! Que *vexame*!

<R+>
 a) Que letra  comum a todas as palavras destacadas?
 b) E a pronncia dessa letra  a mesma em todas as palavras?
 c) Que som essa letra assume nas palavras?

2. Leia as palavras abaixo e separe-as em quatro grupos, de acordo com as etiquetas.
 luxo  txi  queixo  exemplo  durex  prximo  texto  exame  externo  
exato  enxame  fixo

<F->
Etiqueta a: *x* com som de *s*
Etiqueta b: *x* com som de *ch* 
Etiqueta c: *x* com som de *z*
Etiqueta d: *x* com som de *cs*
<F+>

<204>
3. Voc j sabe que existem palavras que se originam de outras. Veja:
<F->
*caix*a
  *caix*ote
  *caix*inha
  en*caix*otado
<F+>
<R->

  Agora, copie do quadro as palavras da mesma famlia de:
 a) exame
 b) txi
 c) exploso

<F->
examinar    _   taxista
explosivo   _   examinado
taxmetro   _   explodir
<F+>

<R+>
4. Copie as palavras abaixo e escreva outra da mesma famlia.
<R->
 a) baixo
 b) exibir
 c) peixe
 d) enxaguar
 e) paixo
 f) bruxa 
 g) exagero
 h) expulsar
 i) graxa 

Dicas de leitura

<R+>
 No gosto, no quero
 Luciano Savaget -- Editora 
Ediouro
 O reizinho mando
 Ruth Rocha -- Quinteto Editorial
 O que fazer? Falando de 
convivncia
 Liliana Iacocca e Michelle 
  Iacocca -- Ed. tica
<R->

<205>
Gramtica

<R+>
1. Leia os textos.

 A -- De 4 a 8 de novembro, os 
alunos do Colgio Projeo se 
mobilizaram para arrecadar 
agasalhos para as vtimas
das enchentes do Sul do pas.
 B -- De 4 a 8 de novembro, os 
alunos do Colgio Projeo se 
mobilizaro para arrecadar 
agasalhos para as vtimas
das enchentes do Sul do pas.
<R->

  Discuta com seus colegas.
<R+>
 Que mudana aconteceu do texto 
A para o texto B?
 Que palavra sofreu 
transformao para indicar essa 
mudana?

 2. Leia os grupos de frases a seguir. Reorganize as frases, em trs novos grupos, de forma que todas 
indiquem a mesma idia de tempo: presente, futuro, passado.
<R->

<206>
 A
  O calor chegou gostoso na 
primavera.
  O calor chegar gostoso na 
primavera.
  O calor chega gostoso na 
primavera.
<P>  
 B
  A brisa soprar de leve e 
balanar suavemente as folhas 
das rvores.
  A brisa soprou de leve e 
balanou suavemente as folhas das 
rvores.
  A brisa sopra de leve e balana 
suavemente as folhas das rvores.
  
 C
  Todos os jardins e canteiros 
ficaram cheios de flores e as 
crianas podiam brincar  vontade 
nos parques e nas caladas.
  Todos os jardins e canteiros 
ficaro cheios de flores e as 
crianas podero brincar  
vontade nos parques e nas 
caladas.
  Todos os jardins e canteiros 
ficam cheios de flores e as 
crianas podem brincar  vontade 
nos parques e nas caladas.
<207>
<P>
Leitura 2

  Leia o texto. Depois, discuta com seus colegas as questes propostas pelo seu professor.

Etiqueta na prtica

  Para o bom convvio -- em casa, 
na escola, na rua, no clube --,  
preciso seguir regras de 
cortesia, isto , de boas 
maneiras. Corts  uma pessoa que 
tem considerao,  amvel com os 
outros. Tudo isto  etiqueta.
 
  -- No fao aos outros o que no quero que faam comigo!

Voc gosta de...

  ... ser empurrado para entrar no 
elevador?

  ... cumprimentar algum sorrindo e 
no receber resposta?

  ... ser forado a escutar o 
barulho da tv do vizinho?

  ... emprestar um livro e receb-lo 
sujo?

<208>
Palavrinhas mgicas

  Ao diz-las, a gente pode ver 
uma pessoa com cara muito sria 
passar a sorrir e a nos tratar 
muito bem.
  
  -- Obrigado! Gostei muito do 
presente!
  -- Obrigada pelo convite!
 
  -- Desculpe! Esbarrei em voc sem 
querer!
  -- No foi nada!
  
  -- Por favor, posso usar seu 
telefone?

  -- Com licena, posso entrar?
<R->
<209>
<P>
Ol, como vai?

  Estenda a mo direita para cumprimentar a pessoa com quem est 
falando.
  Ao cumprimentarem-se, as pessoas que enxergam olham-se nos olhos. 
Dizem que os olhos so a janela da alma, mostram 
aquilo que se est sentindo...
  -- Bom dia!
  -- Boa tarde!
  -- Boa noite!

<R+>
Todas as pessoas devem ser
  respeitadas
<R->

  -- Hum... estou com uma fome...! 
Voc pode por favor me fazer 
aquela batida de banana que eu 
adoro?
  -- Claro!

<210>
  O modo como se atende ao 
telefone revela a educao de 
quem recebe a chamada. Atenda com 
uma voz tranqila, como se 
estivesse sorrindo ou 
bem-humorado, pois, por incrvel 
que parea, isto se reflete no 
modo de falar. (...)
  Lembre-se sempre das 
palavrinhas mgicas -- obrigado, 
desculpe, por favor, com licena 
--, pois, ao telefone, elas tm 
ainda maior poder.

  -- Al! 345-6877!
  -- Posso falar com dona Carla?
  -- Vou ver se ela est... um momento, por favor!

Esperando na fila

  Uma fila deve ser respeitada. 
Quem est com pressa por um 
motivo muito srio pede licena 
aos que esto na frente para ser 
atendido em primeiro lugar e 
agradece a compreenso.

<R+>
 Clia Ribeiro e Mig. *Etiqueta na 
prtica para crianas*.
  Porto Alegre, L&PM, 1997.
<R->
<211>
<P>
Explorao escrita

<R+>
1. Responda.
 a) "Etiqueta na prtica"  um texto escrito para crianas ou para adultos?
 b) Na sua opinio, qual foi a inteno da autora ao escrever esse texto?
 c) Por que a autora chamou as palavras *obrigado, desculpe, por favor* e *com licena* de palavras mgicas?

2. Agora que voc sabe o valor de *obrigado, desculpe, por favor* e *com licena*, o que falaria nas situaes abaixo? Escreva.
 a) No cinema, voc no consegue assistir ao filme porque algum, ao seu lado, fala sem parar.
 b) Voc quer sair do nibus na prxima parada, mas ele est lotado.
<P>
 c) Voc est  mesa com outras pessoas e no consegue segurar um espirro.
 d)  seu aniversrio. Seu amigo chega e lhe entrega um presente. Voc abre e v que  o quinto quebra-cabea do mesmo modelo que recebe.
<R->

  Compare o seu trabalho com o de dois colegas.

<212>
Produo

<R+>
1. Junto com seus colegas, faam uma lista de situaes que acontecem na sua escola, nas quais as regras de cortesia e 
boas maneiras no esto sendo aplicadas por alguns alunos. Anote-as.
 2. Voc e seus colegas vo organizar uma exposio de cartazes nas dependncias da escola.
<R->
   Para isso, seu professor vai dividir a classe em grupos. Cada grupo vai escolher uma das 
situaes da lista e produzir um cartaz
<P>
com sugestes de mudana de comportamento.
  Lembre-se de que o cartaz deve chamar a ateno das pessoas e ser convincente. Procurem se 
organizar, escolhendo as frases mais adequadas, o tipo de letra, as cores e as ilustraes que iro comp-lo.
  Antes de considerarem o trabalho concludo, analisem se ele est bem ilustrado, se as 
frases so curtas, para que as pessoas, mesmo caminhando, possam l-las, e se o tamanho das letras permite a leitura a distncia.
  Os cartazes a seguir foram produzidos por alunos de 2 srie e do pistas para produzirem o de vocs.
<213>

<R+>
_`[Descrio dos cartazes:
 1) A ilustrao mostra um menino jogando papel no lixo e a frase:
"Colaborar com a limpeza da escola no custa nada." 
<P>
 2) "Devagar na subida na 
descida. Escada no  pista de 
corrida." As slabas da palavra 
subida sobem a escada; as slabas 
da palavra descida descem a 
escada.
 3) A ilustrao mostra dois 
dedos; um fura o bolo, o outro 
faz o sinal de *no*. Ao lado das 
ilustraes aparecem as frases: 
"Furar bolo, pode." "Furar fila, 
no!"
 4) A ilustrao mostra uma 
lixeira cheia e a frase: "Lata de 
lixo cheia  sinal de ptio sem 
lixo. Use a lixeira!"_`]

3. Com os cartazes prontos, est 
na hora de organizar a exposio.
<R->

               oooooooooooo
<214>
<P>
Unidade 12

Antes da leitura

  Conte para os seus colegas quais das qualidades a seguir costumam ser caractersticas do macaco nas histrias infantis.

<R+>
beleza  generosidade  alegria  preguia  tristeza  honestidade  
bondade  esperteza  trapaa
<R->

  Nas histrias infantis  comum os macacos serem espertos, trapaceiros e alegres.

<R+>
  Responda oralmente.
 a) O que voc acha que pode acontecer em uma histria cujas personagens principais so um macaco e um crocodilo?
 b) Na sua opinio, quem vai sair ganhando: o macaco ou o crocodilo?
<R->
<215>
<P>
Leitura 1

Como contar crocodilos

  Era uma vez um macaco muito esperto. Ao ver uma mangueira carregadinha de mangas, ficou a imaginar como faria para pegar 
algumas mangas. Quando avistou o Rei Crocodilo, teve uma idia, e resolveu cham-lo.
  
"Rei Crocodilo!
 GRANDE Rei Crocodilo!"

  (...) "Andei pensando", disse o macaco. "Tem tanto crocodilo morando por aqui... Mas, mesmo 
assim, aposto que tem mais macaco que crocodilo. Muito mais."
  "Que  isso? Voc ficou maluco?", disse o crocodilo. "Tem muito mais crocodilo que macaco!"
  "A gente podia contar", disse o macaco.
  "E como a gente faz para contar?", perguntou o crocodilo.
<P>
  "Bom...", disse o macaco, "que tal voc sair nadando pelo rio e 
avisar a crocodilada toda para vir at aqui? Se eles vierem, eu me encarrego de contar."
<216>
  "E depois voc podia chamar a macacada toda", disse o crocodilo, sorrindo outra vez. 
"Se voc chamar, a gente come... quer dizer, conta todos eles."
  (...)
  E os crocodilos nadaram formando uma fila comprida que 
comeava numa margem do rio e acabava na outra.
"ATENO, CROCODILADA! QUERO TODOS BEM QUIETINHOS!",
gritou o macaco, que em seguida pulou para as costas do crocodilo 
mais prximo e contou: "Um!".
  Depois, pulou para o crocodilo que estava do lado. "Dois!" e 
passou para o crocodilo seguinte, depois para o outro. "Trs! 
Quatro!" (...) Com um ltimo pulo, l estava o macaco do outro lado do rio.
<P>
  Danando, ele foi direto para a mangueira. Subiu na rvore, 
estendeu a mo, apanhou uma manga amarela-alaranjada-esverdeada e deu uma dentada bem grande.
  "Uau!", disse ele. "Esta manga est de-li-ci--ti-ma!"
  O velho crocodilo berrou l do rio: "Quer dizer que nesta parte 
do rio vivem vinte e nove crocodilos?"
  "Pelas minhas contas, sim", disse o macaco.
<217>
  "Nesse caso", disse o crocodilo, "trate de ir chamar todos os macacos. Diga a eles 
para fazerem uma fila junto  margem do rio porque queremos contar vocs."
  "Eu? Ir chamar todos os macacos? Est a uma coisa que no tenho a menor inteno de fazer!"
  "No? Por que no?", perguntou o crocodilo.
  "Velho Boca-Aberta", disse o macaco, "se tem uma coisa que no me interessa,  saber se o que 
tem mais por aqui  crocodilo ou macaco. Eu s estava querendo mesmo era atravessar o rio para 
comer manga e vocs todos, simpticos crocodilos, fizeram uma ponte muito boa para eu passar."
  Dizendo isso, o macaco estendeu a mo e colheu outra manga amarela-alaranjada-esverdeada e lascou uma bela dentada.
  Vendo aquilo, vinte e nove crocodilos furiosos foram embora nadando para ver se encontravam 
alguma coisa para jantar. Vai da que, at hoje, a coisa que um crocodilo mais adora comer ... *macaco*!
  O problema  que  muito difcil, mas muito difcil mesmo, conseguir agarrar um macaco!

<R+>
 Margaret Mayo. *Como contar 
crocodilos -- Histrias de
  bichos*. So Paulo, Companhia 
das Letrinhas, 1996.
<R->
<218>
<P>
Explorao oral

<R+>
 1 Do que trata o texto?
 2 Onde voc imagina que se passa a histria?
 3 Quem so as personagens principais?
 4 Em que perodo do dia acontece a histria? Leia o pargrafo do texto que justifica a sua resposta.
 5 Qual era a inteno do macaco ao querer contar crocodilos?
 6 Na sua opinio, o macaco vai conseguir voltar para onde estava? Por qu?
 7 E o que voc achou do plano do macaco? Por qu?
 8 Fale para os seus colegas o que voc acha que o Rei Crocodilo disse para convencer os outros crocodilos a ficarem em fila.
<R->
<P>
Explorao escrita

<R+>
 1. Leia e responda.
 a) "ATENO, CROCODILADA! QUERO 
TODOS BEM QUIETINHOS!"
<219>
 Por que o macaco queria que a 
crocodilada no se mexesse?
 Por que essa frase foi escrita 
com letras maisculas?
 No texto, o que a autora usou 
para indicar as falas das 
personagens?
 Por que, no texto, a palavra 
*crocodilo* ora aparece escrita com 
letra maiscula, ora com letra 
minscula?
 b) "Rei Crocodilo!
GRANDE Rei Crocodilo!"
<R->

  Na sua opinio, chamar o crocodilo dessa forma j fazia parte do plano do macaco? Justifique a sua resposta.
<P>
<R+>
c) "Velho Boca-Aberta", disse o macaco, "se tem uma coisa que no me interessa,  saber se o que tem 
mais por aqui  crocodilo ou macaco."
<R->

  E por que, nesse momento da histria, o macaco chamou o crocodilo de Velho Boca-Aberta?

<220>
2. Leia.

A --
  "ATENO, CROCODILADA!
QUERO TODOS BEM QUIETINHOS!",
gritou o macaco, que em seguida 
pulou para as costas do crocodilo 
mais prximo e contou: "UM!".
  Depois, pulou para o crocodilo 
que estava do lado. "DOIS!" E 
passou para o crocodilo seguinte, 
depois para o outro. "TRS! 
QUATRO!" (...) Com um ltimo 
pulo, l estava o macaco do outro 
lado do rio.
<P>
  A autora poderia ter escrito o 
mesmo trecho assim:

 B -- 
  "ATENO, CROCODILADA!
QUERO TODOS BEM QUIETINHOS!",
gritou o macaco, que em seguida 
pulou para as costas do primeiro 
crocodilo e continuou pulando e 
contando os crocodilos at chegar 
ao outro lado do rio.
  
  Discuta com seu professor e 
seus colegas e responda.
<R+>
 a) De qual dos trechos voc gostou mais? Por qu?
 b) Por que a autora preferiu escrever da forma que o fez?
 
3. Leia, troque idia com seu professor e seus colegas e responda.
<R->

  "Uau!", disse ele. "Esta manga 
est de-li-ci--ti-ma!"
<P>
  Por que a autora preferiu escrever a palavra *delicitima* separando-a em slabas?

<221>
4. Leia e responda.

  "Eu s estava querendo mesmo era atravessar o rio para comer manga e vocs todos, *simpticos* 
crocodilos, fizeram uma ponte muito boa para eu passar."

  O que realmente o macaco quis dizer com a palavra *simpticos*?

A palavra e o contexto

<R+>
1. Leia, copie e complete como quiser.
<R->

  Para o piquenique, Mauro ficou 
incumbido de levar os 
refrigerantes; Raquel, os quibes; 
Lcia, os sanduches; Cristiano, 
os biscoitos e Joo ficou 
encarregado de '''''
<P>
  Depois, destaque as palavras sinnimas.

<R+>
2. Leia, copie e complete as 
frases. Veja o exemplo.
<R->

  E como *ns fazemos* para contar?, perguntou o crocodilo.
  E como *a gente faz* para contar?, perguntou o crocodilo.

<R+>
 a) *Ns* vamos  escola de nibus.
 *A gente* '''''
 b) *A gente* chegou ontem de madrugada.
 *Ns* '''''
 c) *Ns* queremos jogar bola no campinho.
 *A gente* ''''' 
 d) s vezes *a gente* passa frias na praia.
 s vezes *ns* '''''
<R->
<222>
<P>
3. Leia.

 delcia + tima = delicitima

  Agora  a sua vez de juntar duas palavras que existem e formar uma nova palavra.
 
<R+>
4. Converse com seu professor e 
seus colegas sobre o significado 
da palavra *crocodilada*. Depois, 
copie e complete a frase abaixo.
 Crocodilada significa '''''
<R->

  Imagine o que as pessoas das cenas esto falando e crie frases com as palavras abaixo.
 a) crianada
 b) papelada

<R+>
_`[Cena a: um palhao, com expresso alegre, faz anotaes;
  Cena b: um homem, com expresso 
desanimada, olha os papis empilhados sobre sua mesa de trabalho e no cho_`]
<R->

Vamos recordar

<R+>
1. Leia o trecho a seguir e 
copie-o substituindo *as crianas* 
por *Paulinho*, fazendo as 
modificaes necessrias.
<R->

  Na segunda-feira, as aulas 
recomearam. As crianas voltaram 
com a corda toda: estavam 
agitadas, falavam das viagens, 
contavam vantagens. Armaram a 
maior confuso na classe. Nem 
mesmo a professora conseguiu 
acalm-las.

<R+>
 Tereza Noronha. *Diga x*. 
  So Paulo, Scipione. 
 
2. Voc j sabe que as 
reticncias so usadas para 
indicar:
 interrupo de pensamento;
 pausa na fala com inteno de 
aumentar o suspense;
 interrupo na fala com 
inteno de corrigir um lapso, um 
descuido.
<R->
<P>
  As frases abaixo foram pontuadas com reticncias. Copie-as.
<R+>
 a) "Tem tanto crocodilo morando por aqui... Mas, mesmo assim, aposto que tem mais macaco que 
crocodilo."
 b) "Se voc chamar, a gente come... quer dizer, conta todos eles."
 c) "Vai da que, at hoje, a coisa que um crocodilo mais adora comer ... *macaco*!"

3. Seu professor vai ler todas as frases do exerccio 2 em voz alta. Preste bastante ateno, 
porque voc dever escrever o que indicam as reticncias em cada frase que voc copiou.
<R->

<224>
Leitura 2

Macaco sabido

  Sentado no galho, Macaco contemplava a gua correr e via passarem peixes de todos os 
tamanhos: desde as piranhas at os grandes pirarucus; tartarugas pequenas e tartarugas enormes, de 
mais de trezentos anos no casco. Jacars e at uma ariranha passaram nadando rio acima. 
Macaco ficou to contente de ver aqueles animais que, pendurado no galho, comeou a se balanar de 
um lado para outro e a fazer acrobacias. Divertia-se com o reflexo que o imitava na gua.
  De sbito, levou um susto enorme! Quase caiu no rio. Ali embaixo, Jacar -- meio boiando, 
meio enterrado na lama -- abria a bocarra  espera de que Macaco casse. Mas ele viu Jacar e 
sentou-se no galho, bem quieto.
  -- Jacar, por que voc est a de boca aberta?
  Como de costume, Jacar no respondeu, nem sequer se moveu. Fazia de conta que era de pedra. 
Macaco percebeu a artimanha e quis dar-lhe uma lio.
  -- Abra bem a boca, Jacar, que eu vou saltar!
  Jacar no disse nada, mas abriu ainda mais a boca, pronto para abocanhar o macaquinho. 
Este, ento, desceu da rvore, apanhou um pedao de pau grosso, de mais de meio metro de 
comprimento, agarrou-o com fora e meteu-o na boca de Jacar, calcando-o bem ao fundo pelas 
mandbulas escancaradas.
<225>
  -- Feche a boca, Jacar, que eu estou dentro...
  Pensando abocanhar Macaco, Jacar quis fechar a boca, mas no deu jeito. Ficou furioso, deu 
voltas e mais voltas espadanando gua, mas a estaca estava firme. Macaco olhava, dava pulinhos e 
grunhia de satisfao.
  -- Quer que eu tire a estaca, Jacar?
  Jacar no podia responder, mas fez que sim com a cauda, batendo-a de baixo para cima.
  -- S se voc me levar para o outro lado do rio. Leva ou no?
  Jacar fez que sim com o rabo e Macaco saltou nas costas dele, acomodando-se na cabea, entre os 
olhos do bicho. Imediatamente Jacar saiu nadando, sem afundar, conforme Macaco recomendara.
  -- No mergulhe no, Jacar, seno voc morre de boca aberta!
  Jacar, que era sorrateiro, ia pensando que, ao chegar do outro lado do rio, quando Macaco 
retirasse a estaca, ele -- nhquete! -- o engoliria com rabinho e tudo.
  Atravessaram o rio sem problemas, mas, na chegada, Macaco tinha de cumprir a 
palavra, seno... seno, o que poderia acontecer? Ai, nem pensar!
  No se fiando em Jacar, Macaco arranjou um cip e amarrou-o no meio da estaca que 
calcava as mandbulas do bicho. Depois, segurando na outra ponta, subiu numa rvore e, l de cima, 
puxou o cip que, com o tranco, fez saltar o pedao de pau.
<P>
  -- Estamos quites, Jacar! Obrigado, at a volta!
  
<R+>
 Antonieta Dias de Moraes.
  *Macaco sabido*. So Paulo, Scipione, 1996.
<R->

<226>
Explorao escrita

<R+>
1. Escreva por que as palavras Macaco e Jacar esto escritas com letra inicial maiscula.
 2. Escolha um dos pargrafos do texto e o ilustre numa folha avulsa. Depois, mostre 
para o colega ao lado e veja se ele descobre qual foi o pargrafo que voc ilustrou. Por 
fim, exponha seu trabalho no mural da classe, registrando o nmero do pargrafo ilustrado.
<R->

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>
<P>
<R+>
3. Responda.
 a) No texto, o que representa a 
palavra nhquete?
 b) Qual  o elemento-surpresa:
 do sexto pargrafo? 
 do dcimo sexto pargrafo? 

4. Leia e responda.
<R->

  "-- Estamos quites, Jacar! Obrigado, at a volta!" 

  Por que o macaco disse isso?

<R+>
5. Leia as frases, copie as palavras destacadas e escreva a que elas se referem.
 a) "Ali embaixo, Jacar -- meio boiando, meio enterrado na lama -- abria a bocarra  espera de que 
Macaco casse. Mas *ele* viu Jacar e sentou-se no galho bem quieto."
<227>
 b) "Jacar no podia responder, mas fez que sim com a cauda, batendo-*a* de baixo para cima."
<P>
 c) "No se fiando em Jacar, Macaco arranjou um cip e amarrou-*o* no meio da estaca que 
calcava as mandbulas do bicho."

6. Leia e responda oralmente s questes propostas.

_`[Dois meninos brincam com figurinhas. A brincadeira consiste em 
colocar a figurinha sobre uma superfcie plana e vir-la com um  
tapa:
  -- Puxa, Leleco! Ganhou de novo... parabns! Voc  mesmo
craque.
  -- He! He! He! 
  Ao apertar a mo de Leleco, o amigo sente algo estranho e
pergunta:
  -- O que  isso?
  E olhando para a sua mo, exclama, constatando a esperteza de 
Leleco:
  -- Chiclete?!!!_`]
<R->
<228>
<P>
<R+>
 a) Voc acha que ser esperto enganando as pessoas  legal? Por qu?
 b) Voc convidaria o Leleco para brincar? Por qu?
 c) Quando a esperteza  uma virtude? E quando no ?
<R->

Leitura comparada

<R+>
1. Responda.
 a) Qual  a principal caracterstica dos macacos dos textos que voc leu?
 b) Voc achou mais segura a forma que o macaco do texto da Leitura 1 usou para atravessar o rio ou a do macaco do texto da Leitura 2? Por qu?

2. Copie o provrbio que est mais adequado aos textos que voc leu. Comente com seus colegas o motivo de sua escolha.
 A pacincia d conta dos 
maiores obstculos.
<P>
 No momento do perigo  que se 
conhecem os heris.
 Contra esperteza, esperteza e 
meia.
 A unio faz a fora.
<R->

Dicas de leitura

<R+>
 Pinote, o fracote e Janjo, o 
forto
 Fernanda Lopes de Almeida -- 
Editora tica
 Fbulas de Esopo
 Traduo de Helosa Jahn -- 
Companhia das Letrinhas
 A chegada do invasor
 Flvio de Souza -- Editora FTD
<R->

<229>
Produo

<R+>
1. Observe a descrio da capa do 
livro.

_`[Um jacar sem boca, no meio de folhas verdes, rodeado por uma moldura com flores, alguns animais, folhas e duas crianas. Acima da ilustrao l-se: No caminho do perde-acha -- Sonia Junqueira -- Prmio Adolfo Aizen 93 -- Melhor coleo infantil -- *Jacar perdeu a boca*_`]

<230>
 2. Coitado do jacar! Como  que ele foi perder uma boca to 
grande! Mergulhe no mundo da fantasia e invente uma histria 
com o mesmo ttulo. Depois, voc e seus colegas transformaro suas 
histrias em livrinhos que ficaro expostos no varal literrio.

 3. Para a confeco do livro, siga as instrues.
 a) Pegue algumas folhas de papel.
 b) Agora, passe a limpo a sua histria e grampeie as folhas. Na capa, escreva o ttulo da histria e o seu nome.
<P>
 c) Organize com seus colegas e seu professor um varal literrio para expor as diferentes verses. 
Assim, a turma ter oportunidade de ler as histrias produzidas por todos. Por fim, doem os livros para a biblioteca de sua escola.
<R->
<231>

Ortografia

1. Leia.

Muito esperto, hem?

  O menino jornaleiro passa berrando pela rua:
  -- Vinte e cinco adultos enganados por um menino! Uma nica criana engana vinte e cinco adultos!
  -- Me d um jornal -- grita um homem que vai passando.
  Pega o jornal, abre e descobre que  um jornal velho. Vai reclamar furioso, quando ouve o menino gritando l de longe:
<P>
  -- Vinte e seis pessoas enganadas por um menino! Vinte e seis pessoas...

<R+>
 Ziraldo. *Anedotinhas do
  Bichinho da Ma*. So
  Paulo, Melhoramentos, 1988.

2. Reescreva a frase abaixo nos tempos passado e futuro.
<R->

  Os homens compram o jornal.

  Comente com seus colegas a diferena entre os verbos.
 compra*ram* -- compra*ro*

  Tente formular uma regra relacionada  diferena que existe no modo como essas palavras so escritas. Faa o registro.

<232>
<R+>
3. Reescreva as frases substituindo as lacunas por uma das palavras entre parnteses.
<P>
 a) Ontem, os meninos ''''' futebol no campinho.
 (jogaram -- jogaro)
 b) Lusa e Joana s ''''' se terminarem a lio.
 (saram -- sairo)
 c) Na prxima semana, os gmeos ''''' nove anos.
 (completaram -- completaro)
 d) Vocs ainda no ''''' de almoar?
 (acabaram -- acabaro)

4. Leia os ttulos e reescreva-os no tempo passado e no tempo futuro.

Correio Esportivo

 Fla e Atltico decidem o Torneio Bandeirantes
 Palmeiras e So Paulo estriam na deciso
<P>
 Ferraris voam em San Marino
 Jogadores de vlei disputam campeonato europeu
<R->

               xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxo

Fim da Obra

<R+>
Distribuio gratuita, de acordo
com a Portaria Ministerial
  n.o 504, de 17-09-1949
<R->