<T->
           Histria
           Viver e Aprender
           #:a srie 
           Elian Alabi Lucci
           Anselmo Lazaro Branco

<F->
   Impresso braille em volume 
   nico, da 1 edio, 
   2001, da editora Saraiva.
<F+>

           Volume nico
           
           Ministrio da Educao 
           Instituto Benjamin Constant
           Diviso de Imprensa Braille
           Av. Pasteur, 350/368 -- Urca
           22290-240 Rio de Janeiro
           RJ -- Brasil
          Tel.: (0xx21) 3478-4400
          Fax (0xx21) 3478-4444
          ~,http:www.ibc.gov.br~,
          E-mail: ~,ibc@ibc.gov.br~, 
           -- 2003 --
<P>
           Superviso Editorial:
           Jos Lino Fruet
           Editora: 
           Emlia Noriko Ohno
           Assistentes editoriais:
           Ana Paula Piccoli e
           Ana Paula Figueiredo
           Reviso:
           Fernanda Almeida Umile (super-
           viso)
           Ivana Alves Costa
           Ilustraes:
           Eli Len e Joo Anselmo
  
           ISBN 85-02-03463-4

           Todos os direitos reservados
           Editora Saraiva
           Av. Marqus de So Vicente, 
           1697 -- Barra Funda
           01139-904 So Paulo 
           SP -- Brasil           
           Fone: (0xx11) 3613-3000
           Fax: (0xx11) 3611-3308
<F->
e-mail: ~,atendprof.didatico@~
  editorasaraiva.com.br~,
~,www.editorasaraiva.com.br~,
<F+>

<P>
                               I
Nota Oficial da Comisso
 Brasileira do Braille (CBB) 

  A transcrio desta obra est de acordo com a "Grafia Braille para a Lngua Portuguesa -- Braille Integral", constante da publicao CDU 376.#ceb, editada em tinta e em braille pelo Ministrio da Educao e aprovada pela Portaria Ministerial n.o 2678, de 24 de setembro de 2002, com vigncia a partir de 01 de janeiro de 2003.
  O referido documento foi elaborado pela Comisso Brasileira do Braille e pela Comisso de Braille de Portugal aps prolongados e criteriosos estudos tcnicos.
  No final desta nota voc encontrar uma listagem com smbolos estabelecidos pela "Grafia".
  A maioria deles j  do seu conhecimento, mas existem alteraes e alguns smbolos novos.
<P>
  As alteraes e a adoo de novos smbolos basearam-se principalmente nos seguintes critrios:

<R+>
 1. Ajustar a grafia bsica a novas necessidades da representao braille.
 2. Adequar a escrita braille s modificaes realizadas nas representaes grficas decorrentes do avano cientfico e tecnolgico e do emprego cada vez mais freqente da Informtica.
 3. Evitar a duplicidade de representao de smbolos 
  braille.
 4. Ajustar a grafia bsica, considerando o "Cdigo Matemtico Unificado" (CMU), adotado no Brasil desde 1997.
 5. Garantir a qualidade da transcrio de textos para o Sistema Braille, especialmente dos livros didticos.
<P>
                            III
 6. Favorecer o intercmbio entre pessoas cegas e instituies de diferentes pases de Lngua
  Oficial Portuguesa.
 7. Atender s recomendaes da Unio Mundial de Cegos (UMC) e da UNESCO quanto  unificao das grafias por grupos lingsticos.
<R->
  Em caso de dvida, voc poder consultar a "Grafia Braille para a Lngua Portuguesa", em cujo texto encontrar todos os smbolos adotados, as respectivas normas de aplicao e diversos exemplos ilustrativos.
  A seguir, listagem de smbolos adotados pela "Grafia". O nmero entre parnteses que acompanha um smbolo novo ou alterado indica o pargrafo da "Grafia" em que se estabelece a sua norma de aplicao.
<P>
<R+>
 , vrgula
 ; ponto-e-vrgula
 : dois-pontos
 ' ponto (32); apstrofo 
 ? ponto de interrogao
 ! ponto de exclamao
 ''' reticncias
 - hfen ou trao de unio
 -- travesso
  crculo
 `( `) ou ( ) abre e fecha parnteses (35)
 `[ `] ou [ ] abre e fecha colchetes (35)
 " abre e fecha aspas, vrgulas altas ou comas (36)
 " abre e fecha aspas angulares (36)
 $" abre e fecha outras variantes de aspas 
(aspas simples, por exemplo) (36)
 * asterisco 
 & "e" comercial (39)
 / barra (40)
 | barra vertical (40)
 :> seta para a direita
 <: seta para a esquerda
 <:> seta de duplo sentido
                               V
  Euro (18.1)
 $ cifro
 % por cento
  por mil
  pargrafo(s) jurdico(s)
 + mais
 - menos
  multiplicado por
  dividido por, trao de frao (17)
 = igual a
 ~ trao de frao (17)
 o maior que
  menor que
  grau(s)
  minuto(s)
  segundo(s)
 { sinal de maiscula
 {{ sinal de maiscula em todas as letras da palavra
 :{{ sinal de srie de palavras com todas as letras maisculas
 ~ sinal de minscula latina; sinal especial de translineao de expresses matemticas 
(22.1)
 $ sinal restituidor do significado original de um smbolo 
  braille (42)
 # sinal de nmero
  sinal de expoente ou ndice superior
  sinal de ndice inferior
 * sinal de itlico, negrito ou sublinhado (30)
 ~: sinal de transpaginao (55)
 @ arroba (apndice 1`
 ~, sinal delimitador de contexto informtico (apndice 1`
<R->
<P>
                            VII
<F->
Dados Internacionais de Cata-
  logao na Publicao (CIP)
(Cmara Brasileira do Livro,
  SP, Brasil)

Lucci, Elian Alabi, 1943-
  Viver e aprender histria, 3 
srie / Elian Alabi Lucci, 
Anselmo Lazaro Branco. -- 1. 
ed. -- So Paulo : Saraiva,
2001. -- (Viver e apren-
der ; 3)

  Edio no-consumvel.
  Suplementado por manual do 
professor.
  ISBN 85-02-03463-4- 
(aluno) -- ISBN 85-02-03464-2
(professor)
 
  1. Histria (Ensino fun-
damental) I. Branco, Anselmo 
Lazaro. II. Ttulo. III. 
srie.

01-1836          CDD-372`.89
<F+>

ndices para catlogo 
  sistemtico:

1. Histria : Ensino funda-
  mental 372`.89

<P>
                             IX
Caro aluno,

  Desde o seu nascimento voc convive com pessoas e faz muitas descobertas.
  Certamente j viveu muitas histrias!
  Sua prpria vida  uma histria e, a cada dia, voc constri um pedacinho dela.
  Escrevemos este livro de histria, pensando em criar um espao para voc falar sobre sua 
vida, seus sentimentos, suas opinies. Propomos um trabalho dinmico para que voc,
com o professor e os colegas, possa tambm conhecer outros modos de vida e outras
opinies. Alm disso, conhecer o mundo ao seu redor e histrias de pessoas
que, como voc, tambm fazem histria.
  Um bom ano, repleto de novas histrias!

  Os autores
 
<P>
Seu Livro em Braille

  Este  o livro utilizado em sua classe, produzido em braille para voc. Ele contm as mesmas informaes que esto no livro do seu colega, porm, enquanto o livro comum apresenta ilustraes, cores e tamanhos variados de letras (grandes, pequenas, arredondadas, retas, inclinadas, ligadas umas s outras, separadas), o seu livro em braille apresenta descries substituindo ilustraes e, em 
muitos casos, figuras so explicadas, procurando fazer voc compreender o que elas representam.
     
Dicas para estudar no seu livro
  em braille   

  1 -- As pginas mpares deste livro apresentam duas numeraes na primeira linha: a que fica  direita  a do prprio livro em braille e a que est  esquerda  a do livro comum. Por esta, voc pode se localizar, de acordo com a 
<P>
                             XI
orientao do professor, ou quando estiver estudando com outros colegas.

  2 -- Em alguns momentos, voc precisar contar com a colaborao de algum; por isto, foi colocada a frase "pea orientao ao professor" para sugerir que voc solicite informaes ou esclarecimentos a seu professor.

  3 -- Sempre que voc encontrar nos textos alguma informao visual e tiver dvida, pergunte a seu professor ou a outra pessoa capaz de esclarec-lo.

  4 -- Quando voc encontrar o sinal _ e, depois dele, uma frase terminada pelo sinal _ saiba que se trata de uma explicao especial chamada "nota de transcrio", empregada nos livros em braille.

<P>
  5 -- Leia com ateno a Nota Oficial da Comisso Brasileira do Braille, na pgina I. Ela informar voc sobre algumas alteraes dos sinais braille, em vigncia a partir de janeiro de 2003, facilitando, assim, a leitura dos textos.

  Tire o melhor proveito deste livro e procure conserv-lo. Ele  uma fonte permanente de consulta.

<P>
                           XIII
<F->
Sumrio 

<F->
Unidade 1 
Histria e Municpio :::::: 1
Origem dos Municpios ::::: 4 
A histria de um 
  Municpio :::::::::::::::: 9
A Velocidade das 
  Mudanas ::::::::::::::::: 13
Cartes-Postais: Forma 
  de Mensagem e Fonte
  Para a Histria ::::::::: 21 
Os Monumentos Tambm
  Guardam Histrias ::::::: 26

Unidade 2 
Histria e Poderes 
  nos Municpios ::::::::::: 37
Os Primeiros Municpios
  Brasileiros e a 
  Organizao dos 
  Poderes :::::::::::::::::: 42
Outras Formas de 
  Poder :::::::::::::::::::: 55
Conhecendo um Pouco 
  Mais a Histria 
  dos Municpios ::::::::::: 59

Unidade 3 
Convivendo em Sociedade 
  e Construindo uma 
  Histria ::::::::::::::::: 72
O Que  Viver em 
  Sociedade :::::::::::::::: 73
A Sociedade 
  Brasileira ::::::::::::::: 78
Imigrantes e 
  Migrantes :::::::::::::::: 82
A Cultura 
  Brasileira ::::::::::::::: 92

Unidade 4
Vida e Trabalho 
  nos Municpios ::::::::::: 104
Cada um Necessita
  do Trabalho de
  Muitos ::::::::::::::::::: 105
A Agricultura na
  Histria ::::::::::::::::: 109
O Desenvolvimento
  da Pecuria :::::::::::::: 119
Tipos de Extrativismo
  na Histria do
  Brasil ::::::::::::::::::: 121
-- Extrativismo 
  vegetal ::::::::::::::::::: 122
<P>
                             XV
-- Extrativismo 
  mineral ::::::::::::::::::: 124
-- Extrativismo
  animal :::::::::::::::::::: 125
Indstria e trans-
  formaes no 
  Trabalho ::::::::::::::::: 128
<F+>

<Thist. v. apren. 3>
<P>
<T+1>
Unidade 1

Histria e Municpio

<R+>
Minha terra foi nascida
 s margens do "Olhos d'gua",
 um crrego preguioso
 correndo, manso e dengoso,
 Por um amplo descampado!
 (...)

E as gentes foram chegando
 e as ruas se formando
 e as casas se multiplicaram
 e as gentes se juntando
 e organizando
 a cidade dos seus sonhos!

*Meu bero*. Em: Alcy Gigliotti. *Poemas sem tempo*. So Paulo, 
Ateniense, 1994. p. 93 e 95.
<R->

               ::::::::::::::::::::::::

<6>
<P>
Para comear

<R+>
1 Voc e seus colegas vo fazer um "reconhecimento" do lugar onde moram. 
Para isso, a classe ser dividida em quatro grupos. Cada grupo dever 
realizar uma das seguintes atividades:
 Grupo 1- Em folhas avulsas, desenhem paisagens do lugar onde vocs moram.
 Grupo 2- Escrevam um texto contando como  esse lugar (se h muitas ou 
poucas construes, de que tipo elas so e para que so utilizadas -- moradia,
comrcio, indstrias, servios --, como  o trnsito etc.).
 Grupo 3- Faam uma pesquisa para saber quais as principais atividades que os
moradores desse lugar realizam.
 Grupo 4- Pesquisem em jornais e revistas fotos de lugares com caractersticas 
semelhantes ao espao onde vocs moram. Recortem e colem o que encontrarem
em folhas avulsas. Combinem um dia para cada grupo apresentar o seu trabalho 
 classe.
 2 O lugar onde voc e seus colegas vivem faz parte de um espao mais amplo. 
Troque cada smbolo por uma letra e descubra como ele se chama.

<F->
Smbolos  Letras
:::::::::  :::::::
wr ::::::  c
 ::::::  i
ql ::::::  m
y ::::::  n
o ::::::  o
xx ::::::  p
#v ::::::  u
p ::::::  
<F+>

ql #v y  wr p xx  o

 3 Converse com seus colegas e respondam: Como vocs acham que o municpio onde vocs moram se formou?
<R->

               oooooooooooo

<7>
Origem dos Municpios

  Para entender como um lugar  hoje  preciso saber como ele era no passado. 
A histria de um municpio pode ter seu incio em um ncleo de povoamento que 
se formou devido  sua localizao ( beira-mar, s margens de um rio, num 
lugar que podia ser facilmente protegido contra os inimigos, perto de 
pousadas) ou devido s atividades que se desenvolviam no local (comrcio, 
pecuria, agricultura, minerao).
  Muitos municpios surgiram, por exemplo, s margens de um rio, onde as 
pessoas plantavam e criavam animais. No incio, esses lugares, habitados 
por poucos moradores, eram chamados de povoado.
   medida que as condies de vida foram se mostrando favorveis, aumentou
o nmero de moradores. Surgiram, ento, relaes comerciais, isto , as 
pessoas compravam e vendiam mercadorias. Assim, mais pessoas chegaram ao 
povoado -- como comerciantes, artesos e outros trabalhadores --, que dessa 
forma cresceu e se transformou em vila.
<8>
  Casas e prdios foram construdos, escolas e hospitais abertos, rvores 
derrubadas para dar lugar a construes, plantaes, pastagens e outras 
atividades que iam se desenvolvendo. Enfim, as pessoas foram modificando 
o espao, que se transformou em cidade.

<R+>
1 Copie a figura a seguir no caderno. Depois, escreva dentro de cada quadrado
uma das seguintes palavras:
 municpio -- vila -- cidade -- 
  casa -- povoado
<R->

<P>
<F->
pccccccccccccccccccccccccccccc
l                             _
l  pccccccccccccccccccccccc  _
l  l                       _  _
l  l  pccccccccccccccccc  _  _
l  l  l                 _  _  _
l  l  l  pccccccccccc  _  _  _
l  l  l  l  pccccc  _  _  _  _
l  l  l  l  l     _  _  _  _  _
l  l  l  l  l     _  _  _  _  _
l  l  l  l  v-----#  _  _  _  _
l  l  l  v-----------#  _  _  _
l  l  l                 _  _  _ 
l  l  v-----------------#  _  _
l  l                       _  _ 
l  v-----------------------#  _
l                             _ 
v-----------------------------#
<F+>

<R+>
2 Converse com seus colegas e respondam: Por que muitos municpios
tiveram origem s margens de um rio?
 3 H algum rio ligado  histria de seu municpio? Qual? Faa uma
pesquisa para saber como ele era quando o municpio surgiu e como 
est atualmente.
<R->
<9>
<P>
  Alguns municpios tm origem na diviso de outro j existente. A isso chama-se
emancipao. Mesquita, por exemplo, foi desmembrado do municpio de Nova Iguau
em janeiro de 2001, tornando-se um municpio do estado do Rio de Janeiro. 
Outros exemplos podem ser mencionados: Quadra, desmembrado de Tatu (no
estado de So Paulo); Catol do Rocha, desmembrado de Sousa (no estado da
Paraba); e Palmas, desmembrado de Porto Nacional e Taquaruu do Porto (no
estado do Tocantins). 
  H cidades que so planejadas e depois construdas. Nesse caso, primeiro  
escolhido o local onde ela ser erguida. Depois, traa-se sua planta com as 
marcaes das ruas, avenidas e bairros. Alguns exemplos de cidades planejadas
so Braslia (capital do Brasil), Palmas (capital do Tocantins), Teresina 
(capital do Piau) e Belo Horizonte (capital de Minas Gerais).

<10>
<R+>
4 Faa uma pesquisa sobre a histria de seu municpio e responda s
perguntas seguintes no caderno. Utilize fontes escritas ou orais. No
se esquea de citar essas fontes em suas respostas.
 a) Qual o nome de seu municpio?
 b) Qual a origem do nome dele?
 c) Seu municpio j teve outro nome? Qual? 
 d) Como se deu a formao do seu municpio, de forma espontnea
ou por emancipao? A cidade foi planejada?

5 Procure em jornais, revistas e na Internet matrias sobre a criao de
novos municpios no Brasil nos ltimos anos.
<R->

               oooooooooooo

<P>
A Histria de Um Municpio

  Para conhecermos a histria de um municpio podemos, entre outras coisas, 
conversar com pessoas, ver fotografias antigas ou pesquisar em documentos escritos.
  Com base em suas descobertas, algumas pessoas escrevem obras sobre a histria 
do municpio que pesquisaram.
  Leia o texto a seguir. Nele, a autora relata como comeou a se formar a 
cidade de Salvador, que foi fundada em 1549.

  O local escolhido para a construo da primeira cidade brasileira foi a 
Bahia de Todos os Santos, onde estava situada a pequena Vila do Pereira, 
rodeada pelos canaviais.
  A essa vila comearam a chegar navios e mais navios trazendo portugueses. 
Vieram trezentos colonos, cerca de quatrocentos soldados e um bom nmero de 
funcionrios pblicos. Tambm desembarcaram mais de quatrocentos degredados,
como eram chamados os homens expulsos de Portugal por terem infringido as leis.
  A defesa da cidade ficou a cargo de um capito e seus soldados. O cumprimento
da lei era determinado por um juiz e seus ajudantes. Os cobradores de impostos 
arrecadavam dinheiro para pagar os militares e funcionrios pblicos.
<11>
  Vieram tambm muitos padres para cuidar da alma dos portugueses e ensinar a 
religio catlica aos ndios. Eles tambm faziam casamentos, registravam e 
batizavam os que nasciam, alfabetizavam os filhos dos ricos.
  Para dirigir a construo dos edifcios pblicos, das pontes, das igrejas, 
dos conventos e dos mercados vieram engenheiros acompanhados pelos oficiais 
mecnicos: ferreiros, pintores, azulejistas, encanadores etc.
  Tanta gente assim precisava de barbeiros, quitandeiros, boticrios, vendedores
de cereais, tecidos, vinhos, ferramentas, carnes. Com isso o comrcio cresceu.
  A acanhada Vila do Pereira deu lugar  cidade de Salvador, que foi a 
primeira cidade do Brasil.

<R+>
Rosicler Martins Rodrigues. *Cidades brasileiras -- o passado e o presente*. 
So Paulo, Moderna, 1992. p. 24

1 Procure no dicionrio o significado das palavras que voc no conhece e 
anote no caderno. Depois, releia o texto.

2 Responda:
 a) De que obra foi extrado o texto?
 b) Quem  a autora da obra?
 c) Em que ano a obra foi publicada?
 d) Os acontecimentos mencionados no texto so de que poca?
 
<12>
3 Voc e seus colegas vo representar como se deu a formao de Salvador 
de acordo com o texto. Para isso, sigam o roteiro abaixo:
 a) Faam uma relao das primeiras pessoas que chegaram  Vila do Pereira.
 b) Com a ajuda do professor, distribuam os papis que cada aluno ou
grupo de alunos iro representar. Se quiserem, montem um cenrio e
usem roupas para caracterizar melhor o espao e as personagens.
Vocs podem fazer pinturas, usar chapus, instrumentos de trabalho etc.

4 Voc conhece algum relato escrito sobre a formao de seu municpio? 
Se conhecer, traga-o e leia-o para a classe.
<R->

               oooooooooooo

<P>
A Velocidade das Mudanas

  As construes existentes em um municpio nos ajudam a compreender o que 
aconteceu ao longo da sua histria. 
  Em alguns municpios, muitas construes so mantidas desde a poca da 
sua origem, preservando-se, assim, vrias de suas caractersticas.
  Em outros municpios ocorrem mudanas rpidas que, muitas vezes, transformam
completamente a sua paisagem.
  So Paulo, por exemplo,  uma cidade em que as mudanas aconteceram muito 
rpido, principalmente nos ltimos 50 anos. At cerca de 1950 ainda havia
muitas construes feitas nas pocas colonial e imperial, ou seja, at aproximadamente
1890. Com o desenvolvimento, a populao de So Paulo aumentou muito: em 1920
havia cerca de 500 mil habitantes; j em 1960 eram 4 milhes de pessoas vivendo na cidade.
<13>
  Assim, muitas casas e edifcios, s vezes ruas e quarteires inteiros, foram
demolidos para dar lugar a outras ruas, avenidas e construes.

<R+>
_`[{foto de uma rua estreita, com prdios em estilo colonial e caladas de
pedras. Legenda a seguir_`]
<R->
  Mariana, em Minas Gerais. Este municpio mantm ainda hoje vrias caractersticas
da poca em que havia ouro na regio.

<R+>
1 Rena-se com seus colegas e observem estas fotos. Elas mostram um mesmo 
espao da cidade de So Paulo em pocas diferentes.

_`[{duas fotos. Legendas a seguir_`]
<R->
  Foto 1: Praa da S, centro da cidade de So Paulo, cerca de 1940.
<P>
  Foto 2: praa da S, atualmente.

<R+>
     Leiam as legendas e comparem as fotos. Depois respondam:
 a) O que permaneceu e o que mudou nesse espao?
 b) Em quantos anos, aproximadamente, essas mudanas ocorreram?
<R->

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>

  Muitos municpios brasileiros passaram por um processo semelhante a
So Paulo, transformando-se rapidamente. J em outros as transformaes
vm ocorrendo em uma velocidade menor, devido, por exemplo,  sua localizao
(como locais de difcil acesso, distantes de rodovias etc.) ou s atividades
econmicas neles desenvolvidas.

<P>
<R+>
_`[{foto de um municpio. Legenda a seguir_`]
<R->
  Vista parcial do municpio de Bananal, em So Paulo. Grande produtor de
caf, esse municpio desenvolveu-se rapidamente at cerca de 1880, quando 
comeou a decair a importncia econmica do produto na regio.

<R+>
2 Entreviste um adulto de sua casa para saber a opinio dele sobre o municpio
onde vocs moram.
 Roteiro de entrevista
 a) Voc acha que o nosso municpio:
 est crescendo rapidamente? Como se percebe isso?
 vem crescendo aos poucos? Quais as pistas desse crescimento lento?
 vem diminuindo o ritmo de crescimento em relao a outros municpios? Por qu?
 b) O que voc considera vantajoso para quem mora neste municpio?
 c) O que precisa ser feito para melhorar a vida dos moradores do municpio?
<R->

               ::::::::::::::::::::::::

Documentando

  Leia o texto:

  Televiso, cinema, vdeo, revista, jornal, *games*! Hoje em dia no  mais 
possvel pensar o mundo sem a imagem. Ela est no nosso dia-a-dia, mesmo 
porque tiramos fotos, filmamos, usamos micros, documentando nossa prpria 
vida com imagens. 
  Desde que foi inventada, h pouco mais de 150 anos, a fotografia vem registrando
costumes, hbitos e fatos ocorridos em pocas e locais bem diversos. E atualmente 
h cada vez mais lugares especiais -- (...) bibliotecas e museus -- em que as
fotografias so guardadas, classificadas e expostas e onde elas podem ser 
estudadas. Sim, porque as fotos, como um documento escrito, so importante 
fonte de pesquisa histrica.

<R+>
*Cincia Hoje das Crianas*. n.o 36. Rio de Janeiro, SBPC, maro de 1994. p. 10

<15>
1- Procure em um dicionrio o significado das palavras que no conhece e anote no caderno. Depois, releia o texto.
 2- "Hoje em dia no  mais possvel pensar o mundo sem a imagem."
 a) Escreva o que voc entendeu sobre essa afirmao.
 b) Voc concorda com essa afirmao? Por qu?
<R->
 
  Retratos de pessoas e paisagens foram os primeiros "objetos" a despertarem
a ateno dos fotgrafos. Assim, existem fotografias bastante antigas de 
municpios.
  Observe as imagens a seguir. Elas retratam municpios brasileiros em 
diferentes pocas.

<R+>
_`[{quatro imagens. Descries e legendas a seguir_`]
<R->
  Imagem 1: Pintura mostrando casas e pequenos prdios construdos  beira-mar
e homens navegando em barcos e canoas.
<R+>
 Legenda: Reproduo da obra *Vista da Cidade de Salvador*, de autor desconhecido,
feita por volta de 1860.
<R->
  Imagem 2: Foto antiga mostrando uma ponte com postes de iluminao a gs.
<R+>
 Legenda: Municpio de Belo Horizonte por volta de 1900. Foto pertencente ao
acervo do Museu Ablio Barreto.
<R->
  Imagem 3: Foto em preto e branco mostrando a vista area de uma cidade,
com prdios de estilo moderno.
<R+>
 Legenda: Municpio de Braslia na dcada de 1970.
<R->
 Imagem 4: Foto colorida mostrando em primeiro plano, pista de caminhada
perto do mar; em segundo plano, prdios altos e modernos  beira-mar.
<R+>
 Legenda: Foto do municpio de Fortaleza por volta de 2000.
<R->

<16>
<R+>
3- Agora responda no caderno: 
 a) Na sua opinio, por que essas imagens foram feitas? 
 b) Como voc pode observar, essas imagens so de pocas diferentes. Que 
diferenas voc observa entre elas? 
 c) Por que voc acha que essas mudanas ocorreram? 
 d) Imagine que voc tem uma cmera fotogrfica nas mos. Que locais 
fotografaria para contar um pouco da histria de seu municpio? Por qu?
 e) Pergunte s pessoas de sua casa ou a outros conhecidos se eles possuem 
fotos de outras pocas do municpio onde voc vive. Se tiverem, pea para 
tirarem cpias dessas fotos. Leve-as para a sala de aula e junto com seus 
colegas formem um lbum de seu municpio.
<R->

               oooooooooooo

Cartes-Postais: Forma de 
  Mensagem e Fonte Para
  a Histria

  Quando viajam, muitas pessoas costumam mandar mensagens do lugar que esto 
visitando para amigos e parentes. Geralmente essas mensagens so enviadas por
meio de cartes-postais.
<17>
  Alm de servirem como meio de comunicao, os cartes-postais so fontes 
de estudo da histria. Por meio deles podemos obter informaes sobre os 
municpios (sua arquitetura e cultura, por exemplo) e conhecer as impresses 
que as pessoas tm quando visitam esses lugares.
  Existem pessoas que colecionam cartes-postais antigos, enviados a quem 
elas nem sequer conheceram. Alm desses colecionadores, h alguns 
estabelecimentos, como os museus, que guardam cartes-postais.

<R+>
_`[{Foto de um carto-postal. Legenda a seguir_`]
<R->
  Na parte da frente de muitos cartes-postais h uma fotografia referente 
a determinada localidade. No verso, h uma breve descrio da fotografia e 
um espao para ser preenchido com um pequeno texto e o endereo de quem vai
receber o carto. 

  Leia, a seguir, um texto sobre um carto-postal que uma senhora de
90 anos vai deixar de herana para a filha. Essa histria pode nos fazer
pensar no quanto nossas emoes esto presentes no que escrevemos e
em como as lembranas nos acompanham por toda a vida. 

<P>
Lembrei-me de voc

  Em 7 de junho de 1928, completei 18 anos. Meu pai, Pedro Hubscher, estava 
na distante Iugoslvia, trabalhando, e escreveu me felicitando. Minha me, 
minha irm e eu espervamos ansiosas seu retorno para casa, mas isso nunca 
aconteceu: ele morreu l, pouco tempo depois, de pneumonia.
  Estou com 90 anos, e toda a tristeza que senti na ocasio j se desfez
no tempo. Ficou esse carto, que  uma boa recordao do carinho do
meu pai. Minha filha diz que os meus "guardados" a aproximam de um
passado que tambm  um pouco dela. Vai ganhar o carto...

<R+>
Em: *Revista da Folha*. n.o 450. So Paulo, 24 de dezembro de 2000. p. 16

_`[{foto do carto-postal enviado por Pedro Hubscher. Descrio a seguir_`]
<R->
  Na  parte da frente, foto de uma pequena cidade da Iugoslvia, no incio
do sculo XX. No verso, o destinatrio e o endereo: "Exma. Snrta. 
Mary Hubscher -- Rua Frei Gaspar, 89 -- So Paulo" e o texto: "A sua adorada
e boa filhinha, para o seu prximo aniversrio, todas as felicidades e venturas,
almeja de todo o corao. 
  Papae 
  Salve 7 de junho de 1928."

<18>
<R+>
1 Voc j recebeu algum carto-postal? Caso tenha recebido, leve-o
para a sala de aula e mostre-o a seus colegas e ao professor. Em uma
folha avulsa, escreva:
 a) quem enviou o carto para voc;
 b) onde essa pessoa estava;
 c) que aspecto desse lugar  retratado no carto-postal.

<P>
 2 Pergunte a seus parentes ou vizinhos se eles possuem algum
carto-postal do seu municpio. Se possurem, pea-lhes para tirarem
uma cpia e cole-a no caderno. Depois, faa uma legenda para o
carto, escrevendo que aspecto do municpio ele retrata.
 3 Que tal voc mesmo fazer um carto-postal? Para isso, use cartolina ou
papel-carto. Na frente, desenhe uma paisagem do seu municpio de que
voc goste. No verso, escreva uma mensagem e o endereo de um colega a quem 
voc gostaria de envi-lo. Se preferir, em vez de desenhar, recorte de 
revistas ou jornais uma foto de seu municpio e cole-a no carto.
<R->

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>

               oooooooooooo

Os Monumentos Tambm Guardam
  Histrias

  Os monumentos so construdos para homenagear pessoas ou relembrar 
acontecimentos. Observe estas fotos:

<R+>
_`[{quatro fotos. Legendas a seguir_`]
<R->
  Foto 1: Busto de Tiradentes, no municpio de Tiradentes, em Minas Gerais.
  Foto 2: Esttua do padre Ccero no municpio de Juazeiro do Norte, Cear.
  Foto 3: Obelisco, no parque do Ibirapuera, municpio de So Paulo, 
construdo para lembrar a Revoluo de 1932.
  Foto 4: Detalhe do monumento das Bandeiras, no municpio de So Paulo,
esculpido em homenagem aos bandeirantes.

               ::::::::::::::::::::::::

<P>
Conhecendo melhor as palavras

  Monumento e memria so palavras que esto bastante ligadas entre si.
  Os monumentos podem ser construdos com pedra, concreto, ferro fundido, 
bronze, ou seja, com materiais durveis, para que resistam ao tempo e muitas 
pessoas em diferentes pocas possam ter acesso a eles e observ-los.
  Os monumentos podem ser de diversos tipos, como, por exemplo:
<R+>
 *Bustos* -- representam a cabea, o pescoo e parte do corpo de uma pessoa.
 *Esttuas* -- podem ser de vrios tipos, mas sempre representam a pessoa 
homenageada de corpo inteiro, em diferentes situaes (sentada, em p, 
montada em um cavalo etc.).
 *Obeliscos* -- monumentos de pedra em que a base  mais larga que a ponta. 
So feitos para lembrar algum episdio considerado importante.
<R->

<20>
  Ao andarmos pelas ruas dos municpios, podemos observar vrios monumentos. 
Assim como os relatos orais, as imagens e os documentos escritos, os monumentos
guardam informaes e lembranas da sociedade.
  Quem so as pessoas homenageadas em monumentos? Sobre isso, leia o texto a 
seguir: 

Pedra, bronze, histria... 
  esttua!

  Mas ser que (...) s h espao para que a histria dos grandes homens e de
fatos extraordinrios seja representada nas esttuas? No. Nem sempre  a 
histria dos poderosos, dos grupos privilegiados da sociedade, que aparece 
nas esttuas. Muitas vezes, grupos (...) excludos conseguem representar seus
heris, seus smbolos, sua histria.
  No Rio de Janejro, por exemplo, foi inaugurada, em 1986, uma cabea 
dedicada a Zumbi dos Palmares, lder negro que lutou pela abolio da 
escravatura. Tem tambm esttua dedicada a pai-de-santo, esttua de sambista,
esttua para operrios... Isso mostra que os grupos foram conquistando espao
para homenagear seus representantes. Veja l uma coisa interessante: em qualquer
cidade existem poucas esttuas dedicadas a mulheres importantes. Mas existem! 

<R+>
_`[{escultura de uma mulher, segurando um revlver, montada num cavalo.
Legenda a seguir_`]
<R->
  Legenda: Na foto, esttua em homenagem a Anita Garibaldi.

<R+>
Marcelo Abreu. Em: *Cincia Hoje das Crianas*. n.o 107. Rio de Janeiro, 
SBPC, outubro de 2000. p. 25 

1 Procure no dicionrio o significado das palavras *privilegiado* e *excludo*.
Depois, escreva no caderno o que voc entendeu do primeiro pargrafo do texto. 
<P>
 2 Para voc, o que significa ser heri? 

<21>
 3 Voc j reparou se existem monumentos no municpio onde voc mora? Para 
observ-los, combine, junto com seus colegas e o professor, um passeio pela
cidade. Para isso, sigam o roteiro:
 Na sala de aula
 a) Faam uma lista dos monumentos existentes no municpio.
 b) Elaborem um roteiro do passeio para que seja possvel vocs visitarem 
alguns desses monumentos.

 No passeio
 a) Levem papel e lpis para as anotaes.
 b) Observem o monumento: De que tipo ele ? De que material 
feito? O que ou quem ele representa? Quando foi construdo?
Quem  o autor do monumento?

<P>
 De volta  sala de aula
 a) Escolha um dos monumentos visitados e pesquise sobre a pessoa ou o 
acontecimento nele representado.

4 Dos monumentos que existem em seu municpio, quantos homenageiam:
 a) ndios?
 b) negros?
 c) mulheres?
 d) trabalhadores?
<R->

               ::::::::::::::::::::::::

Para terminar

  Adoniran Barbosa nasceu no municpio paulista de Valinhos em 1910. Filho de 
italianos que vieram para o Brasil, tornou-se um compositor famoso, com seus sambas retratando
as belezas e contradies da cidade de So Paulo e de seus moradores.
  Muitas de suas msicas falam dos bairros da cidade, das dificuldades
de se viver nela e de sua constante construo e desconstruo, como em *Saudosa
maloca*, de 1950.
  Leia, a seguir, a letra desse samba.

<22>
Saudosa maloca 
  Joo Rubinato (Adoniran Barbosa)

<R+>
Se o senhor num t lembrado, 
 D licena de contar
 Que aqui onde agora est 
 Esse adifcio arto 
 Era uma casa via,
 Um palacete assobradado. 
 Foi aqui, seu moo,
 Que eu, Mato Grosso e o Joca
 Construmos nossa maloca.
 Mas um dia,
 Nem quero me lembrar,
 Veio os homens com as ferramenta:
 "O dono mandou derrubar".
 Peguemo tuda nossas coisa
 E fumo pro meio da rua
 Apreci a demolio.
 Que tristeza 
 Que eu sentia,
 Cada tuba que caa
 Doa no corao.
 Mato Grosso quis gritar.
 Mas em cima eu falei:
 "O homem est com a razo,
 Nis arranja outro lugar".
 S se conformemos quando Joca falou:
 "Deus d o frio
 Conforme o cobertor".
 E hoje nis pega paia
 Na grama do jardim
 E pra esquecer,
 Nis cantemos assim:
 Saudosa maloca,
 Maloca querida,
 Dim-dim donde nis passemos
 Dias feliz de nossa vida.

Copyright (C) 1955 by IRMOS VITALE S.A. INDSTRIA E COMRCIO.
 Todos os direitos autorais reservados para todos os pases.
<P>
 ALL RIGHTS RESERVED. INTERNATIONAL COPYRIGHT 
  SECURED.
<R->

<23>
  Agora, observe esta reproduo do quadro *Futebol*, de Cndido Portinari, 
pintor brasileiro que nasceu no pequeno municpio de Brodsqui, em 1903,
numa fazenda de caf. Portinari viveu grande parte de sua vida no campo.
Muitas de suas obras mostram como era esse espao.

<R+>
_`[{pintura mostrando meninos jogando futebol em campo aberto, rodeado por: 
animais (bode, cavalo e boi), vegetao e poucas casas. legenda a seguir_`]
<R->
  *Futebol*, de Cndido Portinari, 1935.

<R+>
1 Leia novamente a letra de *Saudosa maloca* e responda no caderno:
 a) Quais temas aparecem na msica?
<P>
 b) Na sua opinio, ela retrata aspectos da paisagem rural ou urbana
do municpio? D exemplos da letra que justifiquem sua resposta.
 
2 No quadro *Futebol*, Cndido Portinari retrata a vida de crianas num
espao rural. Voc concorda com essa afirmao? Observe o quadro
novamente e justifique sua resposta. 
 3 Agora, voc  o artista. Represente o seu municpio por meio de um
texto, versos, desenho... Depois, com a ajuda do professor, pendure
seu trabalho no mural da sala de aula e observe o dos colegas.
<R->

               ::::::::::::::::::::::::

<P>
Para saber mais

livros
<R+>
 *Rua das rosas, rua dos meninos*, de Fernando Lobo.
So Paulo, FTD, 1996.
 *Paula de So Paulo*, de Maringela Bueno e Sonia Dreyfuss. 
So Paulo, Callis, 1997.
<R->

               xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxo

<P>
Unidade 2

Histria e Poderes nos 
  Municpios

  (...)
  A autoridade do governo vem da vontade do povo.
  O povo deve mostrar qual  a sua vontade pelo voto.
  Todas as pessoas tm o direito de votar.

<R+>
Ruth Rocha e Otavio Roth.
 *Declarao universal dos direitos humanos*.
 So Paulo, Quinteto Editorial, 1986. s/p
<R->

               ::::::::::::::::::::::::

<25>
Para comear

  Leia com ateno o convite reproduzido abaixo. Ele foi feito pela
Prefeitura do municpio de Barueri: 

<R+>
_`[{reproduo do convite da Prefeitura de Barueri. Programa a seguir_`]
<R->

             Programao do 51 
              Aniversrio da 
          Emancipao de Barueri

             Semana de 20 a 26 de 
                Maro de 2000

            Segunda-feira -- 20/03
                Projeto poemado
 Biblioteca Municipal do Jd. 
  Belval
<F->
 -- s 10 e s 14 horas.
<F+>
              Histria ao vivo
 Srie de encontros de persona-
  lidades da Emancipao com a 
  populao
 -- Biblioteca Municipal do jd. 
  Belval
 -- das 10 e s 14 horas, at 
  dia 23/03.

              Tera-feira -- 21/03
               Patrimnio Pblico
 Assinatura do Tombamento de-
  finitivo da Capela de Nossa 
  Sra. da Escada
 -- Gabinete do Prefeito -- 
  16 horas
          Msica, maestro!
 Apresentao da Orquestra 
  Municipal de Barueri
 -- Teatro Municipal

              Quarta-feira -- 22/03
                Projeto Memria
 Assinatura do decreto-lei de 
  criao do Arquivo e Museu 
  Municipal
 -- Biblioteca Municipal do 
  Jd. Belval -- s 15 horas

               Quinta-feira -- 23/03
               Arte e Artista de Rua
 Exposio de trabalhos da 
  Associao dos artistas de 
  Rua de Barueri
 -- Galeria Municipal de 
  Artes -- 19 horas

<P>
                 Sexta-feira -- 24/03
               Medalhas de Reconhecimento
 Entrega de medalhas a famlias 
  e instituies de Barueri
 -- Sede do Grupo Vida -- 
  19 horas

                  Sbado -- 25/03
                    *Show Gospel*
 Apresentao de artistas con-
  sagrados da comunidade evan-
  glica
 -- Boulevard -- 18 horas

                  Domingo -- 26/03
                    Ato Oficial
 Hasteamento das Bandeiras
 -- Praa Waghi Sales Nemer -- 
  8 horas

                   Sesso Solene
 Reunio plenria especial do 
  51 aniversrio de Barueri
 -- Cmara municipal -- 9:30 h

<R+>
1 Consulte no dicionrio o significado das palavras *Prefeitura* e *prefeito*.
<P>
2 Converse com seus colegas e respondam:
 a) Na sua opinio, por que  a Prefeitura que faz o convite para as 
comemoraes do aniversrio do municpio?
 b) Que atividades foram programadas para as comemoraes dos 51 anos de
emancipao do municpio de Barueri? 

3 Numa folha de papel avulsa, elaborem um convite para a festa de aniversrio
do seu municpio. Para isso, sigam o roteiro:
 a) Pesquisem a data de fundao ou emancipao do municpio.
 b) Elaborem a programao da comemorao. Antes, discutam que atividades 
sero realizadas. Lembrem-se de que os interesses dos diferentes grupos que 
formam o municpio -- como estudantes, trabalhadores do comrcio, da indstria,
dos servios, governantes etc. -- devem estar representados.
 c) Criem um desenho para ilustrar o convite. Se quiserem, desenhem tambm a
bandeira do municpio. 
 d) Ao final, vejam se no se esqueceram de mencionar:
 quantos anos o municpio est fazendo;
 a data e o local em que as comemoraes sero realizadas;
 o nome do municpio.
<R->

               oooooooooooo

<26>
Os Primeiros Municpios 
  Brasileiros e a Organi-
  zao dos Poderes

  Atualmente o governo dos municpios  formado pelo *prefeito*, pelo
*vice-prefeito* e pelos *vereadores*.
  O prefeito trabalha na *Prefeitura* e  responsvel pela administrao
do municpio. Em muitos municpios,  auxiliado pelos secretrios e, na
sua ausncia, quem assume o poder  o vice-prefeito. J os vereadores
se renem na *Cmara Municipal* e so os responsveis pelas leis do
municpio.
  Tanto o prefeito como os vereadores, que podem ser homens ou
mulheres, ocupam cargos pblicos. Eles so eleitos pela populao para
exercerem o poder em nome dela. Os municpios tm autonomia, isto ,
seus governantes podem elaborar e modificar suas leis, cobrar impostos
para prestar servios que julgarem necessrios  populao etc.

<27>
<R+>
1 Pesquise e escreva no caderno:
 a) o nome do prefeito e do vice-prefeito de seu municpio;
 b) o partido a que eles pertencem;
 c) as datas da posse e do fim de seu mandato;
 d) quantos vereadores compem a Cmara Municipal e a quais partidos polticos pertencem.
<R->

  Os cargos pblicos, assim como as pessoas e os municpios, tm uma histria 
que se inicia no passado e continua no presente.
  No ano de 1500, quando os portugueses chegaram s terras que hoje formam o 
Brasil, no havia municpios, prefeitos ou Cmaras Municipais. Nessas terras 
viviam os povos indgenas, que se dividiam em vrios grupos e se organizavam 
em aldeias. Seus lderes tinham um poder hereditrio (1) ou ento eram
escolhidos de acordo com suas habilidades -- como a coragem na caa, por 
exemplo --, e apenas os homens ocupavam cargos de liderana.

<R+>
_`[{mapa: Viagem de Pedro lvares Cabral em 1500. Trecho martimo percorrido pelo
navegador saindo de Lisboa (Portu-
<F->
:::::::::::::::::::::::::::::::::
      (1) Hereditrio: que  
  transmitido de pai para filho, 
  por herana.
<F+>
<P>
  gal), chegando a Porto Seguro (Brasil)_`]
<R->

  Embora houvesse vrios povos indgenas vivendo aqui, os portugueses
apropriaram-se das terras, dando incio  dominao desses povos.
<28>
  No comeo os portugueses dedicaram-se apenas a extrair o pau-brasil das 
terras "descobertas". Essa madeira era muito valorizada na Europa porque 
dela se obtinha um corante para tingir tecidos. 
  O governo portugus s decidiu colonizar essas terras em 1530. Durante o 
perodo colonial, que durou at o comeo do sculo XIX, o Brasil foi governado 
pelo rei dos portugueses, que fundaram as primeiras vilas e cidades brasileiras.
  Entre essas vilas e cidades, podemos citar So Vicente (1532), Olinda 
(1535), Salvador (1549), Rio de Janeiro (1565), Joo Pessoa (fundada em 1585 
com o nome de Filipia), Natal (1598) e Belm (1616). 

<R+>
_`[{foto da rvore pau-brasil. Legenda a seguir_`]
<R->
  O pau-brasil, que deu origem ao nome do nosso pas, era uma rvore abundante na poca em que os
portugueses aqui chegaram, mas foi to explorada que atualmente se encontra em processo de extino.

               ::::::::::::::::::::::::

Conhecendo melhor as palavras

  Quando estudamos a histria de um povo ou de um lugar, os acontecimentos 
referem-se a perodos de tempo muito grandes: *dcadas, sculos, milnios*. Veja:

<P>
<F->
!::::::::::::::::::::::::
l  dcada =10 anos      _
l  sculo =100 anos     _
l  milnio =1.000 anos  _
h::::::::::::::::::::::::j
<F+>

<29>
  Os sculos so indicados por algarismos romanos e referem-se a um determinado
perodo. Observe a tabela:

<P>
<F->
pccccccccccccccccccccccccc
l Sculo _  Perodo      _
l---------#----------------#
l XV    _  1401 a 1500 _
l---------#----------------#
l XVI   _  1501 a 1600 _
l---------#----------------#
l XVII  _  1601 a 1700 _
l---------#----------------#
l XVIII _  1701 a 1800 _         
l---------#----------------#
l XIX   _  1801 a 1900 _
l---------#----------------#
l XX    _  1901 a 2000 _
l---------#----------------#
l XXI   _  2001 a 2100 _
l---------#----------------#                
<F+>

  Tradicionalmente, a histria do Brasil divide-se nos seguintes perodos:

<R+>
_`[{linha do tempo_`]

1500 -- 1530 -- 1600 -- 1700 -- 1800 -- 1822 -- 1889 -- 1900 -- 2000

Perodo pr-colonial -- de 1500 a 1530
 Perodo colonial -- de 1530 a 1822
 Perodo imperial -- de 1822 a 1889
 Perodo republicano -- de 1889 a 2000

1- Copie a linha do tempo acima em uma folha de papel sulfite.
     Observe as propores!
 a) O perodo colonial foi de 1530 a 1822. Quantos sculos durou,
aproximadamente, esse perodo?
 b) Marque na linha do tempo o ano em que seu municpio foi criado
e o nome dele. Depois, responda: Em que perodo da histria do Brasil 
ele foi criado?
 c) Marque, tambm, a data de fundao e o nome das vilas e
<P>
  cidades mencionadas no texto.
<R->

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>

<R+>
2 Converse com seus colegas e respondam: Por que as primeiras vilas e
cidades brasileiras foram fundadas no litoral?

<30>
3 Procure saber se no municpio onde voc mora h grupos indgenas.
     Se houver, pesquise e responda:
 a) A que povo(s) eles pertencem? 
 b) Como se organizam?
 c) Que nome recebem seus lderes e como so escolhidos?
 d) Como  a relao desses grupos com a natureza?
<R->

  No perodo colonial, o poder das vilas e cidades estava concentrado
nas mos dos grandes proprietrios de terras e escravos, conhecidos
como *homens bons*. Geralmente esses homens eram nobres portugueses
a quem o rei de Portugal concedia terras na colnia.
  Nessa poca, grande parte da populao, que era formada por pessoas
livres e escravas (indgenas e negros trazidos da frica), vivia nas fazendas.
  Nas vilas e cidades ficavam a *alcaidaria* e a *Cmara Municipal*.
Alcaidaria correspondia  Prefeitura de hoje, e alcaide era o equivalente a prefeito. 
  Controlados pelos homens bons, esses rgos administravam os municpios.
Entre outras coisas, estabeleciam os preos dos produtos comercializados,
cobravam impostos, contratavam funcionrios e combatiam os indgenas que 
no aceitavam a invaso de suas terras. Muitos indgenas foram presos e 
transformados em escravos depois desses combates.

<R+>
_`[{foto de um museu. Legenda a seguir_`]
<R->
  Atual Museu da Inconfidncia, em Ouro Preto, Minas Gerais, onde no final
do sculo XVIII funcionavam a Cmara Municipal e a Cadeia.

<R+>
4 Entreviste seu pai, sua me ou outro adulto de sua casa para saber como 
os governantes de seu municpio so escolhidos. Siga o roteiro:
 a) Quem escolhe o prefeito, o vice-prefeito e os vereadores?
 b) Como  feita essa escolha?
 c) Na sua opinio, que qualidades essas pessoas devem ter?
 d) Se a populao no estiver satisfeita com seus governantes, o que deve fazer?

<31>
5 Monte uma tabela no caderno comparando a organizao dos
poderes no municpio na poca colonial e atualmente.
<R->

  Voc estudou que, no perodo colonial, apenas os proprietrios de terras 
e escravos tinham poder poltico. E entre os indgenas, quem detm o poder? 
Leia o texto a seguir:

  Quem detm o poder nas sociedades indgenas? Como so tomadas as decises? 
Como so resolvidos os problemas e as disputas entre pessoas e grupos? Quem  
o chefe? Como algum chega a ser chefe?
  A poltica existe para ordenar o relacionamento entre as pessoas.
Normalmente, o termo "poltica" est ligado a um outro muito conhecido
nas sociedades no-indgenas: "poder". Mas, nas sociedades indgenas,
o importante  o exerccio da liderana.
  Para ser chefe numa sociedade indgena,  preciso ter algumas qualidades 
muito apreciadas que, aliadas entre si, do prestgio ao chefe:
<R+>
 a) ser respeitado;
<P>
 b) desenvolver as qualidades masculinas valorizadas na sociedade;
 c) conhecer a histria e as tradies do povo e saber narr-las;
 d) saber falar em pblico e convencer as pessoas de suas idias;
 e) ser trabalhador e dar o exemplo para que outros o sigam e cumpram o que ele determinar;
 f) ser generoso.

Daniel Munduruku. *Coisas de ndio*. So Paulo, Callis, 2000. p. 45

<32>
6 Responda:
 a) De acordo com o texto, que qualidades um chefe indgena deve ter?
 b) Com base no que voc aprendeu sobre os poderes no municpio
ontem e hoje e sobre o poder nas sociedades indgenas, responda:
<P>
     Quais as diferenas entre o significado do poder para os indgenas
e os no-indgenas?
<R->

               oooooooooooo

Outras Formas de Poder

  O municpio de Ouro Preto, antes chamado Vila Rica, em Minas Gerais, 
comeou a ser formado a partir de 1698, quando l foram descobertas jazidas 
de ouro. No sculo XVIII ocorreu um grande desenvolvimento na regio devido 
 explorao do ouro. Ainda hoje, Ouro Preto rene vrias construes dessa 
poca, sendo considerada patrimnio histrico da humanidade. 
  O texto a seguir nos d algumas informaes sobre como eram as relaes de 
poder nesse municpio por volta de 1700. 

  (...) Na segunda metade do sculo XVIII, (...) Vila Rica (...) atingiu
uma populao de 20 mil pessoas, o que era uma quantidade considervel
para trezentos anos atrs! A maioria se compunha de negros e mulatos,
isto , filhos de brancos e negros. Os brancos correspondiam a uma
pequena parte da populao, porque o nmero de escravos trazidos da frica 
era cada vez maior (...).
<33>
  Tente imaginar-se caminhando por Vila Rica no sculo XVIII (...).
Prepare suas pernas: a vila situa-se em uma rea montanhosa e as ruas, alm 
de desalinhadas, so um verdadeiro sobe-desce, com ladeiras e mais 
ladeiras. (...)
  Subindo uma ladeira,  possvel ver (ou seja, imaginar) escravos
mal-vestidos passarem carregando algumas mercadorias. Outros, ali adiante, 
trazem um pau no ombro, no qual se prende uma rede; dentro dela vai uma 
senhora a passear. No sentido contrrio, vem pelo canto um homem branco e 
bem-vestido. Ao cruzar com os carregadores, abrem caminho e ele segue em 
frente; ao aproximar-se da rede, tira o chapu e dirige algumas palavras 
corteses  senhora. Esse homem deve ser algum mineiro ou comerciante rico, 
porque suas vestimentas so costuradas a ouro! Nem todos os brancos, porm, 
se vestem to bem... 
  Continue a caminhada. Se quiser adotar os costumes da poca, no deixe de 
cumprimentar o senhor das roupas de ouro e a senhora da rede, pois isso 
nas Minas  levado a srio. Mas s cumprimente os escravos se voc no for 
uma pessoa de prestgio. Em Vila Rica, as aparncias e os comportamentos
so muito observados pelos outros.  como se voc estivesse no palco
de um teatro. (...)

<R+>
Marco Antonio Silveira. *Os arraiais e as vilas nas Minas Gerais*. 
So Paulo, Atual, 1996. p. 10

<34>
1 Pensando no que voc j estudou sobre o poder, responda:
 a) Os homens bons e os alcaides tinham poder poltico. Na sua opinio,
essa era a nica forma de poder existente?
 b) Identifique no texto os trechos que mostram outras formas de poder.

2 Junte-se com seus colegas e faam uma lista das formas de poder que existem:
 a) em casa; 
 b) na escola; 
 c) na rua;
 d) no bairro;
 e) no municpio.
 
3 Agora, vocs vo representar uma cena que demonstre as formas de
poder citadas na atividade anterior. Para isso:
 a) Com a ajuda do professor, faam um sorteio para distribuir os itens
(casa, escola, bairro, rua e municpio) entre os grupos.
 b) Combinem como iro representar a cena.
 c) Escolham quem ir representar as personagens, dirigir os ensaios,
ser responsvel pela caracterizao das personagens e do espao.
     Lembrem-se: todo o grupo deve participar!
<R->

               oooooooooooo

Conhecendo Um Pouco Mais a 
  Histria dos Municpios

  Todos os municpios tm histria. Ter histria no significa apenas ter
passado, mas tambm se refere ao que acontece no presente.
  Os municpios mudam constantemente. Eles vm sendo modificados desde a sua 
origem pelo trabalho das pessoas.
  Para saber como um lugar era no passado e como ele se transformou,  preciso
pesquisar sua memria histrica, ou seja, os documentos e as recordaes que 
se conservam sobre a histria de um lugar, como fotos, mapas, objetos antigos, 
construes (casas, igrejas, prdios), monumentos, documentos escritos e orais.
<35>
  Em muitos municpios h locais onde so guardados os diversos tipos de 
documentos que registram sua histria. So, por exemplo, os arquivos e 
museus municipais. 

<R+>
_`[{duas fotos. Legendas a seguir_`]
<R->
  1- Os arquivos municipais preservam grande nmero de documentos sobre a 
histria do municpio: mapas, jornais, revistas, livros, fotos, pinturas etc. 
Foto do Departamento do Patrimnio Histrico da Secretaria Municipal de 
Cultura de So Paulo, onde est instalado o Arquivo Municipal. 
  2- Museu Paulista, em So Paulo.

<P>
<R+>
1 Voc acha importante preservar documentos e recordaes da histria dos
municpios? Por qu?

2 No municpio onde voc mora existe arquivo municipal? Se houver, descubra 
o endereo com a ajuda do professor. Depois, em grupo, escrevam uma carta 
para pedir as seguintes informaes: 
 a) quando ele foi construdo;
 b) em que dias e horrios  aberto  visitao pblica;
 c) que tipos de documentos so guardados nele;
 d) alm de preservar documentos, que outras funes ele tem?
     Escrevam tambm sobre outras informaes que desejarem saber.
     Por fim, enviem a carta ao arquivo municipal e aguardem a resposta.

3 Alm do arquivo e dos museus municipais, que outros lugares podem
guardar documentos para se conhecer melhor a histria do municpio?
<R->

  Os livros tambm podem ser importantes fontes de informao sobre
a histria de um municpio. Neles podemos encontrar descries de um
lugar em determinada poca, relatos de como viviam seus moradores,
entre outras informaes.

<36>
<R+>
4 Responda:
 a) Voc sabe como se chamam os locais onde os livros so guardados?
 b) No municpio onde voc mora existem bibliotecas? Quais?
 c) Essas bibliotecas so pblicas ou particulares?

5 Sua escola possui biblioteca? Vamos conhec-la melhor? Para isso,
marquem, com a ajuda do professor, um dia para visitarem a
biblioteca e conversarem com o funcionrio responsvel por ela.
Sigam o roteiro abaixo e, se quiserem, faam outras perguntas.
 a) Que tipos de livros h na biblioteca?
 b) Como eles esto organizados?
 c) Qual o horrio de funcionamento da biblioteca?
 d) Quem pode utiliz-la?
 e) Os livros podem ser retirados da biblioteca? O que  preciso fazer?
<R->

  Observe estas fotos:

<R+>
_`[{duas fotos. Descrio a seguir_`]
<R->
  Foto 1: mostra uma sala, com grandes estantes de ferro, ocupadas por livros
dispostos ordenadamente.
  Foto 2: mostra um espao, dentro de um nibus, com estantes de madeira contendo livros.

  Nas fotos acima vemos pessoas pegando livros emprestados de
bibliotecas. As bibliotecas que emprestam seus livros para os leitores
levarem para casa por alguns dias chamam-se bibliotecas circulantes. 
Essas bibliotecas podem estar localizadas em prdios, como a da foto *1*,
ou ento percorrer vrios bairros do municpio, ficando, por exemplo, 
cada dia da semana em um bairro, como a da foto *2*. Neste caso, so chamadas
tambm de bibliotecas volantes. 

<R+>
6 Voc j viu alguma biblioteca volante em seu municpio? Que tipo 
de material ela possua? 
<37>
 7 Discuta com os colegas e o professor: Qual a importncia das
bibliotecas? Depois, escreva um pargrafo comentando o que foi discutido.
<R->

               ::::::::::::::::::::::::

Documentando

  Em quase todos os municpios existem escritores, poetas, cantores, pintores e
outros artistas que registram em suas obras aspectos do lugar onde nasceram e viveram.
  Leia estes trechos do poema de Manuel Bandeira. Nele o poeta relembra a
infncia no municpio onde nasceu, em 1886.

Evocao do Recife

<R+>
(...)
 Recife da minha infncia
 A rua da Unio onde eu brincava de chicote-queimado e partia as vidraas da casa de dona Aninha Viegas
 Totnio Rodrigues era muito 
  velho e botava o pincen (1) na ponta do nariz
 Depois do jantar as famlias 
  tomavam a calada com cadeiras mexericos namoros risadas
 A gente brincava no meio da rua
 Os meninos gritavam:
 Coelho sai
 No sai!
 (...) 
 Rua da Unio onde todas as 
  tardes passava a preta das 
  bananas
 Com o xale vistoso de pano da Costa 
 E o vendedor de roletes (2) de cana
 O de amendoim
 que se chamava midubim e no era torrado era cozido         
 Me lembro de todos os preges (3):
 Ovos frescos e baratos
 Dez ovos por uma pataca (4)
<F->
:::::::::::::::::::::::::::::::::
     (1) Pincen: culos sem
  haste, presos ao nariz por 
  uma mola.
     (2) Roletes: rodelas de 
  cana-de-acar descascadas
  que as pessoas costumam chupar.
     (3) Preges: pequena me-
  lodia recitada em voz alta 
  pelos vendedores ambulantes
  para anunciar suas mercadorias.
     (4) Pataca: antiga moeda
  de prata.
<F+>
<P>
 Foi h muito tempo...

Manuel Bandeira. *Antologia potica*. Rio de Janeiro, 
Jos Olympio, 1981. p. 70 e 72        
<R->

<38>
<R+>
1- No poema, Manuel Bandeira relembra como era a vida em seu municpio 
de origem. Responda:
 a) Em que municpio nasceu Manuel Bandeira?
 b) Nos trechos transcritos, que aspecto desse municpio  relembrado?
 
2- Com base nos trechos do poema, descreva como voc acha que era o municpio
do Recife na poca em que Bandeira era criana.
 3- Faa uma pesquisa para descobrir se em seu municpio h escritores ou 
artistas que registram ou registraram aspectos do municpio em seus trabalhos.
Escreva o nome deles, quando nasceram, se ainda esto vivos e de que maneira 
fizeram seus registros (por meio de histrias, msicas, pinturas, esculturas,
poesias etc.). 
<R->

  H tambm muitos historiadores que se dedicam a registrar a histria dos 
municpios. Para isso, fazem pesquisas em bibliotecas, arquivos, museus, 
conversam com moradores e ficam atentos a todos os tipos de pistas que possam
revelar aspectos da histria do lugar. Depois, divulgam suas descobertas e 
impresses para que as pessoas tenham acesso a elas.

<R+>
4- Entreviste dois ou trs moradores antigos de seu municpio.
Podem ser seus avs ou outros parentes idosos, vizinhos etc.
Mas ateno: as entrevistas devem ser feitas separadamente! Use
uma pgina de seu caderno para anotar as respostas de cada
entrevistado. Antes, escreva o nome e a idade de cada um deles.
Siga o roteiro abaixo e, se quiser, faa outras perguntas.
 a) De quais acontecimentos que marcaram a vida dos moradores
do municpio voc se lembra?
 b) Em que poca eles aconteceram?
 c) Por que esses acontecimentos ficaram em sua memria?
 d) Eles foram noticiados na imprensa? De que maneira?
<R->

               ::::::::::::::::::::::::

<39>
Para terminar

  Imagine que voc e seus colegas so historiadores. Organizem-se em grupos
e escrevam, em uma folha avulsa, um texto sobre a histria de seu municpio.
Antes, escolham o tema sobre o qual iro pesquisar (poderes, origem, 
transformaes pelas quais o municpio passou, problemas existentes etc.). 
  Depois de escolhido o tema, pesquisem nas diversas fontes disponveis, 
como:
<R+>
 livros (de histria, literatura, arte etc.);
 filmes;
 fotografias e pinturas; 
 letras de msica;
 depoimentos de moradores;
 matrias de jornais e revistas.
<R->
  Com base na pesquisa, escrevam o texto e colem fotos ou faam
desenhos para ilustr-lo. Com a ajuda do professor, exponham seus
trabalhos no mural da sala de aula.

               ::::::::::::::::::::::::

Para saber mais

livros
<R+>
 *O que os olhos no vem*, de Ruth Rocha. Rio de Janeiro, Salamandra, 1983.
 *A prefeitura  nossa*, de Giselda Laporta Nicolelis. So Paulo, Pioneira, 1977.
 *Uma aldeia perto de casa*, de Telma Guimares Castro An-
<P>
  drade. So Paulo, Atual, 2000.
 *Era uma vez um tirano*, de Ana Maria Machado. Rio de Janeiro, Salamandra, 1982.
<R->

               xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxo

<P>
Unidade 3

Convivendo em Sociedade e 
  Construindo uma Histria

<R+>
olhe de novo: 
 no existem brancos.
 no existem amarelos.
 no existem negros.
 somos todos arco-ris.

Ulisses Tavares. *Viva a poesia viva*. So Paulo, Saraiva, 1997. p. 56
<R->

               ::::::::::::::::::::::::

<41>
Para comear

  Formem um crculo na classe. O professor ir colocar um desenho no centro do
crculo e cada aluno, um por vez, vai ajudar a complet-lo da maneira que quiser.

<R+>
_`[{desenho de uma casa vermelha, feito em cartolina branca, s com as paredes, o
telhado, a porta e a janela_`]
<R->

  Depois de pronto, fixem o desenho no mural da sala de aula, com a ajuda do 
professor, e respondam:
<R+>
 1 O que vocs acharam do resultado final do trabalho?
 2 Vocs consideram que a participao de todos foi importante para
esse resultado? Por qu?
<R->

               oooooooooooo

O Que  Viver em Sociedade?

  Para viver, o ser humano necessita de alimento, casa, roupa, lazer e sade,
entre outras coisas.
  Desde os tempos mais remotos, as pessoas sempre procuraram viver em grupos 
para atender a essas necessidades.
  Quando o ser humano comeou a praticar a agricultura, por exemplo, percebeu
aos poucos que era necessrio realizar uma srie de tarefas. Havia muito 
trabalho: limpar o terreno, preparar a terra, enterrar as sementes, molhar o 
solo, cuidar para que insetos, pssaros ou outros animais no estragassem a 
plantao, fazer a colheita etc. Assim, as pessoas, reunidas em grupos, 
passaram a dividir o trabalho.

<R+>
1 Responda:
 a) Voc poderia viver sozinho? Por qu?
 b) Que atividade voc realiza sozinho? Cite um exemplo.
 c) Aps o recreio, quanto tempo voc levaria para varrer todo o ptio 
e deix-lo limpo? E se todos da classe o ajudassem, em quanto tempo o ptio 
ficaria limpo?
<R->

<43>
  Hoje as pessoas integram diferentes grupos. Cada grupo tem seus interesses 
e objetivos, suas normas, diviso de funes entre os membros etc. So grupos
sociais.
  As pessoas que fazem parte de um time, por exemplo, formam um grupo social 
esportivo. Voc, seus pais e irmos, ou as pessoas que vivem em sua casa, 
constituem um grupo social familiar. A famlia  o primeiro grupo do qual 
participamos. 
  Num municpio, h vrios outros grupos sociais. Todos esses grupos mantm 
diferentes tipos de relao entre si, formando a sociedade. Observe estas fotos:

<R+>
_`[{trs fotos representando diferentes grupos sociais. Legendas a seguir_`]
<R->
  Foto 1: Pessoas em um hospital.
  Foto 2: Vereadores reunidos na Cmara Municipal do municpio de Botucatu, em So Paulo.
  Foto 3: Pessoas em um supermercado.

<44>
<R+>
2 Responda:
 a) De que grupos sociais voc participa em seu municpio?
 b) Que outros grupos sociais voc conhece, embora no participe deles?

3 Escreva um texto sobre um dos grupos sociais de que voc participa. Conte,
por exemplo:
 a) onde vocs costumam se encontrar;
 b) como  o relacionamento entre os membros do grupo;
 c) quais atividades vocs realizam;
 d) como so tomadas as decises quando h discordncia de opinies.
<R->
     Ao final, crie um ttulo para seu texto. Se quiser, faa desenhos para ilustr-lo.

  As pessoas que formam os diversos grupos da sociedade so diferentes. Essas
diferenas podem estar relacionadas  idade, ao sexo,  origem tnica,  
condio social,  profisso,  crena religiosa,  opinio poltica etc. 
Tantas diferenas podem gerar conflitos. Assim, na sociedade existem normas 
que regulam a maneira como as pessoas devem agir e que devem ser seguidas por
todos os seus membros. Mas essas normas no so sempre iguais. Elas variam ao
longo da histria e tambm de uma sociedade para outra.

<R+>
4 Voc estudou que os vereadores so os responsveis pelas leis do municpio.
 a) Na sua opinio, para que servem as leis? 
 b) Voc conhece alguma lei que deve ser seguida por todos os moradores 
do seu municpio? Qual? O que pensa sobre ela?
 c) Tente descobrir se essa lei foi sempre assim ou se j passou por
alteraes. Caso j tenha sido modificada, escreva o que mudou e por qu.
<R->

               oooooooooooo

<45>
<P>
A Sociedade Brasileira

  Observe esta foto:

<R+>
_`[{foto de um grupo de crianas_`]

1 Responda:
 a) O que a foto retrata? 
 b) Que tipo de pessoas voc observa nessa foto?
<R-> 

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>

<R+>
2 Agora, pense nos moradores de seu municpio: vizinhos, colegas,
pessoas que encontra no supermercado, na igreja, na rua, no parque
de diverses... Eles so todos iguais?
<R->

  Em cada um dos municpios brasileiros, h pessoas de diversas
etnias. Essas pessoas tm condies sociais e de vida diferentes. Todas
juntas formam a sociedade brasileira.
  A sociedade brasileira foi formada por trs grupos tnicos principais:
*ndios* -- que j viviam aqui antes da chegada dos portugueses --,
*brancos europeus* -- principalmente portugueses -- e *negros* -- africanos 
trazidos como escravos para o Brasil.
<47>
  Mais tarde, nos sculos XIX e XX, vieram para o Brasil outros europeus
e tambm asiticos (orientais), em busca principalmente de trabalho. Essas
pessoas tambm passaram a fazer parte da sociedade brasileira.

<R+>
3 Qual a sua origem tnica: ndia, europia (branca), africana (negra) ou
asitica (oriental)? Se precisar, pea ajuda a seus pais ou responsveis
para responder.
<R->

               ::::::::::::::::::::::::

<47>
<P>
Conhecendo melhor as palavras

  Voc viu que a sociedade brasileira  o resultado de uma miscigenao, isto
, uma mistura de vrias etnias. Mas o que  *etnia*? 
  A palavra etnia pode se referir a grupos de pessoas com culturas semelhantes, como o grupo dos negros,
dos indgenas e dos brancos europeus -- os trs grandes grupos tnicos que 
formaram a sociedade brasileira.
  Mas essa palavra tambm pode ser utilizada para os diferentes povos
que formam cada um dos trs grandes grupos tnicos. No caso dos
negros, por exemplo, usamos essa palavra para os diversos grupos de
africanos que, aos milhes, foram trazidos como escravos para o Brasil, 
como os bantos e sudaneses.
  Os indgenas, que j viviam aqui antes da chegada dos portugueses, tambm 
se dividem em diversas etnias. Apesar de possurem algumas semelhanas 
culturais -- por exemplo, o modo como 
<48>
dividem o trabalho, a maneira como transmitem conhecimentos --, h muitas 
diferenas entre eles, como a lngua, a pintura corporal, as crenas, os 
tipos de danas, as formas de preparar os alimentos, a moradia, entre 
outros, que identificam cada um dos grupos.

<R+>
1- Na unidade 2, pgina 30, exerccio 3, voc pesquisou sobre os grupos 
indgenas que vivem em seu municpio. Agora, pesquise sobre outro grupo 
indgena e observe as diferenas e semelhanas entre eles.
 2- Com base no texto que voc leu, faa um desenho em uma folha avulsa
representando a sociedade brasileira. Depois, com a ajuda do professor,
pendure-o no varal da sala de aula. Observe tambm o desenho de seus colegas.
Vocs fizeram de-
<P>
  senhos semelhantes? 
<R->

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>

<R+>
3- Discuta com seus colegas e o professor a seguinte questo: Na sua opinio,
h conflitos entre os diferentes grupos tnicos que formam a sociedade 
brasileira? Justifique sua resposta.
<R->

               oooooooooooo

<49>
Imigrantes e Migrantes

  Ns, brasileiros, temos como antepassados pessoas que vieram de diferentes 
lugares do mundo -- frica, Europa e sia --, alm dos indgenas que j 
habitavam a Amrica.

<R+>
_`[{mapa: *Origens da Sociedade Brasileira*, destacando os continentes Europa,
sia e frica, regies de onde vieram as pessoas que deram incio  sociedade
brasileira_`]
<R->

  Quando as pessoas mudam de uma regio (municpio, estado, pas) para outra,
dizemos que elas *migram*. *Imigrar*  entrar em um pas estrangeiro para morar 
nele. *Emigrar*  sair de um pas para morar em outro. 
  Os motivos que levam as pessoas a migrar so vrios: falta de trabalho no local de origem, guerras, 
perseguies tnicas, polticas ou religiosas, terremotos etc. 
<50>
  A maioria dos imigrantes que vieram para o Brasil entre os sculos
XIX e XX eram italianos, espanhis, alemes, poloneses, srios e japoneses,
entre outros. Muitos sonhavam em ganhar dinheiro aqui e retornar a seus
pases de origem, mas a maioria acabou ficando e formando novas
famlias no Brasil, o que contribuiu para a diversidade tnica de nossa 
sociedade. Os filhos dessas famlias nasceram brasileiros.

<R+>
_`[trs fotos. Legendas a seguir_`]
<R->
  Foto 1: Famlia de imigrantes italianos, 1911.
  Foto 2: Famlia de imigrantes alemes, incio da dcada de 1920.
  Foto 3: Famlia de imigrantes japoneses, dcada de 1930.

<R+>
1 Entreviste um parente ou um conhecido que seja descendente de imigrantes. 
Siga o roteiro abaixo e, se quiser, faa outras perguntas.
 a) Quem de sua famlia imigrou, isto , veio para o Brasil?
 b) De que pas veio? 
 c) Por que veio para o Brasil?
 d) Que meio de transporte utilizou? Quanto tempo durou a viagem?
 e) Quando chegou aqui? Onde foi trabalhar?
 f) No incio da vida no Brasil, enfrentou dificuldades? Quais?
 g) A famlia ainda conserva algum costume desse pas? Qual?

<51>
2 Pesquise para saber quais os principais imigrantes que se estabeleceram
no municpio onde voc mora. Com a ajuda do professor, dividam a
classe em quatro grupos. Cada um ir pesquisar um dos seguintes
aspectos sobre esses imigrantes:
 a) festas tpicas do pas de origem (nome, o que comemora ou quem homenageia,
quando acontece etc.);
 b) tipos de moradia, vestimentas, costumes, lendas originrios desse pas;
 c) poca em que a maioria desses imigrantes se estabeleceu no municpio 
e por qu;
 d) que tipo de trabalho encontraram no municpio.
<R->

  Combinem uma data para a apresentao das informaes obtidas nas pesquisas.
Depois, cada grupo dever escrever um pequeno relatrio sobre as contribuies
(ou influncias) que esses imigrantes trouxeram para a sociedade do municpio.

               ::::::::::::::::::::::::

Documentando

  Ainda hoje, o Brasil continua a receber imigrantes. Mas, de uns anos para 
c, muitos brasileiros deixaram o pas, isto , *emigraram*. Entre as dcadas
de 1970 e 1990, o nmero de emigrantes brasileiros chegou a atingir um milho
de pessoas.
  Esses brasileiros saem do pas, geralmente, em busca de empregos e melhores 
salrios.
  O pas onde vivem mais brasileiros fora do Brasil  os Estados Unidos -- so
aproximadamente 600 mil pessoas. Depois vem o Paraguai, onde vivem cerca de 
300 mil brasileiros -- chamados de "brasiguaios".
  No Japo tambm vivem muitos brasileiros descendentes de japoneses. L, eles
so chamados de *dekasseguis*.
  A maior parte dos brasileiros que emigraram nos ltimos anos trabalha em servios
braais. So garons, lavadores de pratos, motoristas, faxineiros, entregadores, operrios.

<52>
<R+>
1- Pergunte a seus pais se em sua famlia h pessoas que emigraram para outros
pases. Se houver, procure saber:
 a) para que pases elas foram;
 b) quais foram os motivos que as levaram a emigrar;
 c) que trabalho elas realizam; 
 d) se houve melhoria nas condies de vida dessas pessoas;
 e) se enfrentam ou enfrentaram dificuldades.
<R->

  Em diversos municpios, alm dos imigrantes, que contriburam para a 
formao da sociedade, h tambm muitas pessoas que vieram de outros 
municpios. As pessoas que mudam de um municpio ou estado para viver em 
outro so chamadas de *migrantes*.

<R+>
_`[{foto de uma rodoviria, mostrando passageiros desembarcando de um nibus.
Legenda a seguir_`]
<R->
  Na histria do Brasil, a regio de onde mais partiram e partem migrantes 
para outras reas do pas  o Nordeste. Nessa regio, os perodos de seca 
prolongada, os baixos salrios, as precrias condies de trabalho e a falta
de terra para plantar e criar gado so os principais motivos que levam s 
migraes em massa.

<R+>
3 Converse com seus pais e procure saber se eles migraram de outro municpio
para o que vivem hoje. Se migraram, pea para que lhe contem:
 a) de qual municpio vieram e quando;
 b) o motivo de terem migrado;
 c) como escolheram o municpio onde vivem hoje;
 d) quais os aspectos positivos e negativos nessa mudana.
     Anote as informaes no caderno e leia-as para os colegas na sala de aula.
<R->

<53>
  Agora voc vai conhecer um pouco da histria de Jos Ccero Pinto. As 
informaes a seu respeito foram obtidas em uma entrevista na qual ele falou
sobre suas andanas, suas conquistas e seus desejos para o futuro.

  Jos Ccero nasceu no pequeno municpio de Quebrngulo, em Alagoas. Em 
julho de 2000 viajou para o Canad. Foi conhecer o pas e estudar ingls. 
Atualmente, estuda informtica e msica, e trabalha fazendo esculturas em 
madeira. Sua vida se parece com a de um jovem comum de classe mdia, mas o 
fato  que Jos  um ex-menino de rua.
  Quando ele tinha cinco anos de idade, fugiu de casa com os irmos, e
passaram a viver nas ruas. Pediam comida, roubavam, dormiam ao ar livre.
  Aos sete anos, ele foi levado para a Fundao de Amparo ao Menor (Fundanor), 
em Palmeira dos ndios, outro municpio alagoano. Ali comeou a estudar, 
aprender um ofcio e dormir em uma cama.
  Hoje, Jos Ccero faz esculturas de santos e animais de sua terra, que so 
vendidas nos *shoppings* dos municpios de Macei (AL) e Recife (PE), e com o 
dinheiro que ganha paga seus estudos. Quer falar vrias lnguas, ser advogado,
escritor e, se possvel, presidente da Repblica.

<R+>
Fonte: *Tenho fome de vitria*. Em: Revista *poca*. 
So Paulo, Globo, 10 de julho de 2000
<P>
4 Pesquise em um dicionrio o significado das palavras que no
conhece. Depois, releia o texto.

<54>
5 Responda:
 a) No texto so citados alguns municpios. Quais so eles?
 b) Voc j mudou de municpio, estado ou pas? De onde veio? Por
que mudou? O lugar para onde se mudou era como voc imaginava ou no? 
Em qu? Conte a sua experincia para os colegas e o professor.
 c) Quais so os desejos de Jos Ccero e o que ele tem feito para realiz-los?
 d) Quais so seus desejos para o futuro? O que voc pretende fazer para realiz-los?
<R->

  Voc viu que Jos Ccero, um ex-menino de rua, viajou para o Canad para 
conhecer esse pas. H milhares de anos as pessoas costumam viajar para 
conhecer outros lugares. Herdoto, por exemplo, um grego que viveu mais 
de 2.400 anos atrs, realizou uma srie de viagens pelo mundo antigo. 
Depois ele registrou suas impresses dos lugares que visitou. Ele foi a 
primeira pessoa a fazer registros dessa forma e, por isso,  considerado
o "pai da histria".

<R+>
6 Voc j viajou para outro municpio? No caderno, escreva um pequeno
texto contando como ele , no que ele  diferente do municpio onde
voc mora, de que mais gostou nele etc. No se esquea de escrever
o nome do municpio. Depois, troque de caderno com um colega e
leia o texto dele.
<R->

               oooooooooooo

A Cultura Brasileira

  As pessoas adquirem e constroem conhecimentos convivendo com
outras pessoas em diferentes grupos sociais, como, por exemplo, o da
escola, da famlia, do clube e da igreja.
  No Brasil, devido  grande diversidade tnica e  constante
movimentao de migrantes pelo pas, a troca de elementos entre as
diferentes culturas foi e continua sendo bastante intensa.
<55>
  Observe estas fotos:

<R+>
_`[{cinco fotos: um homem deitado numa rede; dois homens tocando 
cavaquinho; um homem treinando carat; uma mulher danando forr com uma 
boneca de pano e uma pizza calabresa. Legendas a seguir_`]
<R->
  1- A rede, to gostosa para brincar ou descansar,  de origem indgena.
  2- O samba, ritmo conhecido em todo o Brasil, tem sua origem em uma dana africana.
  3- O carat  uma prtica esportiva de origem japonesa.
<P>
  4- O ritmo do forr difundiu-se em todo o Brasil a partir do Nordeste.
  5- As pizzas, to apreciadas atualmente, foram trazidas pelos italianos.

<56>
<R+>
1 Muitos objetos e utenslios que usamos, muitas palavras de nosso vocabulrio
e alguns de nossos hbitos, entre inmeras outras coisas, foram "herdados" dos
diferentes grupos tnicos que formaram a sociedade brasileira. Faa uma pesquisa,
em livros, dicionrios e enciclopdias, para saber qual  a origem:
 a) da esteira que costumamos usar na praia;
 b) das palavras caula, cafun, moleque, batuque, zombaria, quilombo;
 c) do prato chamado bacalhoada;
 d) do hbito de tomar banho diariamente.

<P>
2 Converse com seus avs ou com pessoas mais velhas para saber quais eram 
seus hbitos e rotinas quando tinham a sua idade. Compare o modo como eles 
viviam ao modo como voc vive hoje, observando as semelhanas e diferenas.
<R->

               ::::::::::::::::::::::::

Documentando

  Msicas, adivinhaes, brincadeiras, comidas, provrbios, festas, o modo de
falar, de se vestir, de expressar os conhecimentos -- tudo isso faz parte da 
cultura popular.
  A cultura popular tambm se transforma de uma gerao para outra, de um 
grupo social para outro ou de uma regio para outra. Veja, por exemplo, o 
caso das festas. 
  As festas envolvem comunidades de vrios tamanhos: algumas so locais, 
outras so regionais e outras ainda ocorrem em todo o pas, ou at mesmo em 
todo o mundo. Carnaval e So Joo so exemplos de festas populares brasileiras
que, embora aconteam em todo o pas, se expressam de acordo com os costumes 
dos lugares onde ocorrem e das pessoas que participam delas.
<57>
  Leia, a seguir, um texto sobre a festa do bumba-meu-boi, que teve como base
a reportagem de uma equipe da MTV que viajou pelo Brasil pesquisando a 
diversidade musical brasileira.

Bumba-meu-boi

  "O mais impressionante em nossas viagens foi descobrir como uma nica 
tradio vai se alterando ao se adaptar aos costumes locais", contou (...)
o antroplogo Hermano Vianna. "O melhor exemplo  o festejo do boi. Encontrei 
tantas variaes que desisti de procurar o original", confessa.
  Em todo o pas, a narrativa encenada com msica e dana  sempre parecida:
uma rs morre e  ressuscitada por um curandeiro. A partir da, vale tudo. 
O boi maranhense  tocado com pandeires e roncador (uma cuca enorme, de som
grave). J os catarinenses usam acordeo.
<58>
  O que se tornou, nos ltimos anos, o mais popular de todos -- o boi-bumb, 
de Parintins, no Amazonas -- evoca a rivalidade e a grandeza das escolas de 
samba cariocas, em pleno rio Negro. Dois blocos, o Garantido e o Caprichoso, 
competem pela encenao mais vistosa e animada da lenda e a festa, que dura 
trs dias todo final de junho, chega a atrair 50 mil pessoas. 
  J o pesquisador Jos Ramos Tinhoro garante que a folguedo deve-se a uma 
contribuio do holands Maurcio de Nassau. Para inaugurar a ponte sobre o 
rio Capibaribe, em Recife, no dia 28 de fevereiro de 1644, o conquistador da
cidade teria mandado empalhar um boi que, amarrado por cabos, criava a iluso
de voar pelos ares. A atrao teria sido criada por razes econmicas, j 
que a travessia da ponte exigia o pagamento de pedgio. 
  (...) 

<R+>
Celso Masson. Em: Revista *Superinteressante*. n.o 6. So Paulo, 
Abril, junho de 2000. p. 57

_`[{foto de uma fantasia de boi enfeitado com fitas, pompons, rendas e
tecido estampado. Legenda a seguir_`]
<R->
  Conforme a regio, o bumba-meu-boi pode mudar de nome: boi-bumb, boi-catemba,
boi-pintadinho, boizinho etc. Na foto, festa do bumba-meu-boi no municpio de So Lus, Maranho.

<R+>
1- Segundo o pesquisador Jos Ramos Tinhoro, a festa do bumba-meu-boi 
deve-se a que acontecimento? 
 2- A festa do bumba-meu-boi  realizada no municpio ou na regio onde voc
mora? Se for, que nome recebe? Como  comemorada? 
 3- H outras festas populares no seu municpio? Quais? Escolha uma delas e 
escreva uma pequena histria contando que fato ela comemora ou quem homenageia,
como  comemorada, qual a sua origem etc. Faa um desenho para ilustrar o 
seu texto e escreva uma legenda.
<R->

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>

  Voc j parou para pensar que os nossos hbitos alimentares tambm so 
culturais? Eles so herdados de nossos antepassados e tambm se transformam, 
devido, principalmente, s mudanas tecnolgicas e s influncias culturais. 
<59>
  Leia o texto a seguir:

Alimentos do mundo

  Hoje em dia fazer compras para preparar o jantar  bem diferente da 
poca de seus avs. Voc pode comprar alimentos produzidos em outras cidades, 
outros estados e at outros pases. Tambm d para comprar comida que dura 
muitos meses e at anos. Antigamente era bem diferente. Era raro encontrar 
 venda produtos alimentcios fabricados em lugares distantes. Mais difcil 
ainda era comprar alimentos que durassem muito tempo. Tudo era produzido e 
vendido em locais prximos e os alimentos estragavam rapidamente. Agora,
graas s modernas tcnicas de cultivo e de conservao de alimentos, tudo 
isso mudou.
  (...) 
  A comida brasileira  uma mistura de especialidades de outros pases. O 
arroz e o feijo foram trazidos pelos europeus e viraram comida tpica 
brasileira. O hambrguer veio dos Estados Unidos. A pizza foi criada na 
Itlia. A salsicha foi feita pelos alemes. O *sushi*  inveno japonesa. 
E a batata frita foi popularizada pelos franceses.

<R+>
Em: Revista *Recreio*. n.o 21. So Paulo, Abril, 3 de agosto de 2000. p. 53

3 H pratos tpicos do municpio ou estado onde voc mora? Quais?
Escreva a origem deles. 
 4 Seus familiares costumam preparar pratos tpicos do local de origem
deles? Qual o seu preferido? Copie, numa folha avulsa, a receita desse 
prato. Depois, com a ajuda do professor, junte a sua receita com a dos 
colegas e montem um livro de receitas.
<R->

               ::::::::::::::::::::::::

Para terminar

  Leia este trecho de uma cano:

<R+>
O homem negro no  melhor
 que o homem branco, nem pior
 a pele branca no  pior
 que a vermelha, nem melhor
 a pele negra, branca, vermelha, amarela
  apenas a roupa que veste um 
  homem
 -- animal nascido no amor
 criado para pensar, sonhar e fazer
 outros homens 
 com amor.

Milton Nascimento e Fernando Brant. *A cor do homem*.
Em: Chico Alencar e outros. *Brasil vivo*. Petrpolis,
Vozes, 1986, v. 1. p. 42

1 Pensando no que voc estudou nesta unidade, faa um desenho bem
bonito para ilustrar o trecho da cano. Depois, com a ajuda do
professor, pendure-o no varal da sala de aula e observe o desenho
que seus colegas fizeram.
<R->

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>

<R+>
2 Voc concorda com a mensagem que esse trecho da cano
transmite? Converse com seus colegas e o professor. D sua opinio
e oua o que eles tm a dizer.
<R->

               ::::::::::::::::::::::::

Para saber mais

livro
<R+>
 *O menino marrom*, de Ziraldo. So Paulo, Melhoramentos, 1990.
<R->

               xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxo

<P>
Unidade 4

Vida e Trabalho nos Municpios

<R+>
O leite o homem tira da vaca
 e com ele faz manteiga e nata.
 O po  o milagre do trigo
 que a terra d de presente,
  s plantar a semente.

Roseana Murray. *No mundo da lua*. Belo Horizonte, Miguilim, 1983. s/p
<R->

               ::::::::::::::::::::::::

<62>
Para comear

  Observe estas fotos. Elas retratam diferentes paisagens do municpio
de Itapira, em So Paulo.

<R+>
_`[{trs fotos. Descrio a seguir_`]
<R->
  Foto 1: grande extenso de terra, preparada para o plantio, cortada por
uma rodovia.
  Foto 2: uma usina e, ao longe, uma cidade.
  Foto 3: uma rua, com prdios em estilo arquitetnico do incio do sculo
XX, onde funcionam lojas.

<R+>
1 Em grupo, relacionem os tipos de trabalho que vocs acham que podem ser 
realizados nesses espaos. Depois, respondam: Que produtos ou servios podem
ser obtidos a partir desses trabalhos?
 2 Na sua opinio, as atividades econmicas tambm tm histrias?
<R->
 
               oooooooooooo

<63>
Cada um Necessita do 
  Trabalho de Muitos

  Observe esta foto:

<R+>
_`[{foto mostrando crianas e adultos comendo e bebendo, sentados ao redor
de uma grande mesa_`]

1 Agora, responda:
 a) O que essas pessoas esto fazendo?
 b) Que alimentos voc consegue ver na foto?
 
2 Recorte, de jornais, revistas, livros, figuras dos locais onde esses 
alimentos so produzidos. Faa uma colagem com os recortes e escreva uma 
legenda, identificando o nome desses locais.
 3 Pense no que voc comeu hoje no caf da manh. No caderno, faa
um desenho representando cada alimento e, do lado, escreva o nome
dos trabalhadores que os produziram.
<R->

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>

  Como voc viu, para nos alimentarmos precisamos do trabalho de muitas 
pessoas, como o do agricultor, que planta e colhe os alimentos, o do 
pecuarista, que cria animais, e o dos operrios que trabalham nas indstrias,
transformando as matrias-primas em produtos industrializados.
<64>
  Alm dos produtos da agricultura, da pecuria e da indstria, para viver 
necessitamos de produtos extrados da natureza, os peixes e o sal, por 
exemplo, e de muitos servios, como os prestados em escolas, hospitais, 
bancos, oficinas, lojas, alm de servios de transporte, comunicao, lazer, 
e fornecimento de energia. Tudo isso  resultado do trabalho de muitas 
pessoas em diversas atividades. Essas atividades so realizadas no espao 
rural ou no espao urbano dos municpios. 

<R+>
4 Rena-se com os colegas e respondam no caderno quais das atividades 
econmicas representadas a seguir so desenvolvidas no municpio onde 
vocs moram.

<P>
<R+>
_`[{seis fotos com legendas, descritas a seguir_`]
 Foto 1: uma usina hidreltrica.
 Legenda: Produo de energia eltrica.

Foto 2: pescadores preparando a rede para a pesca.
 Legenda: Extrativismo.

Foto 3: operrios trabalhando em uma fbrica.
 Legenda: Indstria.

Foto 4: uma rua com vrias lojas.
 Legenda: Comrcio.

Foto 5: uma grande extenso de terra cultivada.
 Legenda: Agricultura.

Foto 6: um homem, a cavalo, conduzindo cabras e bodes.
 Legenda: Pecuria.

<P>
5 Quando essas atividades econmicas comearam a se desenvolver no municpio?
Por qu?
<R->

               oooooooooooo

<66>
A Agricultura na Histria

  A agricultura  uma atividade econmica, realizada no campo, que ao
longo do tempo passou por transformaes na forma como  praticada.
  Os primeiros habitantes da Terra viviam da caa e da coleta de frutos e
outros vegetais. Eles dependiam exclusivamente da natureza para viver.
Quando se tornavam escassos os vegetais ou os animais, os grupos
humanos mudavam-se para outro lugar. Isso foi assim por milhares de
anos, at as pessoas descobrirem que podiam plantar e depois colher seus
alimentos, dando incio  agricultura.
  Com o tempo, o ser humano foi fazendo descobertas e inventando
ferramentas para auxili-lo no cultivo agrcola. Observe:

<R+>
_`[{trs fotos: um homem carregando uma enxada; um homem utilizando um arado
puxado por um cavalo e um homem dirigindo um trator, que puxa um arado. 
Legendas a seguir_`]
<R->
  1- A enxada  um dos instrumentos agrcolas mais simples e antigos que 
existe. Num passado remoto, quando as pessoas ainda no sabiam transformar
os metais, as enxadas eram feitas de pedra. Hoje, ainda so muito utilizadas
para carpir o mato, revolver a terra e cavar buracos para os agricultores
poderem semear.
  2- A partir da enxada, o ser humano criou o arado, que no incio era puxado
por animais.
  3- Mais tarde, as pessoas passaram a utilizar mquinas para puxar o arado.

<67>
<P>
  Atualmente, muitos trabalhos agrcolas so mecanizados, ou seja,
feitos com o auxlio de mquinas.  assim no preparo da terra, no plantio
e at mesmo na colheita de alguns produtos (trigo, por exemplo).

<R+>
1 Observando as fotos anteriores, o que voc percebe?
 2 Procure saber se no municpio onde voc mora a agricultura  uma
atividade econmica importante. Responda:
 a) Que instrumentos so utilizados atualmente?
 b) Esses instrumentos eram os mesmos quando essa atividade se iniciou 
no municpio? O que mudou?
 c) Hoje  necessria mais mo-de-obra para uma quantidade de produo 
semelhante? Por que isso acontece?
<R->

  Antes da utilizao intensa de mquinas na agricultura, o trabalho
no campo era bem diferente. Muitas pessoas trabalhavam no espao
rural e a maioria morava nas fazendas e tinha emprego durante o ano inteiro.
  Depois da mecanizao da agricultura, o trabalhador rural passou a
ter menos trabalho e somente em alguns perodos do ano, como por exemplo 
na poca da colheita.
  Assim, muitos trabalhadores deixaram o campo e mudaram-se para
as cidades em busca de emprego fixo, moradia, escola e melhores
condies de vida. A esse movimento de pessoas do campo para a
cidade d-se o nome de *xodo rural*.
  No entanto, na maioria das vezes, as pessoas que deixam o campo
tm dificuldade de encontrar emprego na cidade e acabam vivendo em
condies ainda piores. Moram em bairros perifricos e em condies
precrias: sem escolas, atendimento mdico, gua encanada e esgoto,
coleta de lixo, transportes coletivos etc.
<68>
  A falta de emprego na cidade faz com que muitos trabalhadores se
dirijam para o campo nas pocas em que h trabalho. Eles so conhecidos 
como bias-frias.

<R+>
_`[{foto mostrando como os bias-frias chegam ao campo de trabalho.
Legenda a seguir_`]
<R->
  Em geral, os bias-frias so transportados da cidade para o
campo, de maneira precria, na carroceria de caminhes.

<R+>
3 Faa uma pesquisa para descobrir por que os trabalhadores do campo que
vivem na periferia das cidades recebem o nome de bias-frias.
 4 Pesquise matrias de jornais que falem dos atuais problemas das
cidades grandes e mdias, como, por exemplo, a falta de moradia,
emprego, escolas e hospitais. Recorte essas matrias e cole-as no
caderno. Depois, responda: Na sua opinio, o xodo rural contribui para
o agravamento desses problemas? Por qu?
<R->

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>

  Outro fator que leva as pessoas a abandonarem o campo  a falta de
terra para plantar. Embora o Brasil seja um pas de enorme extenso
territorial, esse problema acontece por causa da m distribuio das terras.
No pas existem grandes propriedades rurais (latifndios), concentradas nas
mos de poucas pessoas, onde, em geral, no se planta nem se produz nada.
  Para lutar, entre outras coisas, por uma distribuio mais justa das
terras, os trabalhadores rurais de todo o Brasil organizaram-se em um
movimento que ficou conhecido como Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra.

<R+>
_`[{foto mostrando barracas de lona, armadas no acostamento de uma rodovia.
Legenda a seguir_`]
<R->
  Acampamento dos sem-terra s margens de reas improdutivas, no municpio de 
Sandovalina, interior de So Paulo. O Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra 
cresceu bastante nos ltimos anos por causa do aumento do desemprego no campo,
devido principalmente  mecanizao, e da concentrao da propriedade rural 
nas mos de poucas pessoas.

<R+>
5 Junte-se com um colega e observem esta foto:

_`[{legenda: crianas no acampamento dos sem-terra no municpio de Taquaruu,
no Pontal do Paranapanema_`]

a) Descrevam o que vocs vem na foto.
<P>
 b) Como vocs acham que  a vida dessas crianas e dos adultos com quem 
elas vivem?

6 Recorte de jornais ou revistas notcias sobre o Movimento dos Trabalhadores
Sem-Terra. Fixe os recortes no mural da sala de aula. Depois, o professor ir
ler algumas notcias, em voz alta. Todos devem prestar ateno. A partir dessa
leitura, organizem um debate sobre a questo da terra no Brasil hoje.
<R->

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>

<70>
  Leia, a seguir, a letra de uma cano que fala de alguns problemas
enfrentados pelos moradores nordestinos no campo.


<P>
<R+>
O ltimo pau-de-arara

 A vida aqui s  ruim
 Quando no chove no cho
 Mas se chover d de tudo
 Fartura tem de poro
 Tomara que chova logo
 Tomara, meu Deus, tomara
 S deixo o meu cariri
 No ltimo pau-de-arara
 Enquanto a minha vaquinha 
 Tiver o couro e o osso
 E puder com o chocalho 
 Pendurado no pescoo 
 Eu vou ficando por aqui 
 Que Deus do cu me ajude 
 Quem sai da terra natal
 Em outro canto no pra 
 S deixo o meu cariri
 No ltimo pau-de-arara

*ltimo pau-de-arara*. V. Corumba e J. Venncio. (C) BMG Music Publishing Brasil.

<P>
7 Procure no dicionrio o significado das palavras *pau-de-arara* e *cariri*.
Anote no caderno.

8 Responda:
 a) A que problema do campo a letra da msica se refere?
 b) Para voc, esse problema tambm  responsvel pela sade de pessoas do campo?
 c) A msica fala da resistncia do trabalhador rural em deixar o campo, apesar 
das dificuldades enfrentadas. Na sua opinio, por que isso acontece?

9 Pergunte a seus pais e a outras pessoas mais velhas se eles conhecem outras
canes que falem sobre os problemas enfrentados no campo. Se possvel, leve 
o CD ou a fita contendo essas canes para a sala de aula e oua a letra 
delas com a classe. Se no, copie a letra da msica no caderno e leia para 
seus colegas. Anote o nome da msica e do seu compositor.
<R->

               oooooooooooo

<71>
O Desenvolvimento da Pecuria

  A pecuria tambm  uma atividade muito antiga. Ela surgiu algum tempo 
depois que o ser humano comeou a cultivar os alimentos. No incio os animais
foram domesticados e, depois, passaram a ser criados em rebanhos. Um desses 
animais foi o boi, cujo rebanho  chamado de bovino.
  No Brasil, as primeiras cabeas de gado bovino foram trazidas pelos europeus,
no perodo colonial, para a vila de So Vicente, atual municpio do estado de 
So Paulo. O Nordeste brasileiro tambm recebeu gado bovino da Europa. Aos 
poucos, a criao de bois foi se espalhando para outras partes do territrio 
brasileiro.
  O gado era criado solto nas pastagens, o que exigia poucos trabalhadores 
para cuidar dos animais.

<R+>
_`[{gravura mostrando bois puxando uma carroa. Legenda a seguir_`]
  No perodo colonial, o gado bovino era muito utilizado para o transporte de
cargas e para girar a moenda de cana. Na foto, detalhe de gravura de Frans 
Post, sculo XVII.

1 Qual a principal utilizao do gado bovino atualmente?
<R->

  Com o passar do tempo, foi sendo aprimorada a maneira de criar o gado. Hoje,
por exemplo, grande parte do rebanho brasileiro  criado principalmente em 
estbulos, recebendo maiores cuidados. Os animais, alm do capim das pastagens,
so alimentados tambm com rao e so regularmente vacinados. Em muitos lugares,
porm, o gado ainda  criado solto pelas pastagens.
<P>
<R+>
2 Em seu municpio a pecuria  uma atividade econmica importante? 
     Responda:
 a) Quando essa atividade comeou a ser desenvolvida?
 b) Que tipo de animais so criados?
 c) O que mudou no modo de criar esses animais em relao ao passado?
<R->

               oooooooooooo

<72>
Tipos de Extrativismo na 
  Histria do Brasil

  O extrativismo  uma das atividades humanas mais antigas. Os povos indgenas,
por exemplo, em suas atividades de caa e pesca praticavam o extrativismo 
animal muitos anos antes da chegada dos portugueses.

<P>
Extrativismo vegetal

  A partir do sculo XVI o pau-brasil foi intensamente extrado da mata 
Atlntica pelos portugueses, que exploravam a mo-de-obra indgena.
  No final do sculo XIX e incio do sculo XX, a borracha natural tornou-se
um dos principais produtos exportados pelo Brasil. Muitas pessoas se 
dirigiram para a Amaznia com o objetivo de trabalhar na extrao da seiva 
das seringueiras, o ltex, da qual se fabrica a borracha natural. Essas 
pessoas tinham a esperana de ganhar dinheiro e ter uma vida melhor, mas 
somente os donos dos seringais  que enriqueceram. 
  Com a inveno da borracha sinttica, essa atividade perdeu muito de sua 
importncia econmica, mas ainda hoje h muitas famlias -- principalmente 
nos estados do Acre e do Amazonas -- que vivem da sua extrao.

<R+>
_`[{foto: um homem, com uma faca, faz pequenos cortes no tronco de uma
rvore. Legenda a seguir_`]
<R->
  A borracha  extrada da seringueira por meio de cortes superficiais no
tronco da rvore.

<R+>
1 Leia esta declarao de um seringueiro que vive no Acre: "O homem da 
Amaznia, com a queda da borracha, saiu para a cidade. O que aconteceu? 
Chegou l no tinha emprego, no tinha casa para morar. Ficaram pai e filhos
marginalizados." (Extrado do *site* ~,www.tvcultura.~
  com.br.~,)
     A que problema brasileiro o seringueiro se refere? 

<73>
2 O extrativismo vegetal vem, desde a chegada dos portugueses, devastando as 
florestas brasileiras. Rena-se com seus colegas e faam uma pesquisa para 
saber:
<P>
 a) qual  a situao atual da mata Atlntica;
 b) o que  o S.O.S. mata Atlntica;
 c) como o papel  produzido;
 d) quais os principais produtos vegetais extrados da Amaznia atualmente;
 e) o que se tem feito no Brasil em relao ao reflorestamento.
<R->

Extrativismo mineral

  No Brasil, o extrativismo mineral teve incio no perodo colonial, quando 
foram descobertas as primeiras jazidas de ouro e pedras preciosas em Minas 
Gerais e, mais tarde, em Mato Grosso e Gois.
  Atualmente, alm de ouro e pedras preciosas, so extrados ferro, mangans,
bauxita, entre outros minerais.

<P>
Extrativismo animal
  
  Nos municpios banhados pelo mar ou onde existem rios e lagos, pode ser 
exercida a atividade pesqueira, que  um tipo de extrativismo animal, 
tambm praticado h milhares de anos pelo ser humano.
  Atualmente, a poluio de rios e mares vem prejudicando de forma direta as 
pessoas que vivem da pesca.

Poluio afeta meio de vida

  Os velhos moradores da Colnia de pesca da Quinta do Caju ainda se lembram 
dos tempos em que pegavam camares e caranguejos no canal da Mar, h cerca de
20 anos. "Isso aqui era uma maravilha. Hoje  s lixo e garrafas de plstico",
diz Adalberto Correia Pires, 67, que nasceu na colnia e sempre foi pescador.
  A colnia, uma das mais antigas da baa [de Guanabara, no Rio de Janeiro] foi 
formada por imigrantes portugueses no final do sculo `[XIX`].
Ela est localizada em uma das extremidades do canal da Mar, ao lado de um 
aterro onde foi construdo o estaleiro Ishibrs, no final dos anos 50. 
  O estaleiro, hoje desativado,  apontado pelos pescadores como o 
responsvel pelo comeo do processo de degradao da rea. Com a instalao 
do aterro, as correntes marinhas, que promoviam uma troca constante das guas
no canal, deixaram de circular na regio. "De vez em quando, entra um cardume
de sardinhas, mas elas j vo morrendo", diz Paulo Csar Ferreira, 44, que 
est desanimado com a profisso de pescador.
  As guas ftidas banham o cais da colnia. Quando a mar baixa, ficam 
visveis o lixo e os detritos provenientes das favelas prximas ao canal. Os 
pescadores no acreditam nos resultados do programa de despoluio da baa.
"Isso aqui morreu. E  s o comeo da morte de tudo", diz Denilson Gomes 
Figueiredo, 34.

<R+>
Antnio Carlos de Faria e Srgio Torres. Em: *Folha de S. Paulo*.
19 de novembro de 2000. p. C-7

3 Procure no dicionrio o significado das palavras que no conhece e
releia o texto. 
 4 O texto fala dos problemas enfrentados pelos pescadores atualmente
devido  poluio do ambiente. Em grupos, discutam o que poderia ser feito 
para solucionar esse problema.
 5 No municpio onde voc vive  praticado algum tipo de extrativismo?
Qual? Procure saber como so as condies de trabalho das pessoas
que exercem esse tipo de atividade.
<R->

               oooooooooooo

<75>
Indstria e Transformaes
  no Trabalho 

  Antes de existirem as indstrias, os produtos de que as pessoas necessitavam, 
como roupas, calados e mveis, por exemplo, eram produzidos de forma 
artesanal, isto , manualmente, apenas com o uso de algumas ferramentas.
  As pessoas que faziam esses trabalhos eram donas de suas oficinas e 
ferramentas e chamavam-se artesos.
  Durante o sculo XVIII, foram inventadas, na Inglaterra, mquinas movidas 
a vapor, que produziam, rapidamente, quantidades muito maiores do que os 
artesos eram capazes. 
  Os trabalhadores foram, ento, reunidos em fbricas e no eram mais
donos dos instrumentos de trabalho. Passaram a receber um salrio por seu
trabalho e a ser chamados de operrios. O sistema de fbricas espalhou-se pelo mundo a
partir do sculo XIX.
  No Brasil, as primeiras fbricas surgiram no sculo XIX, mas a atividade
industrial desenvolveu-se 
<76>
de fato a partir do sculo XX, principalmente nas cidades de So Paulo e do 
Rio de Janeiro. Nessa poca, os operrios no tinham nenhum direito ou 
garantia. Se o trabalhador ficava doente, era despedido. No havia, por 
exemplo, lei que, como hoje, poupasse as crianas ou as mulheres grvidas. 
As condies de trabalho nas fbricas tambm eram muito duras: os operrios 
trabalhavam muitas horas por dia, geralmente sete dias por semana, e, alm 
disso, os salrios eram baixos.
  Para lutar por salrios mais altos e melhores condies de trabalho, os
operrios passaram a se organizar em sindicatos de trabalhadores. As greves,
que so paralisaes do trabalho, foram usadas como meio de luta dos 
trabalhadores para que suas reivindicaes fossem atendidas pelos patres.
  Leia o texto a seguir, que fala sobre os movimentos grevistas no
Brasil no incio do sculo XX:

  Os movimentos grevistas eram duramente reprimidos e os confrontos entre
operrios e policiais resultavam em crises srias. Na greve de 1917, 
realizada em So Paulo, a polcia matou um operrio (...) e esse incidente
fez aumentar o movimento. Categorias profissionais que no estavam 
participando da greve, como os ferrovirios e os trabalhadores dos 
transportes urbanos, resolveram parar suas atividades porque se 
revoltaram com a atitude da polcia.
  Esses atritos se transformavam em luta generalizada, com muita violncia 
de ambos os lados.

<R+>
Nicolina Luiza de Petta. *A fbrica e a cidade at 1930*. 
<P>
  So Paulo, Atual, 1995. 
  p. 24

<77>
1 No municpio onde voc mora h muitas indstrias? O que elas produzem,
principalmente? Quando comearam a se instalar no municpio?
 2 Voc estudou que no sculo XIX os operrios das fbricas no tinham
direitos. Ao longo da histria, muitos direitos foram conquistados
pelos trabalhadores por meio de greves. Faa uma pesquisa para
saber quais so os principais direitos dos trabalhadores brasileiros hoje.
 
3 Procure em jornais e revistas matrias sobre movimentos grevistas nos
dias atuais. Depois, responda:
 a) Que trabalhadores so mencionados nas reportagens?
 b) O que reivindicam?
<P>
 c) Compare as matrias selecionadas com o texto da pgina anterior.
     Atualmente h violncia nesses movimentos? Por parte de quem?
<R->

  A inveno da mquina a vapor marcou o incio de grandes transformaes na 
produo de bens. Depois foram inventadas muitas outras mquinas que aumentaram
a velocidade de produo. Hoje, a utilizao de robs e mquinas computadorizadas
nas linhas de produo so um dos motivos da diminuio do nmero de vagas 
nas indstrias e, conseqentemente, do desemprego nas cidades.

<R+>
_`[{foto de uma linha de produo de uma montadora de carros. Legenda
a seguir_`]
<R->
  Dos diversos setores industriais que utilizam robs na linha de
produo, o automobilstico  um dos que mais se destacam.

<R+>
4 Procure saber se as indstrias de seu municpio utilizam mquinas
computadorizadas e robs em suas linhas de produo.

<78>
5 Entreviste um trabalhador que esteve ou est desempregado. Pode
ser um trabalhador do campo ou da cidade. Siga o roteiro abaixo e,
se quiser, faa outras perguntas. Anote as informaes no caderno.
 a) Qual a sua profisso? 
 b) Onde voc trabalhava quando foi demitido?
 c) Quanto tempo trabalhou l?
 d) Por que foi demitido?
 e) H quanto tempo est desempregado?
 f) O que tem dificultado a sua recolocao no mercado de trabalho?
 g) O que tem feito para se manter?
<R->

               ::::::::::::::::::::::::

Documentando

  Muitos municpios tm sua origem relacionada ao cultivo de um produto 
agrcola,  criao de algum tipo de gado,  extrao de minerais ou ao 
surgimento de indstrias.
  Olinda, no estado de Pernambuco, por exemplo, foi criada a partir da 
plantao da cana-de-acar e da instalao de inmeros engenhos na regio.
Sorocaba, no estado de So Paulo, formou-se a partir de uma feira onde os 
tropeiros que vinham do sul do pas se reuniam para vender gado na regio 
Sudeste. So Joo del Rei, no estado de Minas Gerais, e Cuiab, no estado 
de Mato Grosso, surgiram a partir da extrao de minerais. O povoado de 
Volta Redonda emancipou-se de Barra Mansa, tornando-se um municpio, a
partir da usina siderrgica. 

<P>
<R+>
1- Escolha uma atividade econmica (agricultura, pecuria, extrativismo
ou indstria) e, depois, pesquise a histria de um municpio cuja
origem esteja ligada a essa atividade.
<R->

               ::::::::::::::::::::::::

<79>
Para terminar

  A produo artesanal no  coisa do passado. Apesar da introduo
de mquinas e robs nas indstrias, em muitos lugares homens e mulheres 
ainda trabalham de forma artesanal. 
  Bons exemplos so as rendeiras de Santa Catarina e do Cear, 
as doceiras do Vale do Paraba, os fabricantes de redes do Nordeste, entre 
outros.
  O texto a seguir fala de outro profissional que exerce trabalho artesanal.
<P>
  (...) Irineu Fracchetta, de 71 anos, revelou ao filho, Marcelo, de 34, 
seus segredos [de sapateiro]. Apesar da concorrncia da indstria, o negcio 
se mantm, h 40 anos, a ponto de o rapaz ter desistido de cursar engenharia 
para dedicar-se a ele.
  De modo artesanal, pai e filho tiram medidas e modelam a frma com cortia,
para que, mais tarde, o couro seja costurado de acordo com o tamanho exato da
curvatura de cada p (...). Os pares [de sapato] so produzidos numa modesta oficina (...)
<80>
no centro de So Paulo. 
  (...) "Recebemos pedidos de companhias de teatro (...) escolas de samba,
at a TV Record j encomendou botas."

<R+>
Glucia Leal. *ltimos guerreiros de antigas profisses*. Em: *O Estado
de S. Paulo*, 14 de janeiro de 2001. p. C-4

<P>
1 No municpio onde voc mora existem artesos? O que eles fazem?

2 Procure saber se prximo  sua casa existe alguma sapataria ou outro
lugar onde se exera uma atividade artesanal, como uma alfaiataria.
Entreviste as pessoas que trabalham nesses lugares. Siga o roteiro
abaixo e, se quiser, faa outras perguntas.
 a) Como voc aprendeu sua profisso?
 b) O que pensa sobre as tecnologias atuais em relao ao seu trabalho?
 c) Quem costuma consumir os seus produtos?
<R->             

                  ::::::::::::::::::::::::

<P>
Para saber mais

livros
<R+>
 *Filho da rua*, de Carlos Jorge. Belo Horizonte, L, 1997.
 *Barulho ecolgico*, de Terezinha Alvarenga. Belo Horizonte, Dimenso, 1995.
 *Uma viagem para o campo* e *A cidade e o trabalho do meu pai*, de Rosaly 
Braga Chianca e Leonardo Chianca, So Paulo, tica, 1997.
<R->

               xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxo

Fim da obra

<R+>
 Programa Nacional do Livro 
  Didtico -- PNLD 2004

FNDE/MEC

Cdigo: 212853L Tipo: --
<R->
<T->
<P>
<F->
Hino Nacional

Letra: Joaquim Osrio Duque
  Estrada
Msica: Francisco Manoel da
  Silva 

Ouviram do Ipiranga as margens
  plcidas
De um povo herico o brado
  retumbante,
E o sol da Liberdade, em raios
  flgidos,
Brilhou no cu da Ptria nesse
  instante. 

Se o penhor dessa igualdade 
Conseguimos conquistar com brao
  forte,
Em teu seio,  Liberdade, 
Desafia o nosso peito a prpria
  morte! 

 Ptria amada,
Idolatrada, 
Salve! Salve! 

<P>
Brasil, um sonho intenso, um raio
  vvido
De amor e de esperana  terra
  desce, 
Se em teu formoso cu, risonho e
  lmpido,
A imagem do Cruzeiro resplande-
  ce. 

Gigante pela prpria natureza, 
s belo, s forte, impvido co-
  losso, 
E o teu futuro espelha essa gran-
  deza. 

Terra adorada, 
Entre outras mil,
s tu, Brasil, 
 Ptria amada! 

Dos filhos deste solo s me
  gentil,
Ptria amada,
Brasil! 

<P>
Deitado eternamente em bero
  esplndido,
Ao som do mar e  luz do cu
  profundo,
Fulguras,  Brasil, floro da
  Amrica,
Iluminado ao sol do Novo
  Mundo! 

Do que a terra mais garrida 
Teus risonhos, lindos campos tm
  mais flores;
"Nossos bosques tm mais vida,"
"Nossa vida" no teu seio "mais
  amores".

 Ptria amada,
Idolatrada,
Salve! Salve! 

Brasil, de amor eterno seja
  smbolo
O lbaro que ostentas estrelado,
E diga o verde-louro desta
  flmula
-- Paz no futuro e glria no
  passado.

Mas, se ergues da justia a clava
  forte,
Vers que um filho teu no foge 
  luta,
Nem teme, quem te adora, a pr-
  pria morte.

Terra adorada,
Entre outras mil,
s tu, Brasil,
 Ptria amada!

Dos filhos deste solo s me
  gentil,
Ptria amada,
Brasil!
<F+>

               xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxo


