<T->
           Histria
           Viver e Aprender
           #;a srie 
           Elian Alabi Lucci
           Anselmo Lazaro Branco

<F->
   Impresso braille em volume 
   nico, da 1 edio, 
   2001, da editora Saraiva.
<F+>

           Volume nico
           
           Ministrio da Educao 
           Instituto Benjamin Constant
           Diviso de Imprensa Braille
           Av. Pasteur, 350/368 -- Urca
           22290-240 Rio de Janeiro
           RJ -- Brasil
          Tel.: (0xx21) 3478-4400
          Fax (0xx21) 3478-4444
          ~,http:www.ibc.gov.br~,
          E-mail: ~,ibc@ibc.gov.br~, 
           -- 2003 --
<P>
           Superviso Editorial:
           Jos Lino Fruet
           Editora: 
           Emlia Noriko Ohno
           Assistentes editoriais:
           Ana Paula Piccoli e
           Ana Paula Figueiredo
           Reviso:
           Fernanda Almeida Umile 
           Ivana Alves Costa
           Ilustraes:
           Eli Len e Joo Anselmo
  
           ISBN 85-02-03459-6

           Todos os direitos reservados
           Editora Saraiva
           Av. Marqus de So Vicente, 
           1697 -- Barra Funda
           01139-904 So Paulo 
           SP -- Brasil           
           Fone: (0xx11) 3613-3000
           Fax: (0xx11) 3611-3308
<F->
e-mail: ~,atendprof.didatico@~
  editorasaraiva.com.br~,
~,www.editorasaraiva.com.br~,
<F+>

<P>
                               I
Nota Oficial da Comisso
 Brasileira do Braille (CBB) 

  A transcrio desta obra est de acordo com a "Grafia Braille para a Lngua Portuguesa -- Braille Integral", constante da publicao CDU 376.#ceb, editada em tinta e em braille pelo Ministrio da Educao e aprovada pela Portaria Ministerial n.o 2678, de 24 de setembro de 2002, com vigncia a partir de 01 de janeiro de 2003.
  O referido documento foi elaborado pela Comisso Brasileira do Braille e pela Comisso de Braille de Portugal aps prolongados e criteriosos estudos tcnicos.
  No final desta nota voc encontrar uma listagem com smbolos estabelecidos pela "Grafia".
  A maioria deles j  do seu conhecimento, mas existem alteraes e alguns smbolos novos.
<P>
  As alteraes e a adoo de novos smbolos basearam-se principalmente nos seguintes critrios:

<R+>
 1. Ajustar a grafia bsica a novas necessidades da representao braille.
 2. Adequar a escrita braille s modificaes realizadas nas representaes grficas decorrentes do avano cientfico e tecnolgico e do emprego cada vez mais freqente da Informtica.
 3. Evitar a duplicidade de representao de smbolos 
  braille.
 4. Ajustar a grafia bsica, considerando o "Cdigo Matemtico Unificado" (CMU), adotado no Brasil desde 1997.
 5. Garantir a qualidade da transcrio de textos para o Sistema Braille, especialmente dos livros didticos.
<P>
                            III
 6. Favorecer o intercmbio entre pessoas cegas e instituies de diferentes pases de Lngua
  Oficial Portuguesa.
 7. Atender s recomendaes da Unio Mundial de Cegos (UMC) e da UNESCO quanto  unificao das grafias por grupos lingsticos.
<R->
  Em caso de dvida, voc poder consultar a "Grafia Braille para a Lngua Portuguesa", em cujo texto encontrar todos os smbolos adotados, as respectivas normas de aplicao e diversos exemplos ilustrativos.
  A seguir, listagem de smbolos adotados pela "Grafia". O nmero entre parnteses que acompanha um smbolo novo ou alterado indica o pargrafo da "Grafia" em que se estabelece a sua norma de aplicao.
<P>
<R+>
 , vrgula
 ; ponto-e-vrgula
 : dois-pontos
 ' ponto (32); apstrofo 
 ? ponto de interrogao
 ! ponto de exclamao
 ''' reticncias
 - hfen ou trao de unio
 -- travesso
  crculo
 `( `) ou ( ) abre e fecha parnteses (35)
 `[ `] ou [ ] abre e fecha colchetes (35)
 " abre e fecha aspas, vrgulas altas ou comas (36)
 " abre e fecha aspas angulares (36)
 $" abre e fecha outras variantes de aspas 
(aspas simples, por exemplo) (36)
 * asterisco 
 & "e" comercial (39)
 / barra (40)
 | barra vertical (40)
 :> seta para a direita
 <: seta para a esquerda
 <:> seta de duplo sentido
                               V
  Euro (18.1)
 $ cifro
 % por cento
  por mil
  pargrafo(s) jurdico(s)
 + mais
 - menos
  multiplicado por
  dividido por, trao de frao (17)
 = igual a
 ~ trao de frao (17)
 o maior que
  menor que
  grau(s)
  minuto(s)
  segundo(s)
 { sinal de maiscula
 {{ sinal de maiscula em todas as letras da palavra
 :{{ sinal de srie de palavras com todas as letras maisculas
 ~ sinal de minscula latina; sinal especial de translineao de expresses matemticas 
(22.1)
 $ sinal restituidor do significado original de um smbolo 
  braille (42)
 # sinal de nmero
  sinal de expoente ou ndice superior
  sinal de ndice inferior
 * sinal de itlico, negrito ou sublinhado (30)
 ~: sinal de transpaginao (55)
 @ arroba (apndice 1`
 ~, sinal delimitador de contexto informtico (apndice 1`
<R->
<P>
                            VII
<F->
Dados Internacionais de Cata-
  logao na Publicao (CIP)
(Cmara Brasileira do Livro,
  SP, Brasil)

Lucci, Elian Alabi, 1943-
  Viver e aprender histria, 1 
srie / Elian Alabi Lucci, 
Anselmo Lazaro Branco. -- 1. 
ed. -- So Paulo : Saraiva,
2001. -- (Viver e apren-
der ; 1)
  Edio no-consumvel.
  Suplementado por manual do 
professor.
ISBN 85-02-03459-6 (alu-
no) -- ISBN 85-02-03460-x 
(professor)
 
  1. Histria (Ensino fun-
damental) I. Branco, Anselmo 
Lazaro. II. Ttulo. III. 
srie.

01-1835          CDD-372`.89
<F+>

<P>
ndices para catlogo 
  sistemtico:

1. Histria : Ensino funda-
  mental 372`.89

<P>
                             IX
Caro aluno,

  Desde o seu nascimento voc convive com pessoas e faz muitas descobertas.
  Certamente j viveu muitas histrias!
  Sua prpria vida  uma histria e, a cada dia, voc constri um pedacinho dela.
  Escrevemos este livro de histria, pensando em criar um espao para voc falar sobre sua vida, seus
sentimentos, suas opinies. Propomos um trabalho dinmico para que voc,
com o professor e os colegas, possa tambm conhecer outros modos de vida e outras opinies. Alm disso,
conhecer o mundo ao seu redor e histrias de pessoas que, como voc, tambm fazem histria.
  Um bom ano, repleto de novas histrias!

Os autores
<P>
<P>
                             XI
Seu Livro em Braille

  Este  o livro utilizado em sua classe, produzido em braille para voc. Ele contm as mesmas informaes que esto no livro do seu colega, porm, enquanto o livro comum apresenta ilustraes, cores e tamanhos variados de letras (grandes, pequenas, arredondadas, retas, inclinadas, ligadas umas s outras, separadas), o seu livro em braille apresenta descries substituindo ilustraes e, em 
muitos casos, figuras so explicadas, procurando fazer voc compreender o que elas representam.
     
Dicas para estudar no seu livro
  em braille   

  1 -- As pginas mpares deste livro apresentam duas numeraes na primeira linha: a que fica  direita  a do prprio livro em braille e a que est  esquerda  a do livro comum. Por esta, voc pode se localizar, de acordo com a orientao do professor, ou quando estiver estudando com outros colegas.

  2 -- Em alguns momentos, voc precisar contar com a colaborao de algum; por isto, foi colocada a frase "pea orientao ao professor" para sugerir que voc solicite informaes ou esclarecimentos a seu professor.

  3 -- Sempre que voc encontrar nos textos alguma informao visual e tiver dvida, pergunte a seu professor ou a outra pessoa capaz de esclarec-lo.

  4 -- Quando voc encontrar o sinal _ e, depois dele, uma frase terminada pelo sinal _ saiba que se trata de uma explicao especial chamada "nota de transcrio", empregada nos livros em braille.

<P>
                           XIII
  5 -- Leia com ateno a Nota Oficial da Comisso Brasileira do Braille, na pgina I. Ela informar voc sobre algumas alteraes dos sinais braille, em vigncia a partir de janeiro de 2003, facilitando, assim, a leitura dos textos.

  Tire o melhor proveito deste livro e procure conserv-lo. Ele  uma fonte permanente de consulta.

<P>
<P>
                             XV
<F->
Sumrio 

Unidade 1 
A Minha Histria e 
  a Histria da 
  Famlia :::::::::::::::::: 1
Conhecendo a Minha 
  Histria e a Histria 
  das Pessoas :::::::::::::: 3
A Nacionalidade ::::::::::: 9
Registrando a Minha 
  Histria e a Histria 
  das Pessoas :::::::::::::: 11
Cada Famlia Tem Sua 
  Histria ::::::::::::::::: 15
As Famlias So 
  Diferentes ::::::::::::::: 18

Unidade 2 
Os Documentos e Suas 
  Histrias :::::::::::::::: 30
Registros de pocas 
  Diferentes ::::::::::::::: 32
Documentos ::::::::::::::::: 33
-- Documentos 
  orais ::::::::::::::::::::: 38
<P>
-- Documentos 
  escritos :::::::::::::::::: 42
-- Documentos visuais 
  e construes ::::::::::::: 43

Unidade 3 
Do Que Precisamos 
  Para Viver :::::::::::::: 49
As Necessidades do 
  Ser Humano :::::::::::::: 52
O Trabalho e as Neces-
  sidades Humanas na 
  Histria ::::::::::::::::: 62
O Trabalho Infantil :::::: 71
O Lazer e a Sade :::::::: 75

Unidade 4 
Ruas e Bairros: 
  Diferenas no 
  Tempo e no 
  Espao ::::::::::::::::::: 82
A Rua e o Bairro: 
  Espaos de 
  Convivncia :::::::::::::: 84
Os Nomes das Ruas :::::::: 91
Ruas de Hoje e 
  Ruas de Ontem ::::::::::: 98
<P>
                           XVII   
A Histria dos 
  Bairros :::::::::::::::::: 106
<F+>
<5>
<Thist. v. apren. 2>
<P>
<T+1>
Unidade 1

A Minha Histria e a 
  Histria da Famlia

<R+>
s vezes a histria d certo: um
 homem e uma mulher
 colam sua vida uma na outra.
 Cada um traz a prpria histria: seus
 retratos, suas lembranas,
 sua infncia, seus secretos 
  pensamentos.

Roseana Murray. *Felicidade*. So Paulo, FTD, 1995. s/p
<R->

               ::::::::::::::::::::::::

<6>
Para comear

  Muitas pessoas possuem agenda. Nela, registram vrias coisas que
tm para fazer ou de que querem se lembrar. Assim, a agenda pode
revelar alguns aspectos da histria das pessoas. 
  Leia o poema abaixo:

Agenda

<R+>
Se hoje vai ser assim,
 Amanh vai ser assado.
 Com ela eu vejo o futuro
 O presente e o passado.

Se no fosse a minha agenda,
 Perdia a receita nova,
 Esquecia a encomenda,
 No estudava pra prova.

Onde eu pus seu telefone?
 Qual foi mesmo aquele preo?
 Mas quando vai ser a festa?
 Cad o tal endereo?

Qual era o nome do livro?
 E o dia da viagem?
 Foi ontem, ou foi anteontem?
 O que dizia a mensagem?

Se no fosse a minha agenda,
 No teria soluo.
<P>
 S teria uma vantagem:
 No faria mais lio!

Ricardo Azevedo. *Meu material escolar*. So Paulo, Quinteto Editorial, 2000. p. 7
<R->

<7>
<R+>
1 Responda no caderno:
 a) Segundo o poema, para que serve uma agenda?
 b) Para voc, qual a vantagem de possuir uma agenda?
<R->

               oooooooooooo

Conhecendo a Minha Histria
  e a Histria das Pessoas

  A histria de uma pessoa pode ser contada a partir de
acontecimentos variados. Em geral, ela comea com o nascimento.
Pode-se falar, por exemplo, onde a pessoa nasceu (em casa, na
maternidade ou em outro lugar), qual era seu peso e tamanho, quem
escolheu seu nome e por que o escolheu.
   medida que cresce, a pessoa vai se relacionando com outras de
diferentes grupos, como a famlia, a escola, os vizinhos, os amigos etc.
Alm disso, ela passa a ter gostos e preferncias por determinados
alimentos, brinquedos, roupas etc. Tudo isso faz parte da histria dessa pessoa.

<R+>
1 Responda no caderno:
 a) Quando voc chegou  escola, conhecia todos os alunos de sua classe?
 b) Como voc fez para saber o nome dos colegas?
 c) E como fez para descobrir onde e com quem eles moravam?
 d) Como soube de que brinquedos ou brincadeiras eles mais gostavam?

2 Rena-se com um grupo de colegas e discutam: Como podemos
obter informaes sobre uma pessoa? Procurem se lembrar de tudo
o que possa fornecer informaes a respeito de algum.
<R->
<P>
<8>
  Algumas informaes sobre as pessoas podem ser encontradas na
certido de nascimento. Nesse documento devem constar, entre outras
informaes, o nome e sobrenome da criana e de seus pais, o local de
nascimento e o pas de origem.

<R+>
_`[{certido de nascimento de *Jlia Piccoli Silva*, nascida em Pirituba,
So Paulo_`]
<R->

<R+>
3 Pea para seus pais ou responsveis uma cpia da sua certido de
nascimento e leve-a para a sala de aula. Compare seu documento
com o de alguns colegas. Depois, escreva no caderno uma lista das
diferenas e outra das semelhanas que voc observou.
<9>
 4 Alm da certido de nascimento, voc possui outros documentos? Quais?
 5 Pergunte a seus pais ou responsveis se para tirar os documentos
que voc citou na atividade anterior foi necessrio apresentar a
certido de nascimento.
<R->

  Para fazer outros documentos,  preciso possuir certido de nascimento. 
Esse documento  feito no Cartrio de Registro Civil.
  Hoje em dia os cartrios so obrigados, por lei, a fornecer a certido
de nascimento gratuitamente. No entanto, muitas vezes por falta de
informao, vrias pessoas no possuem esse documento. Mas ele pode
ser obtido em qualquer perodo da vida.

<R+>
_`[{foto do cartrio de Registro Civil de Santa Ceclia. Legenda a seguir_`]
<R->
  Alm da certido de nascimento, nos cartrios so feitos muitos outros
documentos, como certido de casamento, certido de divrcio e testamento. 
Esses documentos retratam vrios aspectos e diferentes momentos da vida das pes-
<P>
soas e tambm valores e costumes de uma poca.

<10>
  Em 1996, um jornalista descobriu, no municpio de Araripina, estado
de Pernambuco, um menino que trabalhava fazendo tijolos. Ele no tinha
certido de nascimento e s sabia seu primeiro nome: Agean.
  Leia a seguir um trecho da conversa entre o jornalista e o menino.

  Jornalista: Como  seu nome?
  Agean: Agean.
  Jornalista: O nome inteiro? Agean: S sei Agean.
  Jornalista: Lembra o nome do seu pai inteiro? 
  Agean: S sei que ele chama Z.
  Jornalista: Voc est na 
 escola?
  Agean: Nunca fui, no. (...)
<P>
  Jornalista: Se no tivesse de trabalhar, o que gostaria de 
 fazer?
  Agean: Queria ser jogador de futebol.

<R+>
Ari Cipola. *Menino de olaria s sabe primeiro nome*. Em: *Folha de S. Paulo*, 
27 de outubro de 1996. p. 1-8

6 Voc conhece algum numa situao parecida com a de Agean?
 7 Se Agean possusse certido de nascimento, voc acha que sua situao seria diferente? Por qu?
 8 Junto com seus colegas, procurem saber na secretaria da escola se
h crianas sem certido de nascimento. Se houver, descubram o
endereo do Cartrio de Registro Civil mais prximo com a ajuda do
professor. Depois, faam cartazes bem criativos, informando sobre o
direito  certido de nascimento, que  garantido por lei. No esqueam de 
anotar o endereo do cartrio. Por fim, fixem os cartazes em diferentes 
locais da escola.
<R->

               oooooooooooo

<11>
A Nacionalidade

  No Brasil, vivem milhes de pessoas. A maioria delas  de nacionalidade 
brasileira, isto , nasceu no pas.
  Alm dos brasileiros, aqui vivem muitas pessoas de outras nacionalidades. 
Essas pessoas ou nasceram em outros pases e moram no Brasil ou ento 
nasceram aqui, mas foram registradas na embaixa-
 da (1) de seu pas de origem.
  Um dos documentos que comprovam a nacionalidade de uma pessoa  a certido 
de nascimento.
<F->
:::::::::::::::::::::::::::::::::
     (1) Embaixada: lugar onde
  residem e trabalham os repre-
  sentantes de um governo em um
  pas estrangeiro.
<F+>

<R+>
_`[{foto de duas certides de nascimento; a primeira  de Jos Maria Rodriguez
Y de Ramos, nascido em San Pablo, Espanha; a segunda  de Marina Carvalho 
Marcelli Ruzzi, brasileira nascida em outro pas e registrada na embaixada do Brasil_`]
<R->

<12>
<R+>
1 Compare essas certides com a da pgina 8 _`[{do livro em tinta_`]. Anote no caderno as diferenas e semelhanas que voc observou.
<R->

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>

<R+>
2 Voc conhece alguma pessoa de nacionalidade estrangeira? Caso conhea, responda no caderno:
 a) Qual  o nome completo dessa pessoa?
 b) Em que pas ela nasceu?
 c) Qual a sua nacionalidade?
<P>
 d) Quando veio para o Brasil? Por qu? 
<R->

               oooooooooooo

Registrando a Minha Histria
  e a Histria das Pessoas

  Existem vrias formas de registrar a passagem do tempo e os acontecimentos 
da vida das pessoas. Uma delas  escrever um dirio. Muitas pessoas possuem 
dirio. Nele geralmente anotam os acontecimentos mais importantes de cada dia
de suas vidas ou escrevem sobre seus segredos. 

<R+>
1 Responda no caderno:
 a) Voc possui um dirio? H quanto tempo?
 b) O que voc costuma escrever no seu dirio?
 c) Se no tem um dirio, conhece algum que tenha? Como essa pessoa se chama? 
Como ela usa o dirio?
<R->

<13>
  Leia o texto a seguir, retirado do dirio da menina Serafina, personagem 
criada pela escritora Cristina Porto.

  Querido dirio:

  Eu no poderia viver sem ter um esconderijo.
  Minha me diz que desde pequenininha eu sou assim: brincava, brincava, 
brincava e, de repente, ia me recolher em baixo de alguma mesa, atrs do 
sof ou at dentro de algum armrio. E ficava no meu esconderijo at ter 
vontade de voltar para o mundo de novo. E isso podia levar dez minutos, meia, 
uma ou duas horas...
  Agora, que j estou mais crescida, prefiro esconderijos mais escondidos, 
misteriosos... No stio do meu v Quim, por exemplo, ele fica no galho mais alto de um 
<P>
abacateiro, perto da paineira (1) onde um joo-de-barro fez sua 
casinha. S que como a minha casa  pequena e tem um quintal tambm pequeno,
nunca pude inventar muita coisa. O jeito sempre foi escolher um cantinho 
gostoso, avisar  minha me que aquele era o meu esconderijo e pedir a ela 
que no me procurasse quando eu sumisse sem falar nada. E ainda bem que ela sempre 
<14>
entendeu e respeitou minha vontade e meus pedidos.
  Mas sabe onde  o meu atual esconderijo, dirio?  na casa do seu Non, 
ou melhor, no quintal da casa dele. Voc imagina que ele pegou uns 
caixotes de madeira, desmanchou, ajeitou daqui, ajeitou dali, e fez uma espcie de 
"toquinha" para ser meu esconderijo? (...)
<F->
:::::::::::::::::::::::::::::::::
     (1) Paineira: rvore 
  grande que d flores rosadas e
  frutos conhecidos como painas.
<F+>
<P>
  Pois ... e  daqui, do esconderijo mais lindo e gostoso que j tive, que 
resolvi escrever voc, dirio. Que, na verdade, no vai ser um dirio, pois 
eu no vou querer me esconder todos os dias, claro, s de vez em quando. 
Ento, como vou chamar voc? No sei. 
  E, enquanto no fico sabendo, fico chamando de dirio mesmo.
  Tchau, tchau. 

<R+>
Cristina Porto. *O dirio escondido da Serafina*. 4. ed. So Paulo, tica, 
2000. p. 2-3
<R->

<R+>
2 Responda:
 a) Sobre o que Serafina "falou" em seu dirio?
 b) Para voc, por que ela escreveu sobre esse assunto?
 c) Que outro nome voc daria para o dirio de Serafina? 
<P>
 d) Serafina no escreveu a data em que fez as anotaes. Voc acha que isso 
seria importante? Por qu?

3 Rena-se com um grupo de colegas e discutam a seguinte questo:
As anotaes de Serafina revelam aspectos da histria dela? Por qu? Depois, 
contem para a classe o que vocs pensam. Ouam tambm a opinio dos demais grupos.
<R->

               oooooooooooo

<15>
Cada Famlia Tem Sua 
  Histria

  Todos ns temos pai, me, avs e muitos outros parentes. Ns at
podemos no conhecer algumas dessas pessoas ou morar com elas, mas todas 
fazem parte da nossa famlia.
  Toda famlia tem uma histria. Voc j viu fotos de quando seus avs,
pais ou tios eram criana? Observou como eles se vestiam, em que
ambiente estavam? Voc j ouviu histrias dessa poca?
  As histrias da famlia podem ser lembradas de diferentes maneiras:
vendo objetos, fotos, vdeos; lendo anotaes de dirios ou agendas etc.
Pode-se, tambm, ouvir os relatos de membros da famlia sobre os 
acontecimentos que mais marcaram suas vidas.
  Um mesmo acontecimento, porm, pode ter significados diferentes para os 
diversos membros da famlia, dependendo do quanto e de que forma esse fato 
modificou a vida das pessoas.
  Vamos conhecer um pouco da histria da sua famlia? 

<R+>
1 Entreviste seu pai, sua me ou um adulto de sua casa e anote as
respostas em seu caderno. Siga o roteiro e, se desejar, faa outras perguntas.
 a) Voc guarda algum objeto que lembre um acontecimento importante da famlia? 
Qual? O que ele lhe traz  memria?
 b) Que recordao boa voc tem da famlia? 
 c) H algum acontecimento familiar triste? Qual?
 d) Voc se lembra de alguma atitude corajosa de algum da famlia? Qual?
 e) Em que tipo de situao toda a famlia, ou pelo menos grande parte dela, 
costuma se reunir? O que vocs fazem nessas ocasies?

<16>
2 Pea a algum de sua casa uma foto de sua famlia reunida e leve-a
para a sala de aula. Mostre para seus colegas e veja as que eles
trouxeram. Conversem sobre o que sua famlia estava fazendo no dia
em que a foto foi tirada.
 3 Escolha duas pessoas de sua famlia (pode ser seu pai e sua me, ou
sua me e seu av etc.) para lhe contar um mesmo acontecimento
que marcou a vida familiar (casamento, nascimento, mudana de casa
etc.). Oua-as separadamente. Depois, responda: As duas pessoas
se lembram exatamente dos mesmos detalhes sobre esse fato?
<R->

               oooooooooooo

As Famlias So Diferentes

  As famlias no so iguais. Elas podem, por exemplo, ter diferentes
tipos de organizao e possuir normas prprias (em relao a horrios,
comportamento etc.), dependendo das suas condies de vida e dos
seus hbitos e costumes. Os hbitos e costumes tambm variam de uma
poca para outra.
  Por isso, dizemos que o modo como as famlias se organizam est
relacionado tambm com a cultura do lugar e da poca em que vivem.
  Observe estas cenas:

<P>
_`[{duas fotos. Legendas e descries a seguir_`]
  Foto 1: Cena familiar de 1826 -- Mostra uma sala grande, 
iluminada por velas, onde homens de uniformes e mulheres de vestidos
longos ouvem um casal que toca piano. Na porta est um escravo que traz
uma bandeja com alimentos.
  Foto 2: Cena familiar atual -- Mostra uma sala pequena, onde um casal e
uma criana esto sentados no sof e duas meninas esto sentadas no cho.
Todos assistem televiso e comem pipocas.

<17>
<R+>
1 Que diferenas voc v entre as famlias da cena 1 e da cena 2? E
em que elas so semelhantes?
 2 Recorte de jornais e revistas imagens em que apaream cenas de
famlias atuais e cole-as no caderno, identificando o nome do jornal
ou da revista e a data. Depois, compare suas imagens com as de um
colega e anote as diferenas que observar.
<R->

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>

               ::::::::::::::::::::::::

<18>
Conhecendo melhor as palavras

<F->
!:::::::::::::::::::::::::
l  Mas o que  cultura?  _
h:::::::::::::::::::::::::j
<F+>

  Voc viu que o modo como as famlias se organizam depende da cultura do 
lugar e da poca em que as pessoas vivem.
  A frase acima nos d algumas pistas: a cultura est relacionada ao
espao (lugar em que as pessoas vivem) e ao tempo (poca em que elas vivem 
ou viveram). Isso quer dizer que a cultura varia, pois muitas coisas 
permanecem e se transformam conforme o lugar e a poca.
  A lngua, a religio, os rituais, as festas, a alimentao, a
vestimenta, as tcnicas de trabalho e de construo, os padres de
beleza, o jeito de educar as crianas so algumas caractersticas da
cultura que permanecem ou se transformam no tempo e no espao.
  Cultura  o modo de vida das pessoas de uma comunidade. Uma comunidade 
pode ser formada por um pequeno grupo de pessoas (da mesma famlia, de 
trabalhadores que exercem a mesma profisso, dos moradores de um bairro) ou 
um grupo maior (uma cidade, um estado, um pas).
<19>
  No entanto, o fato de as pessoas de uma comunidade compartilharem algumas 
caractersticas no significa que todas tenham a mesma cultura. No Brasil, por 
exemplo, milhes de pessoas falam portugus, mas possuem religies diferentes, 
comem alimentos diferentes, vestem-se de forma prpria, moram em casas que 
no se parecem entre si e trabalham em profisses que exigem habilidades
diferentes.
  Assim, nas comunidades que compartilham algumas caractersticas, existe 
sempre *diversidade cultural*.

<R+>
_`[{foto mostrando ndios se enfeitando. Legenda a seguir_`]
<R->
  Preparar festas e rituais faz parte da cultura das comunidades indgenas.
ndios Xavantes, comunidade Meruri, em Mato Grosso.

<R+>
1- Converse com as pessoas de sua famlia para saber como elas gostam de 
se vestir, quais alimentos preferem, o que mais gostam de fazer, quais os 
seus hbitos etc. e anote tudo no caderno. Todos de sua famlia so iguais? 
<R->

  Existem vrios aspectos que tornam as famlias diferentes. Entre eles,
o nmero de pessoas, a maneira como se organizam e a forma como dividem as 
responsabilidades. 
  Na poca em que seus avs eram criana, por exemplo, geralmente as famlias 
eram mais numerosas e o trabalho era dividido da seguinte forma: a mulher 
cuidava da casa e dos filhos e o homem trabalhava para sustentar a todos.
<20>
  Com o passar do tempo, aumentou o nmero de mulheres que, alm de cuidarem 
do trabalho domstico e da educao dos filhos, trabalhavam fora.
<21>
  Hoje em dia, cada vez mais homens e mulheres trabalham para sustentar a
famlia, participam da organizao de suas casas e acompanham o 
desenvolvimento dos filhos.

<R+>
3 Desenhe no caderno as pessoas que moram em sua casa. Escreva o nome delas 
e o grau de parentesco (pai, me, irmo mais velho, tio, av etc.). No se 
esquea de que voc tambm deve estar no desenho. Contorne de azul o desenho 
da pessoa com quem voc fica mais tempo em casa e de amarelo o desenho de 
quem o leva para a escola.
<R->

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>

<R+>
4 Converse com seus colegas e respondam:
 a) Quais pessoas de sua casa trabalham fora?
 b) Quem faz os trabalhos domsticos?
 c) Como voc costuma colaborar com a sua famlia?
 d) Comparando sua famlia com as famlias dos seus colegas, o que vocs 
perceberam de semelhante e de diferente entre elas?

5 Como era a famlia de seus pais ou responsveis quando eles eram
criana? Entreviste seu pai, sua me ou outro adulto de sua casa
seguindo o roteiro abaixo. Se quiser, faa outras perguntas.
 a) Qual o seu nome e a sua idade?
 b) Quantas pessoas moravam na mesma casa que voc?
 c) Quem era responsvel pelo sustento dos seus familiares?
 d) Os homens e as mulheres de sua casa faziam as mesmas tarefas domsticas? Explique.
 e) Quem cuidava da educao das crianas?

<22>
6 Monte, em uma folha avulsa, um quadro como o seguinte e faa
desenhos para representar como  a sua famlia atual e como era a
famlia dos seus pais ou responsveis. Escolha apenas um aspecto
(nmero de pessoas, atividades exercidas, algum costume etc.) para
representar as diferenas entre as duas famlias. Com a ajuda do
professor, pendure sua folha no varal da sala de aula e veja tambm
o trabalho dos colegas.
<R->

<F->
!::::::::::::::::::::::::::::::
l  Minha famlia hoje: .....  _
l  A famlia dos meus         _
l    pais: .....               _
h::::::::::::::::::::::::::::::j
<F+>

  Dependendo da origem, as famlias possuem costumes diferentes.
Por exemplo, muitos descendentes de italianos tm o costume de comer
macarronada aos domingos. Isso no acontece na casa de outras famlias, como 
as de descendentes de japoneses, chineses ou coreanos. H famlias que tm o 
hbito de pintar a casca de ovos de galinha para trocar entre si no domingo 
de Pscoa. Outras, por tradio religiosa (como judeus e muulmanos), no 
trabalham aos sbados.

<24>
<R+>
7 Escreva sobre um costume comum  maioria das famlias que voc conhece.
 8 Em uma folha avulsa, faa um desenho representando um costume
de sua famlia. Depois, com a ajuda do professor, pendure-o no varal
da sala de aula. Veja os desenhos que seus colegas fizeram.
<R->

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>

               ::::::::::::::::::::::::

Para terminar

  Vimos que a agenda nos ajuda a lembrar de coisas importantes, tanto das 
que temos para fazer quanto das que j fizemos. Assim, ela  uma forma de 
registro que guarda alguns aspectos da histria da vida das pessoas.
  Observe como Marcos organiza seu horrio escolar na agenda:

<P>
<F->
*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?
  Figura: desenho mostrando o  o
  menino Marcos.               o
eieieieieieieieieieieieieieieieiei
<F+>

  Marcos fala: 
  -- Todos os dias eu consulto minha agenda para saber quais aulas terei. 
Assim, s coloco na mochila o material necessrio.

  Horrio:
  Segunda: Lngua Portuguesa e Matemtica
  Tera: Histria e Cincias
  Quarta: Matemtica e Lngua Portuguesa
  Quinta: Geografia e Ingls
  Sexta: Lngua Portuguesa e Matemtica

<R+>
1 Voc organiza seu horrio e consulta sua agenda como Marcos? Que outra 
utilidade uma agenda pode ter na escola?
<25>
 2 Discuta com os colegas e o professor a seguinte questo: Que aspectos da 
histria da sua vida as anotaes feitas na agenda revelam?
<R->

               ::::::::::::::::::::::::

Para saber mais

livros
<R+>
 *Carlota Bolota*, de Cristina Porto. So Paulo, Ediouro, 2000.
 *Quero minha me*, de Telma Guimares Castro Andrade. So Paulo, Atual, 1995.
<R->

               xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxo

<26>
<P>
Unidade 2

Os Documentos e Suas Histrias

<R+>
Os anos passam.
 Um dia a gente aparece 
 procurando um documento, 
 mexe aqui, mexe ali... 
 e o que acontece?

Na gaveta mais baixa 
 da velha cmoda ou penteadeira, 
 a gente sempre acha
 antigas lembranas, 
 velhas brincadeiras.

Jos Carlos B. de Arago. *Aventura no fundo da gaveta*. Belo Horizonte,
Miguilim/SEC, 1991
<R->

               ::::::::::::::::::::::::

<27>
Para comear
  
  Imagine que voc e seus colegas de classe foram escolhidos para deixar s 
pessoas que vivero no ano 2100 informaes sobre como  a vida hoje. Para 
isso, vocs precisariam juntar alguns objetos usados por
crianas da sua idade.
  Todos esses objetos seriam colocados num ba de metal, que ficaria
guardado em um abrigo. Ao ser aberto em 2100, as pessoas encontrariam,
ento, algumas pistas sobre como vivemos hoje.

<28>
<R+>
1 Responda no caderno: Que objetos voc colocaria no ba? 
 2 Formem grupos de trs ou quatro alunos. Troquem seus cadernos e comparem as respostas. 
H objetos repetidos? Quais?
 3 Agora, escreva uma carta contando a uma criana do futuro como  sua vida 
hoje. Explique para que servem e como so usados pelo menos dois dos objetos 
que voc escolheu.
<R->

               oooooooooooo

<P>
Registros de pocas Diferentes

  Observe as imagens a seguir. Elas podem nos dar algumas pistas sobre como 
estas crianas viveram no passado:

<R+>
_`[{trs fotos com as legendas a seguir_`]
<R->
  Foto 1: *Menino com pio*, pintura de Jean Baptiste 
 Chardin, 1738.
  Foto 2: *As crianas 
 Hlsenbeck*, pintura de Philipp Otto Runge, 1805.
  Foto 3: Crianas fotografadas por volta de 1930.

<29>
<R+>
1 Identifique nessas imagens tudo o que possa lhe dar alguma informao 
sobre as crianas retratadas.
 2 Que tipo de vida voc acha que as crianas das imagens tinham?
 3 Escolha uma das imagens e escreva no caderno como a(s) criana(s) que 
aparece(m) nela est (esto) vestida(s). Depois, compare as roupas que voc 
e seus colegas costumam usar com as dessa(s) criana(s).
 4 Leia novamente as legendas das imagens. Que informaes so apresentadas?
<R->

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>

               oooooooooooo

<30>
Documentos

  Como vimos, existem diferentes tipos de registro que nos possibilitam 
conhecer a histria, por exemplo, de uma pessoa ou de um lugar. Fotos, 
pinturas, vdeos, cartas, bilhetes, certido de nascimento,
agenda, dirio, relatos de pessoas so alguns deles. Esses registros so
documentos, isto , fontes de informao que, observados e analisados,
revelam aspectos da vida das pessoas ou dos lugares em uma determinada poca.

<R+>
1 Para contar a histria de sua vida, que tipos de documento voc
utilizaria? Anote no caderno.
<R->

               ::::::::::::::::::::::::

Documentando 

  Observe esta foto:

<R+>
_`[{foto de meninos brincando de bola de gude_`]
<R->

<31>
<R+>
1- Voc tambm costuma brincar de bola de gude com seus colegas?
     Quais so as regras desse jogo?
<R->

  H quase 2 mil anos as crianas j brincavam de bola de gude. Como tomamos 
conhecimento dessa informao? Diversos objetos, como brinquedos, moedas, 
utenslios de cozinha, so encontrados por profissionais que fazem 
escavaes em terrenos  procura de pistas sobre o passado. Esses 
profissionais so chamados *arquelogos*. 
<32>
  Muitas das descobertas dos arquelogos so levadas para museus, onde ficam 
expostas. Nos museus, os objetos so conservados e estudados no s por 
arquelogos mas tambm por historiadores.

<R+>
_`[{duas fotos: Legendas a seguir_`]
<R->
  Foto 1: Arquelogo fazendo escavao em stio arqueolgico no municpio de Monte Alto,
So Paulo.
  Foto 2: Os historiadores e arquelogos estudam documentos e todo o tipo de pistas 
e objetos encontrados. Depois, em livros e exposies, explicam o que essas 
pistas significam para eles. Esses registros humanos permitem vrias 
interpretaes. Na foto, peas de cermica encontradas no stio arqueolgico 
de gua Limpa. Museu Municipal de Arqueologia de Monte Alto, So Paulo.

<R+>
2- Voc j foi a um museu? Qual? O que voc viu l?
 3- Procure saber se existem museus no lugar onde voc mora. Qual o nome deles? O que eles expem?
 4- Converse com seus colegas e respondam: Para vocs, o que  um museu?
<R->

  Nem tudo o que os arquelogos encontram est enterrado ou pode ser levado 
para um museu. As pinturas feitas em paredes de cavernas -- chamadas pinturas 
rupestres --, por exemplo, so estudadas no prprio local onde foram 
encontradas.
  Essas pinturas foram feitas por pessoas que viveram milhares de anos antes 
de ns, numa poca em que no existia a escrita e a comunicao era oral ou 
por meio de desenhos e gestos.
<33>
  Observe esta foto:

<R+>
_`[{foto da parede de uma caverna. Legenda a seguir_`]
<R->
  As primeiras histrias foram registradas por meio de pinturas feitas por 
homens e mulheres que viveram abrigados em cavernas milhares de anos atrs. 
Nas paredes dessas cavernas esto gravados fatos do cotidiano, sonhos, 
desejos ou rituais. Cena de caa ao tatu, pintura rupestre da Toca do 
Boqueiro, Stio da Pedra Furada, Piau, feita h pelo menos 17 mil anos.

<R+>
5- Junte-se com um colega e observem novamente a foto acima.
 a) O que vocs vem nessa imagem?
 b) Na sua opinio, o que a pessoa que fez essa pintura quis transmitir?
<R->

<34>
<P>
Documentos orais

  Estamos acostumados a escrever e a ler cartas, livros, jornais, revistas, 
a mandar mensagens escritas para os colegas, fazer anotaes. Mas se no 
houvesse a escrita, como as pessoas poderiam transmitir e receber 
informaes, principalmente de outras pocas? 

<R+>
2 Como voc pode saber a histria de sua vida *sem* utilizar registros
escritos (certido de nascimento, caderneta de vacinao etc.) nem fotos ou 
vdeo?

3 Entreviste seus pais ou responsveis. Siga o roteiro abaixo e anote as
respostas no caderno. 
 a) Quanto eu pesava e quanto media ao nascer? 
 b) Quem me deu o primeiro banho?
 c) Em que dia da semana nasci?
 d) Ao nascer, eu tinha muito cabelo, pouco cabelo ou era careca?
 e) De que outras coisas voc se lembra sobre quando eu era pequeno
(a primeira palavra que falei, quando comecei a andar etc.)?

4 Troque de caderno com um colega e compare a histria da sua vida com a dele.
<R->

  A histria que voc ouviu sobre quando era beb chama-se informao
*oral*, isto , ela foi contada (ou registrada) pelas palavras de uma pessoa.

<35>
5 Leia o texto a seguir:

Como os povos indgenas 
  transmitem o conhecimento

  Era uma briga. Dois meninos lutavam no centro da aldeia. Ouviam-se gemidos, 
gritos e o barulho de ps batendo no cho de terra. Juntava gente, 
principalmente crianas, que estimulavam os dois briges. Os adultos 
observavam.
  Depois de alguns minutos de briga, os dois meninos, cansados, deram por 
empatado o combate, pois o importante era lutar e no ganhar ou perder.
  Alguns adultos se aproximaram, ficando de ccoras na mesma altura dos 
meninos. E a conversaram sobre o que tinha acontecido.
  Estas crianas estavam acostumadas a conversar e aprender com todos os 
adultos que moravam em sua aldeia. (...)
  As crianas que lutavam no centro da aldeia eram crianas ndias, como as 
que vivem hoje no Mato Grosso, no Acre, em Roraima, no Amazonas, no litoral 
sul de So Paulo, no Rio Grande do Sul etc.
<36>
  No Brasil todo existem muitas crianas como estas, vivendo, na maioria das 
vezes, nas terras que seu povo conseguiu conservar.
  (...)
  As crianas brincam; os casais conversam; os homens mais velhos, que j 
viveram bastante, fazem discursos. Nesses discursos eles contam aquilo que 
presenciaram: guerras, fome, fartura, brigas dentro da aldeia. Sabem, pela 
experincia que tm, como resolver esses problemas.  assim que os mais 
jovens ficam conhecendo a histria de seu povo e aprendem como dar solues 
aos problemas que geralmente surgem.
  (...)
  As crianas e os jovens educam-se participando da vida de sua famlia e 
de seu grupo, ajudando os adultos nos trabalhos da aldeia e das roas, 
ouvindo as histrias contadas pelos velhos e assistindo s cerimnias 
coletivas.

<R+>
Ana Vera L. da S. Macedo. *Reescrevendo a histria do Brasil*. Em: 
Aracy Lopes da Silva (org.). *A questo indgena na sala de aula*. 
So Paulo, Brasiliense, 1987. p. 176-177 e 184
<R->

<R+>
  Agora, responda:
 a) Por que, depois do combate, alguns adultos conversaram com os meninos 
sobre o que tinha acontecido?
 b) Nessa aldeia, de que modo os mais jovens conhecem a histria de seu povo?
<R->

<37>
Documentos escritos

  Observe estas fotos:

<R+>
_`[{quatro fotos. Apresentao a seguir_`]
<R->
  Foto 1: Mostra uma certido de casamento.
  Foto 2: Mostra a capa de uma publicao infantil -- Tico-Tico.
  Foto 3: Mostra uma carta antiga.
  Foto 4: Mostra uma pgina de livro de literatura infantil.

<38>
<P>
<R+>
6 Converse com os colegas e, depois, respondam:
 a) O que aparece em cada foto `(*1, 2, 3* e *4*`)?
 b) O que h em comum entre esses objetos?
<R->

  Nas fotos *1, 2, 3* e *4* vemos alguns documentos escritos. 

<R+>
7 Faa uma lista no caderno dos tipos de documentos escritos que voc conhece.
<R->

Documentos visuais e construes

  Fotos, vdeos, pinturas, desenhos so documentos visuais.
  Observe estas imagens: 

<R+>
_`[{duas imagens com legendas e descries a seguir_`]
<R->
  Imagem 1: Moagem da cana em engenho de acar -- Mostra escravos colocando
a cana-de-acar na moenda, que  movimentada por bois.
  Imagem 2: Moagem da cana em usina de acar -- Mostra um funcionrio ligando
as mquinas que fazem a moagem da cana-de-acar.

<R+>
8 Rena-se com um grupo de colegas, comparem as imagens e respondam: 
 a) Que semelhanas vocs observaram?
 b) E as diferenas?
 c) Qual foto representa o presente e qual representa o passado?
     Como vocs chegaram a essa concluso?
<R->

  As construes tambm so consideradas documentos, pois revelam aspectos 
do passado. Elas so parte do patrimnio histrico e cultural.

               ::::::::::::::::::::::::

<39>
<P>
Conhecendo melhor as palavras

  Devido ao valor que possuem -- pois guardam informaes sobre a histria 
da sociedade --, os documentos escritos, as fotografias, as obras de arte, 
os objetos, as construes merecem ateno especial. Eles formam o 
*patrimnio histrico e cultural* da sociedade.
  So bens coletivos, conservados para que as pessoas possam conhecer a 
histria de uma comunidade.
  Cuidar do patrimnio histrico e cultural  obrigao tanto do governo 
quanto da sociedade.

<R+>
1- Como voc acha que pode contribuir para a preservao do patrimnio 
histrico e cultural?
 2- Existem monumentos e construes antigas no lugar onde voc mora? Quais? 
Eles esto bem conservados?
<R->

               ::::::::::::::::::::::::

Para terminar

  As pistas sobre o passado esto em muitos lugares. Alm de textos escritos, 
fotos e construes, vrios outros objetos podem revelar algo sobre a 
histria das pessoas.
  Vamos brincar de detetive? Renam-se em grupos e procurem todo o tipo de 
"pista" que possa ajud-los a conhecer um pouco da histria de uma pessoa. 
Sigam as instrues:

<R+>
1 Escolham quem vocs vo investigar. Pode ser o professor, um funcionrio 
ou um vizinho da escola etc.

<40>
2 Entrevistem essa pessoa. 
  *Sobre voc*
 a) Quais eram os seus brinquedos e suas brincadeiras preferidas quando era pequeno?
 b) Conte um episdio engraado de sua infncia.

<P>
  *Sobre a famlia*
 a) Que objetos lembram a histria da sua famlia? 
 b) Mostre alguma foto de sua famlia reunida.

  *Sobre a escola*
 a) Como eram as roupas que voc usava para ir  escola? Voc usava uniforme?
 b) Quais eram os seus materiais escolares? Como eles eram?
 c) Como era o prdio da sua escola? Voc sabe quando ele foi construdo e se 
existe at hoje?
 d) E os seus livros, eram parecidos com os de hoje?
 e) Mostre um diploma seu. 

3 Agora, contem para a classe tudo o que vocs descobriram sobre essa pessoa. 
No se esqueam de, primeiro, identific-la, isto , dizer o nome dela e o 
que ela faz ou onde mora.
<R->

               ::::::::::::::::::::::::

Para saber mais

<R+>
livros
 *Faz muito tempo*, de Ruth Rocha. So Paulo, tica, 1996.
 *A gruta de Lascaux*, traduo de Eduardo Brando. 
So Paulo, Companhia das Letrinhas, 2000.

site: 
 ~,www.terra.com.brkids~,
<R->

               xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxo

<41>
<P>
Unidade 3

Do Que Precisamos Para Viver

Tem gente passando fome.
 E no  a fome que voc imagina
 entre uma refeio e outra.
 Tem gente sentindo frio.
 E no  o frio que voc imagina
 entre o chuveiro e a toalha.
 Tem gente muito doente.
 E no  a doena que voc imagina
 entre a receita e a aspirina.
 Tem gente pelos cantos.
 E no so os cantos que voc 
  imagina
 entre o passeio e a casa.

<R+>
Ulisses Tavares. *Viva a poesia viva*. So Paulo, Saraiva, 1997. p. 57
<R->

               ::::::::::::::::::::::::

<42>
<P>
Para comear

  Voc vai conhecer um pouco da histria de um colecionador: o senhor Raful. 
Ele percorria o pas de trem, nibus, carro trabalhando como mascate, isto 
, vendendo produtos de porta em porta, de cidade em cidade.
  Enquanto vendia suas mercadorias, o senhor Raful tambm foi comprando 
objetos que as pessoas no queriam mais. Em 60 anos, ele juntou cerca de 4 
mil objetos de diferentes pocas. Moedores de caf, ferros de passar roupa a 
carvo, balanas de pesar jias, vitrolas de piquenique, realejos, moedas 
antigas, pregos do tempo da escravido, carro de boi, carruagem, entre 
tantos outros, fazem parte de sua coleo.
  O senhor Raful guardava todos esses objetos em sua casa, na cidade de So 
Paulo, uma mistura de "museu" com "casa maluca". 
  Ele acabou se tornando famoso entre os colecionadores da cidade.
<43>
Sua fama chegou at o diretor de um grande museu -- o Museu Paulista --, que 
se interessou por sua coleo.
  J idoso, o senhor Raful est disposto a vender as peas de sua
coleo para que outras pessoas continuem a cuidar delas.

<R+>
Fonte: Armando Antenore. *O senhor do tempo*. Em: *Folha de S. Paulo*, 
25 de julho de 1997. p. 4-5
<R->

<R+>
_`[{sete fotos. Legenda a seguir_`]
  Nas fotos, garrafa de refrigerante, espremedor de batata, minivitrola, 
mquina de costura porttil, rdio a vlvula, mquina de escrever e 
ventilador a corda, alguns objetos da coleo do senhor Raful.

1 Responda: 
 a) Por que voc acha que um museu ficou interessado na coleo do senhor Raful?
 b) Na sua opinio, por que as pessoas no queriam mais os objetos que 
venderam ao senhor Raful?
 c) Voc j foi a alguma feira de antigidades ou a algum antiqurio
(loja que vende objetos antigos)? O que voc viu? Dos objetos que
observou nesse local, quais no so mais utilizados atualmente?
Algum lhe chamou a ateno?
<R->

               oooooooooooo

As Necessidades do Ser Humano

  Observe o desenho de um calendrio feito por um professor indgena
da aldeia Suy.

<R+>
_`[{um crculo dividido em doze partes representando os meses do ano e os
elementos que os caracterizam. Relao e descrio a seguir_`]
<R->
  Janeiro: Milho -- desenho de um p de milho;
  Fevereiro: Rio Cheio -- desenho de um peixe;
  Maro: Abacaxi -- desenho de um abacaxi;
  Abril: Pescaria -- desenho de peixes assando numa grelha;
  Maio: Derrubada -- desenho de um machado e de uma rvore cortada;
  Junho: Tempo de gaivota -- desenho de uma gaivota voando sobre o mar;
  Julho: Tracaj bota ovo -- desenho de uma tartaruga nadando sobre seus ovos;
  Agosto: Festa Kuarup -- desenho de um totem sobre uma fogueira;
  Setembro: Plantio da mandioca -- desenho de uma plantao de mandiocas;
  Outubro: Pequi -- desenho de um pequizeiro;
  Novembro: Vero -- desenho de um sol;
<P>
  Dezembro: Melancia -- desenho de uma plantao de melancias.
  
<R+>
Thiayu Suy. *Calendrio indgena*.
Em: *Geografia indgena*. So Paulo/Braslia, Instituto 
Socioambiental/MEC, 1996. p. 55
<R->

<44>
<R+>
1 Faa uma lista dos elementos representados no calendrio.

2 Responda:
 a) Para que servem os elementos representados na maioria dos meses?
 b) Na sua opinio, por que os indgenas escolheram esses elementos?

3 Converse com os colegas e respondam oralmente:
 a) Vocs conseguem passar um dia inteiro sem comer?
 b) Onde vocs fazem as refeies, tomam banho, dormem? 
 c) Vocs conseguem passar uma noite sem dormir?
 d)  possvel aprender a ler e escrever sozinho?
 e) Como sua famlia faz para ir a um lugar longe de sua casa?
 f) O que se deve fazer para no contrair algumas doenas, como sarampo, 
varola, paralisia infantil, entre outras?

4 De que precisamos para viver? Faa desenhos em uma folha avulsa e, com a 
ajuda do professor, pendure-a no varal da sala de aula.
Observe tambm os desenhos de seus colegas.
<R->
  
  Precisamos de muitas coisas para viver, entre elas: moradia, alimentao,
sono, vestimenta, transporte, escola, lazer e sade. Algumas dessas coisas
nos proporcionam bem-estar, conforto, informao, conhecimento, diverso.

<R+>
 5 Escreva, no caderno, alguns exemplos de utenslios, equipamentos,
mquinas, enfim, coisas que para voc proporcionam:
 a) bem-estar; 
 b) conforto; 
 c) informao;
 d) conhecimento;
 e) diverso.
<R->

<45>
  H coisas usadas hoje que so semelhantes s que existiam no passado.
Lembra-se da bolinha de gude que mencionamos na unidade anterior?
Provavelmente, o processo de fabricao modificou-se. Mas a bolinha de
gude que temos hoje  semelhante quela criada pelos antigos romanos.
  Muitas coisas (equipamentos, utenslios, vestimenta, brinquedos etc.),
porm, foram sendo modificadas no decorrer do tempo. O que hoje 
considerado antigidade -- como os objetos que o senhor Raful juntou
durante sua vida -- provavelmente teve grande uso no passado.
  Observe estas fotos:

<P>
<R+>
_`[{oito fotos. Legendas a seguir_`]
<R->
  Fotos 1 e 2: Gramofone francs de cerca de 1908 e Toca-discos atual.
  Fotos 3 e 4: O fotgrafo Vincenzo Pastore com sua mquina e um homem que
ser retratado. Instituto Moreira Salles, So Paulo e Mquina fotogrfica atual.
  Fotos 5 e 6: Caneta-tinteiro americana feita em borracha e ouro por
volta de 1903 e caneta esferogrfica atual.
  Fotos 7 e 8: Relgio de pndulo fabricado na Alemanha por volta de 1880 e
Relgio de parede atual.

<46>
<R+>
6 Escolha trs objetos atuais (pode ser um brinquedo, um aparelho domstico 
etc.) e, depois, converse com seus avs ou com pessoas mais velhas para 
saber como esses objetos eram no passado. Compare os objetos antigos com 
os atuais, fazendo uma relao como esta em seu caderno: 

Objeto: ferro de passar roupa.
 Como era antigamente: Era pesado e precisava colocar carvo quente 
dentro dele para poder esquentar.
 Como  hoje:  leve e esquenta com o uso da energia eltrica.
<R->

  Para atender s suas necessidades, a maioria das pessoas trabalha.
Pelo trabalho, elas recebem um pagamento e compram o que consideram
necessrio ou pagam por servios que lhes so prestados.
  Mas ser que todas as pessoas tm as mesmas necessidades?
Todos recebem pagamento pelo trabalho que realizam?

<47>
<P>
7 Leia o texto a seguir.

O trabalho indgena

  O ndio  um sujeito trabalhador. Muitas vezes se diz que o ndio
 moroso para o trabalho, ou seja, preguioso. Essa afirmao  uma
injustia para com os povos indgenas. (...)
  Na verdade, o povo indgena consome um enorme nmero de horas realizando 
tarefas ligadas  sua auto-sustentao, tradio (1) e cultura. Quando um 
no-ndio fala de trabalho, pensa logo em acmulo de dinheiro e bens; quando 
 um ndio que fala, ele est pensando no seu sustento e no sustento das 
pessoas que esto sob sua responsabilidade. Portanto, o ndio no tem 
necessidade de acumular bens para ficar mais rico. Ao contr-
<F->
:::::::::::::::::::::::::::::::::
     (1) Tradio: usos ou h-
  bitos muito antigos transmiti-
  dos de gerao em gerao.
<F+>
<P>
rio, o sinal de riqueza numa comunidade indgena  a generosidade (2): quanto mais generoso
for o chefe de famlia, mais rico ele  considerado na tribo. Ora, para
que algum consiga ser generoso  necessrio que possua bens e tais
bens s podem ser conseguidos se o indivduo trabalhar com muita
aplicao. Por isso, se algum quer ser considerado generoso,
portanto rico -- e este tem de ser o ideal de todo ndio --, deve 
trabalhar... e muito.
<48>
   importante frisar, ainda, que no existe muita especializao para o 
trabalho entre os ndios. Ou seja, cada ndio sabe fazer de tudo, no 
havendo um que saiba mais do que o outro. A nica diviso que existe envolve 
o trabalho que  exclusivo do homem (caar, pescar, fazer arco e flecha, 
<F->
:::::::::::::::::::::::::::::::::
     (2) Generosidade: quali-
  dade da pessoa que gosta de 
  dar e distribuir o que possui 
  aos outros.
<F+>
<P>
preparar a roa etc.) e o trabalho que compete  mulher (fiar, coser (3), 
cozinhar, colher frutos, tecer etc.).

<R+>
Daniel Munduruku. *Histrias de ndio*. So Paulo, Companhia das Letrinhas, 
2000. p. 58
<R->

  Agora, responda no caderno:
<R+>
 a) Segundo o autor, de que forma um no-ndio pensa o trabalho? E o ndio?
 b) O que  ser rico para os ndios?
 c) E para voc, o que  ser rico?
 d) Como  feita a diviso de trabalho entre os ndios?
 e) Para que serve o trabalho? Converse com os colegas e o professor.
<R->

               oooooooooooo

<F->
:::::::::::::::::::::::::::::::::
     (3) Coser: costurar.
<F+>

O Trabalho e as Necessidades
  Humanas na Histria

  Milhares de anos atrs, quando os primeiros habitantes da Terra
passaram a viver mais tempo em um mesmo lugar e a cultivar alimentos
e criar animais, o nmero de pessoas comeou a aumentar.
  Algumas pessoas, ento, comearam a praticar atividades diferentes
para atender s necessidades de todos. Enquanto alguns plantavam e
colhiam, outros fabricavam ferramentas e utenslios, outros construam
casas.
<49>
  Nessa poca, no existia dinheiro. Os que plantavam e colhiam trocavam os 
alimentos que sobravam do seu consumo com quem fabricava ferramentas, por 
exemplo,
  Dessa forma foram surgindo as primeiras atividades econmicas,
movimentadas pelas trocas.

<R+>
1 Voc j trocou alguma coisa com algum? O qu?
 2 Com seus colegas e a ajuda do professor, organizem uma "Feira de
trocas". Para isso, pea a seus pais ou responsveis que o ajudem a
separar objetos que voc no usa mais. Pode ser brinquedo, livro ou
qualquer outra coisa. Marquem uma data e exponham os objetos na
sala de aula. Depois  s conversar e "negociar" as trocas.
<R->

  Observe estas fotos:
 
<R+>
_`[{duas fotos mostrando mquinas preparando a terra para o plantio. Legendas
a seguir_`]
<R->
  Foto 1: Trator com arado.
  Foto 2: colheitadeira.
  
<50>
<R+>
3 Responda:
 a) Onde esto sendo utilizadas as mquinas que aparecem nas fotos?
<P>
 b) Para que serve o arado? E a colheitadeira? Se necessrio, faa
uma pesquisa em dicionrios ou enciclopdias. 
<R->

  Atualmente existem diversos instrumentos e mquinas que facilitam o
trabalho das pessoas.
  No campo, por exemplo, h mquinas que ajudam homens e mulheres a arar a 
terra e a colher.
  Mas nem sempre foi assim. Os primeiros instrumentos agrcolas que
o ser humano inventou eram simples, feitos de lascas de pedra, madeira
ou osso.
<51>
  Com o passar do tempo, o ser humano foi aprimorando as ferramentas que 
inventava. Alm disso, conforme criava novos instrumentos, foi mudando a 
maneira de fazer as coisas. Vejamos um exemplo. 
  Milhares de anos atrs, homens, mulheres e crianas, principalmente
os que viviam nos lugares de clima frio, cobriam o corpo com peles de
animais, usando-as como roupa. Para separar a pele da carne dos
animais, utilizavam instrumentos chamados raspadores e perfuradores.
  Com o passar do tempo, o ser humano inventou a agulha, que era
feita de osso, e passou a costurar suas roupas.
  Mais tarde, aperfeioando esse instrumento, inventou a agulha de
ferro. As roupas, porm, continuaram sendo costuradas a mo. Por fim,
inventou a mquina de costura. Atualmente, a maioria das roupas so
feitas em mquinas bastante avanadas por trabalhadores especializados.

<R+>
_`[{foto de trs machados antigos. Legenda a seguir_`]
<R->
  Machados de pedra com cabo de madeira que eram utilizados como instrumentos
agrcolas. Museu de Arqueologia e Antropologia da Universidade de So Paulo.

<52>
<P>
<R+>
4 Agora vocs vo entrevistar uma pessoa que trabalhava costurando
roupas. Sigam o roteiro abaixo e, se quiserem, faam outras
perguntas. Anotem as respostas no caderno.
 a) Qual o seu nome?
 b) Quantos anos voc tem?
 c) Quantos anos tinha quando comeou a costurar?
 d) Que tipo de roupa costurava?
 e) Voc utilizava alguma mquina para trabalhar? Como ela era?
 f) As mquinas utilizadas antigamente para costurar eram muito
diferentes das que se usam hoje? Quais so as diferenas?

5 Como se chama o trabalhador que faz roupas para homens? E para mulheres?
 6 Pergunte a seus pais ou a um adulto de sua casa se as roupas que
voc e eles usam so compradas prontas ou feitas por uma pessoa conhecida. 
<R->

<P>
  Voc viu que, para atender a suas necessidades, no incio as
pessoas faziam os artigos manualmente. Esse trabalho era feito em casa,
e toda a famlia ajudava.
  Com o tempo, muitas tcnicas foram sendo aperfeioadas e alguns
trabalhadores passaram a fazer seus artigos em oficinas. Os artigos
eram, ento, produzidos para consumo prprio e tambm para serem
vendidos.
  Depois, surgiram as fbricas, que reuniam diversos trabalhadores
num s lugar, e cada um realizava uma tarefa. O trabalho das pessoas
passou a ser controlado, verificando-se, por exemplo, quantas horas
trabalhavam e quanto produziam.

<53>
<R+>
7 Responda:
 a) Perto de sua casa existe alguma fbrica? Como ela se chama e o que produz?
<P>
 b) Voc j visitou alguma fbrica? O que ela produzia? O que mais lhe chamou 
a ateno nesse lugar?
 c) Voc conhece algum que trabalha em uma fbrica? O que essa pessoa faz? 
Qual o seu horrio de trabalho? 
<R->

  Aps a inveno das mquinas e com os trabalhadores reunidos nas
fbricas, os artigos passaram a ser produzidos em quantidades maiores.
Isso atendeu s necessidades das pessoas, mas tambm comeou a criar novos 
desejos de consumo e novas necessidades. Para incentivar esses desejos, 
surgiu a propaganda.

               ::::::::::::::::::::::::

<54>
Conhecendo melhor as palavras

  Por meio das *propagandas*, os fabricantes, comerciantes e prestadores de 
servios procuram demonstrar as qualidades de seus produtos. Alm disso, 
eles procuram coloc-las em diferentes meios de comunicao para que um 
grande nmero de pessoas possa tomar conhecimento dos produtos e de suas 
qualidades. Com isso pretendem incentivar a compra dos produtos anunciados.

<R+>
1- Folheie jornais e revistas atuais e recorte as propagandas que mais
lhe chamarem a ateno. Cole-as em uma folha de papel avulsa e,
com a ajuda do professor, pendure seu trabalho no mural da sala de
aula. Depois, responda:
 a) Por que voc escolheu essas propagandas? 
 b) Que produtos esto sendo anunciados?
 c) Voc j utilizou ou utiliza algum desses produtos? Qual? Se ainda
no utiliza, ficou com 
<P>
  vontade de comprar algum deles? Por qu?
<R->

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>

<55>
<R+>
2- Converse com seus colegas e respondam: Em que outros meios de
comunicao podemos ver propaganda?

3- Observe as propagandas escolhidas por voc e seus colegas:
 a) Quais desses produtos anunciados so realmente necessrios para se viver?
 b) Quais, apesar de oferecerem conforto, informao, lazer etc., no so essenciais para a vida?
<R->

  As propagandas tambm mudam com o tempo. Observe as imagens a seguir.

<P>
<R+>
_`[{duas gravuras em preto e branco. Legendas a seguir_`]
<R->
  Gravura 1: Imagem de propaganda de brinquedos, 1941.
  Gravura 2: Imagem de propaganda de chocolate, 1951.

<R+>
4- O que est sendo anunciado nessas propagandas?
 5- Compare essas propagandas com as que voc escolheu na
atividade *1*. Que diferenas h entre elas?
<R->

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>

               oooooooooooo

<56>
O Trabalho Infantil

  Com o surgimento das fbricas, muitas crianas tambm passaram
a trabalhar nelas. No existiam leis que proibissem a explorao infantil:
as crianas geralmente trabalhavam muitas horas por dia, em tarefas
que exigiam grande esforo fsico, eram perigosas e prejudiciais  sade.
  Leia o texto a seguir, que conta a situao dos trabalhadores infantis
nas fbricas cerca de cem anos atrs.

Crianas sem infncia

  Para os meninos e meninas que tinham de trabalhar a vida nas
fbricas era um grande sacrifcio. A jornada de trabalho comeava s
7 ou 8 horas da manh e ia at 6 ou 7 horas da noite.
  Muitas crianas comeavam a trabalhar aos 9 ou 10 anos de idade, e algumas 
comeavam antes ainda, com 7 ou 8 anos.
  Quais os servios que algum de to pouca idade podia realizar?
Engraxar sapatos, por exemplo, ou fazer pipas para vender. Mas
<57>
trabalhavam, tambm, em servios mais complicados, como gravar em metal ou 
soprar vidro derretido para fazer garrafas ou outros objetos.
  (...)
  As meninas se empregavam em oficinas de costura ou em fbricas de tecidos. 
"Com 10 anos comecei a trabalhar em uma oficina de costura. As meninas 
varriam a sala, juntavam os alfinetes do cho, arrumavam as linhas nas 
caixas. Trabalhava das 8 da manh s 7 da noite", relembra dona Alice, que 
trabalhava em uma oficina de costura da cidade de So Paulo, na dcada de 1910.
  Embora trabalhassem turnos extensos, de 8 a 10 horas por dia, e realizassem 
tarefas complicadas e perigosas para a sua idade, as crianas recebiam 
salrios inferiores ao salrio de adultos que fizessem o mesmo trabalho. s 
vezes nem salrio recebiam, apenas trabalhavam em troca de gorjetas ou da 
casa para morar.

<R+>
Nicolina Luiza de Petta. *A fbrica e a cidade at 1930*. 
So Paulo, Atual, 1995. p. 31-32
<R->

<R+>
_`[{uma foto. legenda a seguir_`]
<R->
  Trabalhadores de uma fbrica na cidade de So Paulo, em 1928. Entre eles, 
muitos so crianas e adolescentes.

<R+>
1 Como  a situao das crianas em relao ao trabalho hoje? Faa
uma pesquisa em jornais e revistas, procurando notcias sobre esse assunto. 
Cole as matrias que encontrar numa cartolina e exponha seu trabalho na sala 
de aula.
<R->

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>

<R+>
2 Responda:
 a) Voc conhece algum trabalhador infantil? Em que ele trabalha?
Quantos anos tem?
<P>
 b) Se voc no conhece, j viu alguma criana trabalhando? O que
ela estava fazendo?
 c) Como voc acha que  a vida de uma criana que trabalha?

3 *Crianas sem infncia*  o ttulo do texto que voc leu. Que idia
ele passa? Ele traduz a situao da criana que trabalha? Converse
sobre essas questes com os colegas e o professor.
<R->

               oooooooooooo

<58>
O Lazer e a Sade

  Alm de trabalhar para atender as suas necessidades, as pessoas
precisam descansar e cuidar da sade.
  O lazer  fundamental tanto para a vida dos adultos como para a das
crianas.

<P>
<R+>
1 Como voc se diverte nas horas de lazer? Responda:
 a) Em que lugares voc costuma brincar?
 b) Com que tipo de brincadeiras?
 c) Voc geralmente brinca sozinho ou com amigos?
<R->

  Observe estas imagens. Elas mostram como as crianas costumavam
brincar mais ou menos cem anos atrs.

<R+>
_`[{duas fotos antigas. Descries a seguir_`]
<R->
  Foto 1: Meninos pulando, com as pernas dentro de sacos, apostando corrida.
  Foto 2: Meninos jogando bola num campo de terra. Ao fundo h uma trave de madeira.

<59>
<R+>
2 Agora, responda:
 a) Do que essas crianas esto brincando?
 b) Voc tambm costuma brincar como elas?

3 Leia o texto, uma cantiga de roda que cerca de cem anos atrs j fazia 
parte das brincadeiras das crianas.
<R->

Bela pastora

<R+>
L no alto daquela montanha,
 avistei uma bela pastora
 que dizia em sua linguagem
 que queria se casar.

Bela pastora entrai na roda
 para ver como se dana.
 Uma volta, volta e meia
 meia volta vamos dar.

Em: Ecla Bosi. *Memria e sociedade -- lembranas de velhos*. So Paulo,
T. A. Queiroz, 1983. p. 242

a) Pergunte a seus avs ou a pessoas idosas se conhecem essa
cantiga. Se conhecerem, pea-lhes que a cantem para voc.
<P>
 b) Cante algumas cantigas de roda para seus avs ou para pessoas
idosas e pergunte-lhes se as conhecem. Depois, pea a eles que
lhe ensinem uma cantiga da poca em que eram criana.
 c) Voc e seus colegas podem ensinar uns aos outros as cantigas
que aprenderam. Depois, no ptio da escola, formem uma roda e brinquem.
<R->

<60>
  Para viver as pessoas tambm precisam cuidar da sade. E uma das
maneiras de cuidar da sade  prevenir-se contra as doenas. Alm de
hbitos de higiene, alimentao saudvel e outros cuidados,  possvel
evitar algumas doenas tomando vacinas.
  No Brasil, h mais ou menos cem anos o governo promove campanhas
de vacinao. Atualmente, o nmero de doenas que podem ser evitadas por
esse mtodo  grande, como, por exemplo, a paralisia infantil, o sarampo e a
rubola.

<61>
<R+>
4 Pea a seus pais ou responsveis para lhe mostrarem sua caderneta
de vacinao. Depois, responda no caderno: 
 a) Contra que doenas voc j tomou vacina?
 b) Qual era a sua idade quando voc tomou sua primeira vacina?
 c) Quantos anos voc tinha quando tomou a ltima? 
 d) Quando voc dever tomar a prxima vacina? Contra que doena?
<R->

               ::::::::::::::::::::::::

Para terminar

  Voc viu, no incio desta unidade, que o senhor Raful foi colecionando
objetos variados durante 60 anos. Ele reuniu cerca de 4 mil objetos.

<R+>
1 Voc tem algum tipo de coleo? Se tiver, leve-a para a sala de aula
e mostre-a a seus colegas. Conte-lhes quando e como voc
comeou sua coleo. Se lembrar, conte tambm quando adquiriu cada pea.

2 Com os colegas e o professor, organizem uma exposio de colees. Os 
alunos que no tiverem coleo podero ajudar os que tm. Para isso, faam 
o seguinte:
 a) Cada coleo dever ser identificada com o nome completo do dono, o tipo 
de coleo, quando e por que comeou a ajuntar os objetos.
 b) Se possvel, fixem as peas de cada coleo em uma cartolina ou
papel carto com durex ou fita adesiva dupla face.
 c) Escrevam em papis avulsos pequenos como e quando cada pea foi adquirida. 
Por exemplo: Ganhei de presente quando fiz 6 anos; comprei em uma feira nas 
frias de 2001; troquei com um amigo no ano passado etc.
<P>
 d) Fixem os papis ao lado das respectivas peas.
 e) Combinem uma data para a exposio e convidem os colegas de
outras classes para v-la.
<R->

               ::::::::::::::::::::::::

<62>
Para saber mais

<R+>
livros
 *Eu me lembro*, de Gerda Brentani. So Paulo, Companhia das Letrinhas, 1993.
 *O dinheiro*, de Cristina Von. So Paulo, Callis, 1998.
 *Consumir ...*, de Liliana Iacocca, Michele Iacocca e
Oriana M. White. So Paulo, De Leitura, 1999.
 *Quem canta seus males espanta*, coordenao de Theodora Maria Mendes de 
Almeida. So Paulo, Caramelo, 1998.
<R->
 
               xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxo

<63>
Unidade 4

Ruas e Bairros: Diferenas no 
  Tempo e no Espao

<R+>
Onde arranjo um realejo
 para matar meu desejo
 de ouvir msica doce?

Nas ruas de antigamente

caladas com pedras redondas
 Ser que acho um realejo?

Roseana Murray. *Fardo de carinho*. Belo Horizonte, L, 1996. p. 17-18
<R->

               ::::::::::::::::::::::::

<64>
Para comear

  Observe esta cena:

<R+>
_`[{desenho mostrando um cruzamento de ruas. Descrio a seguir_`]
<R->
  Um carro antigo e uma carruagem trafegam pelas ruas; na calada de uma delas,
homens, mulheres e uma criana passam em frente de vrias lojas: papelaria, pharmacia e quitanda.
  Uma mulher de roupa antiga passeia por uma praa, onde h um poste de
iluminao antiga.

<R+>
1 Quem a desenhou, incluiu cinco elementos de outras pocas.
Escreva no seu caderno quais so eles.
<65>
 2 Com a ajuda de seus pais, do professor ou de outras pessoas mais
velhas, faa uma pesquisa para saber se ainda existem elementos de
outras pocas na sua rua, no seu bairro ou na rua e no bairro de sua
escola. Pode ser uma construo, uma placa de rua, um poste, o calamento 
etc. Voc tambm pode pesquisar em bairros vizinhos ou nos bairros onde 
vivem outros parentes seus. 
<P>
     Escreva no caderno quais elementos voc encontrou e onde (nome
da rua e do bairro).
<R->

               oooooooooooo

A Rua e o Bairro: Espaos de 
  Convivncia

  Na sua rua e no seu bairro moram muitas pessoas. Diariamente voc
se relaciona com seus vizinhos e com pessoas que trabalham no bairro,
como feirantes, vendedores de lojas, carteiro etc. Voc e essas pessoas
formam uma comunidade. Mas para viver em comunidade  preciso
seguir algumas normas, como ser educado e conservar os espaos comuns a todos.
  Leia o poema a seguir. Ele mostra que, s vezes, do convvio entre as
pessoas surge uma relao de amizade.

<P>
Amigos do peito

<R+>
Todo dia eu volto da escola
 com a Ana Lcia da esquina.
 *Da esquina* no  sobrenome,
  o endereo da menina.

 O irmo dela  mais velho
 e mesmo assim  meu amigo.
 Sempre, depois do almoo, 
 ele joga bola comigo.

<66>
J o Carlos Alberto, do lado,
 (*do lado* no  nome tambm)
 tem uma bicicleta legal,
 mas no empresta pra ningum.

O bairro onde moro  assim,
 tem gente de tudo que  jeito.
 Pessoas que so muito chatas,
 e um monte de amigos do peito:

O Bruno do prdio da frente,
 O Ricardo do stimo andar,
 o irmo da Lcia da esquina,
 o filho do dono do bar.

O nome completo deles
 eu nunca sei, ou esqueo. 
 Amigo no tem sobrenome:
 amigo tem endereo.

Cludio Thebas. *Amigos do peito*. Minas Gerais, Formato, 1996. p. 12-13

1 Escreva, no caderno, onde moram:
 a) Ana Lcia; 
 b) Carlos Alberto; 
 c) Bruno;
 d) Ricardo.

2 Converse com os colegas: Ana Lcia, o irmo dela, Carlos Alberto, Bruno, 
Ricardo, o filho do dono do bar fazem parte da mesma comunidade? Por qu?

3 Responda:
 a) Voc conhece alguns moradores da sua rua? Escreva o nome deles e localize onde
moram, como fez o autor do poema.
<P>
 b) Voc tem amigos no bairro onde mora? Escreva o nome de alguns.
 c) Qual deles mora h mais tempo no bairro?

<67>
4 Voc convive bem em comunidade? Faa o seguinte teste para descobrir. 
Responda *sim* ou *no* para estas perguntas e anote as respostas no caderno.

Teste da convivncia

a) Voc atravessa a rua com cuidado e na faixa de segurana?
 b) Gosta de ouvir msica bem alto?
 c) Acha bonitas ou engraadas as pichaes nos prdios e monumentos?
 d) Admira quem solta bales e gostaria de fazer o mesmo?
 e) Respeita as filas, como as do cinema ou do parque de diverses?
<P>
 f) Usa cerol na linha de pipa ou acha que quem usa age corretamente?
 g) Sempre joga o lixo no cesto ou na lixeira?
 h) Usa com freqncia as palavras *obrigado* e *por favor*?
 i) Cumprimenta seus vizinhos?
 j) Quando est conversando, escuta a outra pessoa e espera a sua vez de falar?
<R->

  Agora, some os pontos seguindo a tabela abaixo e leia o resultado.

<P>
<F->
           !::::::::::::::
           l     ponto    _
!::::::::::h:::::::::::::j
l pergunta l  sim  _  no _
h::::::::::h:::::::j::::::j
l a)      l  1   _  0  _
h::::::::::h:::::::j::::::j
l b)      l  0   _  1  _
h::::::::::h:::::::j::::::j
l c)      l  0   _  1  _
h::::::::::h:::::::j::::::j
l d)      l  0   _  1  _
h::::::::::h:::::::j::::::j
l e)      l  1   _  0  _
h::::::::::h:::::::j::::::j
l f)      l  0   _  1  _
h::::::::::h:::::::j::::::j
l g)      l  1   _  0  _
h::::::::::h:::::::j::::::j
l h)      l  1   _  0  _
h::::::::::h:::::::j::::::j
l i)      l  1   _  0  _
h::::::::::h:::::::j::::::j
l j)      l  1   _  0  _
h::::::::::h:::::::j::::::j
<F+>

<P>
_`[{carinha triste_`]
  De 0 a 3 pontos:
  Cuidado! Voc no anda se comportando bem em comunidade. Procure melhorar o 
convvio em grupo.

_`[{carinha sria_`]
  De 4 a 6 pontos:
  Voc sabe viver em grupo, mas  preciso prestar ateno a algumas normas.

_`[{carinha alegre_`]
  De 7 a 10 pontos:
  Parabns! Voc realmente sabe viver bem em comunidade. Continue atento para 
melhorar cada vez mais o convvio com as pessoas.

<68>
<R+>
5 Rena-se com seus colegas e discutam sobre o que  possvel fazer
para melhorar a convivncia em comunidade. Depois elaborem
normas para ajudar no convvio entre as pessoas e faam 
<P>
  cartazes bem criativos. Exponham seus trabalhos para toda a escola.
<R->

               oooooooooooo

Os Nomes das Ruas

  A maioria das ruas possui nome. Pelo nome da rua podemos localizar onde as 
pessoas moram, estudam, trabalham e se divertem.
  No Brasil, existem ruas, praas, avenidas, tneis e pontes que tm o
nome de alguma personagem histrica conhecida em todo o pas, como
polticos e religiosos. Veja alguns exemplos: rua Marechal Deodoro,
avenida Jos de Anchieta, rua Padre Feij, rua Marechal Floriano Peixoto,
praa Princesa Isabel, praa Castro Alves, rua Pio XI.
<69>
  H tambm ruas que so identificadas com datas ligadas a algum
acontecimento do passado, como avenida Sete de Setembro, rua Quinze
de Novembro, rua Treze de Maio, rua Vinte e Cinco de Maro, avenida
Vinte e Um de Abril.
<70>
  Nomes de acontecimentos ou fatos histricos tambm so dados s
ruas, avenidas e praas, como por exemplo: praa da Repblica, rua da
Abolio, praa da Independncia, ladeira da Constituio etc.
  Muitos desses nomes se repetem em vrios lugares do Brasil. Outros
nomes, ligados a personagens ou acontecimentos locais, existem apenas
em alguns bairros, algumas cidades ou alguns estados.

<R+>
_`[{trs placas de avenidas e ruas com o nome de Getlio Vargas localizadas
em diferentes estados. Relao a seguir_`]
<R->
  A primeira em Patos de Minas, Minas Gerais.
  A segunda em So Jos do Rio Preto, So Paulo.
  A terceira em Monte Aprazvel, So Paulo.
<L>
<R+>
1 Imagine que o nome da sua rua ser trocado e os moradores tero
que dar sugestes para um novo nome. Que nome voc escolheria?
Por qu? Consulte tambm as pessoas que moram em sua casa e anote as 
sugestes e justificativas no caderno.
<R->

<71>
   comum uma rua mudar de nome ao longo do tempo. Os nomes de uma
rua -- o atual e os anteriores -- podem revelar alguns aspectos de sua 
histria. Em alguns lugares, as placas informam o nome atual e o anterior da rua.

<R+>
_`[{foto de uma placa de rua: Rua Alabarda n.o 15 -- Antiga Av. Pernambuco n.o 77_`]
<R->

<R+>
2 Leia este texto, que conta um pouco da histria das ruas e tambm
dos bairros da cidade de Salvador, no estado da Bahia.
<R->

<P>
Nomes de ruas e bairros: 
  parte da histria  

  Os nomes das ruas e bairros de Salvador colonial, batizados pelos
moradores da poca, contam a histria desse passado distante. O to
conhecido bairro da Liberdade j foi o Caminho das Boiadas, assim denominado 
por passar por aquele lugar todo o gado que vinha do serto da Bahia, para 
ser abatido (1) nos currais (2) da cidade. A rua Chile era a rua dos Mercadores, 
porque concentrava grande nmero de pequenas e grandes lojas.
  Algumas ruas permanecem com o mesmo nome, cujo significado vem de muito 
tempo atrs. A Ladeira da Preguia, que se chamava Ladeira do Tira-Preguia, 
vem do fato de serem os escravos, consi-
<F->
:::::::::::::::::::::::::::::::::
     (1) Abatido: morto e pre-
  parado para ser consumido.
     (2) Currais: onde se jun-
  ta e guarda o gado.
<F+>
<P>
derados "preguiosos", forados a subir essa ladeira carregando vrias caixas de pesadas mercadorias. A Baixa 
dos Sapateiros foi assim apelidada porque era o lugar onde estava concentrado 
grande nmero de artesos (3) desse ofcio.

<R+>
Avanete Pereira de Sousa. *Salvador, capital da colnia*. So Paulo, Atual, 1995. 
  p. 28
<R->

<72>
  Agora, responda: Por que os nomes das ruas e dos bairros de Salvador contam a histria de um passado distante?

<R+>
3 Para conhecer um pouco da histria de sua rua, faa o que se pede:
 a) Escreva o nome da sua rua no caderno.
<F->
::::::::::::::::::::::::::::::::::
     (3) Artesos: pessoas que
  exercem um trabalho manualmente.
<F+>
<P>
 b) Pesquise em livros, na Internet ou pergunte a um adulto o que esse nome significa.
 c) Pergunte a moradores antigos de sua rua se ela sempre teve esse nome. Se mudou, qual era o nome antigo? O que significava? Por que o nome foi mudado?

4 Agora, faa uma pesquisa para descobrir a origem do nome da rua
de sua escola e como ela era no passado.
 a) Escreva o nome atual da rua e pesquise o seu significado.
 b) Descubra se ela possua outro nome no passado. Qual era? O que significava?
 c) Procure saber, por exemplo, como eram as construes, a pavimentao, se 
havia lojas e o que se vendia nelas, h quanto tempo sua escola est nesse endereo.
 d) Faa um cartaz com essas informaes e exponha seu trabalho num local da 
escola onde todos os alunos possam v-lo. Cole fotos e faa desenhos para ilustrar o seu cartaz.
<R->

  Veja o trabalho que o grupo de Aninha realizou:

<R+>
_`[{um cartaz. Descrio a seguir`]
<R->
  Na parte superior da cartolina eles escreveram: "Nossa escola fica na rua
Barroquinha. A rua sempre teve esse nome porque era de terra e, quando
chovia, formavam grandes buracos nela".
  Logo abaixo, colocaram duas fotos, com legendas, mostrando a escola em 
duas pocas.
  Legenda 1: Foto da rua Barroquinha em 1950, quando nossa escola foi fundada.
  Legenda 2: Foto da rua Barroquinha hoje.

               oooooooooooo

<73>
<P>
Ruas de Hoje e Ruas de Ontem

  Observe estas fotos. Elas mostram uma mesma rua em pocas diferentes:

<R+>
_`[{duas fotos. Legendas e descries a seguir_`]
<R->
  Foto 1: Rua So Bento em So Paulo, 2001 -- Mostra uma rua asfaltada, com
muitos prdios, alguns de construo antiga. Muitas pessoas circulam por ela.
O comrcio  muito ativo, camels expem seus produtos em barracas, no
asfalto e nas caladas.
  Foto 2: Rua So Bento em So Paulo, 1902 -- Mostra uma rua calada, com poucos
prdios e com algumas pessoas. O comrcio  feito nas lojas. Um bonde e uma
carroa fazem o transporte das pessoas.

<R+>
1 Junte-se com seus colegas e respondam no caderno:
 a) Que elementos vocs vem na foto *1*? 
 b) E na foto *2*?
 c) O que permaneceu e o que mudou nessa rua?
<R->

  Cerca de 100 anos atrs, dependendo do lugar, nem todas as ruas
eram caladas e muito menos asfaltadas. Somente algumas ruas
consideradas mais importantes tinham calamento.
<74>
  Observe esta foto:

<R+>
_`[{foto de uma rua com calamento de pedra e ladeada por casas de construo
antiga. Legenda a seguir_`]
<R->
  Rua da cidade de Tiradentes, em Minas Gerais. Muitas ruas e casas dessa 
cidade mantm ainda hoje as caractersticas da poca em que foram construdas.

  Em alguns lugares, no calamento eram usadas lajes de pedra. Em outros 
lugares, era comum o uso de seixos rolados (pedras arredondadas). A escolha 
do calamento dependia do material que era possvel obter da natureza nas 
proximidades do lugar.
  Hoje muitas ruas so caladas e asfaltadas. Mas existem vrias outras que 
no tm asfalto nem pedra ou qualquer tipo de calamento.

<R+>
2 Voc mora em uma cidade que ainda tem ruas com calamento de pedra? Se 
morar, escreva o nome de algumas delas e descreva-as.
 3 Converse com seus pais, avs ou pessoas mais velhas para saber
como era a rua onde voc mora. Faa um desenho numa folha avulsa 
representando sua rua no passado e outro representando ela hoje. No esquea 
de escrever o ano no desenho da sua rua representada no passado. Depois, com 
a ajuda do professor, pendure seu trabalho no varal da 
<P>
  sala de aula e observe o de seus colegas.
<R->

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>

  As casas tambm passam por transformaes no decorrer do tempo. Alm 
disso, elas variam conforme a situao de vida das pessoas e do lugar onde 
elas vivem.

<75>
4 Observe estas imagens:

<R+>
_`[{duas fotos. Legendas e descries a seguir_`]
<R->
  Foto 1: Solar do Unho, tpica casa de senhor de engenho da cidade 
construda por volta de 1600. -- Mostra um casaro de dois andares, com
diversos cmodos.
  Foto 2: Senzala, habitao de escravos. Reproduo de gravura de 
Rugendas, 1835. -- Mostra um casebre feito de barro, de um cmodo s e
abrigando muitos escravos.

<R+>
    Agora responda:
 a) Como  a casa que aparece na foto *1*?
 b) E a casa da imagem *2*?
 c) Quais as semelhanas entre essas casas e a casa onde voc mora? Quais as 
diferenas?
<R->

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>

               ::::::::::::::::::::::::

<76>
Conhecendo melhor as palavras

  *Solares, sobrados* e *casares* so nomes dados em diferentes pocas para 
casas luxuosas. Elas recebiam esses nomes devido a suas caractersticas: 
eram grandes (como os casares), construdas em dois andares (como os 
sobrados) e serviam de moradia s famlias mais ricas.
  As *senzalas* eram construes simples que serviam de moradia para os 
escravos. Elas podiam ficar no andar mais baixo das construes, quando 
se situavam nas cidades, ou ser construes separadas dos casares, quando 
se situavam em fazendas. 
  Geralmente, nas senzalas de fazendas, havia poucas janelas e portas para 
evitar fugas de escravos. As senzalas eram bastante rsticas e, 
comparativamente aos outros tipos de casas, no proporcionavam nenhum tipo 
de conforto aos seus moradores -- os escravos.

<R+>
1- No seu bairro existem tipos de casas diferentes? D exemplos.
 2- Qual a sua opinio sobre essa diferena to grande entre casares,
solares, sobrados e senzalas? 
<R->

<P>
  Voc j estudou que a gua  essencial para a vida do ser humano. Hoje em 
dia, muitas ruas possuem gua encanada, mas no passado no era assim. Mais 
de 100 anos atrs, a gua era transportada de chafarizes instalados nas ruas 
at as residncias. Observe a foto a seguir.

<R+>
_`[{uma foto mostrando uma fila de escravos carregando vasilhas com gua
de um chafariz. Legenda a seguir_`]
<R->
  Transportadores de gua, quadro do pintor Rugendas, incio do sculo XIX.

<R+>
5 Na rua onde voc mora h gua encanada? Se no h, como as pessoas fazem para obter gua?

<77>
6 Observe as fotos abaixo. Elas representam a realidade de algumas
pessoas que vivem em nosso pas.

<P>
_`[{duas fotos. Descries a seguir_`]
<R->
  Foto 1: Uma menina, com uma lata d'gua na cabea, caminhando por um terreno muito seco.
  Foto 2: Um homem transportando barricas com gua, no lombo de um burro.

<R+>
     Agora responda:
 a) O que voc acha que as pessoas representadas nas fotos esto fazendo? 
Por qu?
 b) Voc conhece algum que precisa fazer esse tipo de servio? Onde ele mora?
 c) Compare essas fotos com a foto do quadro de Rugendas. O que mudou?

7 Pergunte a seus pais ou responsveis se existe rede de esgoto na
rua onde voc mora. Depois, observe estas fotos e responda s perguntas a 
seguir.

<P>
_`[{duas fotos. Legendas a seguir_`]
<R->
  Foto 1: Desenho publicado na revista *A Semana Ilustrada*, em 1861, mostrando 
escravos jogando dejetos domsticos no mar.
  Foto 2: Esgoto sendo despejado atualmente no rio Pinheiros, municpio de So Paulo.

<R+>
a) A gua suja que sai da sua casa tem o mesmo destino que a gua mostrada 
nas fotos?
 b) O que mudou e o que permaneceu em relao ao destino das guas sujas?
<R->

               oooooooooooo

<78>
A Histria dos Bairros

  Os bairros tambm tm uma histria. Como e quando se formaram, as
modificaes que sofreram, os fatos que aconteceram ali, as pessoas que
participaram de sua construo: tudo isso faz parte da histria dos bairros.
Leia o texto a seguir. Ele conta um pouco da histria de um bairro
inventado pela escritora Anna Flora.

  Quando eu era pequena, morava num bairro s de casas. O lugar era to 
calmo que ns podamos brincar no meio da rua. Parecia uma cidade do 
interior, apesar de ser So Paulo.
  A turma do quarteiro era composta por dez crianas, sete
meninos e trs meninas: eu e duas gmeas, minhas vizinhas. Uma era
a Flvia e a outra, a Andra.
  A Flvia andava sempre com uma maria-chiquinha amarela e a Andra, com uma 
azul, seno ningum as reconhecia. Por fora, eram iguaizinhas, mas tinham 
gostos diferentes e sabiam ser independentes:
nunca se vestiam do mesmo jeito e cada uma defendia sua prpria
opinio. Eram muito legais.
  Junto com os meninos, aprontvamos pra burro: jogvamos bolinhas de papel
higinico molhado no quintal da dona Natlia (uma alemzona de dar medo), 
fechvamos a rua para fazer campeonato de rolim, nos fantasivamos de 
fantasmas para dar susto nas pessoas... ficvamos na calada inventando 
brincadeiras, at nossas mes virem chamar.
  -- Crianada! O jantar est na mesa!

<R+>
Anna Flora. *O louco do meu bairro*. So Paulo, tica, 1996. s/p

1 Compare o bairro onde voc mora com o bairro descrito no texto:
 a) quanto ao tipo de construes (casas, lojas, fbricas);
 b) quanto ao ambiente (calmo, movimentado, silencioso, barulhento).

<79>
2 Voc costuma brincar com outras crianas do seu bairro? Do qu?
 3 Junte-se com um colega e observem estas fotos. Elas mostram o mesmo bairro 
em pocas diferentes e as modificaes que aconteceram nele.

_`[{duas fotos. Legendas e descries a seguir_`]
<R->
  Foto 1: Foto do bairro do Sumar, na cidade de So Paulo, em 1954. --
Mostra casas construdas ao redor de uma igreja e tendo nas proximidades um 
grande terreno vazio.
  Foto 2: Foto do mesmo bairro em 2001. -- Mostra vrias casas e prdios altos,
no havendo espaos vazios para outras construes. Ao fundo, v-se apenas
duas torres de uma igreja.

<P>
  Comparem as duas fotos e escrevam no caderno as mudanas que vocs observaram.

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>

<R+>
4 Com seus colegas e o professor, faam uma pesquisa para descobrir
as mudanas pelas quais o bairro de sua escola passou. Para isso
vocs vo precisar andar por algumas ruas do bairro e entrevistar
alguns moradores. No se esqueam de levar lpis e papel para as anotaes.
 a) Elaborem um roteiro das ruas que vocs iro percorrer e o que devero 
observar, como:
 nome das ruas percorridas; 
 tipo das construes;
 conservao das construes;
 calamento das ruas;
<P>
 servios pblicos disponveis (luz eltrica, gua encanada, rede de esgoto, transportes etc.);
 reas de lazer (praas, parques etc.).
<80>
 b) Entrevistem moradores do bairro. Sigam o roteiro abaixo e, se quiserem,
faam outras perguntas.
 Qual o seu nome e a sua idade?
 H quanto tempo voc mora neste bairro?
 Como ele era nessa poca?
 Quais as principais mudanas ocorridas no bairro?
 Voc sabe por que o bairro tem esse nome?
 O que voc sabe sobre a origem do bairro?
 Voc se lembra de algum fato importante para os moradores do bairro?
 Voc possui algum documento sobre o bairro (fotos antigas, matrias
de jornais etc.)?
<P>
 Quais os principais problemas enfrentados atualmente pelos moradores
do bairro? 
 c) Ao retornarem  sala de aula, renam os dados obtidos na pesquisa e
discutam sobre o que vocs descobriram.
 d) Ao final, conversem sobre a atividade de pesquisa que vocs realizaram.
<R->

               ::::::::::::::::::::::::

Para terminar

  Ao pesquisarem sobre o bairro de sua escola, vocs ficaram sabendo dos 
principais problemas enfrentados pelos moradores.
  Agora, com seus colegas e o professor, organizem uma lista desses
problemas e conversem sobre o que  preciso fazer para solucion-los.
  Faam cartazes bem criativos informando  comunidade o que  
<P>
possvel fazer e espalhe-os pelo bairro.

               ::::::::::::::::::::::::

Para saber mais

<R+>
livros
 *Na rua l de casa*, de Sonia Junqueira. So Paulo, Ediouro.
 *Nas ruas do Brs*, de Drauzio Varella. So Paulo,
Companhia das Letrinhas, 2000.
 *Tem de tudo nesta rua...*, de Marcelo Xavier. Belo Horizonte, Formato, 1990.
<R->

               xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxo

Fim da Obra

<R+>
 Programa Nacional do Livro 
  Didtico -- PNLD 2004
 FNDE/MEC
 Cdigo: 212852L Tipo: --
<R->
<T->
<P>
<P>
<F->
Hino Nacional

Letra: Joaquim Osrio Duque
  Estrada
Msica: Francisco Manoel da
  Silva 

Ouviram do Ipiranga as margens
  plcidas
De um povo herico o brado
  retumbante,
E o sol da Liberdade, em raios
  flgidos,
Brilhou no cu da Ptria nesse
  instante. 

Se o penhor dessa igualdade 
Conseguimos conquistar com brao
  forte,
Em teu seio,  Liberdade, 
Desafia o nosso peito a prpria
  morte! 

 Ptria amada,
Idolatrada, 
Salve! Salve! 

<P>
Brasil, um sonho intenso, um raio
  vvido
De amor e de esperana  terra
  desce, 
Se em teu formoso cu, risonho e
  lmpido,
A imagem do Cruzeiro resplande-
  ce. 

Gigante pela prpria natureza, 
s belo, s forte, impvido co-
  losso, 
E o teu futuro espelha essa gran-
  deza. 

Terra adorada, 
Entre outras mil,
s tu, Brasil, 
 Ptria amada! 

Dos filhos deste solo s me
  gentil,
Ptria amada,
Brasil! 

<P>
Deitado eternamente em bero
  esplndido,
Ao som do mar e  luz do cu
  profundo,
Fulguras,  Brasil, floro da
  Amrica,
Iluminado ao sol do Novo
  Mundo! 

Do que a terra mais garrida 
Teus risonhos, lindos campos tm
  mais flores;
"Nossos bosques tm mais vida,"
"Nossa vida" no teu seio "mais
  amores".

 Ptria amada,
Idolatrada,
Salve! Salve! 

Brasil, de amor eterno seja
  smbolo
O lbaro que ostentas estrelado,
E diga o verde-louro desta
  flmula
-- Paz no futuro e glria no
  passado.

Mas, se ergues da justia a clava
  forte,
Vers que um filho teu no foge 
  luta,
Nem teme, quem te adora, a pr-
  pria morte.

Terra adorada,
Entre outras mil,
s tu, Brasil,
 Ptria amada!

Dos filhos deste solo s me
  gentil,
Ptria amada,
Brasil!
<F+>

               xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxo


