Superbraille História em Quadrinhos Ano I -- n.o 1 Julho/Setembro de 2022 Ministério da Educação Instituto Benjamin Constant Edição e Impressão na Divisão de Imprensa Braille Av. Pasteur, 350-368 -- Urca Rio de Janeiro -- RJ CEP: 22290-250 Tel.: (21) 3478-4531 Site: ~,http:ÿÿwww.ibc.~ gov.br~,

Diretor-Geral do IBC João Ricardo Melo Figueiredo Comissão Editorial das Revistas em Braille do IBC Geni Pinto de Abreu Heverton de Souza Bezerra da Silva Hylea de Camargo Vale Fernandes Lima João Batista Alvarenga Maria Cecília Guimarães Coelho Rachel Ventura Espinheira

Autoras Hylea de Camargo Vale Fernandes Lima Rachel Ventura Espinheira Ilustradora Leida Maria de Oliveira Gomes Diagramador Wanderlei Pinto da Mota Descrição da capa _`[Imagem com fundo laranja e bolinhas amarelas. Na parte superior, centralizada, em letras vermelhas, lê-se: "Superbraille". Abaixo, à esquerda, em letras azuis, lê-se: "Ano 1 -- n.o 1 -- 2022"; à direita, um balão de estrondo laranja, com bordas pretas e pontiagudas, em letras azuis, em que se lê: "#ktbt". Centralizada, a imagem de Luís/Super- braille; de perfil, cabelos castanhos, Luís com uma camisa azul escura, e Super- braille com camisa azul

clara, venda laranja nos olhos e com um retângulo amarelo, com seis pontos, representando a cela braille. Na parte inferior, à direita, logo do Instituto Benjamin Constant._`]

Quarta capa _`[Imagem com fundo laranja e bolinhas amarelas. Centralizada, um balão de estrondo laranja, com bordas pretas e pontiagudas, em letras azuis, em que se lê: "Superbraille". Na parte inferior, centralizado, logo do Instituto Benjamin Constant._`]

Apresentação As histórias em quadrinhos (HQ) são, sem dúvida, im- portantes meios para desenvolverem o hábito de leitura nas crianças. Histórias com personagens variados, textos curtos e sem complexidade fazem a alegria da garotada. É um gênero textual que circula nos variados espaços cotidianos: livros, materiais didáticos, jornais, revistas, provas de concurso, entre outros. Por essa abrangência, a Comissão Editorial das Revistas em Braille do Instituto Benjamin Constant (IBC) percebeu que seria uma importante contribuição para o desenvolvimento da leitura das crianças cegas e com baixa visão a inserção de HQ na *Pontinhos*, revista infantojuvenil, editada desde 1959 pela Imprensa Braille do IBC, sendo distribuída em braille e no formato ampliado. No fim de 2019, na edição comemorativa dos 60 anos, a comissão inseriu as histórias do Superbraille na revista *Pontinhos*. Muitas aventuras e conselhos sobre acessibilidade foram conteúdos das HQs. O Superbraille é a identidade secreta de Luís, um menino na pré-adolescência, que se transforma em Super- braille, um herói cego, com o superpoder de converter textos impressos em tinta em textos em braille. Ele surge nas mais diversas situações do dia a dia, em livrarias, na escola, no banco, entre muitas ou- tras, trazendo acessibilidade para as pessoas cegas em condições de vulnerabilidade di- ante da ausência de recursos acessíveis. A Comissão Editorial recebeu retorno positivo dos assinantes. Muitos elogios e pedidos para que houvesse mais histórias com as aventuras do Superbraille. Assim sendo, a comissão pensou em dar mais espaço textual para as HQs desse herói tão cativante. Sem estender muito o conteúdo da *Pontinhos*, como fazer? Eis que surge a proposta de criar as HQs em volume separado, distribuídas trimestralmente tal qual a revista *Pontinhos*. Dessa forma, espera-se que a leitura das HQs, ao promover a interação com esse gênero tão recorrente em nosso cotidiano, auxilie no desenvolvimento do hábito de leitura das crianças cegas e com baixa visão e faça com que entrem em contato com a língua

escrita, adquirindo conhecimentos linguísticos, como ortografia e pontuação; que desenvolva o senso crítico ao serem discutidas as questões de ausência de acessibilidade; e que, sobretudo, as insira em uma sociedade letrada, multimodal, permitindo-lhes, tam- bém, valerem-se do lúdico para acessar a imaginação e a fantasia. Comissão Editorial

Retrospectiva #ktbt Para iniciarmos as nossas aventuras do Superbraille, vamos relembrar histórias já publicadas na revista *Pontinhos*. Esta retrospectiva (#ktbt) será publicada em dois números; a partir do n.o 3, serão apenas histórias inéditas.

Superbraille em Como tudo começou... _`[HQ em dezessete quadrinhos: Q1: Narrador diz: “Luís, um menino de 12 anos, introspectivo e sensível, gosta do contato com a natureza, por isso ý“curteý” muito as férias na fazenda dos avós.” Q2: Narrador diz: “Em uma dessas férias, estava ele passeando perto do rio e encontra uma bengala.” Q3: Narrador diz: “Ficou intrigado com o objeto, girando, mudando de posição, até que, de repente, passa-o para a mão esquerda." Q4: Narrador diz: “Se sur- preende com o que vê, ou melhor, com o que não vê. Tudo escuro à sua frente, como se tivesse perdido a visão.” Q5: Narrador diz: “Rapidamente um grito vindo da ou- tra margem do rio, bem distante, chega até seus ouvidos.” Ele escuta: “Socorro!!” Q6: Narrador diz: “Como não enxerga, vai andando na direção da voz seguindo o som... cada vez mais perto, percebe que alguém está se afogando.”

Ele continua escutando: “Socorro!!” Q7: Narrador diz: “Estica a bengala em uma tentativa de salvar a pessoa, e para mais um espanto seu, a bengala se estica e a pessoa a agarra com força.” Q8: Narrador diz: “E a bengala, voltando ao seu tamanho normal, vem puxando o quase afogado, que ao chegar próximo do menino, agradece... e...” Q9: Narrador diz: “O menino passa a bengala para a mão direita, e volta a enxergar, mas a pessoa não está mais ali.” Q10: Narrador diz: “Luís segura aquela bengala com o ar mais pensativo que já teve na vida. Não consegue entender o que aconteceu, mas se sente feliz porque pôde salvar uma vida. Sendo ele como é, preocupado com tudo e com todos, isso era muito importante." Q11: Narrador diz: “Ao chegar em casa, coloca a bengala no cabideiro, prepara-se para jantar e depois dormir.” Q12: Narrador diz: “Porém não consegue pregar o olho. ý“Que coisa intrigante!

Fiquei cego, e $"vi$" coisas que não vi enxergando...ý”” Q13: Narrador diz: “Não aguentou de curiosidade, pegou a bengala (com a mão direita) e foi até a bibli- oteca do avô. Começou a folhear os livros em busca de uma explicação científica para o ocorrido.” Q14: Narrador diz: “Mas, de repente, sem que percebesse, passou a bengala para a mão esquerda e tudo virou ý"noiteý" novamente.” Q15: Narrador diz: “Com a mão direita livre, ele tate- ou e virou a página. Qual não foi sua surpresa ao perceber que as letras do livro tinham virado pontinhos em relevo, ou seja, sua mão tinha transformado o texto impresso em tinta, em braille.” Q16: Narrador diz: “Luís ficou encantado com o que estava acontecendo, mesmo sem visão, ele poderia continuar lendo!!! Mas precisaria aprender braille. Aprenderia!!!" Q17: Narrador diz: "Só então percebeu que a bengala na mão esquerda o tornava uma pessoa cega, mas neste momento a sua mão direita

tinha o superpoder de fazê- -lo ý"enxergarý". Poderia salvar pessoas com sua bengala e ler tudo que quisesse, mesmo estando cego. Por isso, Luís disse: ý"Eu serei o Super- braille!ý"" “Fim”._`] õoõoõoõoõoõoõoõoõoõoõoõo

Superbraille em Aproveitando as férias... _`[HQ em quatro quadrinhos: Q1: Narrador diz: "Luís ainda de férias na fazenda dos avós." Q2: Narrador diz: "Luís está aproveitando esse momento livre para estudar e aprender braille." Q3: Narrador diz: "Todos os dias ele passeia próximo ao rio, para ter certeza de que ninguém está em perigo." Q4: Narrador diz: "De vez em quando até se transforma em Superbraille, sem ninguém ver. Mas não fiquem

tristes, pois esta história não termina aqui..." "Fim"._`] õoõoõoõoõoõoõoõoõoõoõoõo

Superbraille em Ele é o máximo! _`[HQ em 11 quadrinhos: Q1: Narrador diz: “As férias no sítio do vovô acabaram. Luís está de volta à escola. Agora tem um grande segredo, uma identidade se- creta.” Luís, com a bengala na mão, diz: “Mãe, cheguei! Olha o que encontrei no sítio do vovô, e ele me deu.” Q2: A mãe pergunta: “E para que você quer essa bengala?” Luís responde: “Mãe, ela é muito importante para mim,

por isso não mexa, por favor.” Q3: A mãe pergunta: “Você não vai levar essa bengala para a escola, vai?” Luís responde: “Mãe, esse é o meu novo estilo. Agora sou um menino es-ti-lo-so!” Q4: Narrador diz: “Em seu quarto, Luís sente que isso deve ser um segredo só seu. Passa vagarosamente a bengala para a mão esquerda e percebe a luz de seus olhos se apagar." Luís pensa, sorrindo: “Eu sou o Superbraille!” Q5: Narrador diz: “Na escola, os amigos estranham a bengala em sua mão, mas... Luís era meio esquisitão mesmo.” Roberto pergunta: “Você se machucou durante as férias?” Luís responde: “Não! Esta bengala pertenceu ao meu bisavô. É o meu novo estilo!!!” Q6: Narrador diz: “Foi um dia normal na escola. A caminho de casa, Luís passa na porta de uma livraria. Tinha muitos livros em casa, mas, sem saber o porquê, sentia a necessidade de entrar naquele lugar.” Q7: Narrador diz: “Ao entrar, vê duas meninas próximas a uma das seções da livraria onde havia alguns livros para serem manuseados. Percebe que uma das meninas tem uma bengala igual a dele para guiá-la. Escuta as meninas conversando.” A menina que está com a bengala diz: “Qual é o nome do livro, Andréa?” Andréa responde: “O Mistério Final, Ana.” Q8: Luís pensa: “Ah, a menina é cega, por isso perguntou o nome do livro. Não há livro acessível aqui. Humm... assim ela não vai ter a mesma informação da amiga. Acho que é hora de o Superbraille entrar em ação.” Q9: Narrador diz: “Luís passa a bengala para a mão esquerda... e... tudo fica escuro. Agora está com os olhos vendados e... o superpoder na mão direita!!!” Superbraille estica a mão e diz: “Bom dia! Por favor, me empresta o livro?” Andréa, colocando o livro na mão do Superbraille, responde: “Sim, claro!” Q10: Narrador diz: “Superbraille passa a mão por todo o livro, capa e páginas, e o devolve para Andréa, que o recebe e entrega para a Ana.” Ana diz: “Nossa!!! O li- vro está todo em braille!!! Que legal, agora eu posso ler toda a história. Muito obrigada. Você é o meu herói! Mas... quem é você?” Q11: Superbraille diz: “Eu sou o Superbraille. O meu objetivo é ajudar as pessoas com deficiência visual a serem incluídas na sociedade, a serem independentes! Boa leitura!!!” Ana, sorridente, diz: “Que legal! In-de-pen-den-te!!! É isso aí! Com o livro em braille, posso ler sozinha, só dependo de mim mesma, amiga! E ainda podemos ler juntas! O Superbraille é o máximo!!!" "Fim"._`] õoõoõoõoõoõoõoõoõoõoõoõo

Superbraille em Covid-19! _`[HQ em onze quadrinhos: Q1: Em pé, Superbraille diz: “E aí, amiguinhos! Espero que estejam bem. Dessa vez, vim aqui dar uma dica muito importante.” Q2: Em pé, apontando para mesa. Superbraille diz: “Todas as informações referentes à covid-19 na edição da nossa revista *Pontinhos* n.o 374 são muito im- portantes e devemos segui- -las para nos proteger.”

Q3: Em pé, segurando uma placa com a imagem do coronavírus e escrito: “CORONAVÍRUS”, Superbraille diz: “Este é o coronavírus. Muitos o consideram parecido com uma estrela, outros com uma esponja, porém para mim ele se parece com uma bolinha de plástico com várias pontas, que servem para massagear as mãos.” Q4: Em pé, apontando para bengala, Superbraille diz: “Além de todas as informações dadas, nós temos outro ponto importante: a nossa bengala. Claro que precisamos mantê-la bem limpinha também. Para me ajudar,

convidei meus amiguinhos: Roberto e Cyntia.” Q5: Cyntia segura a bengala com a mão esquerda, e Roberto com a mão direita. Em pé, apontando para própria cabeça, Superbraille diz: “Então, prestem bastante atenção! Se você é destro, segure a bengala com a mão esquerda. Caso você seja canhoto, segure-a com a mão direita. Use sempre a mesma mão para segurar a bengala.” Q6: Em pé, ao lado de Roberto lavando as mãos, Superbraille diz: “Antes de limpar a bengala, limpe bem as suas mãos.” Q7: Em pé, Superbraille limpa o elástico da bengala e diz: “Use uma flanela bem limpinha, dobre-a em quatro e coloque álcool em gel ou a mistura de água sanitária ensinada na seção *Cuidando do Corpo e da Mente*. Comece a limpeza pelo elástico, depois passe para a parte de borracha.” Q8: Em pé, Cyntia e Roberto limpam suas bengalas e Superbraille diz: “A mão que está segurando vai descendo conforme você for lim- pando, jamais coloque-a na parte já limpa. Depois da borracha, limpe o primeiro gomo e assim sucessivamente até chegar ao último gomo. Nesse momento, você libera o gomo e o coloca na horizontal para facilitar a lim- peza. Por fim, vamos limpar a ponta da bengala que, em termos, é a parte mais suja.” Q9: De costas, Cyntia e Roberto vão lavar as mãos, e Superbraille diz: “Agora, você já pode apoiar a bengala debaixo do braço. Depois limpe bem a ponta da bengala, coloque-a num lugar limpo, com a mão que estava segurando o pano, e imediatamente higienize as suas mãos...” Q10: Em pé, Roberto aponta para seus óculos, e Super- braille diz: “Ah! Não esqueçam! Quem usa óculos também tem que mantê-los limpinhos." Q11: Em pé, com o polegar para cima, Superbraille diz: “Boa sorte e fiquem com saúde! Quem puder: #kfiqueemcasa. Mas se tiver que sair, use máscara. A máscara protege!” "Fim"._`] õoõoõoõoõoõoõoõoõoõoõoõo

Superbraille em Comemoração! _`[HQ em treze quadrinhos: Q1: Em pé, de frente para o restaurante, o pai com a mão direita no ombro da mãe, e a mãe com a mão direita nas costas de Luís. Narrador diz: “Hoje é o dia do aniversário de casamento de 15 anos dos pais de Luís. Eles vão jantar fora com o filho. No restaurante...” Luís diz: “Nossa! Que lugar bonito!” A mãe diz: “É, meu filho. Foi aqui que seu pai me

pediu em casamento. Achei que seria legal trazer você para conhecer.” Q2: Narrador diz: “A recepcionista acompanha a família até a mesa.” Q3: Sentados à mesa, o pai diz: “Por favor, o cardápio.” Q4: Narrador diz: “De repente, surge, na porta do restaurante, uma moça com o seu cão-guia.” Luís diz: “Mamãe! Pode entrar cachorro no restaurante?” A mãe diz: “Não, filho. Não se trata de um cachorro comum, aquele é um cão-guia, e é permitido.” O pai diz: “Sim, filho. É permitido pela Lei n.o 11.126/05, que garante acessibilidade para as pessoas com deficiência visual permanecerem acompanhadas com seu cão-guia nos estabelecimentos.” Q5: Sentados à mesa, ao la- do da mesa da moça. Narrador diz: “Eles observam o garçom entregar o cardápio à moça. E prestam atenção ao diálogo dos dois.” A moça diz: “Senhor, por favor, o cardápio.” O garçom diz: “Aqui, senhora.”

Q6: A moça diz: “Como assim? Vocês não têm cardápio acessível? Vou depender do senhor para fazer a escolha da minha comida?” O garçom diz: “Infelizmente, não temos! Mas eu posso ler para a senhora.” Q7: Narrador diz: “Luís, incomodado...” Luís diz: “Papai, mamãe, me deem um minuto. Eu preciso ir ao banheiro.” Q8: Narrador diz: “No banheiro... Luís passa a bengala para mão esquerda e se transforma no Super- braille.”

Q9: Narrador diz: “Super- braille se aproxima da moça.” Superbraille diz: “Olá! Eu acho que posso ajudá-la a ler o cardápio. Senhor, por favor, poderia passá-lo para mim?” Q10: Narrador diz: “O garçom entrega o cardápio ao Superbraille, que passa a mão direita sobre o texto em tinta, transformando-o em braille. Após, entrega à moça, que o coloca sobre a mesa.” Q11: Superbraille diz: “Agora pode passar a mão sobre o cardápio.” A moça diz: “Uau! Está todo em braille. Mas quem é você?” Q12: Superbraille diz: “Eu sou o Superbraille. E agora é preciso que o restaurante providencie cardápios acessíveis, não só em braille, mas também ampliado, conforme indica a Lei n.o 7486/16.” O garçom diz: “Sim, senhor. Pode deixar, vou falar com a gerência, isso não acontecerá mais.” Q13: Narrador diz: “Super- braille se despede da moça e disfarçadamente retorna ao banheiro. Lá volta a ser Luís ao passar a bengala para a mão direita. Em seguida, retorna para a mesa dos pais.” O pai diz: “Luís! Você perdeu. O Superbraille esteve aqui e ajudou aquela moça com o cardápio acessível, transformando todas as letras em tinta em braille. Foi incrível!” Luís diz: “Que legal, pai! Poxa! Eu perdi. Eu já tinha ouvido falar dele lá na livraria. Será que esse Superbraille é mesmo um herói?” "Fim"._`] õoõoõoõoõoõoõoõoõoõoõoõo Superbraille em A Praia _`[HQ em treze quadrinhos: Q1: Luís deitado na cama, pensa: “Oba! Vou viajar amanhã. Nem acredito. Agora preciso dormir, pois vou levantar muito cedo.” Q2: Narrador diz: “De manhã.” Em pé, Luís segura a mochila e grita: “Mãe! Já estou pronto.” A mãe aparece na porta e diz: “Calma Luís, já estou indo.” Q3: Narrador diz: “No carro, todos seguem viagem.”

Q4: Em pé, de frente para o mar, a mãe está com o braço no ombro do Luís. Ele diz: ”Caramba! Aqui realmente é lindo, mãe. Vou dar uma volta na praia. Ok?” A mãe diz: “Só não demora, está quase na hora do almoço.” Q5: Luís olha para o mar e pensa: “Praia é tudo de bom.” Q6: Narrador diz: “Luís pensa em como deve ser a sensação de ir à praia para uma pessoa cega. À noite, Superbraille vai ter essa experiência.”

Q7: Sentado à mesa, o pai diz: “Luís, o almoço está pronto.” Luís, entrando, diz: “Já vou, pai.” Q8: Narrador diz: “Luís está sentado debaixo de uma árvore. Depois que descansou, ele foi encontrar seus amigos na praia.” Q9: Luís segura uma bola e diz: “Que tal uma pelada, galera?” Os amigos respondem: “Euuuuu.” Q10: Narrador diz: “À tardinha, ele voltou para casa, tomou banho e foi jantar.”

Q11: Luís, em frente à mãe, diz: “Mãe, posso dar uma caminhada na praia?” A mãe responde: “Não demora, pois já está tarde.” Q12: Luís, de costas para o mar, troca a bengala de mão e pensa: “Agora sim, Superbraille vai sentir a sensação.” Q13: Narrador diz: “Superbraille está de frente para o mar, mas para saber

sobre essa sensação espere a próxima edição.” "Fim"._`] õxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxo Fim da Obra Transcrição: Fernanda Souza Coordenação de revisão: Geni Pinto de Abreu Revisão: Jessica Medina :::::::::::::::::::::::: Distribuição gratuita de acordo com a Lei n.o 9.610, de 19/02/1998, art. 46, inciso I, alínea *d*.