< 20x30 interponto> Superbraille História em Quadrinhos Ano IV -- n.o 14 Outubro/Dezembro de 2025 Ministério da Educação Instituto Benjamin Constant Edição e Impressão na Divisão de Imprensa Braille Av. Pasteur, 350-368 -- Urca Rio de Janeiro -- RJ CEP: 22290-250 Tel.: (55) (21) 3478-4531 ~,http:ÿÿwww.ibc.gov.br~,

Diretor-Geral do IBC Mauro Marcos Farias da Conceição Comissão Editorial das Revistas em Braille do IBC Elaine Souza da Silva Geni Pinto de Abreu Hylea de Camargo Vale Assis João Batista Alvarenga Maria Luzia do Livramento Rachel Ventura Espinheira Rafael Bomfim Dutton

Autoras Hylea de Camargo Vale Assis Rachel Ventura Espinheira Ilustradora Leida Maria de Oliveira Gomes Diagramador Wanderlei Pinto da Mota Todos os direitos reservados para Instituto Benjamin Constant Av. Pasteur, 350/368 Urca -- CEP: 22290-250 Rio de Janeiro -- RJ Brasil

Copyright êCã Instituto Benjamin Constant, 2025 Superbraille / MEC / Instituto Benjamin Constant. Divisão de Imprensa Braille. n. 1 (2022) --. Rio de Janeiro : Divisão de Imprensa Braille, 2022 --. V. Trimestral Tipos ampliados ISSN 2965-0631

1. Infantojuvenil. 2. História em quadrinho. 3. Deficiência visual. 4. Revista -- Periódico. I. Superbraille. II. Ministério da Educação. III. Instituto Benjamin Constant. CDD-028.#ejhga Bibliotecário -- Edilmar Alcantara dos S. Junior -- CRB/7 6872

Descrição da capa _`[Imagem com fundo laranja e bolinhas amarelas. Na parte superior, centralizada, em letras vermelhas, lê-se: "Superbraille". Abaixo, à esquerda, em letras pretas, lê-se: "Ano IV -- n.o 13 -- 2025". Centralizada, a imagem de Luís/ /Superbraille; de perfil, Luís, cabelos castanhos com uma camisa azul-escura, e Superbraille, venda laranja nos olhos, com camisa azul- -clara, na qual, centralizado, há um retângulo amarelo

com seis pontos, representando a cela braille. Na parte inferior, à direita, logo do Instituto Benjamin Constant._`]

Quarta capa _`[Imagem com fundo laranja e bolinhas amarelas. Centralizado, um balão de estron- do laranja, com bordas pretas e pontiagudas, em letras azuis, em que se lê: "Superbraille". Na parte in- ferior, centralizado, logo do Instituto Benjamin Constant._`]

Apresentação As histórias em quadrinhos (HQs) são, sem dúvida, importantes meios para desenvolverem o hábito de leitura nas crianças. Histórias com personagens variados, textos curtos e sem complexidade fazem a alegria da garotada. É um gênero textual que circula nos variados espaços cotidianos: livros, materiais didáticos, jornais, revistas, provas de concurso, entre outros. Por essa abrangência, a Comissão Editorial das Revistas em Braille do Instituto

Benjamin Constant (IBC) percebeu que seria uma importante contribuição para o desenvolvimento da leitura das crianças cegas e com baixa visão a inserção de HQ na *Pontinhos*, revista infantojuvenil, editada desde 1959 pela Imprensa Braille do IBC, sendo distribuída em braille e no formato ampliado. No fim de 2019, na edição comemorativa dos 60 anos, a comissão inseriu as histórias do Superbraille na revista *Pontinhos*. Muitas aventuras e conselhos sobre acessibilidade foram conteúdos das HQs. O Superbraille é a identidade secreta de Luís, um menino na pré-adolescência, que se transforma em Super- braille, um herói cego, com o superpoder de converter textos impressos em tinta em textos em braille. Ele surge nas mais diversas situações do dia a dia, em livrarias, na escola, no banco, entre muitas ou- tras, trazendo acessibilidade para as pessoas cegas em condições de vulnerabilidade di- ante da ausência de recursos acessíveis. A Comissão Editorial recebeu retorno positivo dos assinantes. Muitos elogios e pedidos para que houvesse mais histórias com as aventuras do Superbraille. Assim sendo, a comissão pensou em dar mais espaço textual para as HQs desse herói tão cativante. Sem estender muito o conteúdo da *Pontinhos*, como fazer? Eis que surge a proposta de criar as HQs em volume separado, distribuídas trimestralmente tal qual a revista *Pontinhos*. Dessa forma, espera-se que as histórias em quadrinhos do Superbraille, ao promoverem a interação com esse gênero tão recorrente em nosso cotidiano, auxiliem no desenvolvimento do hábito de leitura das crian- ças cegas e com baixa visão, fazendo com que entrem em contato com a língua escrita, adquirindo conhecimentos linguísticos, como ortografia e pontuação; que desenvolvam o senso crítico ao serem discutidas as questões de ausência de acessibilidade; e que, so- bretudo, as insiram em uma sociedade letrada, multimodal, permitindo-lhes, também, valerem-se do lúdico para acessar a imaginação e a fantasia. Comissão Editorial

_`[Superbraille em "CÓDIGO MORSE" em trinta e dois quadrinhos: Q1: Luís e Noel sentados na cama e o narrador diz: “Luís está pesquisando em seu computador e fala com Noel.” Luís diz: “Caramba, Noel! Como pode Louis Braille, a partir do código Morse, elaborar o Sistema Braille?” Q2: Luís pergunta: “Será que o código Morse e a escrita noturna são a mesma coisa, Noel?” Noel no chão, pula e responde: “Au! Au! Au!” Q3: Luís em pé, com um ponto de interrogação em seu pensamento. O narrador diz: “Luis, pensando nesse mistério, pega um livro em braille e começa a passar o dedo. Nesse momento…” Q4: O narrador diz: “Superbraille e Noel chegam em um local que parece uma escola.” Q5: Superbraille em pé num pátio, pergunta: “Noel, cadê você?” Noel responde: “Au! Au! Au!” Q6: Superbraille, pensa: “Onde estamos? Dessa vez eu não me programei para viajar.” Q7: Superbraille diz: “Vamos Noel, vamos tentar descobrir onde estamos.” Q8: Ambos entram no prédio e o narrador diz: “Super- braille escuta passos.” Superbraille, estica a bengala para frente e diz: “Oi, colega! Você pode me informar onde estou?” Q9: O narrador diz: “Amiguinhos, quem responde Superbraille fala em francês, por isso estamos traduzindo a conversa.” Um aluno, de frente para eles, responde: “Como você não sabe? Você não estuda aqui? Você está perdido?” Superbraille responde: “Calma! Só preciso saber o nome dessa escola.” Q10: O aluno diz: “Você está no Instituto Nacional para Jovens Cegos.” Superbraille pergunta: “Em qual ano estamos?” O aluno responde: “Em 1830, é lógico. Você está bem?” Superbraille responde: “Sim, desculpa, só estou um pouco desorientado.” Q11: Superbraille pergunta: “Você sabe onde está o Louis Braille?” O aluno responde: “Sim, na sala 3.”

Q12: Superbraille pergunta: “Você pode me levar até ele?” O aluno, passa a mão na cabeça de Noel, e responde: “Sim, mas seu cachorro precisa ficar aqui embaixo.” Q13: Superbraille diz: “Mas ele é meu cão-guia.” O aluno pergunta: “Cão o quê?” Superbraiile, passa a mão na cabeça de Noel, e diz: “Esquece. Noel, me espere aqui, ok?” Noel responde: “Au! Au! Au!” Q14: O narrador diz: “Os dois sobem para o 3º andar onde os alunos do 3º ano do ensino médio estão em aula.” Q15: O narrador diz: “Enquanto sobem as escadas…” Superbraille, balança a cabeça para o lado e pensa: “Cão-guia como ele vai saber sobre isso, esse direito só surgiu em 2005, por meio da Lei n.o 11.126/2005.” Q16: O aluno diz: “Louis, você tem uma visita.” Louis, sentado em frente a uma mesa, pergunta: “Quem?” Q17: O aluno, segurando o braço de Superbraille, pergunta: “Qual o seu nome?” Superbraille responde: “Sup..., meu nome é Luís.”

Louis diz: “Que coincidência.” Q18: O aluno, guia Super- braille até a mesa e diz: “Ele também é cego, Louis.” Louis diz: “Traz ele aqui, por favor.” Q19: O aluno diz: “Tá bom. Agora preciso ir.” Superbraille diz: “Obrigado!” Q20: Louis pergunta: “O que você quer saber, Luís?” Superbraille responde: “Quero saber como foi esse processo de criação do código Morse ou escrita negra. É a mesma coisa?” Q21: Ambos sentados e Louis responde: “Não. O código Morse foi desenvolvido por Samuel Finley Breese Morse com a colaboração de Alfred Vail. A mensagem era escrita usando esse código e transmitida através do telégrafo elétrico, que também foi inventado por Morse.” Q22: Superbraille pergunta: “E como era essa forma de escrita?” Louis responde: “As mensagens seguiam uma tabela padrão, que representava cada letra e número, através de pontos (.) e traços (-). Exemplo: a palavra SOS fica (...---...), pois a letra s é representada por três pontos finais (...) e a letra o por três hífens (---).” Q23: Superbraille pergunta: “E o que difere a escrita noturna?” Louis responde: “A escrita noturna foi uma adaptação feita por Charles Barbier, onde os pontos e traços que representavam a letra eram feitos em relevo. Essa nova forma do código ficou conhecida como método Barbier ou escrita noturna, pois permitia que as sentinelas

lessem a mensagem no escuro, por meio da leitura tátil.” Q24: Superbraille diz: “Desculpe por tantas perguntas, mas estou muito curioso para saber como era estudar com o método de Valentin Haüy.” Louis diz: “Sem problema. Esse método foi muito importante, pois me permitiu ser alfabetizado através da leitura em relevo. Afinal os livros em tinta eram ampliados, e as letras eram feitas em relevo, o que tornavam eles imensos e dificultava a leitura.” Q25: Louis diz: “Por isso que quando Barbier apresentou seu método, Haüy passou a utilizá-lo como método auxiliar, pois por meio dele conseguíamos nos comunicar na forma escrita, apesar de ainda ficar muito grande, pois cada palavra usava uma grande quantidade de caracteres.” Q26: Superbraille pergunta: “Por isso o seu interesse em aperfeiçoá-lo?” Louis responde: “Sim, a ideia era muito boa, só precisava ser reduzida e adaptada para o nosso uso, inclusive no que se refere à ortografia, pontuação e letra maiúscula.” Q27: Superbraille, em pé, diz: “Sem dúvida esse aperfeiçoamento foi maravilhoso, pois conseguimos sentir uma letra apenas com a ponta de nosso dedo, facilitando muito a nossa leitura.” Q28: Louis diz: “Sim, os seis pontos que representam a cela braille, em diferentes disposições, permitem a formação de 63 combinações, que representam as letras do alfabeto, os sinais de pontuação, os sinais aritméticos e de álgebra elementar, uma escrita abreviada, além de uma notação musical, afinal adoro música.”

Q29: Superbraille, aperta a mão de Louis e diz: “Parabéns! Você é muito persistente e inteligente. E tenha certeza de que sua invenção vai ser um sucesso e vai trazer dignidade e igualdade para todas as pessoas cegas durante esses duzentos anos.” Q30: Louis diz: “Como assim, duzentos anos? Você tem certeza de que está bem?” Superbraille responde: “Tenho sim, mas agora preciso ir. Foi um prazer enorme conhecer você, tenho certeza de que minha amiga Gigi vai ficar com uma invejinha. Tchau, Louis!” Louis diz: “Tchau, Luís! Também foi um prazer te conhecer.” Q31: Narrador diz: “Superbraille, ao chegar perto de Noel, é teletransportado para seu quarto.” Q32: Luís diz: “É amiguinhos, precisamos valorizar cada vez mais nosso braille e, para vocês brincarem um pouquinho, segue a tabela padrão com os códigos de cada letra. E, por curiosidade, o nome do Superbraille fica dessa forma: ... ..- .--... -. -... .-. .- .. .-.. .-.. .” “Agora é sua vez. Divirtam-se.”._`] ================ Letra l Código A l .- B l -... C l -.-. D l -.. E l . F l ..-. G l --. H l .... I l .. gggggggggggggggg

================ Letra l Código J l .--- K l -.- L l .-.. M l -- N l -. O l --- P l .--. Q l --.- R l .-. gggggggggggggggg

================ Letra l Código S l ... T l - U l ..- V l ...- W l .-- X l -..- Y l -.-- Z l --.. gggggggggggggggg õoõoõoõoõoõoõoõoõoõoõoõo

_`[Superbraille em "MANGÁ" em vinte quadrinhos: Q1: Meninos um do lado do outro, Haruto diz: “Oi, Takumi!” Takumi responde: “Oi, Haruto!” Q2: Meninos de frente para o estande, Haruto diz: “A feira tá show!” Takumi diz: “É, vim verificar se encontro alguma revistinha em braille.” Q3: Meninos um do lado do outro, Haruto diz: “Não se preocupe, eu leio para você.” Takumi diz: “Eu sei amigo. Você é muito prestativo, mas eu preciso ser independente, preciso ter o direito e a oportunidade de eu mesmo ler.” Q4: Takumi: “Sabe Haruto essa falta de respeito me deixa deprimido.” Q5: Poderoso Punção, de frente para o telão, pensa: “Isso não pode acontecer, vou chamar meu ajudante.” Q6: Narrador diz: “Nesse instante, a bengala vibra, e Luís a troca de mão.” Q7: Superbraille, de frente para o chefe, pergunta: “O que houve, chefe? Por que tanta pressa?” Poderoso Punção responde: "Tem um menino na feira de mangá que precisa da nossa ajuda." Q8: Um do lado do outro e Superbraille diz: “Que legal! Não sabia que estava tendo feira de mangá aqui.” Poderoso Punção diz: “Não é aqui, é no Japão?” Q9: Superbraille diz: “Caramba! Hoje vou pra longe.” Poderoso Punção diz: “Para de brincar, isso é muito sério. Como uma historinha tão famosa ainda não foi adaptada.” Q10: Superbraille, com o braço esticado e o dedo polegar para cima, diz: “Sim, mangá é muito maneiro. O senhor sabia que o nome mangá significa ý"desenhos involuntários?ý"” Q11: Poderoso Punção, de frente, diz: “Sim, e que se refere a um estilo de histórias em quadrinhos com uma longa história na arte japonesa.” Q12: Poderoso Punção diz: “Vamos deixar de conversa e vá logo para lá.” Superbraille, se teletransportando, diz: “É pra já, chefe.” Q13: Narrador diz: “Nesse instante, Superbraille chega à feira.”

Superbraille pensa: “Agora, bengalinha, é só me guiar até o Takumi.” Q14: Narrador diz: “Super- braille se aproxima de dois meninos que conversam.” Superbraille pergunta: “Takumi é você?” Takumi responde: “Sim, e você quem é?” Superbraille responde: “Eu sou o Superbraille.” Q15: Takumi diz: “Caramba! Você existe mesmo.” Haruto diz: “E ele também é cego, Takumi.” Q16: Superbraille pergunta: “E você, quem é? Já sei que é vidente.” Haruto diz: “Eu sou o melhor amigo dele e, sim, enxergo.” Q17: Takumi pergunta: “Mas o que você veio fazer aqui tão longe, Superbraille?” Q18: Superbraille responde: “Eu vim trazer acessibilidade para você. E dessa vez não vai ser passageira. Escolha duas revistinhas que vou dar acessibilidade, isto é, adaptá-las e transcrevê- -las para o Sistema Braille.” Q19: Meninos seguram revistinhas e Takumi diz: “Haruto vamos voltar até o stand do Naruto e apesar de ser antigo também quero Kochikame de Osamu Akimoto.” Haruto diz: “Traidor! E o Dragon Ball?” Takumi responde: “Pô, cara! Só dá para dois.” Q20: Superbraille, de frente para os meninos, diz: “Calma, meninos! Quem sabe esse não seja o estímulo que os autores estavam precisando para acessibilizarem suas obras. E lembrem-se: nós também precisamos usar a acessibilidade, exemplo disso é a nossa amiga bengala.”._`] õoõoõoõoõoõoõoõoõoõoõoõo

_`[Superbraille em "A ARMAÇÃO" em seis quadrinhos: Q1: O narrador diz: “Na galáxia dos Karak's, acontece um alvoroço”. Todos reunidos e Coronel grita: “Vamos, companheiros, precisamos dessa máquina pronta.” Q2: Um Karak diz: “A máquina já está bem adiantada, Coronel.” Coronel grita: “Precisamos dela pronta, pois eles estão divulgando muito essa tal de acessibilidade”. Q3: O Karak diz: “Mas Coronel, falta uma peça

muito importante, que está difícil achar”. Coronel grita: “Não venham com desculpas, vocês sabem que quanto mais houver acessibilidade, mais difícil vai ser eliminá-la.” Q4: Um outro Karak diz: “Pode deixar, Coronel, já enviamos três equipes para diferentes galáxias para procurar”. Q5: Coronel diz: “Vamos ver como está esse processo”. Q6: De frente para uma grande máquina com uma placa no centro, com o dizer “Kustowisk”. Está tendo o formato de uma tenda, com um farol na parte superior e outro do lado direito, à parte esquerda incompleta, Coronel diz: ”Não vejo a hora de acabar de uma vez, com essa tal de acessibilidade.”._`] õxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxo Fim da Obra Produzido e distribuído pela Divisão de Imprensa Braille do Instituto Benjamin Constant. :::::::::::::::::::::::: Distribuição gratuita de acordo com a Lei n.o 9.610, de 19/02/1988, art. 46, inciso I, alínea *d*.