Sociedade civil no G20: semana está repleta de encontros dos grupos de engajamento
Reuniões dos grupos de engajamento Parlamento 20, Oceano 20, Civil 20, Think Tanks 20, Science 20 e Startup 20 estão na agenda da semana em que a sociedade civil, por meio do G20 Social, terá encontro com os sherpas dos países do G20 para apresentar propostas em diferentes áreas.

Julho começa com uma semana repleta de encontros dos grupos de engajamento do G20. Já na segunda-feira (01) começou a 1ª Reunião de Mulheres Parlamentares do P20 no Centro Cultural e de Exposições Ruth Cardoso, em Maceió, uma das cidades-sede do G20. O encontro debate os temas prioritários do grupo: promoção da justiça climática, desenvolvimento sustentável e combate às desigualdades. A programação também inclui debate sobre a ampliação da representatividade feminina.
A coordenadora-geral da 1ª Reunião de Mulheres Parlamentares do P20, deputada federal brasileira Benedita da Silva, lembrou que a representação feminina na Câmara dos Deputados do Brasil é 18% e no Senado 15%. Portanto, para ter mais força dentro do parlamento é necessário chegar a 50%.
Para ela, a reunião é uma iniciativa importante em um momento em que o Brasil é referência no debate mundial por conta da presidência do G20. “Nós sabemos o quanto é importante os parlamentares estarem nas discussões dos G20 para que nós possamos também ali acompanhar os acordos que são feitos e de políticas que têm atingido a maioria das mulheres no mundo”, disse Benedita.
Participam do encontro cinco organismos internacionais - União Interparlamentar, União Europeia, ONU, ONU Mulheres e Mercosul. Além de 26 países, somando 171 parlamentares.
Ocean 20
O grupo de engajamento Ocean 20 também realizou o segundo encontro dedicado a apresentar, selecionar e consolidar propostas da sociedade civil para o oceano.
Para Janice Trotte Duhá, diretora de infraestrutura e operações do Instituto Nacional de Pesquisas Oceânicas, a presidência do Brasil está completamente dedicada a criar um grupo de engajamento que fortaleça o protagonismo da sociedade civil no âmbito do G20. “Nós consideramos que o Brasil se comprometeu em empoderar os grupos de engajamento, dos quais nós estamos aqui, na área de oceanos, trabalhando arduamente sobre as questões que implicam o conhecimento desse grande grande corpo que é o oceano”, disse Duhá.
Especialistas analisaram os progressos recentes, propuseram soluções inovadoras e exploram novos caminhos de colaboração. Todo esse trabalho vai resultar em um documento com recomendações aos chefes de estados do G20, que reúne as 21 maiores economias globais.
Já o Think Tanks 20 se reúne até a quarta-feira (03) para revisar os progressos realizados ao longo do ano e apresentar novas ideias de colaboração para a Cúpula do G20 em novembro. O objetivo é fortalecer a participação de think tanks e instituições acadêmicas no processo do grupo. Pela primeira vez, a Conferência de Meio de Ano (Midterm Conference) apresentará o Comunicado do T20 antecipadamente aos líderes das trilhas do G20 Brasil. O documento sintetiza os trabalhos da força-tarefa com propostas objetivas e concretas.
Já o Civil 20 fará, ao final da sua reunião nesta terça-feira (02), recomendações ao G20 sobre temas como combate à fome, transição energética justa, igualdade de gênero, economias inclusivas e iniciativas antirracistas, com o objetivo de responder às crises econômicas, sociais e climáticas, visando a promoção do desenvolvimento sustentável e a garantia dos direitos humanos. Em resumo, o grupo de engajamento busca garantir que as vozes da sociedade civil sejam ouvidas pelos/as chefes de Estado.
Ainda esta semana acontecem as reuniões dos grupos de engajamento Science 20, que está sendo transmitido ao vivo, e Startup 20, este último na cidade de Recife, no estado brasileiro de Pernambuco.