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Presidente Lula reforça a importância das pautas do G20 para radialistas de todo o Brasil

Em conversa com radialistas de todo o Brasil, o presidente da República falou sobre o potencial legado da liderança brasileira à frente do fórum das maiores economias do mundo, com temas de relevância social, econômica e política a nível global. O presidente destacou que uma das prioridades do país é o aumento da representatividade política no Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU).

07/05/2024 18:16 - Modificado há 2 anos
A entrevista foi transmitida ao vivo, dos estúdios da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), em Brasília/DF. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Durante a conversa com radialistas de todo o Brasil, nesta terça-feira (07), o presidente do país, Luiz Inácio Lula da Silva, abordou o potencial legado brasileiro na presidência do G20 neste ano, em relação às prioridades de sustentabilidade ambiental, combate à fome e às desigualdades e reformas de órgãos multilaterais de representação das nações.

A conversa de seu no contexto do programa “Bom dia, presidente”, uma coprodução entre a Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência da República do Brasil e a Empresa Brasil de Comunicação (EBC). A transmissão é ao vivo, em sinal aberto, e também pelas redes sociais.

"Nesse G20 do Brasil, temos coisas importantes a discutir. Uma é o combate à fome e à pobreza. Essa é uma coisa fácil de resolver se houver disposição política dos governantes de assumir a responsabilidade. Porque, veja, o mundo já produz alimento suficiente. A tecnologia e a genética já permitem que a gente possa produzir alimento para toda a humanidade", afirmou Lula. 

O presidente destacou também que uma das prioridades do país é o aumento da representatividade política no Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU) e a mudança de regras do Conselho, que atualmente garantem poder de veto aos cinco países membros-permanentes, o que ele avalia como um dispositivo que impede avanços na mediação dos principais conflitos internacionais. Na última semana, em encontro com o primeiro-ministro Japão, Fumio Kishida, o tema também esteve em pauta.

"Estamos reivindicando que a ONU tenha, primeiro, representatividade geopolítica. Não tem nenhum país africano no conselho e a África tem três países com mais de 100 milhões de habitantes", disse. Lula defende a inclusão de mais nações nas instâncias com maior poder de decisão, como, Brasil, Alemanha, Índia, Japão, México e Nigéria. Atualmente, o Conselho é formado por 15 integrantes, mas somente China, Estados Unidos, França, Reino Unido e Rússia têm poder de veto.

Para Lula, a pauta é essencial porque a atual estrutura impede avanços importantes inclusive na questão ambiental e climática. "Quando a gente coloca a questão climática como prioritária para a sobrevivência do planeta, que a gente não quer que ele fique aquecido mais de um grau e meio de temperatura, é preciso que a gente tenha uma governança que tome decisão e essa decisão seja obrigatória", defendeu. 

Crise Climática

No contexto da tragédia que abate o estado do Rio Grande do Sul, no Brasil, Lula citou ainda o Acordo de Copenhague, criado na COP15, em 2009, em que os países desenvolvidos assumiram o compromisso de contribuir com US$ 10 bilhões ao ano, entre 2010 e 2012, e com US$ 100 bilhões ao ano a partir de 2020, para a mitigação e adaptação dos países mais vulneráveis frente aos efeitos das mudanças climáticas.

"O mundo não fez sua parte, o dinheiro não saiu, mas o Brasil está fazendo sua parte. Já diminuímos o desmatamento na Amazônia em mais de 42%. Estamos recuperando 40 milhões de hectares de terra degradada com a iniciativa privada. Uma demonstração de que o Brasil está cumprindo com aquilo que a gente propõe", observou Lula.

O presidente ressaltou que o Brasil é o país que tem a maior quantidade de energia renovável no mundo e que isso coloca a nação na linha de frente da transição energética. "Cerca de 90% da nossa energia elétrica é renovável. Seja hídrica, seja eólica, seja solar, seja biomassa. E agora vai entrar o hidrogênio".

No G20, o Ministério de Minas e Energia do Brasil coordena, na Trilha de Sherpas, o Grupo de Trabalho de Transições Energéticas, com foco nos debates de uma transição justa e inclusiva, em como acelerar o financiamento destas transições e as perspectivas de inovação de combustível sustentável.