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TRANSIÇÕES ENERGÉTICAS

Diálogos do G20: MME aproxima discussão sobre transição energética com setor privado e sociedade civil

O Ministério de Minas e Energia (MME) iniciou uma série de quatro rodadas de agendas paralelas do Grupo de Trabalho de Transições Energéticas do G20, o Diálogo G20. A ideia do evento é aproximar representantes do setor privado, da sociedade civil, das universidades e outros atores interessados na agenda de ação energética e dos resultados que o Brasil está alcançando no contexto das negociações dentro do G20.

14/08/2024 14:00 - Modificado há 2 anos
Primeiro seminário regional do “Diálogo G20 – Transições Energéticas” foi realizado no Rio de Janeiro, em agosto. Foto: Michele Lekan/MME
Primeiro seminário regional do “Diálogo G20 – Transições Energéticas” foi realizado no Rio de Janeiro, em agosto. Foto: Michele Lekan/MME

Na abertura desta primeira edição do Diálogo G20 - Transições Energéticas, no Rio de Janeiro, na quarta (4), foram apresentadas as prioridades do Brasil na agenda de transição energética durante a presidência do G20. Em seguida, foram conduzidos debates com o público presente sobre o acesso ao financiamento para a transição energética - com foco principalmente nos países em desenvolvimento e economias emergentes -, a dimensão social da transição energética, para que ela seja justa e inclusiva, e a importância de uma abordagem integrada para os combustíveis sustentáveis, as três prioridades principais do Brasil nas discussões sobre a temática.    

A coordenadora do GT de Transições Energéticas no G20 Brasil e assessora especial do MME, Mariana Espécie, representou o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, no evento e adiantou os objetivos da presidência brasileira dentro das três prioridades. “A ideia é que boa parte das construções do Grupo de Trabalho de Transições Energéticas mostre os resultados que o Brasil, como líder do G20, está alcançando dentro desses três temas. Mas também trazer o consenso do que essa comunidade de países que fazem parte do G20 está enxergando para a transição energética, respeitando os seus contextos nacionais, as suas capacidades institucionais e recursos que cada país tem na área de energia”, destacou. 

De acordo com Espécie, o Brasil tem uma série de peculiaridades que o coloca na vanguarda dessas discussões, como questões sociais e econômicas. “Nós temos uma oportunidade única de mostrar o que é possível fazer, o que às vezes não funciona tão legal, o que funciona super certo é mostrar para o mundo que a transição energética é possível”, afirmou.

Com sua matriz energética limpa, que é um diferencial em todo o mundo, o Brasil consegue demonstrar o quanto a agenda da transição energética pode ser positiva para o Planeta. “É importante entender todos os aspectos associados e poder equalizar os interesses de países desenvolvidos e de países em desenvolvimento, suas discrepâncias e perspectivas, mas também reconhecer que esse é um grupo que está junto e que precisa falar em uníssono pelo fato de termos ali um grupo de países que, juntos, representam em torno de 80% das emissões globais de gases de efeito estufa do setor de energia. O Brasil está trabalhando no sentido de engajar esse grupo em pautas positivas e de alcançar consenso nos principais resultados que pretendemos entregar ao final da nossa presidência”, reforçou Mariana.

G20 Itinerante

Com apoio do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e de Itaipu Binacional, o Ministério de Minas e Energia adotou como estratégia a realização do “Diálogo G20 – Transições Energéticas”, um conjunto de seminários paralelos regionais que tem como objetivo principal engajar a sociedade brasileira nas discussões que estão sendo conduzidas no nível político e social no âmbito do G20. Essa iniciativa se conecta com a iniciativa do G20 Social, apresentada como uma proposição da presidência brasileira. 

Os seminários regionais do “Diálogo G20 – Transições Energéticas” serão realizados ao longo do segundo semestre de 2024, nas cidades do Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP), Natal (RN) e Brasília (DF).

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