Compartilhadas pelo G20, Brasil já adota boas práticas em educação
Reunião do G20 de ministros da Educação discute a implementação de boas práticas educacionais compartilhadas entre os países, com foco em valorização docente, diversidade e inclusão, sustentabilidade e inteligência artificial. Expectativa é por consenso em plano de trabalho conjunto.

“Procuramos refletir no desenho de nossas políticas domésticas algumas boas práticas que observamos no G20”, ressaltou Camilo Santana, ministro da Educação do Brasil, anfitrião da Reunião Ministerial de Educação do fórum, que acontece nesta quarta-feira, (30), em Fortaleza, capital do Ceará.
Na fala de abertura dos debates, Santana recepcionou representantes de 19 países-membros com uma reflexão sobre a trajetória do grupo durante o ano, principalmente nas discussões relacionadas à valorização dos professores, diversidade e inclusão e sustentabilidade na educação e inteligência artificial.
“O desafio da valorização profissional envolve questões de orçamento e não depende apenas das autoridades de educação. Sabemos que nos espaços de deliberação sobre finanças globais, a educação ainda não alcançou a centralidade que merece e para isso temos trabalhado”, indicou.
A expectativa do ministro brasileiro é que o G20 chegue a acordo sobre um plano de trabalho para o tema da educação, que foi discutido durante toda a presidência de turno. “Quem atua na educação já sabe a importância da compreensão e do saber escutar. Neste grupo somos diversos. Não concordamos em tudo, mas temos convergências. Que continuemos fazendo deste fórum um espaço de diálogo capaz de ajudar na busca de soluções para os enormes problemas globais que requerem atuação conjunta”, concluiu Camilo Santana.
Outros temas prioritários discutidos pelos ministros do fórum são as experiências brasileiras com o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) do MEC, um dos maiores programas de alimentação escolar do mundo, além da experiência com políticas de integração da escola e da comunidade.