Combater os efeitos dos desastres naturais requer recursos, afirma ministro
Investir em infraestrutura resiliente e na garantia de alerta precoce são algumas medidas adotadas no Brasil para lidar com desastres naturais. Mas é necessário mais investimento na área, defende o ministro Waldez Góes da Integração e do Desenvolvimento Regional.

Cerca de 10 milhões de pessoas vivem em áreas de alto ou altíssimo risco no Brasil. Soma-se a essa realidade a maior frequência dos desastres ambientais ocasionados pela mudança climática em todo o mundo. Sendo assim, debater soluções e pensar em políticas públicas a nível internacional é o ponto central da reunião do Grupo de Trabalho de Redução do Risco de Desastres. Segundo o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, durante a abertura da reunião do GT, nesta segunda-feira (29), no Rio de Janeiro, dentro deste cenário, combater as desigualdades sociais é fundamental porque os mais impactados são os mais pobres no Brasil e no mundo.
Portanto, é importante investir em infraestrutura resiliente e na garantia de alerta precoce, medidas que o Brasil já vem adotando. E essas ações necessitam de recursos, “por isso que nós fazemos coro para taxar as grandes fortunas, os mais ricos no mundo inteiro, e destinar parte dos recursos para essa agenda”, afirmou o ministro Waldez em coletiva de imprensa.
O ministro acrescentou que no país vários instrumentos estão sendo desenvolvidos, como o Plano Nacional de Proteção e Defesa Civil. O Plano é uma das ações em curso na Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, vinculada ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, com o objetivo de tornar as cidades brasileiras mais resilientes e prontas para prevenir e responder com prontidão à ocorrência de desastres naturais.
Diálogo no G20
Em conformidade com a prioridade da presidência brasileira do G20 de combater as desigualdades e promover o desenvolvimento inclusivo e sustentável, os encontros técnicos que antecederam a reunião contaram com a participação de representantes da sociedade civil e do setor privado. Na visão do ministro Waldez Góes, o G20 é o espaço perfeito para explorar soluções conjuntas e traçar caminhos para mitigar e adaptar os impactos adversos das mudanças climáticas, reduzir riscos e melhorar cada vez mais a capacidade de resposta precoce dos países.
“Acreditamos que o G20 proporciona um espaço propício ao diálogo e ação coletiva entre as principais potências econômicas, entre diferentes atores, aproveitando experiências bem sucedidas e expertise técnica para enfrentar os desafios globais com determinação e eficácia”, disse o ministro.
Marco Sendai
As prioridades e ideias discutidas pelo grupo estão de acordo com o Marco Sendai adotado durante a Terceira Conferência Mundial sobre Redução do Risco de Desastres em 2015. A Conferência estabeleceu metas e diretrizes globais para a redução de riscos de desastres. Para o ministro, o Brasil tem avançado para alcançar as metas do marco, mas o ano de 2030 está perto e é preciso estimular cada vez mais os compromissos nacionais e internacionais em relação a esse tema.
O Grupo de Trabalho de Redução de Riscos de Desastres é coordenado pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional em conjunto com o Ministério das Cidades. A próxima reunião está marcada para os dias 30 e 31 de outubro em Belém, no estado do Pará.
