Brasil: exportar sustentabilidade com soluções manufaturadas para reter empregos e combater desigualdade
Segundo o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, em coletiva de imprensa, nesta quarta-feira (2), em Foz do Iguaçu, no estado do Paraná, o Brasil tem condições de atender a demanda crescente por energia, com geração de emprego e renda, com investimentos na nova indústria verde dos biocombustíveis.

O mundo com a Inteligência Artificial (IA) e os data centers vai precisar de três vezes mais energia nos próximos 15 anos, de acordo com dados da Agência Internacional de Energia (AIE) e o Brasil tem condições de responder a essa demanda. Assim defendeu o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, em coletiva de imprensa, nesta quarta-feira (02), em Foz do Iguaçu, no estado brasileiro do Paraná, na reunião do Grupo de Trabalho de Transições Energéticas.
O ministro Alexandre Silveira lembrou que o pulmão do setor elétrico brasileiro são as hidrelétricas que oferecem segurança energética para um país continental. No entanto, há um avanço no desenvolvimento de fontes alternativas e sustentáveis para gerar energia, o que torna o Brasil um líder em biocombustíveis, por exemplo, além de implantar políticas públicas que impulsionam o setor, como o projeto de lei Combustível do Futuro.
Segundo o ministro, com a sanção do projeto, o presidente Lula vai dar o pontapé inicial em uma nova indústria e abrir mercados internacionais de biocombustíveis. Além de incentivar a vocação do país para a agricultura familiar e o agronegócio, já que o Brasil com suas vastas plantações de cana-de-açúcar produz seu próprio etanol. E dessa maneira fortalece toda uma cadeia de geração de emprego e investimentos no país.
“O Brasil aproveita suas potencialidades. Queremos exportar sustentabilidade com bens manufaturados, para que o emprego fique no País, combatendo desigualdades com respeito às leis ambientais. Além de contribuir para que o mundo não vá ao encontro do colapso ambiental” disse o ministro
Transição energética e realidade
Alexandre Silveira observou que o petróleo é mais rentável para o setor e a transição não é só uma questão de sustentabilidade, é igualmente de economia e é uma disputa de matriz para definir os rumos do mundo no setor energético.
“Eu entendo que a transição energética só se dará no mundo quando os países ricos e produtores de petróleo puderem financiar este processo, então o financiamento é um ponto central que vamos discutir na reunião ministerial. São discussões acaloradas porque cada país defende a sua potencialidade, mas vamos buscar a convergência através do dialogo”.
O GT quer apontar propostas concretas como a criação de um fundo global. O ministro citou como exemplo conversas com o Azerbaijão para criar um fundo para a sustentabilidade financiado pelo petróleo, o que, na sua visão, não é uma contradição. Ele acredita que, enquanto houver demanda, é preciso produzir e explorar as riquezas naturais de maneira adequada.